21 ago 2017

Cozinha ética é melhor que antidepressivo, experimente!

RECEITAS

Há 4 anos, abandonei definitivamente a carne no meu cardápio. Foram vários os motivos:  dores de estomago frequentes, ativismo pelos direitos dos animais, casos de câncer na família e aperfeiçoamento da minha busca espiritual. Não poderia, por exemplo, falar sobre sofrimento dos seres vivos não humanos em um churrasco com amigos. Não poderia escrever no blog sobre os prejuízos da gordura animal à saúde, comendo batatas fritas com carne seca. A coerência sempre fez parte da minha vida. É a principal herança que pretendo deixar ao meu filhote.

Confesso que foi mais fácil ser vegetariana do que largar o cigarro. Não tive dificuldades em tomar uma decisão para a vida toda, pelo contrário, foi muito tranquilo e prazeroso escolher uma vida mais simples, plena e ética. Para isso, devorei livros e mais livros sobre os benefícios e os cuidados necessários para quem é vegetariano. Descobri que era mais fácil do que muita gente imagina. E mais, cresceu dentro de mim uma vontade de descobrir novos sabores e apostar na minha criatividade para montar pratos saudáveis.

Foi aí que nasceu a Chef Dri, com a chegada da maturidade. Brincadeiras à parte, percebi que preparar receitas é muito bom, melhor que antidepressivo. Sim, investir algumas horas na cozinha é uma terapia que alimenta o corpo e a alma. Hoje sou muito mais feliz e bem disposta a enfrentar os problemas com serenidade. Até os medicamentos foram reduzidos, acredite. Vitória, vitória, vitória!!! Também estou mais leve, mais decidida e mais magrinha. A comida vegetariana, realmente, é uma boa alternativa para o emagrecimento gradual.

Pessoal, hoje preparei um bolinho de arroz ao forno que é uma delícia e bem saudável. Anota aí:

Sobras de arroz 7 grãos (é melhor o famoso arroz dormido)

1 colher de chá de tempero indiano (masala)

2 ovos caipiras orgânicos

Queijo ralado (opcional)

2 ou 3 bananas da terra

O preparo é muito fácil. Misture todos ingredientes na seguinte ordem (arroz, ovos peneirados, tempero e banana da terra madura e amassada. Fazer pequenos bolinhos. Levar ao forno por volta de 25 minutos.

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LIVRO

Anote ai também uma dica bem legal de livro: Fisiologia da Alma (Ramatis).

21 jun 2017

Moderação é a dica para curtir as festas juninas com saúde

festa junina

As festas populares do mês de junho são divertidas e fartas de delícias da culinária sertaneja que nos deixam com água na boca. É difícil resistir a tenta tentação: milho verde, pamonha, canjica, pé de moleque, quentão, churrasquinho, tapioca, cachorro-quente, paçoca, doces e salgados. No entanto é importante evitar os abusos dos quitutes das festas juninas que, geralmente, são muito calóricos e perecíveis.

Nesta época do ano são comuns casos de infecções intestinais ou intoxicações provocadas por bactérias que proliferam em alimentos estragados. Uma dica importante nestas festas é observar as condições de higiene e limpeza do local, o acondicionamento dos alimentos, a aparência das comidas, a vestimenta dos vendedores e o prazo de validade dos quitutes da época.

Além da higiene dos alimentos, outros cuidados são importantes para garantir uma boa festa: evite o consumo de maionese e ketchup em bisnagas, apenas em sachês individuais; não abuse dos alimentos gordurosos e dos carboidratos; quentão e vinho quente são muito calóricos e açucarados; coma sempre com moderação sem muitas misturas de alimentos; não esqueça de tomar água.

No mais, boas festas!

24 jan 2017

A estreita e incrível relação entre depressão e nosso intestino

alimentos-para-depressao
Por Mônica Vitorino
O nosso cérebro produz substâncias neurotransmissoras que controlam inúmeras funções cerebrais. Dentre elas está a serotonina que é capaz de dar ao cérebro a sensação de bem-estar regulando o nosso humor e a nossa saciedade. Ela age transmitindo e processando informações e estímulos sensoriais através dos neurônios.

Para a síntese cerebral da serotonina há necessidade de nutrientes fundamentais  como o triptofano (aminoácido), magnésio,cálcio (minerais), vitamina B6, ácido fólico (vitaminas). Seria então correto pensar que quanto mais deste alimentos ingerirmos mais bem estar iremos sentir. Contudo a matemática biológica é diferente e de nada adianta estes alimentos se não houver saúde intestinal. Sim, por mais estranho que nos pareça, o intestino produz e armazena 95% da serotonina do nosso organismo. A serotonina  intestinal é produzida pelos probióticos , ou seja, bactérias que residem no intestino, que na  etimologia da palavra  significa  as bactérias para a vida e que conhecemos no dia a dia  com o nome de flora intestinal ou de microbiota intestinal.

Além das bactérias, o intestino possui cerca de 100 milhões de neurônios– perdendo apenas para o cérebro (por isto é chamado de segundo cérebro) Neurotransmissores como a serotonina conectam o que acontece no cérebro com o que acontece no intestino e vice-versa através destes neurônios. Além da serotonina, o intestino fabrica e utiliza mais de 30 neurotransmissores Todos esses neurônios e neurotransmissores são necessários para a complexa rede neural responsável pela conexão entre o bem-estar emocional e o bem-estar físico. Desta forma, o intestino determina, em grande parte, nossas emoções. Chego até a afirmar que a saúde do intestino depende a saúde do cérebro. Neurotransmissores como a serotonina conectam o que acontece no cérebro com o que acontece no intestino e vice-versa.

A base do pensamento e da emoção é a energia. A emoção quando reprimida gera uma energia bloqueada que fica gravada no nosso corpo sob a forma de rigidez, dor, tensão. Por isso, a mente e o corpo relacionam-se e influenciam-se mutuamente. O equilíbrio da serotonina determina, em última analise a possibilidade de equilíbrio emocional. Dependendo da dose presente, como também de oxigênio proveniente da respiração profunda , de momentos de relaxamento e da meditação (que tem por finalidade o autoconhecimento) e da quantidade de probióticos presentes no intestino esta emoção  pode ser interpretada como alegre, triste, pavorosa, engraçada, neutra, relaxante ou aterrorizante. E também, é claro, o mal-estar e depressão.

Quase todos aqueles que sofrem de doenças crônicas envolvendo o cérebro, como a depressão, pânico, ansiedade, enxaqueca, autismo, esquizofrenia etc, sofrem  também de problemas no sistema digestivo  em maior ou menor grau. Intestino preso, alternância entre períodos com intestino muito solto e períodos com intestino preso, enjoo fácil quando em movimento, por exemplo, numa simples viagem de carro ou ônibus, colite, doença de Crohn  e todo tipo de má digestão e intolerâncias alimentares são comuns.

O stress, os alimentos de difícil digestão como são  os leite e seus derivados, frituras,  carnes , alimentos industrializados, ricos em glúten dentre outros,  resultam em aumento da permeabilidade do intestino , morte dos probióticos com consequente inflamação intestinal sub clinica. E inflamação é exatamente o que não precisamos. Enxaqueca, cólicas menstruais, doenças inflamatórias como tendinite,  doenças auto imunes, esclerose múltipla, esquizofrenia, autismo, entre uma série de problemas de ordem cerebral, mental e comportamental  como a depressão e ansiedade são causadas e/ou “turbinadas” por processos inflamatórios.

Esse ciclo vicioso somente pode ser quebrado através das mudanças-chave no estilo de vida e da alimentação.  Para ajudar o seu organismo a viver com o PH ideal, manter o equilíbrio e a ecologia interna saudável, seja saudável. Evite produtos animais, aumente a quantidade de fibras através das frutas, verduras, alimentos integrais e suco detox. Procure seguir as dicas dadas neste pequeno texto. O uso de probióticos é de suma importância. Existem os naturais (keffir, kombucha, caspian, rejuvelac, dentre outros e os comprados ou manipulados em farmácia. Sem eles, nada feito!!) .Abaixo os alimentos fontes dos precursores de serotonina:

Triptofano e ômega-3: ovo, castanha, linhaça, chia, cogumelos, amendoim, ervilha, abacate, couve-flor, banana, grão-de-bico, feijão;
Cálcio: sementes e folhas verde escuras
Magnésio: chocolate, castanhas, amêndoas, sementes de abóbora, arroz integral, gérmen de trigo, aveia, abacate e banana;
Vitaminas do complexo B: espinafre, couve, ovos, brócolis, cereais integrais, ervilhas, amendoim, castanhas, nozes  aspargos, espinafre e vegetais folhosos de coloração verde escura, brócolis, lentilha, feijão, ervilha,sementes de girassol cogumelos, amendoim
Vitamina C: acerola, goiaba, abacaxi, laranja, limão, tangerina, amora, framboesa, kiwi, folhas em geral.

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