30 dez 2019

Oleaginosas: faça do consumo das famosas sementes de fim de ano um hábito para a vida!

Crédito: Freepik

As festas de fim de ano são marcadas pela união da família. Dezembro é o mês de confraternização e mesa farta de delícias irresistíveis. É aí que mora o perigo!  As refeições são repletas de alimentos que podem contribuir com o ganho de quilinhos indesejados, mas nem tudo está perdido. A boa notícia é que a ceia é uma boa oportunidade de consumir alimentos saudáveis, que muitas vezes são esquecidos durante o ano, como as incríveis oleaginosas: nozes, castanhas, avelãs, entre outras.

De acordo com o médico nutrólogo Guilherme Ferreira Mattos, as oleaginosas podem trazer vários benefícios para a saúde e esse período pode ser um pontapé inicial para incluí-las na rotina alimentar.  “Elas são ricas em fibras, gorduras boas, vitaminas e minerais. Também são versáteis e podem ser incluídas em receitas típicas de fim de ano, além no preparo de saladas, bolos, pães e biscoitos”, informa o especialista.

No entanto, segundo Mattos, é importante o bom senso e a quantidade ideal: “a melhor maneira de consumi-las é na versão in natura. As sementes sem sal são mais indicadas pelo teor reduzido de sódio. Infelizmente a maioria das pessoas já faz uma ingestão significativa de sal durante o dia, portanto, nada de exageros”.

Castanha do Pará é rica de selênio, um importante mineral que atua na inativação dos radicais livres; ativa os hormônios da tireoide; contribui para a desintoxicação do organismo e fortalece o sistema imunológico. Com isso, é uma forte aliada no combate aos efeitos do envelhecimento. O ideal é consumir duas unidades por dia. No entanto, uma ingestão de selênio acima do limite pode resultar em uma quantidade excessiva desse mineral no sangue, o que leva à condição tóxica chamada selenose.

Nozes:  são oleaginosas protetoras do cérebro devido ao teor de ômega 3. Elas evitam que os radicais livres ataquem os neurônios e previnem o envelhecimento cerebral. “Já existem evidências de que o consumo regular reduz o risco de doenças como Alzheimer e Parkinson, além de melhorar a memória. Entre as oleaginosas, é a que possui maior teor de vitamina E, importante para proteger os vasos sanguíneos e controlar a pressão arterial. O seu consumo é de quatro unidades por dia”, informa o nutrólogo.

Amêndoas:  apresentam baixo teor glicêmico, por isso, são menos calóricas e uma boa opção para quem procura controlar a quantidade de calorias consumidas, numa dieta mais restrita. Além disso, ajudam a controlar a saciedade. “Elas têm antioxidantes, gorduras monoinsaturadas, vitaminas E, B1 e minerais. É um alimento que protege o coração de doenças cardiovasculares e a recomendação é de até quatro unidades diárias”.

Avelã: é excelente no auxílio à redução do colesterol ruim (LDL) e elevação dos níveis do colesterol bom (HDL). “A avelã fornece o dobro das gorduras monoinsaturadas das castanhas de caju. Os benefícios já são obtidos com o consumo de cerca de 10 unidades diárias, mais ou menos, uma colher de sopa”.

Castanha de caju, por conter zinco em sua composição, é fundamental para prevenir casos de anemia. As gorduras poli-insaturadas dessa oleaginosa também ajudam a reduzir os níveis de LDL (colesterol ruim) e elevam as taxas de HDL (colesterol bom). “Ela contém o aminoácido arginina, que melhora o desempenho durante a prática de atividades físicas e a capacidade de recuperação no período pós-treino. Consumindo uma colher de sopa da castanha de caju já é possível obter 23% das necessidades diárias de zinco.”

Como as porções são relativamente pequenas, o médico explica que as oleaginosas podem compor os lanches entre as principais refeições.

28 set 2015

‘Setembro Violeta’ alerta sobre a doença de Alzheimer

Arquivado em saúde, SUS

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Setembro é o mês das cores e da prevenção: Amarelo contra o suicídio, Dourado contra o câncer infantil e Verde alerta à população sobre a necessidade de prevenção do câncer colorretal.

Para orientar a população sobre a doença de Alzheimer, foi criada uma campanha de conscientização sobre os primeiros sinais da doença e mostrar como é possível auxiliar as pessoas que sofrem desse transtorno neurogenerativo. Chamada de “Setembro Violeta”, a iniciativa é do Instituto Alzheimer Brasil (IAB).

A Doença de Alzheimer (DA) é um transtorno neurodegenerativo progressivo e fatal que se manifesta por deterioração cognitiva e da memória, comprometimento progressivo das atividades de vida diária e uma variedade de sintomas neuropsiquiátricos e de alterações comportamentais. Essa doença tem maior prevalência nas pessoas com idade mais avançada. Seu sintoma primário é a perda de memória, mas com a progressão, vão aparecendo sintomas mais graves, como irritabilidade, falhas na linguagem, prejuízo na capacidade de se orientar. A doença pode vir acompanhada também de depressão, ansiedade e apatia.

Esses sintomas podem ter a sua progressão diminuída com o trabalho da reabilitação, envolvendo fonoaudiologia, fisioterapia, terapia ocupacional e suporte psicológico e familiar, buscando evitar e/ou retardar a perda das funcionalidades e habilidades cognitivas. Tais serviços são ofertados na Rede SUS nos Centros Especializados em Reabilitação com modalidade de reabilitação intelectual. Além de retardar os efeitos do Alzheimer, os exercícios físicos podem prevenir a doença nas pessoas mais vulneráveis.

Alguns fatores de risco conhecidos para a Doença de Alzheimer são a idade e a história familiar, ou seja, se a pessoa já teve um histórico na família de demência ou de algum problema vascular.

Doença de Alzheimer e o SUS

O Sistema Único de Saúde (SUS) disponibiliza vários medicamentos capazes de retardar o processo da doença e minimizar os distúrbios de humor e comportamento que surgem. O objetivo do tratamento medicamentoso é propiciar a estabilização do comprometimento cognitivo, do comportamento e da realização das atividades da vida diária (ou modificar as manifestações da doença), com um mínimo de efeitos adversos, este é ofertado pelo SUS, e regulamentado pelo Protocolo Clínico e de Diretrizes Terapêuticas, publicada pela portaria nº 1298, de 21 de novembro de 2013.

Castanha do pará pode ajudar na prevenção do Alzheimer

O consumo diário de castanha-do-pará pode ajudar idosos que apresentam problemas cognitivos.

É o que mostra o estudo “Efeitos do consumo de castanha-do-brasil (Bertholetia excelsa H.B.K.) sobre a cognição e o estresse oxidativo em pacientes com comprometimento cognitivo leve e a relação com variações em genes de selenoproteínas”.

A pesquisa foi realizada pela nutricionista Bárbara Rita Cardoso, da Universidade de São Paulo (USP) e pós doutoranda do Instituto de Neurociência da Austrália. Ela se atentou especialmente ao selênio, micronutriente essencial para a manutenção das funções cerebrais. Mais informações: AQUI

 

Saúde e Literatura. Para Sempre Alice

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“Alice encontra-se na espiral rápida do Alzheimer com apenas tem 50 anos. Professora universitária, esposa e mãe de três filhos, ainda tem muitas coisas para fazer – escrever livros, lugares para ver, netos para conhecer. Mas quando não consegue se lembrar de como fazer o seu famoso pudim de Natal, se perde em seu próprio quintal e deixa de reconhecer sua filha atriz depois de um excelente desempenho, se sente desesperada. Mas ela pode ver através disso? Deveria ela ver através disso? Perdendo seus dias passados, vivendo cada dia, sua memória de curto prazo é apoiada por um par de fios desgastados. Mas ela ainda é Alice.“

Para Sempre Alice; O FILME

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Julianne Moore ganhou mais de 30 prêmios por sua atuação em Para Sempre Alice – incluindo O Oscar, o Globo de Ouro, o Spirit Award, BAFTA, o SAG e o Hollywood Awards. E o longa-metragem, no entanto, não foi indicado em nenhuma categoria de “melhor filme” na temporada de premiações.

Fonte: Ministério da Saúde