02 fev 2016

Veterinário é impedido pelo CRMV de cuidar gratuitamente de animais em São Paulo

Arquivado em Cidade, Direito Animal
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Reprodução/Facebook

O veterinário Ricardo Fehr, 39 anos, começou no último (23/01) a realizar o sonho de ajudar animais cujos donos não podem pagar por consultas. A ação voluntária, que reúne a família dele em sua clínica veterinária, iniciou o atendimento de cães e gatos gratuitamente na cidade de São Carlos, em São Paulo.

Para divulgar a ação para o maior número de pessoas possível, ele decidiu fazer um vídeo e publicar em seu perfil do Facebook. A postagem foi compartilhada e chegou a mais de 2 milhões de visualizações.

Só que a repercussão foi tanta que o veterinário recebeu a visita de um fiscal do Conselho de Medicina Veterinária de São Paulo. A instituição considerou que a iniciativa não é de “utilidade pública” e que fere o código de ética da categoria.

Este é o Artigo citado pelo CRMV:

Art. 21. Ao médico veterinário não é permitida a prestação de serviços gratuitos ou por preços abaixo dos usualmente praticados, exceto em caso de pesquisa, ensino ou de utilidade pública.

Parágrafo único. Casos excepcionais ao caput deste artigo deverão ser comunicados ao CRMV da jurisdição competente.

O veterinário filmou o momento que ele foi notificado pela fiscal do CRMV. Ele fez um desabafo nas redes sociais. Confira:

DESCUPEM ESSE DESABAFO !!INFELIZMENTE , NAO PODEREI MAIS REALIZAR OS ATENDIMENTOS GRATUITOS AOS SÁBADOS , POR ENTENDEREM QUE ESSE TIPO DE SERVIÇO NÃO É DE UTILIDADE PÚBLICA, PEÇO QUE ASSISTAM O VÍDEO DO MOMENTO EM QUE A FISCAL TENTA EXPLICAR PARA MEU ADVOGADO, O PORQUE DE EU NÃO PODER AJUDAR AS PESSOAS, COM O MEU DINHEIRO, E COM MEU TEMPO !! SE VOCÊ ACHA QUE ESSE TIPO DE SERVIÇO É DE UTILIDADE PÚBLICA, PEÇO QUE ASSISTA , CURTA E COMPARTILHE , VAMOS FAZER ESSE VÍDEO VIRAR UM ABAIXO ASSINADO DE TODOS QUE ACHAM QUE ESSE É UM SERVIÇO DE UTILIDADE PÚBLICA , VAMOS CONTINUAR LUTANDO POR UM MUNDO MELHOR PARA OS ANIMAIS CARENTES !!!NO PAIS DA CORRUPÇÃO AJUDAR O PRÓXIMO É PROIBIDO!!!!

Publicado por Ricardo Fehr Camargo em Segunda, 1 de fevereiro de 2016

12 jan 2016

Atriz Nicole Puzzi denuncia nas redes sociais maus-tratos contra os animais no Mercado Central de BH

mercado central

Reprodução/Youtube

O Mercado Central de Belo Horizonte ainda não se “adaptou”  às novas regras para a exposição de cães, roedores, pássaros e outros animas domésticos em vitrines e gaiolas. A resolução do Conselho Federal de Medicina Veterinária (CFMV) entrou em vigor em 15 de janeiro de 2015.

A resolução prevê regras para a comercialização dos animais. Desde janeiro de 2015, os bichos podem ficar expostos, mas em ambiente livre de excesso de barulho, com luminosidade adequada, livre de poluição, em ambiente limpo e sem riscos de acidentes, os locais têm que ter espaço para movimentação. Os estabelecimentos e veterinários que não cumprirem os requisitos definidos na resolução estão sujeitos a multas.

Próximo de completar um ano de completo descaso, a atriz Nicole Puzzi publicou um vídeo em suas redes sociais mostrando que nada ainda foi feito em favor dos animais.  Cães, pássaros e roedores continuam confinados em espaços pequenos. O Mercado Central de Belo Horizonte continua o mesmo…  Nada ainda foi feito… Até quando??? Assista

11 jan 2016

Vai viajar? Saiba como escolher um serviço de hospedagem para seu animal de estimação

Arquivado em Animais, Comportamento, saúde

viajar

Viajar envolve planejamento, ainda mais para quem tem animal de estimação e, nem sempre, pode levá-lo junto. O crescimento do mercado pet no Brasil fez surgir uma variedade de oferta de hospedagem para animais de companhia. É preciso escolher bem onde deixar seu companheiro para evitar dor de cabeça.

Depois de passar por experiências nada boas quando tinha um cachorro, a advogada Laís de Souza Serique aprendeu a ser mais exigente na hora de escolher os serviços de hospedagem. Hoje ela é tutora do Alfredo e da Samanta, dois gatos com pouco mais um ano de idade.

“Sempre levo em conta a indicação de algum conhecido, visito o local, vejo a rotina, como eles tratam os animais, qual o tipo de atenção que dão, se os gatos terão brinquedos e arranhadores à disposição, por exemplo”, conta Laís.

Fazer uma visita prévia para que se conheça a estrutura, além de conversar com outras pessoas que já tenham utilizado o serviço oferecido é mesmo uma das principais recomendações.

Também é importante verificar se o estabelecimento está registrado no Conselho Regional de Medicina Veterinária da localidade, o que é obrigatório. O local deve possuir um médico veterinário como responsável técnico.

De acordo com secretário-geral do Conselho Federal de Medicina Veterinária (CFMV), Marcello Roza, é preciso verificar o estado de saúde do animal, se ele tem alguma necessidade de cuidado especial por conta de doenças, idade e uso de medicamento contínuo, por exemplo.

“O temperamento do animal, se ele é dócil com pessoas e outros animais, também influencia na hora de escolher um local pois muitos hotéis tem hospedagens coletivas”, alerta Marcello Roza.

A não adaptação aos outros hóspedes foi o que incomodou a cadela Lia, uma Golden Retrivier de seis anos de idade.

“Quando precisei deixar a Lia novamente no local ela ficou desesperada e não queria entrar. Como viajo muito a trabalho preciso usar os serviços de hospedagem para animais então tive que escolher outras opções”, conta a médica Letícia Vervloet.

O Conselho Regional de Medicina Veterinária do Rio Grande do Sul (CRMV-RS) elaborou uma nota técnica sobre os serviços de hospedagem de animais. No documento, recomenda-se que os proprietários dos animais busquem locais que ofereçam condições plenas de bem-estar aos hóspedes, informem-se sobre o controle sanitário e ambiental dos animais hospedados e das instalações, verifiquem como é feito o controle de zoonoses e de doenças que o animal hospedado pode contrair ou disseminar pelo contato com o ambiente ou com os demais animais e procurem locais que ofereçam proteção contra fuga e lesões aos animais.

Na hora do check-in, os locais devem exigir o comprovante de vacinação em dia e a aplicação de antipulga.

“Acho que agora fiz a escolha certa pois a Lia tem várias atividades como de natação e futebol. Quando chego para buscar, ela vai me receber, mas depois volta para continuar a brincadeira com os outros cachorros”, conta Letícia Vervloet.

E se o animal for junto na viagem?

De acordo com o Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) em viagens dentro do país é necessário apenas o atestado de saúde assinado por médico veterinário, que deve atentar para a assiduidade da vacinação antirrábica.

Se a viagem for feita de avião, é preciso providenciar a documentação necessária e contatar a companhia aérea para saber as exigências. “Recomenda-se chegar ao aeroporto com antecedência e jamais dar qualquer tipo de medicação sem a orientação do médico veterinário”, afirma o secretário-geral do CFMV, Marcello Roza.

Nas viagens de carro, lembre-se de programar paradas para que o animal possa beber água e se alimentar adequadamente, além de urinar e defecar. “Jamais viajar com o animal solto no carro. A caixa de transporte também deve ficar presa ao cinto de segurança, evitando, assim, que se desloque durante eventuais frenagens”, ressalta.

No site do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) você encontra mais informações sobre o transporte de animais de companhia, inclusive em viagens internacionais.

Saiba mais: AQUI

Assessoria de Comunicação do CFMV

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