19 dez 2018

OVNI com formato estranho ainda intriga moradores de Januária

Arquivado em Cidade, Comportamento, Ufologia
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Placa de cobre com 6 símbolos desconhecidos encontrada na mata ciliar do Rio São Francisco após a suposta queda de um OVNI. A placa mede 14,6 x 8,9 cm.

Por Albert Eduardo. Consultor da Revista Ovni Pesquisa

Após 7 dias do Caso Varginha, um OVNI com formato estranho foi avistado por funcionários de um clube de pesca em Januária, MG. Segundo eles, o mesmo teria feito manobras e caído em uma mata à beira do Rio São Francisco.

A edição de nº 26, ano 1, sábado, dia 27 de janeiro de 1996 do jornal “A HORA” de Januária circulou em sua capa o seguinte título. “Objeto voador não identificado cai em Januária.”

Tomando conhecimento do fato, por meio de informantes na região, parti imediatamente para a cidade. Uma longa viagem, na época mais de 10 horas e com travessia de balsa pelo Rio São Francisco. Ao chegar, levantei as primeiras informações e visitei o clube de Pesca Carcará, de propriedade do Sr. José Domingos Coutinho.

Os funcionários do clube, Arnaldo Eloi de Oliveira e Francisco Alves de Souza, observaram no dia 23 de janeiro de 1996, um estranho objeto que segundo eles fazia movimentos oscilatórios e media por volta de 6 a 8 m. O objeto tinha a forma de uma chapa com as pontas dobradas. O objeto teria perdido altitude e caído na mata.

Fizemos uma expedição ao local de difícil acesso mas não encontramos nada. Decidi voltar a Belo Horizonte e convidei o diretor do Cipfani, Paulo Baraky Werner para realizar uma busca mais completa. No dia 2 de fevereiro saímos de BH com destino a Januária. Na bagagem todo o equipamento necessário para uma busca em mata fechada.

Na cidade, a equipe de reportagem do jornal local “A HORA”, assessorada pela redatora chefe, Luciana Alkmin, juntou-se a equipe na expedição ao local da suposta queda.

Arnaldo Eloi de Oliveira

Arnaldo Eloi de Oliveira

Depois de algum tempo na mata fechada, com dois grupos, liderados por ambos os ufólogos, um dos funcionários do clube de pesca encontrou próximo a uma grande árvore quebrada um placa de metal. A mesma parecia ter saído da fábrica, pois estava reluzente. Mesmo orientando a todos que não tocassem em nada que fosse encontrado, Arnaldo Eloi, o mesmo que viu o OVNI segurava em suas mãos o objeto. E logo após encerramos as buscas. Havia muitas árvores quebradas, mas concluímos que por motivos naturais. Uma evidência mais contundente de uma queda não foi encontrado.

Chegando em Januária, Paulo Baraky Werner voltou com a placa para a capital. Fiquei em Januária coletando outros relatos em vídeos (em breve disponíveis no canal da OVNI PESQUISA).

UMA PLACA E UM SEGREDO

A placa foi analisada nos laboratórios da CBMM, em Araxá, MG. E os resultados foram de que se trata de uma peça de cobre, com traços de Estanho, Potássio, Ferro e Níquel. Pesando 127,75012 gramas e medindo 14,6 x 8,9 cm. Não havia traços de radioatividade. Foram realizadas análises por espectroscopia de raios X e absorção atômica. A análise completa você encontra no CD-ROM “Os Invasores – Cipfani” (pág 5).

As considerações que temos é de que a observação do OVNI possui grandes chances de ter acontecido, visto o detalhamento dos relatos. A placa segue em paralelo, podendo não ter qualquer relação com o possível OVNI.

Várias tentativas para decifrar os 6 símbolos não tiveram qualquer êxito.

29 nov 2018

No Dia Nacional da Onça-pintada, conheça dez curiosidades do maior felino das Américas

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O calendário nacional acaba de ganhar uma nova data comemorativa: o Dia Nacional da Onça-pintada é celebrado pela primeira vez na hoje, quinta-feira (29). O dia foi instituído por uma portaria do Ministério do Meio Ambiente (MMA) e presta homenagem a uma espécie que é símbolo da biodiversidade nacional. Para entrar no clima da festa, confira a seguir dez fatos que talvez você não saiba sobre as onças-pintadas:

1) Gigante das Américas

A onça é um animal típico do continente americano. A atual distribuição geográfica da espécie se estende do México pela maior parte da América Central e América do Sul, até o Paraguai e o norte da Argentina. Da grande família biológica dos felídeos, a onça é a terceira maior espécie do mundo, atrás apenas do tigre e do leão. E nas Américas, a onça-pintada reina absoluta como o maior felino da região.

2) A onça-preta também é uma onça-pintada

A afirmação pode parecer estranha, mas é isso mesmo: as onças-pretas também são onças-pintadas. É um caso de melanismo, que acontece quando um animal tem uma grande concentração do pigmento chamado melanina na pele, o que dá o tom escuro à pelagem. As onças-pretas são raras, representando cerca de 6% de toda população da espécie. Com a ajuda de câmeras noturnas, é possível enxergar as pintas de uma onça-preta.

3) Na Amazônia, onças-pintadas vivem no topo das árvores

Se as onças-pintadas já são, naturalmente, animais únicos e impressionantes, a vida nas matas de várzea da Amazônia faz delas ainda mais diferentes. Por conta do sobe e desce do nível dos rios, as onças de lá apresentam um comportamento que, dentro da espécie, não é visto em nenhum outro lugar. Durante a época de cheia, quando os rios transbordam seus limites e enchem as florestas com água, os felinos buscam as partes mais altas das árvores para morar. Todo esse processo se repete anualmente e pode durar até seis meses. “Esse é um comportamento inédito para grandes felinos, que precisam de grandes quantidades de alimento todos os dias para sobreviver e que até agora eram considerados terrestres”, afirmou o pesquisador Emiliano Esterci Ramalho, responsável pelo Projeto Iauaretê, desenvolvido desde 2004 pelo Instituto Mamirauá, com o objetivo de estudar a ecologia e promover a conservação da onça-pintada na várzea amazônica.

4) Reserva Mamirauá tem uma das maiores densidades de onças no planeta

A grande quantidade e oferta de presas, aliada ao estado de conservação da Reserva Mamirauá, permite que essa unidade de conservação localizada no centro do estado do Amazonas abrigue uma alta densidade de onças-pintadas. Levantamentos feitos pelo Instituto Mamirauá nos últimos anos estimaram uma concentração de mais de 10 onças/100 km² dentro da reserva, a mais alta densidade de onças registrada até hoje no mundo. Um dos métodos para estimar a população de onças é o uso de armadilhas fotográficas. Pesquisadores do Instituto Mamirauá já registraram uma onça na Reserva Mamirauá interagindo com os equipamentos. Veja:

5) Seres humanos não estão na dieta das onças

Não tenha medo! Apesar da (má) fama, as onças-pintadas evitam contato com o ser humano. São raros os registros de ataque de onças à nossa espécie, isso pode acontecer quando a onça se sente ameaçada ou quando tenta proteger os filhotes ou o próprio alimento (como uma caça recém-abatida).

6) Preguiças e macacos guariba estão entre alimentos preferidos na floresta amazônica

Falando em dieta, a onça-pintada encontra um cardápio farto e variado na Amazônia. Na Reserva Mamirauá, estado do Amazonas, o bicho-preguiça, o macaco guariba e o tamanduá-mirim estão entre os animais mais consumidos pelos felinos. O jacaré-tinga e o jacaré-açu também entram na lista de espécies predadas por onças-pintadas na região. Os dados são do Grupo de Pesquisa Ecologia e Conservação de Felinos na Amazônia do Instituto Mamirauá.

7) As pintas de uma onça são únicas

O conjunto de pintas ou manchas em uma onça-pintada é único. É como a impressão digital nos dedos dos seres humanos: quando o assunto são as pintas, não existem duas onças iguais. Inclusive pesquisadores que investigam a espécie usam essa característica especial para identificar os animais.

8) Onças têm “pintinhas” dentro de cada pinta

Pintas dentro de uma pinta. Assim são as pintas no tronco das onças-pintadas, e essa é uma diferença desse felino para o leopardo, que não tem tal característica. Uma maneira de diferenciar um leopardo de uma onça-pintada é olhando para as manchas nos troncos desses animais: só as onças têm pintas com pintinhas menores dentro.

9) Na água e nas alturas

Ágeis e com grande destreza, as onças sobem em árvores tanto para descansar como para abrigar-se ou caçar. Elas também são excelentes nadadoras.

10) Solitárias, mas nem tanto

Onças-pintadas costumam viver sozinhas. Embora sejam animais solitários a maior parte do tempo, as onças podem ser vistas em grupos no período de reprodução ou no início da vida, quando os filhotes são cuidados pela mãe.

Por João Cunha

Imagem: Brandi Jô Petrônio

Fontes:

Livro “Jaguar” (Evaristo Eduardo de Miranda & Liana John, Metalivros, 2010).

Reportagem “Onça-pintada – A rainha da floresta” (Ciência Hoje das Crianças, nº 251, nov 2013).

Grupo de Pesquisa Ecologia e Conservação de Felinos na Amazônia do Instituto Mamirauá

O Instituto Mamirauá, unidade de pesquisa do Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações (MCTIC), desenvolve estudos para entender a ecologia da onça-pintada nas florestas de várzea da Amazônia para subsidiar ações efetivas de conservação da espécie e melhorar a qualidade de vida das pessoas que convivem com este grande felino. Saiba mais: https://www.mamiraua.org.br/felinos