02 maio 2019

Santa Casa de BH participa de mutirão nacional de cirurgia da criança

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O maior hospital filantrópico de Minas Gerais participa do ‘XIII Mutirão Nacional de Cirurgia da Criança’ no próximo sábado (4 de maio). A iniciativa faz parte das comemorações pelos 120 anos da Santa Casa BH e é realizada em parceria com a Associação Brasileira de Cirurgia Pediátrica (CIPE), com o objetivo de reduzir as filas de espera por cirurgias pediátricas na rede pública de saúde do país. Em Minas Gerais, a SCBH e o Hospital das Clínicas da Universidade do Triângulo Mineiro, de Uberaba, aderiram ao evento. A ação – que se repete anualmente desde 2007 e beneficia milhares de crianças e adolescentes – conta com a adesão de 14 serviços, de 10 estados e do Distrito Federal.

Ao todo, 19 crianças que aguardavam por cirurgias ambulatoriais eletivas foram encaminhadas pela Secretaria Municipal de Saúde de Belo Horizonte para participar do mutirão na Santa Casa BH. Estão programadas operações de hérnias (umbilicais e inguinais), criptorquidia (testículo), hidrocele, biopsia retal e colecistectomia (retirada cirúrgica da vesícula biliar).

De acordo com o chefe da Cirurgia Pediátrica da SCBH, Dr. Moacir Tibúrcio, esses são procedimentos realizados em regime ambulatorial. “A nossa expectativa é que as crianças cheguem ao hospital no sábado, operem, permaneçam por algumas horas em observação e no mesmo dia voltem para casa. Posteriormente, eles retornarão para curativos e novas avaliações. Participamos da ação há anos e sabemos da importância do envolvimento do serviço para diminuir a fila de espera do SUS e para o bem-estar desses pacientes mirins. Estamos muito felizes por fazer parte dessa história”, explica.

A Santa Casa BH é referência em Cirurgia Pediátrica no estado e conta com equipe altamente capacitada, composta por 10 cirurgiões pediátricos. Anualmente, são realizadas cerca de 1700 cirurgias infantis – média de 141 cirurgias mensais.

Sobre o mutirão nacional

Com essa iniciativa, a CIPE procura restabelecer a qualidade de vida dessas crianças em menor tempo e permitir que também as cirurgias de média e alta complexidade, que exigem internação, possam ser realizadas em prazos menores. O presidente da entidade, Dr. João Vicente Bassols, destaca que todas as edições primaram pela segurança dos pacientes, sem registro de intercorrências, resultado que a CIPE espera que se repita também neste ano. “Mais uma vez a associação procurou sensibilizar a direção dos serviços de Cirurgia Pediátrica do país, visando abreviar o tempo de espera por cirurgias de crianças e adolescentes, sobretudo nos hospitais públicos, que em algumas localidades pode chegar a meses”, declara.

26 jan 2018

Cirurgia robótica aumenta a precisão na retirada de tumores em pacientes com câncer de próstata

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Divulgação

                                   No Brasil, a estimativa em 2017 foi de 61.200 novos casos e cerca de 13.772 mortes

Diminuição da dor; redução do tempo de recuperação; ampliação da precisão; aumento do alcance de áreas de difícil acesso; e a realização de movimentos coordenados, são alguns dos benefícios trazidos pela cirurgia robótica, que vem sendo aplicada pelo Hospital Felício Rocho no tratamento do câncer de próstata.

Aplicada a partir dos anos 2000 nos Estados Unidos (EUA), a prostatectomia radical robótica (cirurgia robótica para o tratamento do câncer de próstata) é bastante comum também na Europa e chegou como mais um avanço no parque tecnológico do Hospital Felício Rocho, que conta com uma infraestrutura diferenciada e um corpo clínico altamente qualificado.

No Brasil, o câncer de próstata é o segundo tumor que mais mata os homens, estando atrás somente do câncer de pulmão. A estimativa em 2017 foi de 61.200 novos casos e cerca de 13.772 óbitos causados pela doença, – o que equivale a uma morte a cada 38 minutos, segundo dados mais recentes do Instituto Nacional do Câncer (Inca). A cirurgia robótica para o tratamento do câncer de próstata se tornou um grande avanço na assertividade do procedimento cirúrgico, que é parte essencial no tratamento do câncer.

Disponível no país desde 1998, sendo realizada desde outubro de 2017 no Hospital Felício Rocho, a cirurgia robótica permite com maior precisão, a visualização de uma imagem de alta definição, magnificada e em três dimensões (3D) do local a ser tratado. Ao fazer uso de pinças articuladas, o robô guiado pelo médico, realiza uma dissecção cautelosa e minuciosa dos tecidos, e no caso do câncer de próstata, podem ser preservados os pequenos nervos e vasos sanguíneos responsáveis pela ereção masculina, bem como os tecidos envolvidos com a incontinência urinária.

Segundo o médico urologista e diretor do Hospital, Francisco Guerra, a cirurgia robótica é um caminho sem volta. “O impacto na evolução das vias de acesso para tratamentos cirúrgicos (cirurgia aberta, laparoscopia e agora a robótica) é contundente para os cirurgiões. No entanto, o melhor de tudo isso, é o que visualizamos e vislumbramos para os pacientes em relação aos resultados e melhoria da qualidade de vida”, destaca.

Diante desse cenário, o Hospital Felício Rocho projeta um crescimento exponencial no número de cirurgias robóticas, com uma previsão de realizar mais de 250 cirurgias em 2018