29 jul 2016

Inscrições gratuitas para VIII Simpósio Arritmias Cardíacas

Arquivado em saúde

Divulgação

O VIII Simpósio Arritmias Cardíacas será no dia 05 de agosto e integra o Programa de Educação Continuada, aberto à comunidade e promovido pelo Instituto Biocor, em Belo Horizonte. A iniciativa, com inscrições gratuitas, pretende abordar importantes temas, dentre eles: DNS: diagnóstico, tratamento e indicações de marcapasso; Bloqueios Atrivoventriculares: diagnóstico, tratamento e indicações de marcapasso; Arritmias ventriculares incessantes, da extra-sístoles à tempestade arrítmica. Diagnóstico e tratamento; Indicações de CDI.

A edição 2016 do Programa de Educação Continuada promovido pelo Instituto tem por objetivo reunir profissionais da Saúde para avaliar e discutir os principais temas e tendências da área por meio de simpósios especializados.

Confira a programação do VIII Simpósio Arritmias Cardíacas:

13:15 – Abertura

Módulo I – Bradiarritmias
13:30 – DNS: diagnóstico, tratamento e indicações de marcapasso – Dra. Silvana Angelina D`Orio Nishioka
14:00 – Bloqueios Atrivoventriculares: diagnóstico, tratamento e indicações de marcapasso – Dra. Silvana Angelina D`Orio Nishioka
14:30 – Discussão de casos clínicos – Dra. Silvana Angelina D`Orio Nishioka/ Dr. Luiz Mário Gerken (Cardiologia /Eletrofisiologia), Dr. Frederico Soares Corrêa Lima e Silva (Cardiologia/Eletrofisiologia), Dr. Ricardo Augusto Baeta Scapelli (Cardilogia/Eletrofisiologia)
Módulo II – Taquiarritmias
15:30 – De QRS estreito – diagnóstico e tratamento – Dr. Ricardo Augusto Baeta Scapelli (Cardiologia / Eletrofisiologia)
16:00 – De QRS largo – critérios ECG para o diagnóstico: tratamento com drogas antiarrítmicas – Dr. Frederico Soares Corrêa Lima e Silva (Cardiologia/Eletrofisiologia)
16:30 – Arritmias ventriculares incessantes, da extra-sístoles à tempestade arrítmica. Diagnóstico e tratamento – Dr. Luiz Gerken
17:00 – Indicações de CDI – Dra. Silvana Angelina D`Orio Nishioka
17:30 – Discussão de caos clínicos – Dra. Silvana Angelina D`Orio Nishioka/ Dr. Luiz Mário Gerken (Cardiologia /Eletrofisiologia), Dr. Frederico Soares Corrêa Lima e Silva (Cardiologia/Eletrofisiologia), Dr. Ricardo Augusto Baeta Scapelli (Cardilogia/Eletrofisiologia)
18:00 – Encerramento

O simpósio está sob a coordenação da Dra. Silvana Angelina D`Orio Nishioka (doutora em Cardiologia pela Universidade de São Paulo/ Médica Assistente da Unidade Clínica de Estimulação Cardíaca Artificial do Instituto do Coração (INCOR) – FMUSP – Especialidade – Clínica Médica. As inscrições para o evento e outras informações pelo telefone (31) 3289-5080 ou pelo site www.biocor.com.br

Agenda e Informações

VIII Simpósio Arritmias Cardíacas
Data: 05/08 (sexta-feira)
Horário: 13h15 às 18h00
Local: Auditório Dr. Mario Vrandecic
Endereço: Rua da Paisagem, 310 – Vila da Serra – Nova Lima – MG
Informações: (31) 3289-5080 / www.biocor.com.br
Inscrições gratuitas
23 fev 2016

Uso excessivo de celular pode causar problemas de coluna

Arquivado em Comportamento, saúde
agencia

Imagem: Agência Brasil

Por: Fernando Dantas – Neurocirurgião do corpo clínico do Biocor Instituto

Vivemos constantemente conectados ao mundo virtual. Temos acesso à comunicação instantânea, músicas, fotos, internet e redes sociais na palma das mãos com os tão populares smartphones. Com isso, fala-se cada vez mais a respeito das complicações que o uso frequente dos aparelhos pode trazer para a coluna vertebral.

Descritas como tech neck, tais complicações são dores cervicais relacionadas ao mau posicionamento da cabeça ao usar o celular. O número de consultas médicas aumentou cerca de 40% nos últimos anos, principalmente entre pacientes jovens, com queixa de dor cervical. Tipicamente, a incidência dessa queixa aumenta com a idade, mas cada vez mais jovens têm relatado esse desconforto nos consultórios.

A postura correta é fundamental para evitar o problema. A nossa coluna vertebral apresenta curvaturas fisiológicas em cada nível. Temos a lordose cervical, a cifose torácica e a lordose lombar, dando à coluna o aspecto da letra ‘S’. Essa anatomia é muito importante para suportar e distribuir as cargas de forças que são aplicadas à coluna diariamente. Os músculos do pescoço são designados para suportar o peso da cabeça, que, no ser humano, pesa em média 4,5 a 5,5 quilos. Nem o pescoço nem os ombros estão adaptados para sustentar esse peso durante longos períodos com a cabeça inclinada para frente.

As forças exercidas sobre a coluna cervical são variáveis de acordo com a posição da cabeça. Na posição neutra, ou seja, com zero grau de angulação (como uma pessoa olhando na linha do horizonte), temos uma carga na coluna de cerca de 26 quilos e, à medida que essa angulação aumenta, a força aumenta. Na angulação de cerca de 60 graus – posição em que as pessoas usam o smartphone – a força pode chegar a 132 quilos, alterando a curvatura natural do pescoço. Levando em conta que uma pessoa usa o smartphone por cerca de duas a quatro horas por dia com a cabeça baixa, a somatória de um ano corresponde de 700 horas a 1.400 horas de excesso de estresse sobre a coluna cervical.

Com o tempo, esse mau alinhamento da coluna pode causar problemas às estruturas do pescoço, favorecendo o aparecimento de dor cervical e lombalgia, em virtude da mudança do alinhamento da coluna, ficando a região cervical inclinada para a frente. Ao realizar exames radiológicos da coluna podemos verificar a perda da lordose cervical com a presença de uma coluna reta ou mesmo com a inversão dessa curvatura. Ainda não há estudos comprovando essa relação, mas, provavelmente aparecerão com o tempo. Além da coluna, também colocamos nossa visão em tensão. Os músculos da face e dos olhos são ligados ao crânio e à região cervical, motivo pelo qual as contrações do olhar repetidas vezes durante o dia podem desencadear dor de cabeça, distúrbios do sono e tonteiras.

As mãos também podem sofrer com o uso constante dos celulares. Em 2011, muito se falou a respeito da síndrome do ‘Blackberry thumb’, também conhecida como síndrome de Quervain, da qual o paciente relatava dor na mão e dormência ou dificuldade para escrever devido a uma inflamação do tendão, conhecida como tenossinovite radial estiloide.

Entre as formas de prevenção das dores cervicais, correções da postura são essenciais: ao usar o smartphone, a tela deve ficar na altura dos olhos e deve-se evitar atender o telefone usando apenas os ombros, com a cabeça inclinada para um lado. Alguns movimentos de rotação do pescoço para relaxar a musculatura podem ser feitos após o uso do aparelho.

Se houver alguma dor mais insistente, um médico deve ser consultado. Se você faz o uso constante do smartphone e está sofrendo com dores cervicais persistentes, procure um médico, que ele vai orientar, medicar, solicitar exames se necessário e avaliar o seu encaminhamento a um fisiatra ou um fisioterapeuta para exercícios de correção da postura. O mais importante de tudo é usar o celular moderadamente e na postura correta, para evitar problemas futuros.

20 maio 2015

Prevenção em Saúde Mental com Foco na Depressão

Arquivado em Uncategorized

depressão

Por: *Rafael Ribeiro Santos, médico psiquiatra do Biocor Instituto 

Na segunda década do século XXI, falar abertamente sobre transtornos mentais ainda é tabu. A prevalente segregação do paciente em manicômios em décadas anteriores à reforma psiquiátrica e vários mitos ainda hoje alimentados sobre o tratamento da doença mental contribuem para sua estigmatização. Tal estigma só consolida julgamentos leigos, retarda a busca por ajuda adequada e leva a equívocos, inclusive por parte de equipes de saúde.

Os transtornos mentais são doenças crônicas altamente prevalentes no mundo e resultam de um somatório de componentes biológicos, psicológicos e sociais. Contribuem de forma marcante para morbidade e mortalidade precoces, trazendo sobrecarga relevante e dano à vida pessoal, social e ocupacional. Além disso, prejudicam a qualidade de vida dos pacientes e afetam até a comunidade em seu entorno. Tragédias preveníveis como o acidente deliberadamente provocado pelo copiloto da German Wings fazem-nos refletir e repensar a importância de uma saúde mental plena em nosso cotidiano individual e coletivo.

Estudos recentes mostram que aproximadamente 25% da população mundial apresenta um ou mais transtornos mentais ao longo da vida. Dados epidemiológicos nacionais postulam que 29,6% da população da região metropolitana de São Paulo apresenta algum transtorno mental, sendo que dois terços destes seriam moderados ou graves. Mais preocupante, no entanto, é a constatação que 75% dos pacientes psiquiátricos em países em desenvolvimento não recebe nenhum tratamento, segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS).

A Depressão é um dos transtornos mentais mais prevalentes e incapacitantes da atualidade. A OMS demonstrou que os transtornos depressivos são uma das principais causas de doença em todo o mundo, com taxas de prevalência que vão de 6 a 9% da população. Pode levar ao suicídio, sobretudo em casos mais graves e sem tratamento adequado. Assim, é importante saber reconhecer alguns de seus sintomas como: humor deprimido, falta de prazer, energia ou vontade para atividades, desesperança, choro fácil, alterações do padrão de sono ou alimentação, isolamento social, irritabilidade, além de pensamentos ou atos suicidas.

A prevenção de eventos adversos advindos da depressão e de outros transtornos mentais passa por melhor capacitação dos profissionais de saúde, inserção sistematizada de equipes de saúde mental na atenção básica e estruturação de uma rede de saúde mental completa. A tragédia da German Wings poderia ter sido evitada por uma avaliação periódica mais cuidadosa dos funcionários por equipes de medicina de trabalho mais atentas à saúde mental. Tal procedimento deveria ser padrão, principalmente em profissões de maior responsabilidade e risco para a sociedade. Reduzir o dano trazido pela depressão e outros transtornos mentais é essencial. É necessária a conscientização da população, de forma clara e plena, sobre os sinais e sintomas dessas doenças e sua necessidade de um diagnóstico médico e tratamento multidisciplinar. É premente uma ressignificação da doença mental na sociedade, afastar mitos e preconceitos e possibilitar acesso a um tratamento humanizado a todos que necessitem.

*Formado pela UFMG, residência pelo IRS-FHEMIG, mestre em Neurociências pela UFMG