28 jun 2019

O que significa ajuda terapêutica quando nos sentimos perdidos emocionalmente?

O Saúde & Literatura de hoje apresenta o livro Gestalt-Terapia 6, que faz parte da consagrada coleção Gestalt-Terapia: fundamentos e práticas da Summus Editorial.  Nesta obra, terapeutas com vasta experiência apresentam ensaios profundos e sensíveis sobre como se trabalha e se pensa clinicamente em Gestalt-terapia. Articulando teoria e prática, examinam diferentes temáticas: o fechamento de Gestalten; o trabalho com sonhos; o apoio a jovens prestes a entrar na vida adulta; a escuta de pacientes transexuais; a clínica com crianças e adolescentes; o trabalho com pacientes que apresentam ansiedade e depressão etc. Trata-se de narrativas sensíveis e delicadas, relatadas por profissionais que diariamente dedicam seu tempo e esforço a ser testemunhas dos sofrimentos, histórias, alegrias e dificuldades de seus pacientes. Textos de Alysson de Oliveira Mendes, Beatriz Helena Paranhos Cardella, Eleonôra Torres Prestrelo, Fátima Aparecida Gomes Martucelli, Laura Cristina de Toledo Quadros, Lucas Caires Santos, Luciane Patrícia Yano, Maria Aparecida Barreto, Rosana Zanella, Selma Ciornai, Sérgio Lizias Costa de Oliveira Rocha.

Entrevistei Maria Aparecida Barreto, autora do artigo “O Significado de ajuda em psicoterapia”. Confira:

Adriana Santos: O que significa “ajuda” na psicoterapia e qual o papel no processo terapêutico?

Maria Aparecida Barreto: A palavra terapia vem do grego therapeuein, que significa assistir, cuidar. Portanto a ajuda em psicoterapia significa contribuir com, auxiliar, mas principalmente estar junto com o outro na busca do caminho da melhora.

A ajuda é sempre unilateral?

A priori sim, já que o cliente é quem vem em busca de ajuda, e é papel do terapeuta cuidar desta pessoa de forma ética e respeitosa. Considero que nesse “encontro” humano, o terapeuta poderá ser afetado por essa relação de alguma forma.

As pessoas que procuram o terapeuta está sempre preparadas para receber ajuda?

Nem sempre, até porque alguns clientes vêm trazidos pela família. Muitas pessoas por orgulho ou falta de conhecimento, não aceitam ajuda mesmo necessitando dela. É preciso todo um trabalho técnico para que a pessoa aceite tratamento.

É comum um terapeuta recusar um atendimento por conta da resistência em não receber ajuda por parte do paciente?

Depende da linha de trabalho de cada profissional. É de consenso de todas as linhas, que quando a pessoa aceita a ajuda, o tratamento dá mais resultados e flui melhor. Pessoas mais resistentes acabam abandonando o tratamento. Uma boa relação entre cliente e terapeuta, poderá modificar isso, fazendo com que a pessoa aceite a ajuda.

A auto-ajuda é um processo posterior à terapia?

Acredito que depois de um processo terapêutico bem realizado, o cliente consegue ajudar-se melhor e buscar outras saídas para suas angústias e ansiedade.

Qual a diferença em ajudar e orientar?

A ajuda que significa auxiliar, cooperar, não implica em indicar uma direção. Já na orientação, há a indicação de algo, norteia, o terapeuta dá a informação de alguma coisa, encaminha.

A terapia tem início, meio e fim? Ou seja a ajuda terapêutica tem um tempo de validade?

O ser humano apesar de parecido em muitos aspectos, ele é singular na sua essência . Existem terapias com início, meio e fim, onde é possível um plano de trabalho. Em outros casos não é possível delimitar esse processo, até porque existem muitas patologias psíquicas que demandam um cuidado constante. Assim como têm pessoas que encaram a terapia como algo que faz parte da vida delas, na busca de auto conhecimento.

Como caminhar com as próprias pernas sem a “ajuda” terapêutica?

Depende do estado mental de cada um. Pessoas com problemas graves, ou com problemas que não conseguem sair do lugar, irão precisar de ajuda, até porque poderão produzir doenças psicossomáticas e vão acabar indo ao médico. Acredito muito que o conhecimento, seja ele sobre qualquer assunto, é um caminho interessante para andar com suas próprias pernas, já que ampliar nossa percepção e entendimento, ajuda-nos a ter uma outra visão de mundo. Ampliando essa visão, podemos estar mais atentos à nossa própria capacidade de auto regulação.

04 jan 2018

Adolescente com doença grave no intestino faz apelo nas redes sociais

pedro

O rosto dele me hipnotizou nos primeiros segundos de um vídeo que circula no Facebook, desde 9 de dezembro de 2017. Já são mais de 300 mil visualizações. Não tinha como ser indiferente. O corpo frágil, o olhar sincero e a voz decidida me deixaram interessada na história do guerreiro Pedro Guilherme, 14 anos e morador de Fortaleza. Ele tem uma doença grave no intestino, mas enfrenta cada dificuldade com otimismo, fé e sonhos. Pedro quer ser escritor e ajudar outras pessoas que passam pelo mesmo problema. “Minha história poderia ser igual a de muitas outras, e na verdade é, senão fosse pelo simples fato de que me deram apenas dois dias de vida, em maio de 2009, quando tinha apenas 5 anos de idade. Depois de três dias de intenso sofrimento, descobri que tinha uma má formação genética, com uma única artéria mesentérica, sem veias intestinais, sofri volvo e posterior necrose de mais de 90% do intestino delgado, ficando com 5cm de jejuno e 5cm de íleo”, explica.

Após 2 meses, Pedro fez mais 2 cirurgias. A última delas foi de ligação das partes que sobraram chamada reanastomose e a de por uma sonda para alimentação enteral ou gastrostomia, da qual ele faz até hoje. Pedro ficou nove meses sem se alimentar pela boca, além das várias internações, infecções e sofrimento. “Comecei a me alimentar pela boca em 2010, um grande passo pra mim, e desde então continuo pela sonda e pela boca”.

Pedro ainda batalha para ganhar mais peso. Ele esteve internado até um pouco antes do Natal e está com apenas 29 quilos, distribuídos em 1.54m. Com a doença, Pedro também enfrenta problemas como: osteoporose e depressão. “Foi descartado hipótese de transplante e STEP(espécie de alongamento do intestino) pela cautela de não piorar o que vem dando certo. O tratamento dele basicamente é medicamentoso e alimentício. Ambos sem previsão de alta e de forma contínua. Atualmente ele faz uso de 13 medicamentos e leite especial”, informa  Karla Lima, mãe do guerreiro Pedro.

A síndrome do intestino curto (SIC), ou simplesmente chamada de intestino curto, refere-se a uma doença de má absorção resultante da ressecção cirúrgica do intestino delgado (como, por exemplo, em casos de doença de Crohn ou tumores) derivações do trânsito intestinal (como no caso de fístulas e cirurgia bariátrica) ou, em raros casos, decorrente de uma disfunção completa de grande parte do intestino delgado (devido a infecções, isquemia, quimioterapia e/ou radioterapia). Saiba mais no site do Pedro Guilherme AQUI

Conversei com o Pedro sobre sonhos. Sonhar é o caminho mais curto para conquistar saúde e bem estar. Ele gosta de escrever contos e poemas.

Adriana Santos: Como surgiu a ideia de escrever?

Pedro: Eu costumo criar fantásticas histórias com brincadeiras de bonecos e de espadas. Quando, numa conversa, contei uma delas a minha mãe, ela me deu a ideia e eu acolhi. Desde então é minha paixão.

A: Quais os livros estão na gaveta, esperando publicação?

P: Atualmente, “Contos da Minha Nuvem”, um livro de que busca espalhar valores e o “Cotidiano de Minhas Poesias”, dedicado a poemas, que já está sendo finalizado.

A: Qual o autor que você mais gosta?

P: Nossa, é bastante difícil! Gosto de muitos autores, mas meu preferido certamente é J.R.R Tolkien, o pai do RPG e escritor de O Silmarillion, O Hobbit, O Senhor dos Anéis e tantos outros.

A: Qual o livro que você mais se identifica?

P: Depende muito do modo como quero ser identificado: seja em estilo de escrita? Personalidade ou caráter? Certamente um livro que me identifiquei bastante foi o Pequeno Príncipe. Uma linda história, que foi capaz de tocar até meu âmago e ser a primeira obra literária a me arrancar lágrimas.

A: Quais são os seus sonhos?

P: No fundo, tudo o que mais quero não é fama ou dinheiro, mas espalhar minhas histórias, para que as pessoas a conheçam e que venham a gostar delas. Sonho em viajar por lugares como Dinamarca, a doce Europa e outras regiões. E poder ajudar instituições e ONGs de crianças e portadores da SIC.

Veja o vídeo. É comovente!

Como ajudar?

A família abriu uma conta poupança para doações. Você pode doar qualquer valor. O importante é doar e contribuir para a realização do sonho do guerreiro. O dinheiro será utilizado para a publicação do livro, além das despesas com o tratamento.

Titular: Pedro Guilherme Lima Ramos
Banco: Caixa Econômica
Agencia: 2183
Conta poupança: 34.989-9
Operação: 013
CPF: 054.216.223-71

Mais informações pelo site do Pedro. AQUI