23 out 2015

Promotoria de Justiça abre Inquérito Civil sobre saúde no Mercado Central de BH

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assembleia

Assessoria de Comunicação/Deputado Noraldino

A Comissão extraordinária de Proteção dos Animais da Assembleia Legislativa de Minas Gerais realizou mais uma reunião especial, na tarde dessa quinta-feira (21), na tentativa de apurar irregularidades na venda de animais no Mercado Central de Belo Horizonte.

Esteve presente o médico veterinário, Gilson Dias Rodrigues,  responsável por um laudo técnico, encomendando prelo presidente da Comissão, deputado Noraldino Junior. O documento aponta que os animais podem transmitir doenças para os frequentadores do Mercado, por meio da contaminação dos produtos por fezes de animais.  “Não vamos parar enquanto a legislação não for respeitada. Queremos um Mercado Central que seja orgulho para todos nós, que respeite os cidadãos e respeite os animais”, afirmou o presidente da comissão.

O veterinário apontou ainda que os animais são mantidos em gaiolas muito pequenas, além de uma variedade de espécies convivendo em um espaço restrito. De acordo com informações prestadas por Gilson Dias, os animais adultos não conseguem ficar de pé nas gaiolas. “Alimentam-se, defecam, bebem água agachados, o que lhe promovem perda de dignidade pela sujeira de suas penas, colaboram com o mau-cheiro do local, sofrem atrofia muscular, dores articulares e a sensação de compressão causada pelas barras da gaiola sobre suas protuberâncias ósseas contrariamente ao peso de seus corpos”, diz.

O laudo apresentado na Comissão também cita o não cumprimento da Resolução 1069 do Conselho Regional de Medicina Veterinária (CRMV), que prevê condições mais dignas no confinamento dos animais. O representante do Mercado Central, o assessor jurídico Matheus Bonaccorsi, disse que a administração está disposta a fiscalizar as lojas irregulares. No entanto não ficou até o fim da audiência.

O promotor de Justiça do Meio Ambiente, Luciano Luz, solicitou o laudo e o material exposto pelo médico veterinário durante a reunião e destacou que não há necessidade de mais leis e sim que as legislações já existentes sejam cumpridas. “Vou fazer uma relação de todos os expedientes em curso sobre o Mercado Central, de todos os inquéritos já iniciados”, informou o promotor.

O gerente da Vigilância Sanitária da Regional Centro-Sul de Belo Horizonte, Pedro Coutinho, disse que é contra o comércio de animais, mas que o órgão não tem o poder de fiscalizar. Segundo ele, as lojas de animais do Mercado Central têm alvará de localização. “Para um fiscal interditar um estabelecimento ele tem que ter legitimidade. Não posso ultrapassar os meus limites legais”, afirmou.

Ministério Público

Após a reunião extraordinária, a Promotoria de Justiça de Defesa da Saúde da Comarca de Belo Horizonte registrou Inquérito Civil sobre saúde no Mercado Central: o comércio de animais, que recebeu o nº MPMG-0024.15.015665-1. A informação foi encaminhada ao gabinete do deputado pelo promotor Bruno Alexander Vieira Soares.

A Promotoria de Defesa do Consumidor também já ingressou um Inquérito Civil sobre o comércio de animais no Mercado Central e os possíveis danos que essa prática pode trazer ao cidadão. A promotoria espera concluir o inquérito em 60 dias.

25 ago 2015

Unidade Móvel de Esterilização Animal realiza 1800 castrações por mês

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adocão

Foto: Blog AdoCão

O Programa de Controle Reprodutivo de cães e gatos da Prefeitura de Belo Horizonte teve início em 2005, mas a aquisição da Unidade Móvel de Esterilização Animal (SUS) ocorreu no final do mesmo ano.

A Unidade Móvel tem capacidade para realizar aproximadamente 400 cirurgias de esterilização por mês. Somando-se o atendimento nos 3 Centros de Esterilização são realizadas aproximadamente 1800 intervenções cirúrgicas por mês.

O mais importante é o controle reprodutivo evitando-se os acasalamentos indesejáveis, reduzindo o abandono de animais e consequentemente maus tratos.

Segundo a assessoria de Comunicação da Secretaria Municipal de Saúde, com a supressão dos hormônios sexuais teremos ainda como benefícios a redução das fugas para acasalamento, a diminuição da micção para delimitação territorial nos machos, as fêmeas não entram mais no cio, antes do primeiro cio das fêmeas reduz a possibilidade de tumores de mamas relacionados ao hormônio sexual, reduz a possibilidade de agressão motivadas pela excitação sexual, neutraliza a possibilidade de infecções e tumores testiculares e uterinos.

Como os interessados podem ter acesso ao calendário das visitas da unidade móvel de castração? Antes da ida da Unidade Móvel para uma região da cidade a equipe de controle de zoonoses local realizada uma captação dos interessados no local, gerando a agenda de atendimentos.

A prefeitura lançou também uma cartilha sobre guarda responsável. A intenção é orientar os tutores dos animais quanto aos cuidados básicos e principalmente reforçar a questão da responsabilidade em relação à vida e ao bem estar daquele animal que se tem a guarda.

É uma aposta na mudança de comportamento, garantindo o cuidado e o bem estar em detrimento do abandono, negligência e maus tratos.

Para castrar seu animal entre em contato com:

CENTRO DE CONTROLE DE ZOONOSES
Endereço: R. EDNA QUINTEL, 173 SÃO BERNARDO
TEL: 3277-7411 3277-7413

CENTRO DE ESTERILIZAÇÃO DE CÃES E GATOS NOROESTE
Endereço: R. ANTÔNIO PEIXOTO GUIMARÃES 33 – CAIÇARA
TEL: 3277-8448

CENTRO DE ESTERILIZAÇÃO DE CÃES E GATOS OESTE
Endereço: RUA ALEXANDRE SIQUEIRA 375 – SALGADO FILHO
TEL: 3277-7576

14 jul 2015

Cães farejadores são os melhores detectores de explosivos e drogas

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Foto: Zenio Souza

Os policias da Rocca, Ronda Ostensivas com Cães Adestrados, iniciaram o Curso de Busca e Captura, um dos treinamentos mais importantes de adestramento de cães em matas com o objetivo de localizar e mobilizar criminosos em fuga. O cão será capaz de encontrar, pelo faro, pessoas escondidas em matas fechadas, penduradas em árvores e até mesmo debaixo de rios, lagos, cachoeiras ou riachos. Com a ajuda de um cão farejador, a policia pode mobilizar sem a necessidade de disparos por armas mortais.

O curso está dividido em disciplinas práticas e teóricas, como técnicas de obediência, Direitos Humanos, Polícia Comunitária e Cinotecnia. A carga horária é de 760 horas com previsão de término para outubro e envolve policiais de 27 canis do estado de Minas Gerais.

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Sargento Karine já tem dez anos de polícia militar. Há um ano e seis meses trabalha na Rocca. Já realizou dois cursos de treinamento. “Sempre sonhei em trabalhar com os cães da Rocca. Ambiente que tem animal é sempre melhor”. Ela é companheira inseparável de Athos, um labrador corajoso, mas também dócil e amigo das crianças da Escola Estadual Francisco Sales. Reveja o caso aqui.

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O treinamento dos cães começa ainda na fase de filhote, por volta dos 10 meses, quando ganham do treinador brinquedos de estimação e são adestrados nas brincadeiras de esconde-esconde. Segundo o tenente Albuquerque, o equilíbrio do cão é fundamental para a relação de confiança entre policial e animal.

A Rocca Belo Horizonte conta, atualmente, com 75 cães, sendo que 19 são idosos (aposentados). Os animais foram responsáveis, de janeiro de 2015 até agora, por: 30 prisões, 9,3 quilos de cocaína, 3,5 pastas de cocaína, 3.064 pinos de cocaína, 64,2 de crack, 3.280 pedras de crack, 12 armas, além de buchas e pés de maconha, munições, celulares, rádios de transmissão, coletes de uso da polícia, balanças, celulares e veículos.

Major Cinério acredita que os cães são verdadeiros heróis anônimos que trabalham de forma invisível, mas eficiente, no combate ao tráfico de drogas, além de detectar explosivos em ambientes púbicos.

Os cães da Rocca têm temperamentos diferentes, por isso recebem missões conforme a capacidade desenvolvida em treinamentos. Alguns são feras em encontrar drogas nos locais mais improváveis. Já outros são “explosivos”. Mesmo com detectores de bombas já disponíveis no mercado, o melhor amigo do policial ainda é mais confiável do que os experimentos.

Trabuco, por exemplo, é um Belga Malinóis de oito anos, responsável pela vistoria de explosivos no Mineirão na época da Copa do Mundo. Trabuco também zelou pela segurança da presidente da República Dilma Rousseff na última visita oficial em Belo Horizonte.

Impossível não amar Trabuco. Quando ele não está trabalhando, o cão policial é doce e aceita com gentileza afagos de uma repórter que ficou apaixonada por ele na primeira troca de olhares.

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Repórter Adriana Santos encantada com Trabuco

O tenente Jadir esclarece que alguns cães não se adaptam à vida militar. Ele lamenta também a morte da cadela Uara, no ano passado, em uma missão policial. Uara caiu em um buraco de um matagal e não resistiu aos ferimentos. O policial cita com orgulho a capacidade de trabalho dos principais cães farejadores  de drogas da Rocca.

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Foto: Jornal Uberaba

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