17 ago 2018

OPINIÃO – Brasil: “Terra do Nosso Senhor”

Arquivado em Cidade, Comportamento
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Foto montagem: Paulo Baraky Werner

Desde criança, aprendi que o Brasil é grande por natureza, talvez por influência dos meus saudosos pais. Na minha casa, por exemplo, a bandeira nacional tinha destaque na sala de visitas, dividindo espaço com os livros de história e química.  Também sempre achei a nossa bandeira a mais linda de todas. Afinal de contas, as minhas cores preferidas são: azul, verde e amarelo. Na escola, as professoras primárias não cansavam de repetir: “o azul representa o céu; o verde, as nossa matas; e o amarelo, o ouro das montanhas de Minas”. Pessoal, sou da época das aulas de OSPB – Organização Social e Política do Brasil! Juro, enquanto alguns colegas de classe reclamavam horrores da disciplina, eu colava na professora para saber mais sobre as maravilhas do meu país. Vou confessar: amava as Paradas de Sete de Setembro. Achava tudo lindo, com cheirinho bom.

Não me considero uma patriota… Será que sou? Acho que não… Detesto rótulos e definições engessadas. Ideologias só servem para nos separar da verdade. Lembre-se: nada é maior do que a verdade. Só sei de uma coisa: amo profundamente as minhas origens. No meu ponto de vista, o sentimento amoroso por um país transcende o significado de pátria. Não sou apenas uma cidadã. Sou apaixonada pelo Brasil, pelos brasileiros. Como todo apaixonado, suspiro por um país melhor. A cada suspiro, um desejo de um Brasil justo. A cada desejo, uma vontade  de superar as dificuldades. A cada vontade, um sonho bom. A cada sonho, uma realidade próspera para todos. É importante lembrar – que a realidade já foi sonhada um dia. Portanto, vamos sonhar em prol de um Brasil gigante.

“O Brasil samba que dá
Bamboleio que faz gingar
O Brasil do meu amor
Terra de Nosso Senhor”

O Brasil é grande, acredite! Estamos em um solo sagrado, “Terra de Nosso Senhor”. Alguém duvida? Não deixe que as vozes das sombras digam o contrário. Sim, fazemos parte de uma nova consciência planetária. Somos a bola da vez. Parece difícil acreditar, diante de tanta sujeira na política.  Estamos arrumando a casa. É isso mesmo!!!  Faz parte da jornada separar o joio do trigo. Confie! Coragem! Foco!  A miscigenação  é o nosso ponto forte. Somos todos em um. Fazemos parte de um projeto maior, quando realmente seremos reconhecidos como a nação do futuro em pleno presente da humanidade. Desejamos, realmente, um país de todos os cidadãos de bem.

“Ah! Abre a cortina do passado
Tira a mãe preta do cerrado
Bota o rei congo no congado
Brasil, pra mim”

As Eleições 2018 estão próximas. Vamos novamente às urnas. É muita responsabilidade! Você está preparado (a)? Não? Calma! Prudência! Tenho certeza que vamos eleger os melhores candidatos, independentemente dos partidos. Nossa bandeira é a verdade nua e crua. Menos ideologias! Mais amor! Confie! Juntos somos mais. Vote consciente! Isso é o mais importante. O resto é hipocrisia. Avante!!!

04 jul 2018

FAB realiza quarta etapa da interiorização dos imigrantes venezuelanos

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Fonte: Ala 7, DIRAP e CINDACTA II 

Eram 08h35 (horário local) da manhã da última terça-feira (03/07), quando a aeronave Boeing 767 do Esquadrão Corsário (2°/2° GT) decolou de Boa Vista (RR) com destino a Recife (PE) e Rio de Janeiro (RJ), levando a bordo mais de 160 venezuelanos que viviam na capital roraimense. A missão fez parte do processo de interiorização da Operação Acolhida.

Os 115 imigrantes cujo destino era Recife foram distribuídos para as cidades de Igarassu (PE) e Conde (PB). Equipes do Exército Brasileiro, da Força Aérea Brasileira (FAB) e da Secretaria de Desenvolvimento Social, Criança e Juventude do Estado de Pernambuco organizaram a infraestrutura necessária para esse acolhimento emergencial. Segundo o Secretário da pasta, Cloves Benevides, toda ação é uma política do Governo Federal com os comitês de saúde, com os Ministérios da Justiça e do Desenvolvimento Social, em articulação com organismos internacionais. “Ao chegarem nas cidades, a pretensão é inseri-los no mercado de trabalho e na educação. Por isso, a Secretaria de Desenvolvimento Social do Município, as secretarias de educação, somadas com esforços do próprio Governo do Estado irão procurar construir as alternativas e, a partir de agora, começa uma nova operação entre os órgãos do Município, do Estado e do Governo Federal”, ressaltou o secrerário.

Para os venezuelanos que desembarcaram na cidade, a expectativa é de uma vida melhor. “Espero que meus filhos tenham educação aqui no Brasil e que eu possa dar melhores condições à minha família que ficou na Venezuela”, disse Virginia Marque, que veio ao país com três filhos pequenos.

O Prefeito de Igarassu (PE), Mário Ricardo, esteve presente na recepção aos imigrantes. “A expectativa em recebê-los é grande e há uma preocupação em fazer a integração dessas pessoas, que vêm de um outro local completamente diferente do nosso. Mas estamos preparados para acolhê-los: são nossos vizinhos e irmãos”, disse.

Após o pouso em Recife, o avião da FAB seguiu viagem com os demais venezuelanos para a capital fluminense, onde pousou às 18h05 nas dependências da Ala 11. Esta será a primeira vez que essas três cidades recebem os voluntários da interiorização. Ao todo, já foram interiorizadas quase 530 pessoas para as cidades de São Paulo (SP), Cuiabá (MT) e Manaus (AM).

Elisa Lafon chegou ao Rio, acompanhada pelo filho mais velho, de 19 anos, cheia de expectativas. “Estou há sete meses em Boa Vista, fiquei os primeiros quatro morando na rua. Consegui trabalhos como diarista pra ganhar R$ 300,00 por mês, mas meu filho não conseguiu nada. Lá não tem oportunidade para os homens”, conta a mãe e professora de Biologia, que deixou o marido e três filhos na Venezuela, e ainda tem uma filha que migrou para o Panamá em busca de uma vida melhor. “Agradeço ao governo brasileiro e à ONU, estamos sendo muito bem cuidados. Tenho esperança de conseguir emprego aqui no Rio e oportunidade para trazer minha família”, comenta.

Paulo Sergio de Almeida, representante da Agência das Nações Unidas para os Refugiados (ACNUR), que apoiou o desembarque no Rio de Janeiro (RJ), explicou que a cidade, embora esteja recebendo imigrantes venezuelanos pela primeira vez, já recepcionou pessoas provenientes da Síria e do Congo. “Conforme a existência de locais para acomodar essas famílias e uma rede de apoio, é feita a escolha das cidades. Cada abrigo tem um perfil de pessoas que pode acomodar, este, por exemplo, ajudará a muitas famílias com crianças”, disse.

Voluntário para o processo de interiorização, Eduardo José Medrano, que embarcou com sua esposa e três filhos, disse que veio ao Brasil em busca de novas oportunidades e de um recomeço na vida da sua família. “Quero trabalhar e dar uma melhor condição de vida para minha família. Fui muito bem tratado no abrigo e espero retribuir de alguma forma a acolhida brasileira. Sonho com ensino de qualidade para meus filhos e um emprego digno”, contou, emocionado.

Missão gratificante

Um dos pilotos da aeronave, o Major Aviador Marcos Fassarela Olivieri, considera a missão gratificante. Segundo ele, a tripulação do Boeing 767 se sentiu realizada por ajudar, em um só voo, dezenas de pessoas. “A expressão de contentamento no rosto de homens, mulheres e crianças é também um reconforto aos militares envolvidos na missão”, disse. Outro piloto, o Tenente Edgard Gomes Almeida, concorda. “Essa missão é muito importante para nós, uma vez que fazemos parte de uma ação que contribui para dar um pouco mais dignidade para essas pessoas que estão precisando da nossa ajuda”, relatou o oficial.

Na oportunidade, o Esquadrão Corsário também realizou o transporte de mais de 50 militares da FAB e do Exército Brasileiro que participaram da Operação Acolhida para seus locais de origem, concluindo mais uma etapa do processo de substituição do efetivo.

Por mais de 60 dias corridos, o Tenente Intendente Guilherme Teixeira Alcântara, da FAB, esteve à frente do efetivo que produz, diariamente, 4.500 refeições para os abrigos de venezuelanos em Boa Vista. Ele relata que, em sua primeira missão operacional fora de sede, retorna para casa com o sentimento de dever cumprido e com o pensamento de que seu trabalho, de alguma forma, serviu para dar mais conforto aos imigrantes.

“Nossa equipe volta para casa com bastante orgulho de poder ter ajudado essas pessoas que passam por bastante dificuldade, de uma forma que está ao nosso alcance, de uma maneira que a gente gosta, sanando uma das necessidades básicas do ser humano que é a alimentação”, disse o Tenente Alcântara.

Interiorização dos imigrantes

Desde março desse ano, a Operação Acolhida busca reduzir os impactos da migração venezuelana no Estado de Roraima, por meio de um esforço conjunto de diversos ministérios, Forças Armadas, instituições federais, estaduais municipais e conta, ainda, com apoio de agências da ONU como a Agência das Nações Unidas para Refugiados (ACNUR), Agência das Nações Unidas para as Migrações (OIM) e Fundo de População das Nações Unidas (UNFPA), além das ONGs de ajuda humanitária. De acordo com números da Polícia Federal, cerca de 110 mil venezuelanos cruzaram a fronteira entre os países entre 2017 e 2018 e mais de 50 mil vivem na capital.

Uma das vias dessa Operação é o processo de interiorização dos venezuelanos pelo território nacional. Sob coordenação da Casa Civil, da OIM (órgão da ONU com experiência mundial em realocação geográfica de grandes efetivos populacionais), os imigrantes voluntários passam por uma sessão de orientação sobre o processo de interiorização e as cidades de destino, realizam exame de saúde, são imunizados, abrigados na cidade de destino e acompanhados nos abrigos.

*Com a colaboração de Tenente Ranyer (Ala 7), Tenente Bianca (CINDACTA III) e Tenente Paola (DIRAP)

Fotos: Sargento Rocha/Ala 11; Sargento Neves/Ala 7; Sargento Jairo/CINDACTA III

04 nov 2016

Eu sou Mariana

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Mariana (MG) - Distrito de Bento Rodrigues, em Mariana (MG), atingido pelo rompimento de duas barragens de rejeitos da mineradora Samarco (Antonio Cruz/Agência Brasil)

Mariana (MG) – Distrito de Bento Rodrigues, em Mariana (MG), atingido pelo rompimento de duas barragens de rejeitos da mineradora Samarco (Antonio Cruz/Agência Brasil)

Fonte: Agência ONU

Um grupo de especialistas independentes do sistema de direitos humanos das Nações Unidas pediu ação imediata do governo brasileiro e das empresas envolvidas para solucionar os impactos do colapso de uma barragem da empresa Samarco, ocorrido em 5 de novembro de 2015 em Mariana (MG).

Na declaração, que marca o primeiro aniversário do desastre provocado pela ruptura da barragem de rejeitos de Fundão, os especialistas destacaram vários danos não solucionados, dentre eles o acesso seguro à água para consumo humano, a poluição dos rios, a incerteza sobre o destino das comunidades forçadas a deixar suas casas, e a resposta insuficiente do governo e das empresas envolvidas.

Leia a carta na íntegra: AQUI

Deixei um recadinho para os moradores de Bento Rodrigues. Veja

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