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carnaval ◂ Saude do Meio
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31 jan 2018

Evitar o abuso do álcool e consumir proteína antes de beber ajudam o folião nos dias de Carnaval

álcool

De acordo com uma recente pesquisa divulgada no Relatório Global sobre Álcool e Saúde, da Organização Mundial de Saúde (OMS), o consumo de álcool per capita no Brasil é de 8,7L, superior à média mundial, de 6,2L. Este consumo é consideravelmente potencializado por períodos festivos, como em uma das festas mais animadas do ano, o carnaval. A folia é marcada por uma maior aceitação do exagero de álcool no país, levando muitas pessoas ao abuso.

Dr. Lucas Penchel“O excesso de álcool pode ter muitas consequências ruins além da ressaca: acidentes causados por pessoas que bebem e dirigem, sexo sem proteção e agressividade e participação em brigas são alguns dos problemas motivados pelo consumo exagerado. Ademais, boa hidratação e alimentação são indispensáveis para manter a saúde e o bom funcionamento do corpo durante o período, que costuma ser desgastante”, explica Dr. Lucas Penchel, médico e nutrólogo. O profissional dá algumas dicas importantes para aproveitar a folia com saúde e muita energia:

1- O consumo de álcool deve ser moderado e nunca com o estômago vazio. O ideal é dar preferência às proteínas antes de beber, pois, elas promovem a saciedade e controle do apetite;

2- Como o álcool estimula a pessoa a ir ao banheiro mais vezes (principalmente a cerveja), é imprescindível a ingestão de líquidos hidratantes como água, sucos naturais ou água de coco. Se a pessoa estiver exposta ao sol e às altas temperaturas, este consumo deve ser maior ainda. Nestas condições, o ideal é beber cerca de 500ml de água por hora. Se a água for gelada, melhor, pois ela ajuda no controle da temperatura corporal. Evitar refrigerantes, pois eles têm baixa capacidade de hidratação;

3- A ressaca é causada pela desidratação somada à intoxicação pelo álcool. Por isto, hidratar durante a ingestão do mesmo pode reduzir ou até mesmo evitar a ressaca;

4- A alimentação deve ser leve e colorida. Carboidratos darão energia para curtir a festa e as verduras e os legumes garantirão a nutrição, além de auxiliar na hidratação, pois possuem grande quantidade de água. O ideal é optar por carnes magras, como frango ou peixe. Evitar frituras, alimentos gordurosos, enlatados e em conserva;

5- Para manter o pique ao longo do dia, é importante alimentar-se bem. Frutas, barrinhas de cereal ou mix de oleaginosas são práticos e funcionais. Sempre dar preferência a alimentos in natura, orgânicos;

6- Tomar café, banho gelado, ir para a sauna ou correr não são remédios contra o consumo de álcool. Os dois últimos, inclusive, podem desidratar ainda mais, causando tonteira, fadiga, hipoglicemia e câimbra. Ter uma boa noite de sono é fundamental para recarregar as energias para o próximo dia. Mesmo durante o repouso, a alimentação e a hidratação devem se manter no mesmo padrão, pois ajudam a acelerar o processo de recuperação do corpo e repor o que foi eliminado na urina. O café é estimulante e não deve ser utilizado em um período que o corpo “pede” descanso;

7- É importante lembrar que o tipo de bebida não evita a intoxicação pelo álcool, mas sim a quantidade consumida. Grandes quantidades de bebidas com pouco teor alcoólico equivalem a pequenas quantidades de bebidas com maior teor alcoólico. Da mesma forma, não é a mistura de bebidas leva à embriaguez e sim a quantidade ingerida;

8 – Para quem deseja evitar o ganho de peso, evitar comer e beber ao mesmo tempo e dar preferência à ingestão de vinho, saquê ou caip’s (sem açúcar);

9- Mulheres grávidas ou que estão amamentando, menores de idade, pessoas que realizam atividades que envolvam risco, que fazem uso de medicamentos que interagem com o álcool ou apresentam problemas de saúde que podem ser agravados por ele, NÃO DEVEM BEBER!

 

20 fev 2017

Deixem o palhaço chorar pelo Brasil

palhaço2As sociedades atuais detestam a tristeza, por isso gastam verdadeiras fortunas para camuflar as dores humanas. No Brasil, somos os primeiros países no consumo abusivo de antidepressivos. Somos também aqueles que estamos entre os primeiros no consumo de álcool, como cerveja e outras drogas, ilícitas e lícitas. As brasileiras movimentam com paixão o comércio mundial de cirurgias plásticas. Adoramos cosméticos e renovamos o estoque a cada ida ao Shopping. Somos reis e rainhas durante o período do Carnaval. Gastamos uma grana preta para desfilar nas escolas de samba. As páginas do Facebook estão lotadas de pessoas felizes, gratas e abençoadas por ter uma família perfeita, filhos adoráveis, um marido carinhoso, amigos generosos e um sorriso no rosto toda vez que ver o sol nascer.

Aprendemos desde cedo que é melhor ser alegre do que ser triste, mesmo que você esteja enfrentando uma tempestade de emoções intragáveis para qualquer simples mortal. Muitos homens aprendem a engolir o choro, em especial os adolescentes. Pobres garotos!!! A tristeza é algo patológico, uma doença terrível que precisa de doses cavalares de medicamentos para não contaminar as outras pessoas com “baixas vibrações”. Já escutei cada barbaridade sobre pessoas deprimidas. Muitos dizem que pessoas com depressão são como vampiros e devem ser evitadas porque sugam nossa energia vital. Enquanto isso, as dores humanas criam formas cada fez mais fantasmagóricas.  Novas doenças psicológicas e psiquiátricas surgem, porque as pessoas não tem o direito de chorar suas dores sem ter culpa.

Durante o Carnaval, muitas pessoas se perguntam: “O que há de errado comigo? Não me sinto capaz de compartilhar de tanta alegria coletiva, sabendo dos milhares de desempregados, dos bilhões de reais desviados para a vaidade de poucos e miséria de muitos, da falta de atendimento médico de qualidade, do aumento do número de suicídios, da greve com graves consequências dos policiais do Espírito Santos, dos políticos presos por corrupção, pela violência contra nossos jovens negros e homossexuais. O Carnaval já não é mais uma festa de resistência política, mas do fortalecimento ideológico/político que somos um povo feliz, apesar de todas as mazelas sociais e individuais. Só que isso não passa de uma ilusão que faz bem para alguns que ainda não acordaram. Nem só de pão e circo que vive o homem. Deixem o palhaço chorar pelo Brasil.

10 fev 2017

Cerveja também é álcool e vicia como qualquer outra droga

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cervejaJá estamos no tão desejado ano de 2017 e bem pertinho do Carnaval. Como o tempo passa rápido para quem tem sede de viver. Na verdade não sou muito ligada ao passado. Prefiro fincar os pés no presente e traçar algumas metas flexíveis para o futuro. No entanto não tem como escapar da memória antiga para alertar sobre alguns perigos que rondam, em especial nossos jovens em épocas festivas de muita folia, muito samba e muita falta de conscientização no consumo de bebidas alcoólicas por todo canto do país.

Na minha adolescência curtia o Carnaval como os meu amigos na então pacata cidade de Vespasiano, Região Metropolitana de Belo Horizonte. Lá rolava até escolas de samba da melhor qualidade e apresentação do tradicional Boi da Manta (tinha um medo danado dos caras fantasiados e correndo atrás do povo).

A grana era curta, então a regra era dividir os custos da bebida alcoólica: coca cola ou fanta misturado com vodka fazia o sucesso da garotada. Na época cerveja era muito cara e poucos jovens tinham acesso a bebida em garrafa ou latinha. Enfim, nossos pais sofriam com as consequências da bebedeira no final de cada folia. Algumas famílias amagavam perdas irreparáveis por conta dos abusos do álcool. Perdi alguns amigos em acidentes de carros porque estavam alcoolizados.

No meu caso, já levei muita bronca e lição de moral.  Sou filha de professora da rede publica de ensino e de militar da Aeronáutica, ou seja, as regras disciplinares na minha casa eram parecidas com um quartel. Imagina só o que eu passei.

É bom lembrar que menores de 18 anos compravam livremente bebidas em supermercados, postos de gasolina, vendedores ambulantes, ou seja, em qualquer lugar, sem nenhum critério. Hoje é um pouco diferente ou mais discreto. Vendedores ambulantes, por exemplo, vendem bebida alcoólicas sem nenhuma fiscalização, pelo contrário tem até apoio da Ambev – Companhia de Bebidas das Américas. Todas as marcas de cerveja e bebidas fabricadas pela Ambev – Skol, Budweiser, Brahma e Antárctica – poderão ser vendidas no Carnaval de Belo Horizonte. Cabe à empresa oferecer um preço diferenciado para motivar os ambulantes a comprar produtos daquela marca.

Os tempos mudaram, mas nem tanto. Os jovens continuam consumindo indiscriminadamente bebidas alcoólicas. Eles acreditam que cerveja não é álcool ou droga que prejudica a saúde, que drinques de frutas com vodka ou cachaça e bastante açúcar são inofensivos. Na realidade, pura ilusão vendida por uma indústria poderosa que cativa cada vez mais por meio de propagandas enganosas e perversas.

No Brasil, a Lei nº 9.294 de 15/7/96 regulamenta a veiculação de propagandas de bebidas alcoólicas em emissoras de rádio e de televisão. Essa lei restringe o horário de veiculação das propagandas de bebidas das 22 às 6 horas da manhã. É diz que é proibida a associação de bebidas alcoólicas com: temas ligados ao sexo;  temas que induzam a uma ideia de bem-estar e saúde; temas ligadas ao esporte.

A Comissão de Saúde da Assembleia Legislativa de Minas Gerais tem um trabalho sério de conscientização e mobilização social sobre o problema e alerta: “Cerveja também é álcool. Diga não ” propaganda de bebidas alcoólicas no rádio e na TV. Todos sabem os perigos do uso indiscriminado da bebida alcoólica, um problema de saúde pública.

Crianças e adolescentes são alvos das propagandas de cerveja. O maior crescimento do consumo indiscriminado acontece dos 12 aos 17 anos, indivíduos ainda em formação ideológica. Conheça mais a campanha: Cerveja também é álcool AQUI e oriente seus filhos, sobrinhos, netos, amigos, vizinhos. Faça parte de uma sociedade mais consciente. Aproveite o Carnaval e faça parte da mudança. Lembre-se: um mais um é sempre mais do que dois. Não vamos permitir que o álcool destrua a felicidade e a saúde da nossa família.

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