19 jul 2019

Café: a bebida que transforma vidas

Movidos pela paixão, os amantes do café dizem que toda hora é hora de tomar um cafezinho. E os brasileiros são os maiores consumidores: tomamos, em média, 839 xícaras por ano, o que resulta, em aproximadamente, 33,5 litros por pessoa, segundo dados da Euromonitor International.

Aroma, sabor, doçura, acidez são algumas características que dão harmonia para o paladar e olfato. Segundo os parâmetros da Associação Brasileira de Cafés Especiais (BSCA), esses fatores sensoriais devem ser qualidades notáveis. Para chegar a esta categoria, há a Metodologia de Avaliação Sensorial, daSpecialty Coffee Association (SCA). Com nota máxima de 100 pontos, as bebidas especiais devem ter de alcançar, no mínimo, os 80 pontos.

Apreciador e produtor de café, Almir Moreira, mais conhecido como Miro, é proprietário do Sítio Adelaide, que fica em São Bento, município de Carangola, na Zona da Mata mineira. Produtor de café há muitos anos, naquela região, Miro que sempre foi um empreendedor, há dois anos decidiu se especializar em café especial: o café Tutty. “Entrar nesse mercado sempre foi o meu sonho. Comecei a fazer cursos de técnicas de manejo na lavoura e principalmente os cuidados na colheita, que é feita de forma manual e seletiva”, explica.

De acordo com Miro, para chegar à categoria especial, as colheitas dos grãos têm que ser 100% maduros, levados para terreiros suspensos e o cuidado com a higiene do local é fundamental. “A pontuação do primeiro lote do café Tutty chegou na marca de 87.7. Meu objetivo é chegar a nota máxima”, diz orgulhoso.

Jovens baristas

O projeto social Jovens Baristas foi criado em março de 2019 e tem como foco capacitar jovens discriminados pela sociedade por conta de fatores sociais, culturais e questões de gênero, na faixa etária de 17 a 27 anos, a profissão de Barista.

Mas o que é um barista? Barista é o profissional especializado em cafés de alta qualidade. Também trabalha criando novas bebidas baseadas em café, utilizando-se de licores, cremes, bebidas alcoólicas, leite, entre outros

Entrevista com Kívian Monique Moreira, idealizadora do projeto.

Qual a duração do curso?

O curso tem 4 meses de duração.

O que eles aprendem no curso?

No conteúdo, nós passamos tudo o que é necessário para ser um profissional completo. Para que isso aconteça, nós contamos com a participação de vários profissionais – que atuam na área do café: plantação, cultivo, preparo da bebida, torra, empreendedorismos, atendimento ao cliente, regras da vigilância sanitária, comportamento em ambiente de trabalho, entre outras coisas que são necessárias para dar o máximo de conhecimento aos nossos alunos.

Qual a importância do curso?

Com o crescimento do consumo do café especial, o mercado de trabalho tem buscado, a cada dia, mais profissionais especializados neste produto. O projeto “Associação Jovens Barista” busca preparar os jovens desfavorecidos para atender a demanda do mercado:

*Brewing ( Coado )
*Barismo

*Bebidas e drinks a base de Café

*Latte Art
*Torra
*Degustação e Classificação

*Empreendimento

*Mercado de Trabalho

Qual o início da próxima turma?

As inscrições serão abertas e Novembro/2019

Quais os critérios de seleção?

Ter de 17 a 27 anos de idade

Sofrer algum tipo de discriminação social

Ser de Belo Horizonte ou Região metropolitana

Renda máxima de até 2 salários mínimo

A seleção é feita após um estuda de necessidades, temos um numero pequeno de vagas.

Contato: Kívian (31) 9752 62016

10 abr 2017

Santa Casa de Lagoa Santa alerta sobre o abuso de álcool entre adolescentes

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As bebidas alcoólicas são consideradas as drogas lícitas mais consumidas no Brasil. A diminuição da idade em que os jovens iniciam suas experiências com o álcool cresce gradativamente na sociedade e preocupa especialistas da Santa Casa de Lagoa Santa.

A cidade faz parte da Região Metropolitana de Belo Horizonte e tem uma expressiva área rural. Segundo Fabiana Saqueto, assistente social do Hospital, as regiões mais afastadas dos centros urbanos facilitam o consumo precoce de álcool por adolescentes. São vários fatores, entre eles: fabricação de cachaça artesanal nas casas dos moradores, baixo custo de bebidas destiladas, baixa escolaridade, falta de informação sobre os prejuízos do álcool para a saúde do jovem.

“A Santa Casa reforça a necessidade da consolidação das Políticas Nacionais sobre Drogas e enfatiza que o Sistema Único de Saúde (SUS) tem o dever de prestar serviços de prevenção e tratamento dos problemas relacionados à dependência química”, alerta Fabiana.

O problema não atinge apenas a área rural, mas é um fenômeno em todo país. No último relatório divulgado pela Organização Mundial da Saúde (OMS) apontou o álcool como o maior responsável por mortes de brasileiros entre 15 e 19 anos, seja em acidentes ou por paradas cardíacas. No Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), os dados registram aumento crescente no consumo de bebidas alcoólicas nesta faixa etária.

Ainda conforme levantamento do IBGE, divulgado no fim de agosto de 2016, pouco mais da metade dos alunos do 9º ano já experimentaram bebida alcoólica. O número equivale a 1,5 milhão de adolescentes de 13 ou 14 anos. Na fase da adolescência, meninos e meninas passam por algumas mudanças biológicas, cognitivas, emocionais e sociais importantes para a afirmação e consolidação de hábitos na vida adulta. Nesta etapa da vida geralmente os jovens experimentam as bebidas alcoólicas. O uso do álcool na adolescência é um fator de exposição para problemas de saúde na idade adulta, além de aumentar significativamente o risco de o indivíduo se tornar um consumidor em excesso ao longo da vida.

Quando consumido de maneira abusiva, o álcool provoca consequências negativas para a saúde da população, pois trata-se de um dos principais fatores de risco para o desencadeamento de doenças cardiovasculares, ocorrência de acidentes de trânsito e homicídios, os quais representam a maior causa de morte entre jovens.

“As estratégias de prevenção e atendimento devem se pautar em estudos científicos com relação ao impacto do álcool e seus efeitos. Percebe-se que o uso exagerado do álcool afeta a saúde e a segurança do ser humano” conclui Fabiana Saqueto.

15 mar 2017

Adolescentes compram indiscriminadamente anticoncepcionais em farmácias

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A venda indiscriminada de hormônios femininos, como anticoncepcionais, pode agravar os riscos à saúde das mulheres. É bom lembrar que o medicamento é vendido sem a exigência de receita médica em vários países, inclusive no Brasil. Especialistas alertam que a automedicação sem uma avaliação médica pode acarretar problemas como a trombose e a embolia. O problema pode ser ainda mais complicado quando uma adolescente resolve usar o anticoncepcional por conta própria.

Recebi algumas mensagens de mães aflitas relatando que as filhas adolescentes estavam comprando anticoncepcionais em farmácias sem orientação de uma ginecologista. Teve um relato bem inusitado de um garoto de 15 anos com problemas psicológicos que usava anticoncepcional para ficar sem pelos no corpo. Enfim, as farmácias vendem indiscriminadamente o medicamento em qualquer situação. Conversei com o professor da UFMG e ginecologista Agnaldo Lopes sobre o assunto.

1- Adriana Santos: Quais os principais efeitos colaterais dos anticoncepcionais para adolescentes?

Agnaldo Lopes: Os efeitos mais comuns para adolescentes são náuseas, vômitos, dor de cabeça, mal estar, intolerância gástricas e possibilidade de sangramento irregular.

2- Quais os cuidados no uso dos anticoncepcionais para meninas que começaram a menstruar?

Todo método anticoncepcional deve ser prescrito por um médico após uma histórica clínica e avaliação detalhada.

3- Por que no Brasil os adolescentes podem comprar o medicamento sem receita médica, já que são menores de idade?

A legislação brasileira permite isso. Reforço a importância da prescrição do anticoncepcional por um médico, apesar de que todas as barreiras para os métodos contraceptivos podem implicar em gravidez não desejada.

4- Adolescentes usam concepcionais também para tratar espinhas. Os meninos podem usar o anticoncepcional feminino? Quais os possíveis efeitos colaterais?

É absolutamente contraindicado. Não devem usar de forma alguma.

5- O anticoncepcional Diane foi proibido na França por provocar trombose em várias mulheres. Por que ainda é consumido no Brasil, em especial por adolescentes que tentam tratar espinhas?

O Diane é aprovado pela Agência Europeia de Medicamentos (EMA) como tratamento hormonal contra os sintomas de hiperandrogenismo (excesso de pelo e de acne).

6- Qual a importância de procurar um ginecologista para iniciar o uso do anticoncepcional?

Ele vai definir juntamente com a mulher se a pílula anticoncepcional é o método contraceptivo mais indicado, qual o tipo de pílula ela deve tomar, e aconselhá-la sobre benefícios físicos e sinais alerta de cada método

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