18 mar 2021

Zé Gotinha: Exemplo de comunicação em saúde pública no Brasil

Zé Gotinha já é um “balzaquiano. Como amo o Zé! São 35 anos de muitas histórias boas para contar. O eterno garotão foi criado, em 1986, durante o governo de José Sarney, no primeiro mandato democrático após a terrível Ditadura Militar. O personagem mais amado do Brasil foi idealizado pelo artista plástico, Darlan Manoel Rosa.

A iniciativa foi parte da soma de muitos esforços de uma bem sucedida campanha de vacinação contra o vírus da poliomielite, criada pelo Ministério da Saúde e apoiada pelo Fundo das Nações Unidas para a Infância (UNICEF).

Seu principal objetivo era tornar as campanhas de vacinação mais atraentes para as crianças. Por isso, o nome Zé Gotinha foi escolhido, democraticamente, por meio de um concurso promovido pelo Ministério da Saúde, envolvendo alunos de escolas de todo o Brasil.

O personagem também é “convocado” para outras missões, no sentido de alertar sobre a prevenção de doenças, como, por exemplo, sarampo.

Pensando aqui com os meus neurônios já cansadinhos de tanto pensar sobre estratégias de comunicação…

Qual a razão da falta de investimento em projetos coletivos que incentivam a comunicação nas campanhas de saúde pública?

Por que as assessorias de comunicação das instituições governamentais preferem nomear assessores que desconhecem os princípios da mobilização social ou desconhecem o próprio sistema de saúde pública (SUS)?

Enfim, as considerações finais são apenas um desabafo sincero de uma comunicadora que sente falta das boas iniciativas de comunicação e saúde pública.

Vida que segue… sempre na esperança da criação de novos personagens ou estratégias de comunicação mais eficientes.

 

13 jan 2021

Papo Assemp: Cancelamento, relacionamentos virtuais e conversas digitais

Arquivado em Cidade, Comportamento, opinião, Vlog

Amigos e amigas, tive a satisfação de participar de um papo bem gostoso com o jornalista Patrick Ribeiro da Comunicação da Associação dos Servidores da Prefeitura de Belo Horizonte (ASSEMP) sobre os relacionamentos virtuais, durante a pandemia coronavírus; cancelamentos virtuais; privacidade nas redes e muito mais. Foram momentos de interação virtual e muito aprendizado para todos que participaram da live promovida pela Comunicação ASSEMP/BH.

Confira

06 abr 2020

Coronavírus: Fragmentos de uma quarentena

Apensas fragmentos de uma quarentena…

Apesar do meu lado “pessoa de poucos amigos”, o “isolamento social” está me deixando pirada. Ver o sofrimento dos outros por conta das restrições íntimas deixa meu coração bastante ferido. Os brasileiros gostam de beijinhos, abraços e afagos… Faz parte da nossa identidade latina. Acredito que todos passaremos pelo período pós-traumático provocado pelo coronavírus;

Os pobres continuam sendo as pessoas mais solidárias do Planeta Terra. Elas sentem na pele a dor das restrições diárias, por isso são generosas sempre que podem. Celebridades fazendo “vaquinhas virtuais” em prol dos menos favorecidos são lunáticas e ridículas. É a minha opinião sincera;

As estratégias de “Comunicação e Saúde” preconizadas pelas Instituições de Saúde continuam pautadas pelo medo generalizado e pelos argumentos de guerra. A mídia segue o mesmo roteiro sanitário há décadas;

Jornalistas Políticos deveriam analisar assuntos relacionados aos bastidores políticos em tempos de pandemia. Tal estratégia editorial evitaria tantos erros em termos de comunicação e saúde;

Somos carentes de Jornalistas com foco na saúde pública ou seja SUS. Os poucos que existem no Brasil são covardemente calados…;

Nunca senti tanta saudade das minhas caminhadas no entorno da Praça da Liberdade;

Nunca vi tantas borboletas na Praça da Bandeira de BH;

A natureza respira melhor, enquanto os humanos disputam por um respirador artificial;

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