18 fev 2019

A ativista da causa animal, Brigitte Bardot, revela: “Sei o que é ser caçada”

Arquivado em Saúde & Literatura
Foto: Leonard de Raemy

Foto: Leonard de Raemy

Uma das mulheres mais cobiçadas do cinema francês dos anos 1950 e 1960,  Brigitte Bardot, hoje com 84 anos, já foi até tema de marchinha de carnaval.

“Brigitte bardot, bardot
Brigitte beijou, beijou
Lá dentro do cinema
Todo mundo se afobou

Bb, bb, bb
Por que é que todo mundo
Olha tanto pra você ?
Será pelo pé ? -não é
Será o nariz ? -não é
Será o tornozelo ? -não é
Será o cotovelo ? -não é (Jorge Veiga)

livro2A musa de todos os tempos trocou o glamour do cinema para defender a causa animal. Já são 46 anos de ativismo.  Ela acredita que foi uma decisão acertada e não se arrepende.  “A maioria das grandes atrizes teve um fim trágico. Quando disse adeus a esse trabalho, a essa vida de opulência e brilho, de imagens e adoração, a busca de ser desejado, eu estava a salvar a minha vida”, afirma Bardot ao The Guardian.

BB, como também se tornou conhecida, conta ao jornal britânico que o mundo das celebridades a sufocava. Ela revela em seu livro de memórias ” Tears of Battle: An Animal Rights Memoir”, lançado em França no ano passado, com a edição em português prevista para abril de 2019, que  lamenta o estrelato e o poder destruidor que exerceu na sua vida e que lhe roubou o anonimato. Bardot disse ainda que sempre  foi tímida, o que, aliado à vida de estrela de cinema, a fazia ficar doente. “No início, gostava que as pessoas falassem de mim, mas rapidamente isso sufocava-me e destruía-me. Ao longo dos 20 anos como atriz de cinema, sempre que uma filmagem começava eu ficava com herpes”, lembra.

A ex-atriz francesa que se tornou uma deusa da sétima arte dedica grande parte do seu livro aos direitos dos animais.  “Os seres humanos magoaram-me. Profundamente. Foi só com os animais, com a natureza, que encontrei a paz.” Ao jornal inglês, Brigitte Bardot garante: “Sei o que é ser caçada.” E dá como exemplo o assédio que sofria quando era uma estrela de cinema mundial e de como os paparazzi a perseguiam. “Eu podia sentir a presença deles”, lembra.

Em Tears of Battle: An Animal Rights Memoir, Bardot aborda o sofrimento dos animais causado pelo homem, que considera ser “fundamentalmente egoísta”. “A maior parte das pessoas não reage a uma causa a não ser que a afete diretamente. Quero que o público fique indignado, saia da zona de conforto.”

*Com informações do Jornal Diário de Notícias de Portugal