27 mar 2020

A Hipnose é uma aliada no tratamento de ansiedade

Divulgação

A ansiedade já é considerada um dos principais males deste século. Esta é uma doença que tem a capacidade de desordenar a vida de quem a possui e vem atingindo uma parcela cada vez maior de pessoas. Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), esse transtorno atinge cerca de 33% da população mundial. O Brasil está no topo do ranking de países que mais sofrem com essa doença – mais de 9% da população sofre com o problema.

Entre os inúmeros motivos que podem desencadear o transtorno estão os fatores emocionais que se desenvolvem desde a infância ou a partir da vida adulta. Ao procurar tratamento, a opção mais comum é a terapia, que pode vir acompanhada de medicamentos ou não, quando prescrito por um psiquiatra, dependendo do grau de ansiedade do indivíduo.

Porém, esse método não é o único que se mostra eficaz. “Cada pessoa reage de uma maneira a um tratamento. Isso vale para qualquer doença e com a ansiedade não é diferente. Assim como doenças físicas podem ser tratadas com diferentes tipos de especialidade, as doenças psicológicas também”, explica o hipnoterapeuta Thiago Porto.

De acordo com ele, existem casos em que recomenda-se utilizar a hipnoterapia acompanhada de outros métodos para que o paciente obtenha um tratamento ainda mais assertivo e eficaz. “Precisamos considerar todos os aspectos do corpo humano para tratar a ansiedade. Por isso, além da terapia, em muitos casos, é indispensável obter exercícios físicos e emocionais”.

Hipnose como aliada

Nesse contexto, descobrir a causa do problema é fundamental. Thiago explica que a hipnose vai muito além de um simples estado de transe, como muitos ainda imaginam. “É uma excelente prática para tratar a ansiedade. Por meio dela é possível identificar a causa dessa doença no subconsciente. A partir disso, conseguimos eliminar os traumas ou lembranças que são o gatilho para as crises de ansiedade”.

Porém, o especialista afirma que nada é feito com base em achismos ou promessas milagrosas. “Para que realmente dê certo, o paciente precisa procurar auxílio qualificado. É importante pesquisar se o profissional tem certificação e responsabilidade. Além disso, é necessário se comprometer a seguir o tratamento e os comandos do hipnoterapeuta”, destaca.

*Thiago Porto, Hipnoterapeuta, Professor De Hipnose, Master Practitioner em PNL, Coach e Palestrante. É certificado pela OHTC – OMNI Hypnosis Training Center, membro da NGH – National Guild of Hypnosis e membro da IBHEC – International Board Of Hypnosis Education & Certification.

25 jan 2020

Cabelo comprido: veja 7 cuidados especiais para que tem fios longos

Arquivado em Beleza, cabelo, Comportamento

Há quem diga que o cabelo comprido dá trabalho e que é difícil de domá-lo. Mas seguindo uma rotina de cuidados especiais e usando os produtos certos da maneira correta, fica fácil conseguir um cabelo grande bem modelado, hidratado e com boa aparência da raiz às pontas.

Antes de tudo, é preciso saber que esse tipo de cabelo envolve cuidados que vão além da conhecida hidratação. A rotina passa pela melhor maneira de lavar, pentear, finalizar e até por aquela ajudinha da tesoura. Quer saber mais e colocar tudo isso em prática? É só seguir as dicas!

Lave com o shampoo ideal

O primeiro passo é acertar na escolha do shampoo. Segundo o médico e tricologista, Luciano Barsanti, diretor do Instituto do Cabelo e presidente da Sociedade Brasileira de Tricologia, o cabelo deve ser lavado com shampoo e condicionador de Ph fisiológico – entre 5 e 6 – e com ingredientes naturais na formulação.

Extrato de alecrim, rosas brancas, manteiga de Karité, murumuru, óleos vegetais como o de coco e argan são ótimos aliados. Procure escolher também shampoos com pouca quantidade de detergente lauril sulfato de sódio”, lista Barsanti.

Na hora da lavagem, o especialista aconselha não enrolar o comprimento do cabelo até o topo para esfregá-lo, isso machuca e danifica os fios. Aplique o shampoo no couro cabeludo, massageie bem e deixe ele escorrer pelo comprimento do cabelo. Na hora do condicionador, evite a raiz. E lembre-se: nada de lavar com água quente, o ideal é entre morna e fria – isso evita o ressecamento e a perda de brilho.

Hidrate as madeixas

O ressecamento é um grande vilão dos cabelos compridos, já que a oleosidade natural do couro cabeludo não chega até as pontas. Por isso, a hidratação é essencial para reconstruir os fios e devolver o brilho. “Procure hidrata-los com máscara pelo menos uma vez por semana. Ampolas de tratamento também são ótimas aliadas, mas devem ser usadas exclusivamente no comprimento e nunca no couro cabeludo,” ressalta o tricologista.

Para quem tem o cabelo grande e os fios estão mais ressecados, a Máscara Reparadora, de Natura Lumina é a escolha ideal. Ela reduz o frizz, as pontas duplas e os danos mais leves da ação da poluição e do uso do secador.

Penteie de forma correta

Pentear o cabelo comprido não é uma tarefa fácil e alguns cuidados devem ser levados em consideração. Para quem tem cabelo liso ou ondulado, o recomendado é desembaraçar antes do banho para evitar a quebra dos fios molhados. Já os fios cacheados podem ser penteados na hora do banho e após a aplicação do condicionador – isso evita os nós e deixa os cachos macios.

Aposte no leave-in

O leave-in fecha as cutículas, protege do sol, do calor do secador, ajuda no pentear, dá brilho, diminui o frizz e reduz as pontas duplas”, afirma o especialista.

Por todos esses benefícios, o produto costuma ser um ótimo aliado principalmente de fios ressecados por processos químicos. Além disso, durante o verão, ele é extremamente importante devido à proteção UV. Então, depois de dar aquele mergulho no mar ou na piscina, lave os fios em água doce e aplique o produto.

Protetor térmico como aliado

A escova e a chapinha têm feito parte da rotina de beleza de muitas mulheres. Quem gosta de usar os fios mais lisos precisa se atentar aos cuidados com os cabelos, uma vez que esses acessórios podem tracionar os fios. Para protegê-los é necessário o uso de um protetor térmico.

É aconselhável usar o produto antes da secagem e modelagem para evitar lesões na parte externa dos fios”, afirma o tricologista.

Corte as pontas

Ainda que a ideia seja manter os fios compridos, é aconselhado apará-los a cada 2 ou 3 meses. Isso evita pontas duplas, ressecamento e quebra.

Foque na alimentação!

A força do cabelo comprido também é reflexo de uma alimentação equilibrada, já que muitos nutrientes vêm de dentro para fora. Conforme o especialista, os sais minerais, vitaminas e proteínas são fundamentais para manter a estrutura saudável dos fios. “A alimentação precisa ser variada, com a presença de proteína animal ou vegetal, além de frutas, laticínios, verduras (verde escura, que tem maior quantidade de ferro) e legumes”, explica o especialista. “Ingerir pelo menos de oito a dez copos de água por dia também é fundamental.”

*O médico (ou especialista, se for o caso) consultado nesta matéria foi ouvido como fonte jornalística, não se utilizando do espaço para a promoção de qualquer produto ou marca

Os produtos acima estão disponíveis no meu espaço digital Natura.

06 jan 2020

Sintomas psicossomáticos: quando o corpo chora as dores da alma

O termo psicossomático foi utilizado pela primeira vez em meados do século XIX, do grego psico (mente) e soma (alma/corpo), criado pelo físico alemão Heinroth. Nesse sentido, a “doença psicossomática” tem origem na “alma”, mas com manifestação no corpo. São várias causas, entre elas:

Ansiedade e depressão;
Traumas de infância;
Situações de violência (física ou psicológica);
Trabalho em excesso;
Autocobrança exagerada;
Estresse pós-traumático.

Na verdade, toda doença humana é psicossomática, já que incide num ser que tem corpo e mente inseparáveis anatômica e funcionalmente. Um estudo da Organização Mundial da Saúde (OMS) que foi realizado em 15 cidades, apontou que cerca de 20% dos pacientes apresentavam no mínimo seis sintomas que não podiam ser explicados de forma clínica. Os sintomas aparecem, especialmente, em indivíduos com altos níveis de estresse e ansiedade. Funciona como um alerta do próprio organismo para avisar que algo está errado.

Conversei com o médico psiquiatra Bruno Brandão sobre o assunto. Confira:

Quais as doenças consideradas psicossomáticas pela ciência?

Não podemos falar em doenças consideradas psicossomáticas. Devemos falar em sintomas psicossomáticos que podem ser os mais variados: dores, desconforto abdominal, falta de ar, prurido na pele, queimação no estômago, etc.

Antigamente, a doença psicossomática só podia ser diagnosticada na ausência de alguma condição física que explicasse os sintomas. Por exemplo: se uma pessoa apresentasse uma dor em alguma articulação e fosse diagnosticada uma condição ortopédica, o diagnóstico de doença psicossomática não poderia ser considerado. Entretanto, no conceito atual, essa queixa deve ser considerada pelo médico. A pessoa tem uma doença identificável, mas não explica o “tamanho” da dor, por exemplo.

O tratamento de uma origem psicossomática necessita de um acompanhamento diferenciado?

Certamente sim! Esses pacientes de uma forma geral são mais sensíveis aos medicamentos. A base para o tratamento é a psicoterapia. Entretanto, esses pacientes relutam em acreditar que os sintomas apresentados tenham origem emocional. Nesse contexto, os clínicos e outros especialistas, com avaliações regulares, ganham importância transmitindo ao paciente a segurança necessária para seguir o tratamento.

Como identificar uma doença com características emocionais?

O diagnóstico é feito quando o paciente tem sintomas físicos na ausência de uma doença física que explique esses sintomas ou a intensidade desses sintomas.

Como explicar para o paciente que a doença tem origem emocional, já que muitos procuram a cura imediata?

Esse é um grande problema. Esses pacientes não costumam aceitar facilmente que seus sintomas são de origem emocional. Na grande maioria das vezes, buscam clínicos e outros especialistas. Exames físicos regulares, sempre tranquilizando os pacientes de que eles estão em dia com as avaliações. Nesses casos, uma boa relação médico-paciente é fundamental.

Considerações finais

Embora seja difícil entender e compreender esses sintomas que são vistos por muitos como “frescura”, de uma forma lógica, é importante ter em mente que o sofrimento é real. Respeitar a dor do sujeito e não subestimá-la é fundamental para um sucesso no Tratamento.

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