22 jan 2019

Santa Casa de BH realiza seu primeiro transplante de coração

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Sr. José Valter ao lado da equipe médica

Sr. José Valter ao lado da equipe médica

No ano em que completa 120 anos de existência, a Santa Casa BH realizou seu primeiro transplante de coração. A cirurgia ocorreu neste mês de janeiro. José Valter Ferreira Nascimento, de 64 anos, lutava contra a doença de chagas desde 2015.

Morador de Belo Horizonte desde 1973, nos últimos anos – por conta do tratamento, José dividiu seu tempo entre a capital e Felixlândia (onde possui um sítio). Natural do município de Catuji, norte de Minas, ele explica que, desde 2015 – quando foi diagnosticado, praticamente não tinha mais qualidade de vida. “A família acaba adoecendo junto, porque a gente não tem condições de fazer mais nada sozinho. Não estava conseguindo nem conversar, como estou fazendo agora”, explica.

Em dezembro de 2018, os medicamentos que José Valter tomava para controlar a doença deixaram de responder adequadamente, e no dia 25 ele foi internado na Santa Casa BH. O paciente apresentou piora do quadro clínico e foi transferido para o CTI em 30/12. O tão aguardado coração veio em janeiro e o transplante foi realizado pelas equipes dos cirurgiões cardiovasculares Dra. Carla de Oliveira e Dr. Marcelo Frederique de Castro, e do cardiologista Dr. Sílvio Amadeu Andrade.

Com a saúde restabelecida, José Valter comemora a nova fase de sua vida. “Sou muito grato a Deus, à equipe médica e à Santa Casa. Também agradeço à família que autorizou a doação dos órgãos. Estava sem esperanças e esse gesto me devolveu a vida”, enfatiza.

No dia 21 de maio, a Santa Casa BH – maior hospital filantrópico de Minas Gerais e primeiro de Belo Horizonte completa 120 anos, o que torna a realização do primeiro transplante cardíaco da história da instituição ainda mais especial. “Isso é muito importante para os pacientes e para as equipes que trabalharam com tanto afinco, para que tudo estivesse pronto no momento exato. Esse foi o primeiro de muitos transplantes de coração bem sucedidos que faremos”, comemora o Dr. Guilherme Riccio, diretor de Assistência à Saúde do Grupo Santa Casa BH.

Por Assessoria Santa Casa

29 jul 2016

Inscrições gratuitas para VIII Simpósio Arritmias Cardíacas

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Divulgação

O VIII Simpósio Arritmias Cardíacas será no dia 05 de agosto e integra o Programa de Educação Continuada, aberto à comunidade e promovido pelo Instituto Biocor, em Belo Horizonte. A iniciativa, com inscrições gratuitas, pretende abordar importantes temas, dentre eles: DNS: diagnóstico, tratamento e indicações de marcapasso; Bloqueios Atrivoventriculares: diagnóstico, tratamento e indicações de marcapasso; Arritmias ventriculares incessantes, da extra-sístoles à tempestade arrítmica. Diagnóstico e tratamento; Indicações de CDI.

A edição 2016 do Programa de Educação Continuada promovido pelo Instituto tem por objetivo reunir profissionais da Saúde para avaliar e discutir os principais temas e tendências da área por meio de simpósios especializados.

Confira a programação do VIII Simpósio Arritmias Cardíacas:

13:15 – Abertura

Módulo I – Bradiarritmias
13:30 – DNS: diagnóstico, tratamento e indicações de marcapasso – Dra. Silvana Angelina D`Orio Nishioka
14:00 – Bloqueios Atrivoventriculares: diagnóstico, tratamento e indicações de marcapasso – Dra. Silvana Angelina D`Orio Nishioka
14:30 – Discussão de casos clínicos – Dra. Silvana Angelina D`Orio Nishioka/ Dr. Luiz Mário Gerken (Cardiologia /Eletrofisiologia), Dr. Frederico Soares Corrêa Lima e Silva (Cardiologia/Eletrofisiologia), Dr. Ricardo Augusto Baeta Scapelli (Cardilogia/Eletrofisiologia)
Módulo II – Taquiarritmias
15:30 – De QRS estreito – diagnóstico e tratamento – Dr. Ricardo Augusto Baeta Scapelli (Cardiologia / Eletrofisiologia)
16:00 – De QRS largo – critérios ECG para o diagnóstico: tratamento com drogas antiarrítmicas – Dr. Frederico Soares Corrêa Lima e Silva (Cardiologia/Eletrofisiologia)
16:30 – Arritmias ventriculares incessantes, da extra-sístoles à tempestade arrítmica. Diagnóstico e tratamento – Dr. Luiz Gerken
17:00 – Indicações de CDI – Dra. Silvana Angelina D`Orio Nishioka
17:30 – Discussão de caos clínicos – Dra. Silvana Angelina D`Orio Nishioka/ Dr. Luiz Mário Gerken (Cardiologia /Eletrofisiologia), Dr. Frederico Soares Corrêa Lima e Silva (Cardiologia/Eletrofisiologia), Dr. Ricardo Augusto Baeta Scapelli (Cardilogia/Eletrofisiologia)
18:00 – Encerramento

O simpósio está sob a coordenação da Dra. Silvana Angelina D`Orio Nishioka (doutora em Cardiologia pela Universidade de São Paulo/ Médica Assistente da Unidade Clínica de Estimulação Cardíaca Artificial do Instituto do Coração (INCOR) – FMUSP – Especialidade – Clínica Médica. As inscrições para o evento e outras informações pelo telefone (31) 3289-5080 ou pelo site www.biocor.com.br

Agenda e Informações

VIII Simpósio Arritmias Cardíacas
Data: 05/08 (sexta-feira)
Horário: 13h15 às 18h00
Local: Auditório Dr. Mario Vrandecic
Endereço: Rua da Paisagem, 310 – Vila da Serra – Nova Lima – MG
Informações: (31) 3289-5080 / www.biocor.com.br
Inscrições gratuitas
22 abr 2016

Doenças cardíacas provocam 30% de mortes no Brasil

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coração

Imagem Google

Por: Heberth Miotto,é especialista em cardiologia e medicina intensiva e coordenador do Centro de Terapia Intensiva do Biocor Instituto.

A procura por consulta cardiológica aumenta quando uma figura popular ou um político morre de problemas cardíacos. Exemplos de personalidades que morreram vítimas de arritmias cardíacas, o cantor Jair Rodrigues e o ator José Wilker. A estimativa da incidência de morte súbita cardíaca é de um caso para cada 100 mil habitantes por ano. Em uma cidade como Belo Horizonte e região metropolitana, ocorrem cerca de 50 a 100 casos. O coração é alvo de atenção especial da mídia e da população em geral.

As doenças cardiovasculares são líderes em morte no mundo, sendo responsáveis por quase 30% dos óbitos no Brasil. Entre essas, o infarto é uma das principais causas. Entre todas as doenças cardíacas, a doença vascular coronariana é a mais importante, pois atinge a faixa populacional em fase mais produtiva da vida, causando um impacto social e econômico significativo. A manifestação mais conhecida da doença coronariana é o infarto agudo do miocárdio, quando ocorre uma oclusão completa de um vaso que nutre o músculo cardíaco (miocárdio), chamada coronária.

Outra manifestação grave é a ocorrência de arritmias, quando o coração perde o ritmo normal e pode chegar até a parar. Nesse caso, ocorre uma arritmia muito grave chamada fibrilação ventricular. Quando o quadro surge e o paciente não está em ambiente hospitalar, ocorre a síndrome da morte súbita. O único tratamento efetivo para morte súbita ou fibrilação ventricular é a desfibrilação imediata, por meio de um aparelho chamado desfibrilador, que emite uma descarga elétrica por corrente contínua que atravessa o coração interrompendo a arritmia. Muitas vezes, o quadro não ocorre devido a um infarto cardíaco, mas à presença de múltiplas cicatrizes de infartos anteriores. Por isso mesmo, muitas pessoas confundem a síndrome da morte súbita com infarto cardíaco.

Desfibrilação

A Associação Americana do Coração (American Heart Association) criou, na década de 1990, o programa de acesso público à desfibrilação, em que o leigo teria acesso a desfibriladores automáticos que converteria toda arritmia letal ou potencialmente letal. Para esse fim, a indústria de equipamentos desenvolveu os chamados DEA ou desfibrilador externo automático, que é capaz de reconhecer a fibrilação ventricular e solicitar ao profissional de saúde ou qualquer pessoa para apertar o botão e deflagrar o choque que irá salvar a vida da vítima.

Mas não basta aplicar o choque. Também é necessário fazer a ressuscitação cardiopulmonar (RCP) ou massagem cardíaca que, com o DEA, pode salvar vidas. Desde 2000, a Sociedade Brasileira de Cardiologia, com alguns hospitais, tem administrado cursos de ressuscitação para a população leiga, com o intuito de capacitá-los a realizar RCP e manusear o DEA. Esses últimos já estão disponíveis em vários clubes e associações e locais com grande concentração de pessoas.

Tão importante quanto o atendimento das urgências são os cuidados hospitalares na fase de recuperação. É fundamental que o cardiologista geral ou o cardiologista intensivista comece, precocemente, os cuidados pós-ressuscitação com a indicação de cineangiocoronariografia (“cateterismo”) para tratar os pacientes vítimas de infarto, que levaram à parada cardíaca.