20 dez 2019

Aguenta coração: doenças cardiovasculares aumentam durante as festas de dezembro

Arquivado em Comportamento, saúde

As festas de fim de ano são, geralmente, recheadas de emoções fortes, reconciliações, despesas excessivas com presentes, compromissos sociais, exageros alimentares. Muitas vezes, o coração não aguenta tanto estresse. Algumas doenças cardíacas podem se agravar devido à ansiedade. Excessos de bebida alcoólica, gastos além da conta, depressão e saudade dos entes queridos também estão na lista dos desencadeadores de problemas de saúde.

O clínico geral e especialista em Cardiologia, Gilmar Reis, alerta que problemas cardíacos estão no topo das principais causas de morte do mundo. Cientistas consideram que suas causas são diversas. “Tabagismo, alimentação e sedentarismo, por exemplo, são componentes do estilo de vida que podem agravar a saúde, além de elementos de curto prazo, como estresse, esforço físico excessivo e exposição ao frio e à poluição”, explicou.

Fim de Ano

Exatamente por ser uma época em que as emoções estão à flor da pele, o mês de dezembro é um dos períodos em que a taxa de doenças cardiovasculares aumentam. “Muitas vezes, os exageros com a bebida alcoólica, aliados à alimentação que, nessa época do ano, é mais gordurosa, podem influenciar no aumento desses problemas. Além disso, a ansiedade provocada por esse momento também é um dos motivos”, acrescentou.

O especialista recomenda que a melhor forma de fugir de tais transtornos no fim de ano é através da prevenção e cuidados durante todo o ano. “Você pode comer e beber de tudo durante as festas. Nada está proibido, desde que seja com equilíbrio e responsabilidade. Principalmente, se você já tem alguma pré-disposição ou possui algum problema cardiovascular, os cuidados devem ser redobrados”.

Além disso, é importante manter os exames e a visita ao cardiologista em dia. “O profissional é o único que poderá orientar com certeza o que você precisa. Por isso, ele deve ser parte fundamental da sua vida. Principalmente, no fim de ano, um especialista poderá indicar os principais cuidados para cada perfil de paciente”.

24 jun 2019

Estudo aponta relação entre falta de perdão e enfarte

Cristiano Felix

A dificuldade de perdoar pode afetar a saúde do coração? Uma pesquisa apresentada no 40.º Congresso da Sociedade de Cardiologia do Estado de São Paulo  ( 20 a 22 de junho) apontou uma relação significativa entre a falta de perdão e a ocorrência de enfarte agudo do miocárdio. O estudo foi realizado de 2016 a 2018 pela experiente psicanalista Suzana Avezum,  durante um mestrado na Universidade Santo Amaro.

No estudo, 130 pacientes responderam a dois questionários elaborados pela psicanalista – um para avaliar a disposição para o perdão e outro sobre espiritualidade e religiosidade – algo que, segundo Suzana, interfere na disposição para perdoar. “Encontrei mais ocorrência de enfarte entre aqueles que têm dificuldade do perdão”, afirma a pesquisadora em entrevista para o jornal Estado de São Paulo.

O estudo mostrou ainda que, entre quem enfartou, 31% afirmaram ter tido perda significativa da fé. Entre quem não teve, o índice foi de 9%.

Cristiano Felix, 45 anos, vendedor, ficou 22 dias internado em um hospital conveniado ao Sistema Único de Saúde (SUS), em Belo Horizonte. Ele sentia muita falta de ar, dor no corpo, cansaço e tosse. “Pensei que fosse bronquite, mas descobri que sou cardíaco e tenho apenas 20% da capacidade do meu coração. A vida me ofereceu uma nova chance. Pensei que fosse morrer. No entanto, ainda não consigo aceitar todas as restrições da doença”,  esclarece Cristiano.

O vendedor confessa que sempre teve dificuldades de perdoar. “Sou muito grato pela nova chance de viver, mas ainda não estou preparado para perdoar algumas pessoas que me feriram muito. Sei que o perdão é liberado pelo coração, mas não adianta perdoar da boca para fora”.

A PESQUISA (Reportagem Jornal Estadão)

Amostra. O estudo avaliou 65 pacientes sem histórico de doença cardiovascular e 65 que enfartaram. As maiores diferenças entre os resultados foram observadas nos quesitos “quebra de confiança” e “rejeição/desprezo”.

Resultados. No primeiro caso, 65% dos que tiveram um enfarte afirmaram que não estavam dispostos a perdoar. O índice foi de 35% no outro grupo. No segundo caso, 54% dos que enfartaram disseram que perdoariam. O porcentual sobe para 72% entre quem não enfartou.

Padrão. A população estudada seguiu o padrão de pacientes com doença cardiovascular: a maioria era homem (42 ante 23 mulheres por grupo), entre 60 e 65 anos.

5  DICAS PARA VIVER O PERDÃO  (Canção Nova)
No exercício do perdão e do pedido de perdão, cinco gotas são de fundamental importância:

1. Reconhecer que fomos ofendidos ou que ofendemos.

2. Tomar a decisão de perdoar e de pedir perdão, apesar dos sentimentos ou dos desejos.

3. Expressar o perdão por meio de palavras faladas ou por escrito.

4. Tomar a decisão de não comentar os erros da pessoa nem o fato que provocou a ofensa.

5. Permitir que Deus mude nossos sentimentos e cure nossas emoções negativas.

Padre Léo, scj

(Extraído do livro “Gotas de cura interior”)

22 jan 2019

Santa Casa de BH realiza seu primeiro transplante de coração

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Sr. José Valter ao lado da equipe médica

Sr. José Valter ao lado da equipe médica

No ano em que completa 120 anos de existência, a Santa Casa BH realizou seu primeiro transplante de coração. A cirurgia ocorreu neste mês de janeiro. José Valter Ferreira Nascimento, de 64 anos, lutava contra a doença de chagas desde 2015.

Morador de Belo Horizonte desde 1973, nos últimos anos – por conta do tratamento, José dividiu seu tempo entre a capital e Felixlândia (onde possui um sítio). Natural do município de Catuji, norte de Minas, ele explica que, desde 2015 – quando foi diagnosticado, praticamente não tinha mais qualidade de vida. “A família acaba adoecendo junto, porque a gente não tem condições de fazer mais nada sozinho. Não estava conseguindo nem conversar, como estou fazendo agora”, explica.

Em dezembro de 2018, os medicamentos que José Valter tomava para controlar a doença deixaram de responder adequadamente, e no dia 25 ele foi internado na Santa Casa BH. O paciente apresentou piora do quadro clínico e foi transferido para o CTI em 30/12. O tão aguardado coração veio em janeiro e o transplante foi realizado pelas equipes dos cirurgiões cardiovasculares Dra. Carla de Oliveira e Dr. Marcelo Frederique de Castro, e do cardiologista Dr. Sílvio Amadeu Andrade.

Com a saúde restabelecida, José Valter comemora a nova fase de sua vida. “Sou muito grato a Deus, à equipe médica e à Santa Casa. Também agradeço à família que autorizou a doação dos órgãos. Estava sem esperanças e esse gesto me devolveu a vida”, enfatiza.

No dia 21 de maio, a Santa Casa BH – maior hospital filantrópico de Minas Gerais e primeiro de Belo Horizonte completa 120 anos, o que torna a realização do primeiro transplante cardíaco da história da instituição ainda mais especial. “Isso é muito importante para os pacientes e para as equipes que trabalharam com tanto afinco, para que tudo estivesse pronto no momento exato. Esse foi o primeiro de muitos transplantes de coração bem sucedidos que faremos”, comemora o Dr. Guilherme Riccio, diretor de Assistência à Saúde do Grupo Santa Casa BH.

Por Assessoria Santa Casa

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