12 maio 2021

Um convite para uma experiência gastronômica vegetariana, sem sair de casa!

No Brasil, 14% da população se declara vegetariana, segundo pesquisa do IBOPE Inteligência conduzida em abril de 2018. No entanto, nas regiões metropolitanas de São Paulo, Curitiba, Recife e Rio de Janeiro este percentual sobe para 16%. A estatística representa um crescimento de 75% em relação a 2012, quando a mesma pesquisa indicou que a proporção da população brasileira nas regiões metropolitanas que se declarava vegetariana era de 8% . Hoje, isto representa quase 30 milhões de brasileiros que se declaram adeptos a esta opção alimentar – um número maior do que as populações de toda a Austrália e Nova Zelândia juntas.

Você sabe o que é vegetarianismo?

Vegetarianismo é o regime alimentar que exclui os produtos de origem animal. Os principais tipos de vegetarianismo, segundo a Sociedade Vegetariana Brasileira (SVB),  são:

Ovolactovegetarianismo: utiliza ovos, leite e laticínios na sua alimentação.

Lactovegetarianismo: utiliza leite e laticínios na sua alimentação.

Ovovegetarianismo: utiliza ovos na sua alimentação.

Vegetarianismo estrito: não utiliza nenhum produto de origem animal na sua alimentação.

Já o veganismo, segundo definição da Vegan Society, é um modo de viver (ou poderíamos chamar apenas de “escolha”) que busca excluir, na medida do possível e praticável, todas as formas de exploração e crueldade contra os animais – seja na alimentação, no vestuário ou em outras esferas do consumo.

Há dez anos resolvi abandonar o consumo de carnes e reduzir o consumo de leites e derivados. Já o ovo ainda faz parte da minha vida, mas prefiro os orgânicos. Os motivos da decisão foram muitos: mudança alimentar mais ética, sem sofrimento animal; questões espirituais e estilo de vida mais saudável. Confesso que colho os benefícios de uma existência mais virtuosa. Acredite!

O chamado para um consumo sustentável foi na infância, mas a pouca divulgação sobre o vegetarianismo provocou uma certa desconfiança na minha família. Na época, a indústria da alimentação oferecia poucas opções de produtos sem origem animal. Hoje, o mercado cresceu significativamente. Por isso, sempre que possível e sem fanatismo ideológico, procuro oferecer conteúdos sobre os hábitos alimentares que promovem o bem-estar do planeta.

Foi com muito prazer que eu recebi da empresa Pranic, sediada no bairro Cruzeiro, em Belo Horizonte, alguns produtos sem o uso de carne e ovos, que primam pela qualidade dos ingredientes e variedade de ervas e especiarias. Quero compartilhar a minha experiência gastronômica vegetariana de primeira linha, aqui em BH

Em primeiro lugar, sem sobras de dúvidas, conforme o meu paladar, o voto vai para o Creme de Abóbora, Cogumelo Shimeji, Sementes e Grãos. O produto é vegano, sem glúten, com cogumelo shimeji refogado no azeite , alho poro , coco aminos, quinoa, semente de girassol, semente de abóbora, gergelim branco e preto.

Já experimentei cremes de abóbora de outras marcas, mas o produto oferecido pela Pranic é, indiscutivelmente, mais saboroso. Preciso dizer que abóbora é um dos frutos que eu mais amo. Achei incrível. Presto muita atenção também no cheiro da comida, já que isso diz muito sobre qualquer alimento. Consegui perceber todos os ingredientes informados na embalagem. É uma explosão de sabores e cheiros. O creme de abóbora não contém glúten, não contém lactose.

O  Kibe de Abóbora tem um cheiro sensacional. Muito bom! O trigo para Kibe é hidratado em um creme de abóbora temperado com zattar, pimenta síria e hortelã. O recheio é composto por tomate, azeitona, castanha do Pará e queijo minas padrão. O gosto da abóbora é bem suave. A castanha é um toque de gênio.

A linha de hamburguer vegano  é uma opção bem bacana no pão e, também, no acompanhamento de um prato tradicional, como arroz, feijão e saladinha.

Hamburguer Vegano de Batata Doce e Cogumelo a base de batata doce, cogumelo shimeji, quinoa, semente de girassol, semente de linhaça, grão de bico, alho poró, azeite de oliva extra virgem, sal marinho, gergelim, salsinha, cebolinha, orégano, zathar e manjericão. Amo batata-doce, por isso o hambúrguer merece o meu destaque.

Hamburguer de Grão de Bico e Quinoa é composta por grão de bico, quinoa, queijo minas padrão, ricota, cebola, alho, linhaça, semente de girassol, cenoura, cebolinha, salsa, manjericão, orégano, páprica e sal. A combinação de sabores me agradou muito.

Já o Hamburguer Vegano de Tempeh foi o meu preferido. A massa é composta por tempeh (derivado da soja orgânica e rico em proteínas), cebola, cenoura, coentro, hortelã, manjericão, linhaça, aveia, farinha integral, amêndoas, semente de girassol, óleo de girassol, shoyo light, pimenta preta, garam masala e sal.Produto Vegano.

Canelone de Abobrinha é muito suave e perfeito. Possui como base molho vermelho, feito de tomate orgânico e manjericão. O canelone é feito com abobrinha em finas lâminas, que envolvem o recheio de alho poró, ricota, castanha do Pará, salsinha, cebolinha e espinafre. Os canelones são cobertos por molho branco feito a base de farinha de arroz, queijo minas padrão e gergelim preto.

Fiquei muito surpresa com o Baião de Dois. Achei fantástico. O tradicional arroz com feijão em uma versão que utiliza o arroz integral, feijão azuki, gengibre, alho poro, cebolinha, cenoura vermelha e semente de girassol. Pensamos em uma base para a refeição diária que pode ser complementada com o cardápio da sua preferência.

Bom apetite!

08 set 2020

CURSO: Plataforma digital com foco na mobilidade urbana sustentável abre inscrições gratuitas

Arquivado em Cidade, Comportamento

A mobilidade urbana sustentável e inclusiva é um dos maiores desafios da atualidade. Com o objetivo de oferecer conhecimentos específicos sobre o assunto, a MobiliCampus, uma plataforma de educação a distância (EAD), disponibiliza gratuitamente cursos na área de mobilidade urbana sustentável, mobilidade a pé, mobilidade por bicicleta e transporte público. Os cursos buscam responder os principais desafios enfrentados nos municípios brasileiros para avançar na transição para a mobilidade urbana mais sustentável e de baixo carbono.

As inscrições para a última turma de 2020 estão abertas até 13 de setembro. Segundo os organizadores, o conteúdo disponibilizado pode ajudar equipes de órgãos da administração a se aperfeiçoarem no tema e contribuírem para o aprimoramento de políticas públicas voltadas para a promoção da mobilidade urbana sustentável.

Também podem participar cidadãos e membros de organizações da sociedade civil que desejam monitorar e acompanhar as políticas de mobilidade urbana e podem se beneficiar dos conteúdos para aprimorar suas estratégias de ação.

Os cursos são pensados para complementar e apoiar o conhecimento das pessoas que já são familiarizadas com o tema mobilidade urbana sustentável e também são desenvolvidos para introduzir novos interessados no assunto.

Faça a sua inscrição no site: http://mobilicampus.org.br/.

Fonte: Agência CNM de Notícias/

Informações pelo telefone/Associação Mineira dos Municípios AMM (31) 3916-9193.

05 jul 2019

JK: ainda podemos realizar o impossível?

Crédito: Memorial da Democracia

Paulo Rabello de Castro*

Até hoje não contabilizamos integralmente o que Juscelino Kubitschek representou para o desenvolvimento do País e galvanização da identidade nacional. Os jovens das novas gerações – a X, a Y e a do Milênio – mal conhecem a figura de JK, que só não sucumbiu no completo esquecimento por causa da referência ocasional ao seu nome, batizando ruas e praças pelo Brasil afora. Em São Paulo, JK é avenida e shopping. Mas, afinal, quem foi esse brasileiro e como seria ele hoje, no dizimado cenário atual de um País estagnado na economia, recessivo no seu desenvolvimento humano e conflagrado em seu funcionamento político? MEDIOCRIDADE é a palavra do momento. Nada define melhor o atual estágio de nossas impossibilidades. Mas será que um JK redivivo poderia realizar a reviravolta, aparentemente inviável, do resgate da alma nacional?

Tentar resgatar aquele JK do desenvolvimento acelerado é o tema e propósito de um extraordinário livro**, lançado este mês, em três volumes, pelo renomado economista mineiro Carlos Alberto Teixeira de Oliveira, uma antologia completa de discursos, palestras, conferências, filmes e outras memórias do nosso presidente mineiro. O enorme território de “imaginários” de JK, tudo que Juscelino sonhou para o Brasil, é de uma vastidão e de beleza só comparáveis aos Lençóis Maranhenses, à terra do Jalapão ou à Selva Amazônica. O volume principal da obra seria um filme se não fosse o livro que é. São quase seiscentas páginas de JK pra-lá-e-pra-cá, replicando, em parágrafos eletrizantes, a energia e a capacidade de deslocamento físico do gestor público que amava voar, numa época em que passear pelos ares era risco de vida, mostrando a determinação de JK em adotar a inovação como meta e a eficiência como método, para fazer o futuro acontecer mais celeremente e do modo como ele havia planejado.

JK foi prefeito, governador e presidente. Mas, sobretudo, foi um notável gerente de vontades coletivas, bem diferente dos de hoje, que publicam fake news para manipular a cabeça do povo. Pelo contrário, JK projetava sonhos na tela imaginária da cabeça de cada brasileiro, e conseguia, simultaneamente, planejar e faz executar esses sonhos na vida real. Vamos construir estradas? Vamos conquistar a Amazônia? Vamos levar água e energia ao Nordeste? Vamos desbravar o Centro-Oeste? Vamos criar cidades inteiras, barragens hidroelétricas, linhas de transmissão? Vamos montar parques industriais? Vamos revolucionar a educação? Vamos projetar no mundo a cultura do Brasil? Vamos ganhar Copas no esporte? Vamos receber turistas com sorrisos, música e boa comida? Tudo isso era Juscelino.

Nesse sentido, a obra literária é concebida, num grande mosaico, por meio de curtos trechos de discursos de JK, como um filme de cenas rápidas com cortes abruptos, que nos leva pela narrativa em suspense, na primeira pessoa do próprio, desde sua infância pobre e estudiosa na bucólica Minas do passado quase remoto, até o Palácio do Catete, no dia da sua majestosa diplomação presidencial e, dali, ao grande salto do Brasil nos seus “cinquenta anos em cinco”. A narrativa do livro foge ao convencional. Ali aparece um Juscelino embaralhado e embrulhado em Nonô, em JK, em peixe vivo, em pé de valsa, em artista do impossível, tudo de cambulhada sobre a alma de um leitor despreparado para defender-se daquele motivador emérito da alma humana, que sabia convocar o que há de melhor em nós, de nos inspirar a enxergar os piores desafios como se fossem obstáculos fáceis de transpor ou montanhas simples de escalar. Pela mão e pela pena convincente de Juscelino, percorremos vastos territórios de um país apenas sonhado, em que trabalhadores motivados prosperam ao embalo de indústrias que se fundam, uma após outra, espalhando oportunidades para todos os lados, num país a que acorrem, entusiasmados, capitais europeus, japoneses e norte-americanos, atraídos por participar de um projeto de construção coletiva, imaginado e pontuado em 30 Metas de um plano monumental de desenvolvimento, o seu Plano de Metas.

Excessivo? Sem dúvida, pois JK nunca fez por menos. Seu delírio bom e grandioso sempre esteve em cada gesto e ato do estadista. Parte do sonho dele ainda se transfere, nos desesperados dias atuais, como bálsamo a brasileiros desencantados. A vivência dos embalados anos 1950 se transfere, no livro, do papel para a pele dos leitores, que ouvem de novo a bossa nova, que se arrepiam com os gritos de gol nos campos do futebol-arte, que respiram o ar pesado e lucrativo das chaminés paulistas, e que saem dos canos de descarga de uma imensa frota de veículos made in Brasil. Que tempos extraordinários! Seria possível de algum modo repeti-los? Ficamos matutando se os feitos de JK poderiam de novo saltar da prancheta do pensamento de alguma liderança política para imaginar e projetar outro grande avanço do País. Este livro do próprio JK, “psicografado” por Carlos Alberto, nos responde que sim, apesar da realidade atual ser a de um país esvaído por milhões de desempregados, acossado por malfeitos, descaminhos e, pior, aleijado pelas incapacidades.

Haveria tempo? Para JK, sim, sempre haveria. Lembrando Einstein, a imaginação é mais poderosa do que o conhecimento, porque pula etapas. E o Brasil, inspirado e guiado pelo exemplo de um JK, não precisa avançar por etapas convencionais. Pode produzir uma espantosa virada. Pode progredir por saltos inverossímeis. Pode produzir soluções impensadas, pode incorporar milhões a um desenvolvimento sem paralelo. Sem deixar ninguém para trás. Querer, e crer ser possível fazer, são as premissas de um Brasil transformado e turbinado pela esperança. Nesse outro Brasil, o exemplo de vida de Juscelino Kubistchek tem que ser contado e recontado a gerações sucessivas de brasileiros. Parabéns a Carlos Alberto pela iniciativa de um livro especial que nos reeduca para saber querer e a crer.

LIVRO JK

A nova edição da coletânea Juscelino Kubitschek – Profeta do Desenvolvimento – Exemplos e Lições ao Brasil do Século XXI será lançada na próxima terça feira, 18 de julho, às 19h, no Espaço Institucional da ACMINAS (Avenida Afonso Pena, 372, 4º andar, Centro.

(*) Paulo Rabello de Castro é economista. Prefaciou a obra em comento. rabellodecastro@gmail.com

(**) “Juscelino Kubitschek, Profeta do Desenvolvimento”, de Carlos Alberto Teixeira de Oliveira, Mercado Comum, 2019.

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