27 maio 2021

Assembleia: garantia de absorventes a mulheres vulneráveis tem parecer favorável

A Comissão de Fiscalização Financeira e Orçamentária (FFO) aprovou, nesta quinta-feira (27/5/21), parecer de 1° turno favorável ao Projeto de Lei (PL) 1.480/20, que trata da oferta de absorventes higiênicos em escolas públicas, unidades básicas de saúde, abrigos e unidades prisionais. Agora, o projeto está pronto para ser analisado pelo Plenário.

De autoria da deputada Leninha (PT), o projeto dispõe, originalmente, sobre a obrigatoriedade do fornecimento, pelo Estado, de absorventes higiênicos nos locais mencionados. O relator, deputado Ulysses Gomes (PT), opinou pela aprovação na forma do substitutivo n° 2, da Comissão de Defesa dos Direitos da Mulher. Ficou prejudicado o substitutivo nº 1, da Comissão de Constituição e Justiça.

O substitutivo n° 2 teve como objetivo promover melhorias no texto original. Ele deixa claro que a nova lei trata da garantia de acesso das mulheres em situação de vulnerabilidade social a absorventes, sendo que o item deve estar disponível nas escolas públicas, unidades básicas de saúde, abrigos e unidades prisionais.

Segundo o novo texto, a garantia de acesso a absorventes higiênicos tem como objetivos a defesa da saúde integral da mulher, a conscientização sobre o direito da mulher aos cuidados básicos relativos à menstruação, a prevenção de doenças e a diminuição da evasão escolar.

Por fim, outro dispositivo trata das ações que devem ser adotadas como, por exemplo, o incentivo à fabricação de absorventes higiênicos de baixo custo por microempreendedores individuais e pequenas empresas.

Isso é importante porque, conforme ressalta o deputado Doutor Paulo na justificativa que acompanha o projeto, fere a razoabilidade e a dignidade da pessoa humana deixar um servidor, que já está em dificuldade, sem receber salário ou benefícios, por exemplo, enquanto aguarda uma decisão final sobre esses pagamentos.

Por Assessoria de Comunicação ALMG

12 maio 2021

Um convite para uma experiência gastronômica vegetariana, sem sair de casa!

No Brasil, 14% da população se declara vegetariana, segundo pesquisa do IBOPE Inteligência conduzida em abril de 2018. No entanto, nas regiões metropolitanas de São Paulo, Curitiba, Recife e Rio de Janeiro este percentual sobe para 16%. A estatística representa um crescimento de 75% em relação a 2012, quando a mesma pesquisa indicou que a proporção da população brasileira nas regiões metropolitanas que se declarava vegetariana era de 8% . Hoje, isto representa quase 30 milhões de brasileiros que se declaram adeptos a esta opção alimentar – um número maior do que as populações de toda a Austrália e Nova Zelândia juntas.

Você sabe o que é vegetarianismo?

Vegetarianismo é o regime alimentar que exclui os produtos de origem animal. Os principais tipos de vegetarianismo, segundo a Sociedade Vegetariana Brasileira (SVB),  são:

Ovolactovegetarianismo: utiliza ovos, leite e laticínios na sua alimentação.

Lactovegetarianismo: utiliza leite e laticínios na sua alimentação.

Ovovegetarianismo: utiliza ovos na sua alimentação.

Vegetarianismo estrito: não utiliza nenhum produto de origem animal na sua alimentação.

Já o veganismo, segundo definição da Vegan Society, é um modo de viver (ou poderíamos chamar apenas de “escolha”) que busca excluir, na medida do possível e praticável, todas as formas de exploração e crueldade contra os animais – seja na alimentação, no vestuário ou em outras esferas do consumo.

Há dez anos resolvi abandonar o consumo de carnes e reduzir o consumo de leites e derivados. Já o ovo ainda faz parte da minha vida, mas prefiro os orgânicos. Os motivos da decisão foram muitos: mudança alimentar mais ética, sem sofrimento animal; questões espirituais e estilo de vida mais saudável. Confesso que colho os benefícios de uma existência mais virtuosa. Acredite!

O chamado para um consumo sustentável foi na infância, mas a pouca divulgação sobre o vegetarianismo provocou uma certa desconfiança na minha família. Na época, a indústria da alimentação oferecia poucas opções de produtos sem origem animal. Hoje, o mercado cresceu significativamente. Por isso, sempre que possível e sem fanatismo ideológico, procuro oferecer conteúdos sobre os hábitos alimentares que promovem o bem-estar do planeta.

Foi com muito prazer que eu recebi da empresa Pranic, sediada no bairro Cruzeiro, em Belo Horizonte, alguns produtos sem o uso de carne e ovos, que primam pela qualidade dos ingredientes e variedade de ervas e especiarias. Quero compartilhar a minha experiência gastronômica vegetariana de primeira linha, aqui em BH

Em primeiro lugar, sem sobras de dúvidas, conforme o meu paladar, o voto vai para o Creme de Abóbora, Cogumelo Shimeji, Sementes e Grãos. O produto é vegano, sem glúten, com cogumelo shimeji refogado no azeite , alho poro , coco aminos, quinoa, semente de girassol, semente de abóbora, gergelim branco e preto.

Já experimentei cremes de abóbora de outras marcas, mas o produto oferecido pela Pranic é, indiscutivelmente, mais saboroso. Preciso dizer que abóbora é um dos frutos que eu mais amo. Achei incrível. Presto muita atenção também no cheiro da comida, já que isso diz muito sobre qualquer alimento. Consegui perceber todos os ingredientes informados na embalagem. É uma explosão de sabores e cheiros. O creme de abóbora não contém glúten, não contém lactose.

O  Kibe de Abóbora tem um cheiro sensacional. Muito bom! O trigo para Kibe é hidratado em um creme de abóbora temperado com zattar, pimenta síria e hortelã. O recheio é composto por tomate, azeitona, castanha do Pará e queijo minas padrão. O gosto da abóbora é bem suave. A castanha é um toque de gênio.

A linha de hamburguer vegano  é uma opção bem bacana no pão e, também, no acompanhamento de um prato tradicional, como arroz, feijão e saladinha.

Hamburguer Vegano de Batata Doce e Cogumelo a base de batata doce, cogumelo shimeji, quinoa, semente de girassol, semente de linhaça, grão de bico, alho poró, azeite de oliva extra virgem, sal marinho, gergelim, salsinha, cebolinha, orégano, zathar e manjericão. Amo batata-doce, por isso o hambúrguer merece o meu destaque.

Hamburguer de Grão de Bico e Quinoa é composta por grão de bico, quinoa, queijo minas padrão, ricota, cebola, alho, linhaça, semente de girassol, cenoura, cebolinha, salsa, manjericão, orégano, páprica e sal. A combinação de sabores me agradou muito.

Já o Hamburguer Vegano de Tempeh foi o meu preferido. A massa é composta por tempeh (derivado da soja orgânica e rico em proteínas), cebola, cenoura, coentro, hortelã, manjericão, linhaça, aveia, farinha integral, amêndoas, semente de girassol, óleo de girassol, shoyo light, pimenta preta, garam masala e sal.Produto Vegano.

Canelone de Abobrinha é muito suave e perfeito. Possui como base molho vermelho, feito de tomate orgânico e manjericão. O canelone é feito com abobrinha em finas lâminas, que envolvem o recheio de alho poró, ricota, castanha do Pará, salsinha, cebolinha e espinafre. Os canelones são cobertos por molho branco feito a base de farinha de arroz, queijo minas padrão e gergelim preto.

Fiquei muito surpresa com o Baião de Dois. Achei fantástico. O tradicional arroz com feijão em uma versão que utiliza o arroz integral, feijão azuki, gengibre, alho poro, cebolinha, cenoura vermelha e semente de girassol. Pensamos em uma base para a refeição diária que pode ser complementada com o cardápio da sua preferência.

Bom apetite!

07 abr 2021

CPI dos “Fura-Filas” recebe superintendente regional de saúde de BH

Arquivado em Cidade, Comportamento

A vacinação de 247 servidores da Superintendência Regional de Saúde de Belo Horizonte contra a Covid-19 foi realizada em cumprimento de decisão superior da Secretaria de Estado de Saúde (SES) e seguiu os critérios do grau de exposição e de continuidade dos serviços essenciais. A informação é da superintendente regional de BH, Débora Marques Tavares, ouvida na condição de testemunha, nesta quarta-feira (7/4/20), pela Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) dos Fura-Filas da Vacinação.

A comissão da Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG) investiga a imunização de servidores da secretaria, inclusive do ex-secretário Carlos Eduardo Amaral, antes de grupos prioritários.

Em visita realizada pela CPI, foi informado pela Subsecretaria de Vigilância em Saúde que, ao contrário das regionais do interior em que a vacinação dos servidores foi feita após tratativa com os municípios, em BH as doses das vacinas teriam sido repassadas diretamente pelo Governo do Estado à superintendência regional.

Questionada pelo relator da CPI, deputado Cássio Soares (PSD), sobre a questão, Débora Tavares afirmou que a decisão foi da SES, motivada pelo fato de terem os servidores da superintendência a mesma sede dos servidores do nível central da secretaria, ou seja, a Cidade Administrativa, em Belo Horizonte. Segundo ela, foi estabelecido pela SES que a própria secretaria seria responsável por definir a vacinação dos servidores do nível central e também da Superintendência de BH.

Débora Tavares disse que, após essa definição, foi elaborado memorando pela secretaria com as prioridades de vacinação dos servidores, com a divisão dos trabalhadores em 8 grupos, de acordo com o grau de exposição e a continuidade dos serviços de saúde essenciais. Ela informou que foram então encaminhadas 250 doses para a superintendência, tendo sido vacinadas 247 pessoas (54% do total de servidores) que estavam nos três primeiros grupos prioritários (trabalhadores da Rede de Frio, da central de regulação assistencial e da Farmácia de Minas).

Superintende não foi vacinada

Em resposta a questionamentos dos parlamentares, Débora Tavares disse que não foi vacinada, por não estar nos três grupos prioritários imunizados na superintendência. Segundo ela, os critérios foram seguidos rigorosamente.

O presidente da CPI, deputado João Vítor Xavier (Cidadania), manifestou estranheza diante do fato de que, ao contrário da superintendente, o então secretário Carlos Eduardo Amaral foi vacinado, antes mesmo (19 de fevereiro) da equipe da superintendência (22 e 23 de fevereiro).

Para João Vítor Xavier, enquanto no caso da Superintendência de BH a vacinação parou no terceiro grupo prioritário, sendo que servidores do quarto grupo que exercem atividades em campo, por exemplo, não foram contemplados, no nível central da SES, outros grupos menos expostos foram vacinados.

Nesse aspecto, os deputados Cássio Soares, Repórter Rafael Martins (PSD) e Ulysses Gomes (PT), vice-presidente da CPI, apontaram que essa diferença de tratamento indica que há “os fura-filas dos fura-filas”. Pressionada pelos parlamentares a se posicionar tecnicamente sobre essa diferença nos grupos vacinados entre o nível central e a regional, Débora Tavares afirmou que só poderia falar sobre a superintendência pela qual é responsável.

Paralisação – O deputado Roberto Andrade (Avante) perguntou ainda sobre o motivo de a vacinação na regional ter sido paralisada no terceiro grupo.

A superintendente explicou que, após as denúncias e abertura de processos investigativos, a decisão foi suspender a imunização. Débora Tavares ainda explicou que a expectativa da superintendência era de que todos os servidores fossem vacinados gradativamente, de acordo com as doses recebidas e os grupos definidos.

Parlamentares manifestaram preocupação com a suspensão da vacinação na superintendência, já que ela inclui profissionais de saúde que prestam serviços importantes, e defenderam a retomada do processo dentro dos critérios do Plano Nacional de Imunização (PNI). Já os deputados Guilherme da Cunha (Novo) e Zé Guilherme (PP) falaram sobre a importância da vacinação de trabalhadores da Rede de Frio, setor responsável por receber e distribuir as vacinas.

Cadastro – O deputado Sargento Rodrigues (PTB) fez questionamentos sobre a forma como a vacinação dos servidores da superintendência foi possibilitada, em especial se foi pedida alguma senha à Prefeitura de Belo Horizonte (PBH). Débora Tavares disse que não foi solicitada senha e que a vacinação ocorreu com preenchimento de um cadastro técnico validado pelo município. Segundo a superintendente, esse procedimento é corriqueiro, sendo o mesmo de outras campanhas de vacinação.

Débora Tavares também informou aos parlamentares que a vacinação dos servidores da regional e dos servidores do nível central foram processos separados. Segundo ela, no caso da superintendência, a vacinação foi feita na sede da Farmácia de Minas, em BH, e apenas os servidores que atuam diretamente na Rede de Frio foram vacinados no local em que trabalham.

Responsabilização – Perguntada sobre uma possível responsabilização dos servidores vacinados, Débora Tavares afirmou que a definição sobre quem seria vacinado se deu por critérios técnicos, seguindo as prioridades estabelecidas, sendo que dessa decisão participaram apenas os servidores da área técnica.

Para o deputado Noraldino Júnior (PSC), a resposta da superintendente indica que os servidores que não participaram da decisão sobre a vacinação não podem ser responsabilizados por terem sido imunizados.

Crédito: Assembleia Legislativa de Minas Gerais 

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