05 fev 2019

Picolé e sorvete natural: os geladinhos que os cães adoram

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Para os dias mais quentes, nada melhor do que alimentos frescos e sobremesas geladas, em especial sorvetes e picolés à base de frutas. Os nossos filhotes de 4 patas também gostam de um agrado bem geladinho. Mas nem pense em oferecer sorvetes industrializados, porque são feitos com muito açúcar, corantes e outros ingredientes que podem prejudicar a saúde do seu seu cão! Prefira sempre produtos naturais e orgânicos. Não esqueça: a água utilizada no preparo deve ser filtrada ou fervida. Seguem duas receitinhas fáceis. Confira:

Picolé de frutas

Ingredientes

Frutas picadinhas (banana, melão, manga, melancia, ) sem caroço

Água filtrada ou água de coco

Modo de Preparo

Em um liquidificador, despeje cubinhos da fruta escolhida já sem sementes ou caroços e bata até obter uma consistência homogênea (adicione água filtrada ou fervida ou água de coco ). NÃO coloque açúcar.

Despeje o conteúdo nas forminhas caseiras. (Você pode usar um copo americano de plástico ou forminhas de gelo) e leve ao freezer até congelar.

Desenforme e ofereça para seu cão se refrescar nesse calorão.

Obs: Frutas proibidas: abacate, cereja, uva, maça, jabuticaba, abacaxi, mamão, carambola, jambo, laranja

Receita de sorvete cremoso com biscoitos

Ingredientes

2 copos de iogurte natural 2 biscoitos para cães 1 banana ou a fruta de sua preferência

Modo de preparo

Coloque no liquidificador o iogurte e a fruta e bata até que fique homogêneo, quebre o biscoito em pedacinhos, misture tudo com uma colher, coloque em forminhas de gelo e deixe congelar.

Mesmo se tratando de frutas seguras, evite oferecer esse ou qualquer outro petisco em excesso para seu bichinho.

02 fev 2019

Leishmaniose visceral canina: sacrificar é a solução?

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Por Adriana Santos para MEU GUIA PET

Quanto vale a vida de um ser amado? O que você faria para salvar a vida do seu melhor amigo, seja humano ou não humano? Você concordaria que o poder público decidisse executar as pessoas que estão seriamente doentes? Certamente, a grande maioria reuniria todas as forças possíveis para manter um ente querido com saúde e feliz. São pessoas que valorizam a vida, independentemente da espécie. A cada dia, reconhecemos o espaço afetivo dos animais em nossas vidas e lutamos pelo bem estar deles.

No entanto, o poder público ainda tem dificuldades de valorizar a vida animal, quando, aparentemente, a vida humana corre algum tipo de risco, como é o caso das medidas de controle da leishmaniose visceral canina (LVC) – uma doença infecto contagiosa, causada pelo parasita Leishmania chagasi.

No ambiente urbano, os cães são os principais hospedeiros e vítimas, aumentando o risco de transmissão aos seres humanos. A doença é uma zoonose de evolução crônica, com acometimento sistêmico e, se não tratada, pode levar a morte até 90% dos casos. Você acredita que o sacrifício de animais é a melhor opção de controle da LVC?

No Brasil, há ampla discussão em torno da opção por medidas repressivas, como o extermínio animal, desconsiderando ações preventivas, como o saneamento, o enfrentamento da proliferação do mosquito transmissor e programas de educação e conscientização ambiental. Uma extensa bibliografia científica mostra que o animal soropositivo para LVC, adequadamente tratado, sob supervisão de médico veterinário e protegido pelas medidas de prevenção, não apresenta protozoários na pele, não podendo, portanto, ser considerado infectante para o inseto transmissor, podendo conviver com seres humanos e outros animais.

Um artigo questionando a eutanásia em cães com leishmaniose visceral foi lançado pelo pesquisador do Icict/Fiocruz (RJ), Carlos Saldanha, juntamente com os pesquisadores Érica Gaspar Silva, da Uerj, e Rodrigo Vilani, da UniRio – “O uso de um instrumento de política de saúde pública controverso: a eutanásia de cães contaminados por leishmaniose no Brasil”. No texto, os pesquisadores levantam questionamentos, tomando por base “evidências científicas atuais e análises do ordenamento jurídico brasileiro, realizadas a partir do princípio da precaução e do reconhecimento dos animais como seres sencientes”.

Para Carlos Saldanha, duas questões motivaram os pesquisadores a escreverem o artigo: “A primeira, de caráter geral, está relacionada à atuação da Administração Pública de forma fragmentária, imediatista e sem a observação de evidências científicas. Esta medida está longe de se apresentar como solução e demonstra a ausência de uma perspectiva holística das mazelas sociais e urbanas no Brasil.

Um dos argumentos utilizados no artigo é o arcabouço legal que põe em xeque a legislação da Anvisa, citando inclusive uma decisão do Tribunal de Justiça de Minas Gerais que deliberou “ainda que existente exame positivo para Leishmaniose Visceral Canina, a verificação da real condição do cão, ainda que urgente deve ser apurada antes da determinação da medida extrema de sacrifício do animal” (Minas Gerais, 2013).

Uso do Milteforan

O documento com perguntas e respostas sobre a Leishmaniose Visceral Canina (LVC) foi atualizado, em outubro de 2017, pela Comissão Nacional de Saúde Pública Veterinária do Conselho Federal de Medicina Veterinária (CNSPV/CFMV). A atualização foi feita levando em conta a autorização do registro do produto Milteforan, indicado para o tratamento da LVC, junto ao Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa).

No documento, a comissão esclarece a permissão do uso do Milteforan no tratamento individual de cães com diagnóstico laboratorial confirmado para Leishmaniose. Também aponta que o registro do fármaco não inviabiliza o cumprimento da Portaria Interministerial nº 1426/2008 e que continua proibido o tratamento da LVC em cães infectados ou doentes, com produtos de uso humano ou não registrados no Mapa.

O documento ressalta ainda que o produto não provoca a cura parasitológica para a doença e sim que alguns estudos demonstram, com seu uso, o declínio da carga parasitária e a redução do potencial de infecção e transmissibilidade da doença.

Em relação ao sacrifício, a Assessoria de Comunicação do Conselho Federal de Medicina Veterinária informa que somente os cães positivos que estiverem em tratamento exclusivamente com o Milteforan não precisarão ser submetidos à eutanásia. No entanto, o responsável pelo cão com LVC deverá apresentar ao profissional de saúde que visitar sua residência, um atestado médico emitido pelo médico veterinário regularmente inscrito no Conselho Regional de Medicina Veterinária. “Este atestado deve constar as informações de tratamento do animal acompanhado do resultado de sorologia realizada nos últimos 04 meses. Em qualquer outro caso, o CFMV apoia as medidas de controle preconizadas pelos serviços de saúde, que, como dito, devem ser implantadas de forma integrada. Ainda, os métodos para o controle do reservatório canino devem obedecer às Resoluções de bioética e bem-estar animal”.

O Conselho informa ainda que é contra a eutanásia indiscriminada de cães sadios ou falso-positivos, contra o sofrimento animal, contra os métodos não autorizados e/ou realizados por pessoas que não tenham a formação em medicina veterinária, contra o abandono animal, contra a propriedade/posse/guarda irresponsável, contra o comércio ilegal de medicamentos e insumos veterinários e contra a falta de iniciativa do governo em encontrar e padronizar medidas para minimizar o impacto da problemática da LVC na população de cães no país, de forma ética e efetiva.

A eutanásia é, geralmente, uma forma mais prática e rápida para o poder público de tentar solucionar a questão, mas antes de se pensar nela, é necessário mudanças ambientais significativas sejam feitas sobre determinadas regras, como saneamento básico. A profilaxia é a melhor opção, com uso de inseticida, coleiras nos animais em regiões endêmicas e orientação à população para cuidar do seu entorno, evitando focos do mosquito

Prevenção. Informações do Ministério da Saúde

A prevenção ocorre por meio do combate ao inseto transmissor. É possível mantê-lo longe, especialmente com o apoio da população, no que diz respeito à higiene ambiental. Essa limpeza deve ser feita por meio de:

* Limpeza periódica dos quintais, retirada da matéria orgânica em decomposição (folhas, frutos, fezes de animais e outros entulhos que favoreçam a umidade do solo, locais onde os mosquitos se desenvolvem);

* Destino adequado do lixo orgânico, a fim de impedir o desenvolvimento das larvas dos mosquitos;

* Limpeza dos abrigos de animais domésticos, além da manutenção de animais domésticos distantes do domicílio, especialmente durante a noite, a fim de reduzir a atração dos flebotomíneos para dentro do domicílio.

* Uso de inseticida (aplicado nas paredes de domicílios e abrigos de animais). No entanto, a indicação é apenas para as áreas com elevado número de casos, como municípios de transmissão intensa (média de casos humanos dos últimos 3 anos acima de 4,4), moderada (média de casos humanos dos últimos 3 anos acima de 2,4) ou em surto de leishmaniose visceral.

07 jun 2016

Cães são descartados em caminhões de lixo no México

animal no lixo

Reprodução Facebook

NOTA BLOG SAÚDE DO MEIO: Recebi algumas informações de pessoas idôneas e que conhecem os mecanismos de manipulação de imagens que a foto dos cães no caminhão de lixo é uma montagem viral. No entanto, há casos, até mesmo no Brasil e noticiado na grande imprensa, de animais descartados como lixo. Lamento o ocorrido  e mais uma vez levanto minha voz contra toda forma de maus-tratos contra animais não humanos.

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A foto acima foi registrada no bairro Ticoman na Cidade do México. Um homem marcado pela extrema crueldade se livrou de seus cães de estimação como lixo, por meio de um caminhão de coleta da região. É visível o pavor dos cães, desamparados e descartados como produtos de consumo

Este não é um incidente isolado. No início deste ano, a imprensa local mostrou indignada um vídeo com alguns homens coletores de lixo com um bando de cães na parte traseira de um caminhão no momento da eliminação de resíduos.

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