17 fev 2016

Aedes aegypti: não há comprovação científica da eficácia dos repelentes caseiros

repelentes

Reprodução/Youtube

São muitas as receitas caseiras que chegam por aplicativos de mensagens, redes sociais e blogs prometendo resolver o problema de saúde pública chamado mosquito Aedes aegypti (vetor dos vírus da dengue, da febre chikungunya e da Zika), mas que não têm o aval dos cientistas. O infectologista Dalcy Albuquerque da Sociedade Brasileira de Medicina Tropical reforça que a aprovação de repelentes pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) é uma garantia oficial da segurança e eficácia do produto.

“A gente vive uma era de produtos orgânicos. Os pacientes têm duvidas e perguntam com frequência sobre os repelentes caseiros. Não posso dizer que funcionam e correr o risco do meu paciente pegar uma dessas doenças”, disse Albuquerque.

Depois do surto de Zika e da associação desta doença com o nascimento de bebês com microcefalia, a busca por formas de evitar a picada de mosquito virou uma grande preocupação em todo o país. Usuários das redes sociais espalham informações não comprovadas cientificamente sobre os benefícios da vitamina B12, própolis, citronela, cravo da índia, entre, além de outros truques para afastar o mosquito.

A recomendação da Organização Mundial da Saúde e do Ministério da Saúde é que a população, principalmente mulheres grávidas, usem calças compridas, sapatos fechados, mangas compridas e coloquem telas nas janelas, especialmente em locais com maior incidência do mosquito.

O uso de repelentes aprovados pela Anvisa é outra recomendação das duas instituições de saúde. No entanto as recomendações dos rótulos devem ser seguidas. Segundo a Anvisa, estudos indicam que o uso tópico de repelentes, ou seja, direto na pele, à base de n,n-Dietil-meta-toluamida (DEET) por gestantes é seguro.

* Com informações da Agência Brasil

12 fev 2016

Aedes aegypti transmite doença que pode causar embolia pulmonar e morte em cães

Arquivado em Animais, Dengue

aedes cães

Créditos: Ultimo Segundo via Correio Braziliense

Foto: Marvin Recinos/ AFP)

Apesar do senso comum, os alvos do mosquito Aedes aegypti não são apenas as pessoas, mas também seres felpudos e de quatro patas. A dirofilariose canina é uma doença que tem entre seus vetores o mosquito transmissor da dengue, do zika vírus e do chikungunya. E a consequência é uma embolia pulmonar que pode levar à morte.

O veterinário André Luís Soares da Fonseca, professor na Universidade Federal do Mato Grosso do Sul (UFMS), explica que “o Aedes aegypti prefere sangue humano, mas também ataca cães” – momento em que o parasita dilofilaria immitis entra no corpo do animal e passa a se desenvolver em seu coração, podendo atingir até 20 centímetros de comprimento.

“É um verme que fica em forma de novelo. O animal infectado chega a abrigar no coração dez larvas ou até mais”, alerta Rodrigo Monteiro, professor do curso de Medicina Veterinária na Universidade Anhanguera. “O parasita se alimenta dos componentes do sangue, nutrientes e proteínas do animal.”

A partir do momento em que o Aedes aegypti contaminado com a dirofilária pica o cão, o verme é transmitido para o animal, caindo na corrente sanguínea e indo direto ao coração, onde instantaneamente começa a causar danos.

Inicialmente de uma dimensão minúscula, capaz de passar pela tromba do mosquito, o verme se desenvolve rapidamente e, em três anos, chega a seu auge, com 20 centímetros, momento em que passa a causar maior estrago ao organismo. Cansaço, dificuldade para se exercitar, tosse e edema pulmonar são alguns dos sintomas.

O tratamento, diz Monteiro, é de alto risco, já que o medicamento atualmente disponível mata o verme, mas, por se hospedar nas artérias do coração e até do pulmão, se fragmenta e pode entupir algum capilar do órgão respiratório, causando a embolia pulmonar e levando à morte. Sem ele, no entanto, o animal está fadado a morrer, pois o verme continua a crescer e se desenvolver dentro do coração.

“Mas os animais dificilmente morrem por infarto, porque o coração canino consegue se irrigar de forma mais eficaz do que o humano quando alguma artéria está obstruída”, ressalta o especialista. “Só que a embolia é ainda mais grave do que o infarto.”

Apesar de o primeiro vetor da doença ser o mosquito culex, um pernilongo comum, a alta densidade do Aedes no País aumenta o risco de transmissão pela espécie.

Proteger o cão é a melhor maneira de evitar a doença

Monteiro explica que há um medicamento vermífugo que pode ser oferecido mensalmente aos cães que vivem em áreas endêmicas da dirofilariose, mas que ele só vale como método preventivo, quando a infecção pela larva ainda é recente.

“Se o cão for picado pelo mosquito infectado, assim que essa larva cair no sangue, automaticamente ele vai morrer”, conta Ribeiro. Ele enfatiza que o medicamento, receitado por médicos-veterinários, é seguro e que há cães tomando-o mensalmente há mais de dez anos, sem registro de efeitos colaterais.

Outra forma de prevenir, segundo Fonseca, da UFMS, é passar um inseticida canino nos pelos dos cães, cuja eficácia contra o Aedes aegypti é de 98%, com durabilidade da proteção de 30 dias.

A incidência da dirofilariose canina varia de região a região. O litoral norte de São Paulo, o interior do Estado e o Nordeste do País, por exemplo, são algumas áreas com maior número de casos em território nacional.

16 dez 2015

Saiba como proteger sua casa do mosquito da dengue antes de sair de férias

Arquivado em saúde, SUS
Viagem_casa

Blog da Saúde

Não importa se você mora em casa ou apartamento, o mosquito Aedes aegypti pode encontrar um recipiente com água parada para depositar os ovos e se reproduzir. Por isso, antes de viajar de férias, é muito importante verificar todos os pontos que possam acumular água na sua residência.

O ciclo de reprodução do mosquito, do ovo à forma adulta, pode levar de 5 a 10 dias. Por isso, mesmo em uma viagem curta, é preciso estar atento. Um balde esquecido no quintal ou um pratinho de planta na varanda, após uma chuva, podem facilmente se tornar um foco do mosquito e afetar toda a vizinhança. Uma fêmea pode dar origem a 1.500 mosquitos durante a sua vida. Em 45 dias um único mosquito pode contaminar até 300 pessoas. Se estes mosquitos picarem alguém infectado, eles poderão transmitir os vírus da dengue, zika ou chikungunya para muitas pessoas de uma região.

Antes de aproveitar as férias, tire alguns minutos para verificar se sua casa está livre destes possíveis focos.

Quem mora em casa pode começar pela área externa. Se assegurando que:

– A caixa d´água está vedada
– As calhas estão totalmente limpas
– Galões, poços e tambores estão bem vedados
– Pneus sem água e em lugares cobertos
– Garrafas e baldes vazios e com a boca virada para baixo
– Piscinas e fontes tratadas e se possível, tampadas
– Pratos de vasos de planta com areia até a borda

Já nos ambientes internos de casa ou apartamentos é preciso verificar se:

– Os ralos estão tampados ou telados
– As tampas dos vasos sanitários estão abaixadas
– As vasilhas dos bichos de estimação estão limpas e protegidas da chuva
– A bandeja coletora de água do ar-condicionado está limpa e seca
– A bandeja externa na geladeira está limpa e seca
– Pratinhos de floreiras de varandas com terra até a borda
– Parador de filtro de parede limpo e seco

Lembre-se que os ovos podem ficar aderidos às laterais internas dos recipientes ou ainda nas laterais externas dos vasos. Por isso, é necessário lavá-los com água e sabão, utilizando uma bucha. Mesmo ressecados, os ovos são perigosos. Eles sobrevivem até 1 (um) ano em locais e, se neste período entrarem em contato com água, o ciclo evolutivo recomeça. Antes de viajar cuide da sua casa e aproveite as férias com a consciência tranquila!

Viagem casa

Sábado da Faxina – Para chamar a atenção sobre a importância da limpeza para eliminação dos focos do Aedes aegypti, o Ministério da Saúde lançou a campanha “Sábado da Faxina – Não dê folga para o mosquito da dengue”. A ideia é que toda a população dedique um dia da semana para verificar todos os possíveis focos do mosquito, fazendo uma limpeza geral em sua residência e impedindo a reprodução do aedes. Saiba mais sobre esta campanha na matéria do Blog da Saúde.

Fonte: Gabriela Rocha/ Blog da Saúde