21 jan 2019

Bons hábitos alimentares podem prevenir o câncer

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*Por Luana Moreira.

Em 4 de fevereiro é celebrado o Dia Mundial do Câncer, que busca mobilizar a população e organizações mundiais sobre a importância da prevenção, diagnóstico precoce e tratamento da doença. A data criada pela União Internacional de Controle do Câncer (UICC) procura ainda alertar sobre a relevância da adoção de hábitos saudáveis para se precaver e curar tumores cancerígenos, que atualmente apresentam 600 mil novos casos por ano no Brasil, segundo dados do Instituto Nacional de Câncer – José Alencar Gomes da Silva (INCA).

Outro dado bastante revelador é o de que a alimentação e a nutrição impróprias são classificadas como o segundo fator que influi no surgimento do câncer, mas que pode ser prevenido. As negligências alimentares são responsáveis por 20% dos casos de câncer nos países em desenvolvimento e de cerca de 35% das mortes pela doença.

Com tudo isso, o médico generalista e diretor da Clínica Penchel, Lucas Penchel, aponta que apesar do câncer, na maioria das vezes, estar relacionado a fatores como a genética, maus hábitos de vida e condições externas – como a exposição constante à radiação solar e produtos químicos; alcoolismo; tabagismo e sedentarismo –, a alimentação ainda possui um papel de grande peso tanto na proteção quanto na origem do tumor maligno.

Uma prova clara da relação entre a alimentação e o câncer é uma ação recente do governo brasileiro, que assinou um acordo com a indústria alimentícia para eliminar até o ano de 2022, a quantidade de 144 mil toneladas de açúcar presentes em 23 categorias de produtos como as bebidas adoçadas, bolos, biscoitos, produtos lácteos e achocolatados em pó.

O médico ressalta que é preciso deixar claro, que o açúcar por si só não provoca o aparecimento de tumores malignos, mas o excesso de sua ingestão pode colaborar para a eclosão de quadros de obesidade, que é uma das principais causas de 13 tipos de cânceres. “Sendo assim, não é aconselhável suspender por completo o consumo do açúcar para impedir a origem ou a manifestação de um câncer, mas sim adotar bons costumes alimentares”, recomenda.

Segundo Lucas Penchel, assim como o açúcar, outros alimentos também aumentam o risco de se ter câncer, como são os casos das comidas ultraprocessadas e com altos níveis de conservantes artificiais ou prazo de validade extenso, como os produtos vendidos em caixinha ou saquinho. “Enquanto alguns alimentos podem aumentar as probabilidades de incidência do câncer, outros podem ajudar na proteção do corpo contra a doença. O ideal é que as pessoas adotem uma dieta rica em alimentos in natura ou minimamente processados, frutas, legumes, verduras e cereais integrais. Esse tipo de atitude pode prevenir de 3 a 4 milhões de novos casos de câncer a cada ano no mundo, segundo o Inca”, orienta.

Penchel sugere que é importante dar preferência para os alimentos que venham da terra, pois, aquilo que é plantado e colhido é sempre a melhor alternativa para uma boa nutrição. “No entanto, é indispensável lembrar, que nenhum alimento é milagroso, sendo assim, para se prevenir ou tratar a doença, também é essencial procurar pelo acompanhamento profissional e aderir a uma rotina de hábitos saudáveis”, aconselha.

Por fim, o médico também adverte que o excesso de gordura corporal, principalmente na região abdominal, também é um fator que merece grande atenção. “Geralmente, as pessoas nessa condição têm seus níveis hormonais alterados e isso provoca um estado inflamatório, que pode estimular a propagação celular e inibir a morte programada das células. Com este contexto, o risco de desenvolvimento do câncer se torna acentuado. Entretanto, para afastar este fator complicador, é preciso aliar alimentação saudável e a prática de exercícios físicos regulares”, comenta.

*Jornalista. Assessoria Naves Coelho

16 jan 2019

Santa Casa de BH oferece curso de Cuidados de Enfermagem com Sondas e Cateteres

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A Santa Casa BH Ensino e Pesquisa realiza, nos dias 22, 30 e 31 de janeiro, o curso de Cuidados de Enfermagem com Sondas e Cateteres. A capacitação visa instruir sobre os tipos de sondas, drenos e cateteres, suas indicações, formas de manuseio e troca de curativos. Também aborda os cuidados gerais e específicos para prevenção de eventos adversos infecciosos e não infecciosos. O investimento é de R$ 110. Inscrições: www.santacasabh.org.br/ver/iep. Informações: (31) 3238-8601 / 3238-8672.

14 jan 2019

Hospital Felício Rocho e Faculdade de Ciências Médicas realizam procedimento inédito na América Latina

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Divulgação

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A vida do jovem Iago Lopes dos Santos, 23 anos, mudou após dar entrada no bloco cirúrgico do Hospital Felício Rocho (HFR), no último dia 07 de dezembro de 2018. O paciente foi submetido à um transplante inédito na América Latina, no qual recebeu um rim através de uma cirurgia robótica.

Antes do procedimento, Iago vivia em constantes sessões de hemodiálise por conta de complicações de doença renal em estágio terminal. Ele vive em Governador Valadares (MG), região do Vale do Rio Doce, e se deslocava semanalmente à Belo Horizonte para realizar o procedimento exaustivo que o mantinha vivo. Até que sua irmã, Viviane Lopes dos Santos, de 36 anos, foi diagnosticada como apta para a doação de um rim.

Após avaliações do corpo clínico do Hospital Felício Rocho, onde Iago fazia seu tratamento, a decisão foi realizar o primeiro transplante de receptor renal por via robótica da América Latina. Trata-se de um procedimento inovador, pouco invasivo, no qual o órgão é inserido no corpo do paciente e a cirurgia é feita pelo cirurgião através de uma plataforma robótica. Tanta inovação é resultado de uma parceria entre o Hospital Felício Rocho e a Faculdade Ciências Médicas De Minas Gerais (Feluma).

A cirurgia foi realizada com a equipe de transplantes e de cirurgia robótica do Hospital Felício Rocho, assistida pelo médico Cirurgião Geral, Dr. Enrico Benedete, Chefe de Departamento da Universidade de Illinois, nos Estados Unidos. Antes disso, em outubro deste ano, e também de forma pioneira, a equipe do HFR já havia feito a cirurgia de retirada do rim do doador para transplante, também por via robótica.

O transplante renal é a melhor terapia de substituição renal em portadores de insuficiência renal crônica. Ele melhora a qualidade de vida e o tempo de vida desses pacientes. Implantar o robô nesse tipo procedimento colabora para essa cirurgia tornar-se ainda mais segura, eficaz e para que a recuperação seja mais rápida e menos dolorosa.

Todo o procedimento durou cerca de três horas.

O rim transplantado funcionou imediatamente. Iago evoluiu muito bem no pós-operatório e já tinha condições de alta antes de uma semana após a realização do procedimento robótico. Os benefícios da cirurgia robótica incluem visão magnificada em três dimensões, maior amplitude dos movimentos, resultando em uma maior precisão cirúrgica, menor agressão ao organismo e uma recuperação pós-operatória mais rápida, menos dolorosa e com retorno mais precoce do paciente às suas atividades habituais. Sem dúvida, esse procedimento realizado pela parceria do Hospital Felício Rocho com a Feluma é um avanço e tanto para a medicina brasileira.

A plataforma robótica é de uma precisão gigantesca. Bastante usada em cirurgias renais, prostáticas, mas também em muitos outros tipos de procedimentos, de várias especialidades médicas e, com resultados muito satisfatórios. Tudo isso porque o robô atua com uma visão tridimensional, magnificada, que capta detalhes anatômicos de uma forma ampliada e com ótima qualidade de imagem, além de uma maior amplitude de movimentos.

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