30 jul 2021

Como aliviar o estresse: 5 maneiras simples que irão te ajudar

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Yan Krukov

Com a correria do dia a dia, muitas pessoas não têm tempo para descansar da rotina e acabam ficando estressadas, mas você sabia que tem como aliviar o estresse com algumas mudanças de hábitos? Exercícios de relaxamento, aromaterapia, ter momentos de lazer são algumas das práticas importantes para ter mais qualidade de vida e menos estresse.

O Brasil é considerado um dos países com maior número de pessoas estressadas, cerca de 70% da população brasileira lida com esses sintomas, os dados foram divulgados pela Isma-BR (Associação Internacional de Gerenciamento de Estresse Brasil).

A pandemia causada pelo novo coronavírus também contribui para o aumento da ansiedade e do estresse, por exemplo, essas condições e sintomas causam grandes impactos negativos para a vida de quem lida com isso diariamente.

Se você também tem algum sintoma de estresse, ansiedade ou qualquer outra condição de saúde, primeiramente, procure um médico para avaliar seu estado geral de saúde. E se você quiser algumas dicas para como aliviar o estresse diário, confira nossas dicas!

Como aliviar o estresse para dormir: evite utilizar celular a noite

Com a tecnologia cada vez mais presente em nossas vida, o uso do celular é comum durante o dia inteiro, apesar dos benefícios e facilidades que esse dispositivo oferece, ele também possui alguns malefícios.

A luz azul emitida pelos celulares e outros dispositivos eletrônicos já é conhecida por causar alguns problemas à saúde dos olhos, mas não é somente isso, ela também interfere no sono e na sua qualidade.

A melatonina é o hormônio produzido pelo corpo humano e responsável pelo sono. A luz azul prejudica a produção desse hormônio e, consequentemente, no sono, afetando diretamente os níveis de estresse, que podem aumentar.

Como aliviar o estresse para dormir: 

Diminuir ou evitar o uso desses dispositivos algumas horas antes de dormir pode aliviar os casos de insônia, facilitar o relaxamento e diminuir o estresse no dia a dia devido a uma noite de sono mais reparadora.

Utilize a aromaterapia para diminuir o estresse

A aromaterapia é uma terapia milenar utilizada para diversas condições, inclusive é conhecida pelos seus benéficos para como aliviar o estresse.

Alguns óleos essenciais indicados para como aliviar o estresse:

Laranja doce: um óleo bem agradável e que muitas pessoas gostam, seu uso indicado para estresse, pois promove a tranquilidade, diminui a raiva, nervosismo e outros sentimentos que, em excesso, podem prejudicar a saúde e o dia a dia.

Lavanda: um dos óleos mais utilizados, o de lavanda também ajuda a como aliviar o estresse. Uma substância presente nesse óleo chamada de  linalol é a causa para a diminuição dos sintomas dos períodos mais estressantes.

Melissa: a planta já é muito utilizada para chás, pois promovem a calma e aumento da tranquilidade. Na aromaterapia, o óleo essencial de melissa é indicado para estresse, ansiedade e insônia.

Camomila: com propriedades calmantes, o óleo essencial de camomila é benéfico para sintomas de ansiedade e estresse.

Alecrim: outra planta utilizada na aromaterapia e indicada para estresse, o alecrim possui propriedades e dores de cabeça.

Sálvia: conhecida pelas suas propriedades relaxantes e calmantes, a Sálvia pode ser utilizada para massagens, o óleo também pode ser usado por inalação, conforme a recomendação do profissional.

Segundo especialistas, os óleos essenciais são indicados para diversas condições, mas seu uso deve ser feito sempre com orientação de um profissional, para evitar uso em excesso ou algum prejuízo à saúde.

Lembre-se: o mais indicado é procurar um profissional ou loja especializada em aromaterapia para ter uma indicação correta quanto ao uso, tipo de óleo e quantidade de aplicação para o seu caso.

Faça atividades físicas

As atividades físicas promovem diversos benefícios para corpo e mente, e um deles é para como aliviar o estresse. Outras vantagens da prática regular de exercícios é pelas pessoas que lidam com ansiedade, depressão e insônia.

Se você é uma pessoa sedentária, comece a se exercitar aos poucos, mas com constância, assim o corpo se acostuma e, aos poucos, é possível aumentar o tempo dedicado às atividades físicas.

A caminhada, por exemplo, é uma das atividades mais democráticas, sendo indicada para todas as idades e pessoas. Você pode começar com passos mais lentos e ir aumentando aos poucos, sendo possível começar com 30 minutos por dia, 3 vezes na semana, ou conforme recomendação de um professor de educação física.

Contudo, a Organização Mundial da Saúde (OMS) faz uma recomendação de, no mínimo,  150 minutos por semana de exercícios físicos.

Antes de iniciar qualquer atividade física, é necessário ir ao médico e avaliar sua saúde geral e saber os exercícios mais indicados para sua idade e condição física.

Outras atividades físicas indicadas para como aliviar o estresse:

  • Andar de bicicleta
  • Natação
  • Yoga
  • Dança
  • Tai chi chuan
  • Alongamento

Busque terapia para lidar com o estresse

A terapia é uma das formas mais indicadas para ajudar a lidar com o estresse e períodos, pois com o autoconhecimento que essa prática possibilita, é possível identificar os principais estressantes do seu dia.

Ao conhecer os principais estressantes do seu dia, você consegue administrar melhor essa situação e buscar formas menos danosas para lidar com elas, ao invés de ficar com níveis de estresse muito altos, prejudicando seu dia a dia e sono.

Mude hábitos e tenha uma rotina saudável

O estresse é presente na vida de todas as pessoas na atualidade, mas o estilo de vida impacta diretamente no nível que isso te afeta. Assim, o conjunto de hábitos conta bastante.

Manter hábitos saudáveis, além de proporcionar mais saúde física, também ajuda na saúde mental, uma delas é a diminuição do estresse.

Tenha uma rotina mais saudável com os seguintes hábitos:

  • Durma bem
  • Vá ao médico e faça exames regularmente
  • Pratique atividades físicas
  • Inclua na sua agenda semanal momentos para lazer e relaxamento
  • Evite alimentos gordurosos, estimulantes e com açúcar em excesso
  • Tenha uma alimentação saudável e balanceada, de acordo com as suas necessidades nutricionais e indicadas por um profissional

Agora que você já sabe como aliviar o estresse, não deixe de seguir nossas dicas para um dia a dia com mais saúde e qualidade de vida. 

 

22 jul 2021

O beijo e a eugenia nas relações de trabalho

Arquivado em Cidade, Comportamento

 

Por Maria Inês Vasconcelos – Advogada, pesquisadora, professora universitária e escritora

O assunto de hoje é beijo. Beijo de babá.  É a vida da Cida, a babá demitida após beijar Dudu, num parquinho do prédio, no segundo sábado do mês de maio.  A demissão foi em flagrante, em pleno beijo, com a patroa aos gritos. Dudu com três anos, chorando. Muita gente de olho na aberração.

Sem o intento de fazer nenhuma salvação escatológica da babá, mesmo porque não tenho esse poder, quero apenas fazer um resgate de Cida e de todas as outras “Cidas” punidas pelo mesmo delito angelical: um beijo.

Eu não tinha dúvida, os vestígios da escravidão literalmente abolida em 1888, com a assinatura da Lei Áurea, insistem em demonstrar que há relações contaminadas por um preconceito esquizofrênico, o trabalho doméstico é um desses lugares.

Vou direto ao ponto, a babá pode beijar, sim. E também pode abraçar, dar banho, rezar junto, e ” pôr na caminha”. Tudo junto. Isso é normal. Moral. E abro aqui um parêntese:  a moralidade é individual. A lei é geral.

Faço uma mudança no percurso. Explico, em virtude de alguns delírios que persistem no ser humano, pode-se confundir as coisas. A relação de trabalho é palco, sim de direitos e deveres e dentre esses direitos está o direito ao afeto. Ao lado das regras, como o salário mínimo, férias e 13º, do habitar o quartinho dos fundos, também mora o afeto.

E para quem não sabe eu explico: o afeto é um direito, ou melhor, uma liberdade assegurada na Constituição Brasileira. A liberdade de se afeiçoar a alguém é plena, portanto, o trabalho, por óbvio não é imune ao afeto. Affectio ou afeto faz parte dos contratos, une pessoas, cria vínculos.

Como é impossível impedir alguém de gostar ou se afeiçoar a outro, é também impossível impedir uma babá de gostar da criança que contratualmente está obrigada a cuidar. E se desse afeto surgir um beijo ou um abraço, não há qualquer espaço para se pensar em punir, muito pelo contrário, a não ser que queiramos classificar as babás como um ser humano periférico e desprovido de sentimentos, estaremos praticando o pior dos delitos. O julgamento é preconceituoso, desumano e eugênico. Justiça nenhuma, muito menos a do trabalho, chancelaria um ato desses.

As babás que em nossa ancestralidade foram amas de leite, representam hoje a salvação das mães que trabalharam fora e das que delegam ou terceirizam a criação dos filhos. Se a mãe atua junto, são no mínimo parceiras. A função de babá é abrangente.

Babás do século XXI ensinam deveres, levam ao médico, dão remédio, vão ao psicólogo e a até na reunião da Escola.  Tem procuração com amplos poderes. Não são mais somente responsáveis por dar banho e amassar a banana. Suas tarefas acompanharam a evolução do mundo, inclusive, a tecnológica. Sabem controlar tempo de joguinhos e fazer tic toc.  Muitas viajam para todo canto, inclusive, para o exterior, numa relação arrimada em entrega e plena confiança.

Voltando para o beijo, o que se pode dizer é que a babá não só pode cuidar, como pode legitimamente se afeiçoar às crianças, o que para algumas é algo extremamente gratificante e para outras mães, delirantes, motivo para raciocínios deturpados. Aliás, o ser humano é dual, ele tem mesmo uma pulsão para pensar o mal. E também para praticá-lo.

É sobre esse tipo de gente, essas mães que querem o melhor dos dois mundos, que querem uma babá- mãe, mas exigem a babá-robô, a quem eu me refiro.   Esse desejo insano, hermético e sem timbre, esse nonsense de impedir um gesto de carinho, essa gente que castiga um beijo desses são insalváveis!

Cida beijou Dudu. O beijo coincide com o afeto. Nada diz respeito aos males do mundo, à falta de higiene ou zelo. Beijou porque adorava Dudu.  Não fez nada demais, foi apenas mais uma dessas mulheres a quem devemos devotar admiração. Esse beijo foi um beijo de anjo num sábado eterno.

Tudo isso deixa-nos com a sensação de que entendemos o sentido da afeição e a impossibilidade de uma divisão entre o contratado e aquilo que é sentido. Divisão inexplicável. E para Cida, nossa babá, não há mais nada a dizer. Apenas, tão somente, um beijo meu. Sinto afeto por você!

 

12 jul 2021

O direito ao esquecimento é compatível com a Constituição?

Arquivado em Cidade, Comportamento

Em 1958, Aída Jacob Curi, 18 anos, foi covardemente violentada e morta por três  jovens, em um edifício em Copacabana, no Rio de Janeiro. O crime foi um dos mais emblemáticos caso de feminicídio no Brasil. Os irmãos da vítima ingressaram na Justiça mediante pedido de indenização por danos morais contra Globo Comunicações e Participações S/A, após a exibição do programa Linha Direta, da Rede Globo de Televisão, no qual foi divulgado o nome de Aída Curi, fotos e cenas do evento delituoso. Os autores da ação alegaram que não havia razão para a exibição do programa sobre a triste história de Aída após o transcurso de 50 anos de sua ocorrência. A família reivindicou também o direito ao esquecimento por parte dos meios de comunicação impressos, eletrônicos e virtuais.

No dia 11 de fevereiro de 2021, ocorreu o aguardado julgamento do Recurso Extraordinário com repercussão geral.  O objeto principal do referido recurso diz respeito sobre a aplicabilidade do direito ao esquecimento, pleiteado pelos irmãos de Aída Jacob Curi, em relação à memória dela, de fatos criminosos dos quais foi vítima, ocorridos no final da década de cinquenta.

O acórdão aprovou, por maioria, a tese com repercussão geral, no sentido de o referido direito ao esquecimento ser incompatível com os termos da Constituição e, consequentemente, inexistir essa categoria jurídica no direito pátrio.

Em resumo estabelece a decisão que:

“É incompatível com a Constituição a ideia de um direito ao esquecimento, assim entendido como o poder de obstar, em razão da passagem do tempo, a divulgação de fatos ou dados verídicos e licitamente obtidos e publicados em meios de comunicação social analógicos ou digitais. Eventuais excessos ou abusos no exercício da liberdade de expressão e de informação devem ser analisados caso a caso, a partir dos parâmetros constitucionais — especialmente os relativos à proteção da honra, da imagem, da privacidade e da personalidade em geral — e as expressas e específicas previsões legais nos âmbitos penal e cível”.

O QUE É DIREITO AO ESQUECIMENTO?

Direito ao esquecimento é o direito que a pessoa possui de não permitir que um fato ainda que verídico ocorrido em um determinado momento de sua vida seja exposto ao público em geral, seja por meio de televisão, revista, jornais ou internet. O termo surgiu no final do século XX, quando foi publicado nos Estados Unidos um artigo intitulado “Right to be let alone”Direito de ser deixado em paz.

No Brasil, a Regulamentação do Direito ao Esquecimento surgiu logo após a aprovação desse enunciado com a implantação do Marco Civil da Internet LEI Nº 12.965, DE 23 DE ABRIL DE 2014. O Marco Civil trouxe algumas regras para se permitir a remoção de um conteúdo, seja dados pessoais ou ilícito, como uma ofensa a honra.

Conversei com a professora Cristiane Helena de Paula Lima Cabral, doutora em Direito Público Internacional pela PUC de Minas Gerais, mãe e apaixonada por educação e novas tecnologias. Na pauta: os pontos polêmicos do direito ao esquecimento, as garantias da Constituição com relação à privacidade do cidadão e as repercussões da decisão do STF. Confira:

Adriana Santos: O direito ao esquecimento é compatível com a Constituição?

Cristiane Helena: A Constituição da República, de 1988, não traz de forma expressa a previsão do direito ao esquecimento. Ele passa a ser discutido, no Brasil, em 2013, quando se discute o caso da Aída Curi e no enunciado 531 das Jornadas de Direito Civil que passa a contemplar o referido direito. Posteriormente, em 2014, o Marco Civil da internet trouxe a previsão de remoção de conteúdo da internet quando houver ofensa à honra após uma apreciação judicial. É possível dizer que ele é compatível com a Constituição considerando que a privacidade, direito elencado no artigo 5º do texto constitucional, é um dos pilares para a efetivação do direito ao esquecimento.

Quais os pontos mais polêmicos do direito ao esquecimento?

Os pontos polêmicos ao direito ao esquecimento envolve questões relativas à liberdade de expressão, privacidade e o acesso à memória. É preciso considerar que o direito ao esquecimento deve ser analisado sob duas óticas: a pública e a privada. Nesse sentido, quando se fala em questões de interesse público, fatos históricos, por exemplo, o direito ao esquecimento não deve ser aplicado, tendo em vista que, é direito de todo o indivíduo ter acesso aos fatos que serviram para a construção da nossa história. No entanto, quando se trata de questões privadas não há motivo para ele não ser aplicado.

Qual o entendimento majoritário sobre o direito ao esquecimento?

Há que se dividir a questão do direito ao esquecimento em dois pontos: No Brasil e no restante do mundo. A tendência mundial é defender a efetivação do direito ao esquecimento, sendo esse o posicionamento atual da União Europeia, que, inclusive, ao editar o Regulamento Geral de Proteção de Dados, propõe, cada vez mais, a proteção do direito à privacidade e a remoção de fatos e restrição das ferramentas de buscas no que tange à divulgação de informações dos cidadãos europeus. No Brasil, o STF, indo em contramão ao direito internacional, considera que o direito ao esquecimento é incompatível à Constituição e considera que, eventuais excessos ou abusos no uso da liberdade de expressão deverão ser considerados caso a caso.

Qual o seu ponto de vista sobre o caso Aída Curi, jovem assassinada em 1958, no Rio de Janeiro, que entrou para a história como vítima de brutal feminicídio? A família reivindica o direito ao esquecimento, além de indenização por danos morais e materiais.

O Caso da Aída Curi foi o paradigma para o STF formar a sua opinião quanto ao direito ao esquecimento e não houve o acatamento dos pedidos da família em remover todo e qualquer conteúdo referente ao caso. Entendo que, conforme apontado na resposta acima que o STF vai em contramão à tendência mundial e torna frágil a proteção ao direito à privacidade. É importante destacar que, Aída Curi, é um caso particular, privado, e que, a família deveria ter o direito de remover toda e qualquer informação sobre o caso, especialmente, considerando a forma pela qual o crime foi cometido.

A decisão do STF sobre o caso da jovem assassinada foi criticada por ser imersa em imprecisões dogmáticas e incoerências axiológicas. Qual a sua avaliação?

O Brasil, inspirado na legislação europeia de proteção de dados, aprovou, recentemente, a Lei Geral de Proteção de Dados, que, consagra, a proteção à privacidade. Ao decidir que, o direito ao esquecimento é incompatível com a Constituição, o STF provoca incertezas no mundo jurídico, uma vez que, considerada, mesmo que, indiretamente, a liberdade de expressão como algo absoluto e, sabe-se que, os direitos fundamentais não são absolutos e que, quando houver algum abuso, devem ser considerados outros direitos para se proteger. Sendo assim, ele deixa de considerar a decisão do direito comparado e do próprio direito internacional e, num mundo cada vez mais virtual, cria um terreno fértil para o abuso de direitos.

Alguns países como: Alemanha, França e Reino Unido estão na linha de frente das regulamentações na internet, com o objetivo de proteger as informações pessoais do cidadão no meio virtual. Qual o seu ponto de vista?

É inegável que vivemos numa era extremamente virtual e numa guerra de informações, e, por isso, é preciso proteger direitos dos indivíduos. Nesse caso, a privacidade. Compartilhamos informações e temos acessos à diversos conteúdos, que, em mãos erradas, podem provocar estragos e causar danos gravosos, inclusive, à democracia. Veja-se, por exemplo, o famoso caso da Cambridge Analytic, que, ao utilizar de dados dos indivíduos que possuíam contas no Facebook conseguiu modificar o processo eleitoral nos Estados Unidos e na saída do Reino Unido da União Europeia. Então, é preciso sim repensar a forma como esses dados são manipulados, tratados e, deixar os cidadãos sempre cientes da destinação que será dada quando os disponibilizamos no mundo virtual.

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