12 jun 2019

Como escolher os seus cosméticos amigos do ambiente

sabonete

As preocupações com o meio ambiente são cada vez maiores e a consciência ambiental também. Por isso, cada vez mais, muitas marcas fazem um esforço para conquistar a confiança dos consumidores no que diz respeito à sua qualidade e impacto ambiental.

O mundo dos cosméticos sempre foi um setor envolto em suspeição dos químicos usados, e no quão mal fariam ao meio ambiente. Alem das substâncias usadas, as embalagens, aplicadores e auxiliares (como microesferas de plástico) acabam por contribuir para um aumento dos resíduos gerados.

Para enfrentar este problema, surgiram os cosméticos amigos do ambiente, que são produzidos utilizando substâncias naturais, e todos os aspetos que envolvem a sua produção e comercialização respeitam o meio ambiente.

Mas possuírem na sua constituição substâncias naturais não é tudo. Se estas são obtidas através de processos que danificam o meio ambiente, o prepósito perde-se. É necessário que estas substâncias sejam obtidas por processos naturais, sem uso (intensivo) de pesticidas, herbicidas ou outros meios que danifiquem o meio ambiente. Assim sendo, o produto só poderá ser considerado se for constituído no mínimo por 95% de ingredientes de origem natural, provenientes de agricultura biológica e sem a adição de sintéticos, parabenos, silicones, corantes ou perfumes.

Cuidado é também necessário na embalagem do produto e no empacotamento. O produtor até pode ser embalado em um embalagem biodegradável, mas se, por exemplo, no processo de transporte for empacotado em plástico não biodegradável, continuará a ter um efeito sobre o meio ambiente, ao gerar resíduos. Alem disso, alguns processos poderão não ser claros na dimensão da mitigação do impacto ambiental. Por exemplo, podem ser usados materiais reciclados, mas o processo de reciclagem em si pode ser danoso para o meio ambiente.

Por fim, não podemos ainda esquecer a questão dos testes animais dos cosméticos. Se foram testados em animais, não poderão ser considerados como amigo do ambiente. Os cosméticos amigos do ambiente costumam denunciar na embalagem que não foram testados em animais.

Olhando para a embalagem, nomeadamente para a lista de ingredientes, deverá procurar por alguns ingredientes que denunciam o produto como sendo ou não de origem orgânica. Estes são os parabenos, o formaldeído, os ftalatos, a vaselina, o talco, os polietilenoglicois, o fenoxietanol, triclosan, as dioxanes, o lauriléter sulfato de sódio, a trietanolamina (TEA), dietanolamina (DEA) e etanolamina (MEA).

Para alem da salvaguarda do meio ambiente, tem vantagens para o utilizador. A utilização destes cosméticos tem como vantagem a redução dos riscos de alergia, nomeadamente em pessoas cuja pele é mais sensível. Alem do mais, devido às altas concentrações dos princípios ativos, tenderão a ser mais eficazes na sua ação.

Por outro lado, nem tudo é bom nos cosméticos amigos do ambiente. O seu preço costuma ser mais alto em resultado dos processos naturais envolvidos, e o prazo de validade mais curto, pois não são usados produtos químicos para aumentar a sua longevidade.

Contudo, as vantagens superam as desvantagens, pois será benéfico para si a longo prazo, não só pela eficácia do produto, mas também pela contribuição em preservar o meio ambiente. Faça também parte da mudança pelo um mundo onde existe simbiose entre a beleza e a natureza!

20 fev 2019

Confira minha lista de livros sobre defesa animal para o feriado do Carnaval

Saúde Literatura

Para muita gente o melhor do Carnaval é o feriado prolongado, principalmente para os amantes de uma boa leitura. O período é uma ótima oportunidade para colocar a leitura em dia e experimentar novos gêneros literários. Por isso, fiz uma listinha com seis livros sobre direito dos animais. Tenho certeza que as dicas vão possibilitar uma visão renovada sobre a valorização da vida animal.

A NATUREZA ENSINA: COMO USAR A INTELIGÊNCIA DOS ANIMAIS PARA ORGANIZAR O SEU MUNDO. Autor: Peter Miller

“Este livro provou que há vida inteligente na Terra! E não é só dos humanos.” Martin Cruz Smith, autor de Mistério no Parque Gorki. “Há outros livros sobre comunidades inteligentes, mas este é de longe o melhor.” Ian Finlayson, The Times. “Eu adorei! Fazia tempo que um livro não me estimulava tanto e que eu não via tantas aplicações práticas.” Don Tapscott, autor de Wikinomics e Capital Digital. “Com atenção aos detalhes e um estilo fácil de ler, o autor explica como novas descobertas estão fazendo os cientistas vibrarem.” Steven Strogatz, professor da Cornell University.

ANIMAIS COMO PESSOAS: A ABORDAGEM ABOLICIONISTA DE GARY L. FRANCIONE. Autor: Gabriel Gamendia da Trindade

Este livro recupera criticamente as principais visões que informam a questão animal no âmbito da filosofia e da ética aplicada. Com esse objetivo, desenvolve um diálogo construtivo com a obra do Professor Gary L. Francione, celebrando o animalista norte-americano. As perspectivas morais defendidas por Francione são cuidadosa e didaticamente contrastadas com as concepções de diversos outros autores clássicos e contemporâneos.

JAULAS VAZIAS: ENCARANDO O DESAFIO DOS DIREITOS ANIMAIS. Autor: Tom Regan

Com calma e lucidez, como em uma conversa franca e direta com o leitor, Tom Regan argumenta que devemos reconhecer que os animais também têm direito à vida, à integridade física e à satisfação de necessidades biológicas, individuais e sociais. Em todo o livro, seguimos o autor nas difíceis indagações que o inquietaram pessoalmente – desde uma juventude de completa inconsciência das horrorosas realidades vividas pelos animais explorados para diferentes benefícios humanos – e que o transformaram em ativista dos direitos animais. Escrito de forma elegantemente simples, o livro cobre um amplo leque de tópicos de forma acessível e envolvente.

LIBERTAÇÃO ANIMAL. Autor: Peter Singer

Neste livro, que desde sua primeira edição, em 1975, vem conscientizando milhões de pessoas sobre a maneira como o ser humano trata os animais, Peter Singer expõe a terrível realidade da indústria pecuária e dos testes de laboratório – destruindo as falsas justificativas que embasam essas práticas e propondo alternativas para algo que, além de uma questão moral, assumiu contornos de um sério problema social e ambiental. Libertação animal é um importante e persuasivo apelo à consciência, à justiça e à decência, é leitura obrigatória não só para aqueles que reconhecem os direitos dos animais, mas também para os que ainda ignoram essa realidade.

MICO-LEÃO-PRETO: A HISTÓRIA DE SUCESSO NA CONSERVAÇÃO DE UMA ESPÉCIE AMEAÇADA. Autor: Gabriela Cabral Rezende

Em 1970, o “Mico-Leão-Preto” era considerado um animal extinto. A descoberta de alguns espécimes levou um grupo de pessoas a lutar por sua conservação e a elaborar estratégias que podem hoje servir de exemplo para a manutenção da vida e do habitat de diversas outras espécies. Este livro mostra como foi desenvolvido esse trabalho. Um exemplo de dedicação, planejamento e sucesso.

O RASTRO DA ONÇA: RELAÇÕES ENTRE HUMANOS E ANIMAIS NO PANTANAL. Autor: Felipe Sussekin

Como se constituem as relações homem-animal quando a onça deixa de ser um item numa coleção de história natural e passa a habitar um mundo?’ O rastro da onça’, explora a relação complexa entre ecologia, caça, criação de gado e turismo na região do Pantanal do Mato Grosso do Sul, em propriedades rurais que abrigam projetos de estudo e a preservação da onça-pintada. Através de uma pesquisa antropológica, o autor examina os mais variados aspectos da relação entre humanos e animais, detendo-se, mais especificamente, sobre a complexa trama de relações entre o homem e a onça que coabitam essas regiões. O recorte ecológico depende em geral da exclusão da espécie mais abundante da região, que é o gado. Por se alimentar do gado, a onça tem sido vista também, por muitos fazendeiros, como um problema a ser combatido. Além de detalhes sobre a preservação da Panthera onca, o leitor encontra relatos de caçadores de onça e de seus cães onceiros, que, ao lado das vacas e vaqueiras, constituem figuras centrais neste livro. Entre esses relatos, surgem as narrativas sobre os zagaieiros, caçadores antigos que enfrentavam onças com a zagaia, lança de origem indígena; histórias que carregam todo o imaginário indígena da região e se refletem na nossa cultura, por exemplo, no conto ‘Meu tio o iarauetê’, de Guimarães Rosa.

Boa leitura!

20 ago 2015

Evolução: Koko deseja se comunicar com humanos

koko3A gorila Koko, que se tornou famosa no mundo todo por tentar usar uma linguagem de sinais para se comunicar com seus cuidadores, pode estar perto de outra façanha: de acordo com os pesquisadores, ela estaria tentando falar.

Os cientistas da Universidade de Wisconsin-Madison chegaram a essa conclusão após analisar sinais do discurso da gorila depois da análise de 71 horas de filmagens de seu comportamento. Na gravação Koko deu exemplos de que estava realizando nove tipos de comportamentos que exigiam “controle sobre sua vocalização e respiração”. Aparentemente, estes não são os comportamentos que você esperaria de um “gorila típico”, mas Koko tem o potencial de melhorar, sim, as suas cordas vocais.

Confira mais sobre Koko no vídeo abaixo:

Fonte: History