16 jun 2021

Instituição assistencial dos advogados de Minas promove campanha de doações

Começou na última semana mais uma campanha realizada pela Caixa de Assistência dos Advogados de Minas Gerais (CAA/MG), Caaixa do Bem. Desta vez, o foco é arrecadar doações para as entidades mais necessitadas. “A pandemia trouxe um cenário de muitas incertezas e necessidades. Por isso, precisamos estar preparados e unidos para enfrentar esses desafios. Só com solidariedade, parceria e confiança, vamos vencer esse momento. Contamos com a ajuda dos advogados para auxiliar aqueles mais necessitam”, afirma o presidente da CAA/MG, Luís Cláudio Chaves.

Neste primeiro momento, os interessados podem doar alimentos não-perecíveis e agasalhos. As doações serão encaminhadas aos centros solidários como Cruz Vermelha, Fundação Sara e Instituto Ide Brasil. “Não podemos ficar alheiros ao estado de vulnerabilidade de milhares de pessoas. Esta Campanha é para ajudar a todos que precisam”, complementa a diretora da CAA/MG, Catia Terozendi.

Os pontos de coleta iniciais são as Unidades Meu Escritório (Afonso Pena, Paracatu e Mirafiori) e a sede da CAA/MG, na Rua Albita, 260 | Cruzeiro – BH.

Pontos de coleta: Unidades Meu Escritório (Afonso Pena, Paracatu e Mirafiori) e a sede da CAA/MG, na Rua Albita, 260 | Cruzeiro – BH.

Caixa Assistencial dos Advogados de Minas Gerais (CAA/MG) – é o braço social da OAB/MG. A entidade é beneficente, sem fins lucrativos, e tem por finalidade assistir, de diversas formas, os advogados mineiros, estagiários e seus dependentes.

Mais informações no site AQUI

 

09 mar 2021

A desobediência civil e o coronavírus

Arquivado em Comportamento, opinião, saúde

Por: Tenente Dirceu Cardoso Gonçalves – dirigente da ASPOMIL (Associação de Assist. Social dos Policiais Militares de São Paulo)

O endurecimento da quarentena, decorrente da elevação do número de infectados, lotação dos hospitais e da nova cepa – mais agressiva – do coronavírus, tromba na desobediência civil. Grupos, que vão desde a alta sociedade até aos cooptados pelos esquemas criminosos, insistem em continuar se reunindo em festas ou eventos esportivos e musicais que potencializam a pandemia e relativizam a ordem oficial. Em São Paulo, noticiou-se um evento que, depois de decretada a fase vermelha, reuniu 175 pessoas no centro da cidade, outros 15 locais foram autuados por aglomeração e, além disso, quem ouviu as emissoras de rádio na madrugada ficou sabendo de denúncias dos ouvintes sobre reuniões, bailes e pancadões em diferentes pontos, tanto da capital quanto da região metropolitana e até do interior.

O mesmo ocorreu no Rio de Janeiro e em outras unidades da federação. Parece que uma significativa parcela da população ainda não se conscientizou do risco cada dia maior. Como todos os vírus, o novo corona fortalece e se torna mais letal a cada reinfecção; se não for contido, será cada dia mais perigoso e ter até o viés de levar à eliminação a espécie atacada. Na recém-identificada variante brasileira, a Covid-19 – que antes era mais perigosa a idosos e portadores de comorbidades – está levando a óbito os jovens e até as crianças.

Os governos estaduais – como titulares da Segurança Pública – precisam ter uma postura mais firme. Da mesma forma que agem com mão de ferro para obrigar prefeitos discordantes a manter em suas cidades as quarentenas, lockdowns e outras restrições, devem atuar quando a desobediência parte de extratos da sociedade. Se assim não agirem, no mínimo, perderão o respeito, o que será muito ruim. Grupos sociais (oficiais ou oficiosos), torcidas organizadas e assemelhadas e cidadãos em geral têm de ser responsabilizados civil e penalmente por suas transgressões, principalmente quando se aglomeram para divertimento. Sua diversão pode levar à morte e, por isso, tem de se contida.

Os governos e seus prepostos têm a obrigação de conter os recalcitrantes com o mesmo rigor que já vimos atuar em relação a comerciantes que foram impedidos de trabalhar, não tiveram o direito ao contraditório e, na insistência, chegaram a ser abordados coercitivamente. Não defendemos o emprego da força, que sempre deve ser o último recurso. Mas é preciso convencer a população de que o recolhimento e cuidados profiláticos são necessários para evitar o alongamento da pandemia, o sofrimento e as mortes por ela causadas.

E, além das medidas restritivas, todos os níveis de governo – federal, estadual e municipal – têm o dever de agir para ofertar as vagas hospitalares e o atendimento ambulatorial adequados ao enfrentamento do mal e fazer todo o esforço possível para adiantar a vacinação do povo, já que a vacina é tida como a única solução. Que venham todas as vacinas, pouco importando de que pais venham desde que testadas e aprovadas por órgãos próprios. Os empresários também devem ser autorizados a adquirir as doses, mesmo que obrigados a respeitar os grupos prioritários de aplicação. Sem vencer a pandemia, o país não voltará à normalidade e todos nós continuaremos sofrendo os diferentes impactos, desde o desconforto das quarentenas, a retração econômica (que provoca a fome dos vulneráveis) até a dor da perda de familiares e amigos.

05 fev 2021

Cartas ajudam idosos em situação de vulnerabilidade a lidar com isolamento

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Com a suspensão das visitas, Associação Keralty criou o projeto “Corrente do Bem: Escreva para um Idoso”, que incentiva voluntários a conversar com essas pessoas que não têm os familiares próximos

Em meio à incerteza vivida em função da pandemia de Covid-19, a solidariedade se tornou um dos principais recursos contra as consequências deste período. Foi assim que surgiu o projeto “Corrente do Bem: Escreva Para Um Idoso”, criado pela Associação Keralty Brasil neste cenário, como forma de ajudar as pessoas a combater a solidão. A iniciativa inspira voluntários a conversar com aqueles idosos que não têm familiares próximos por meio de cartas. Em quase 10 meses, o projeto já enviou cerca de 14,5 mil cartinhas.

Para manter o contato de maneira segura, a associação encaminha as cartas digitalizadas para as instituições. “Inicialmente, esse contato seria feito por WhatsApp, mas nós ponderamos que a maioria dos idosos não acessam esse tipo de ferramenta. Lembramos, então, que a comunicação antigamente era feita por meio de carta”, declara Erika Nunes, coordenadora da Associação Keralty. O projeto conta hoje com 3.719 voluntários inscritos e recebe mais de 50 cartas por dia.

O projeto, criado inicialmente para prestar apoio principalmente aos pacientes em situação de cuidados paliativos assistidos pelo Contigo, programa do grupo Keralty, se expandiu e hoje atende instituições de apoio a idosos em situação de vulnerabilidade social em todo o Brasil. “Os voluntários e os idosos estão criando um forte vínculo de amizade; é muito comum que eles também incluam fotos da sua vida e enviem o contato para que eles possam continuar se comunicando. Nós temos relatos de voluntários que nunca tinham escrito uma carta. É uma troca mútua”, explica Erika.

A coordenadora aponta, ainda, que esse vínculo vai além das fronteiras do projeto. “Neste período, os próprios voluntários se mobilizaram em uma ação para arrecadar doações para uma instituição. Não foi nada demandado, eles mesmos se organizaram para ajudar por meio do grupo de WhatsApp”, conta. “Com o tempo, porém, nós percebemos que muitos dos idosos precisavam de ajuda para lerem as cartas e que muitas instituições estavam tendo dificuldades nesse processo; então, decidimos também gravar as cartas em áudio e vídeo”, complementa.

Para fazer parte do grupo de voluntários é necessário se inscrever por meio de uma plataforma parceira, a Atados, e todas as cartas passam por uma revisão antes de serem enviadas para as instituições. Para Daniele Fredo, voluntária do Rio de Janeiro, esse momento de interação tem sido uma experiência transformadora, especialmente neste período tão delicado. “Escrever cartas é muito mais do que solidariedade, é um exercício de empatia. Neste momento tão difícil que estamos passando, eu diria que fui ajudada muito mais do que eu ajudei”, revela. Ela conta que já procurava, muito antes da pandemia, algum projeto com o qual pudesse contribuir, mas com a correria do dia a dia não conseguia tempo para se dedicar ao voluntariado. “Tem sido uma experiência de reconexão com o meu propósito de ajudar e fazer a diferença. A empatia tem poder de mover o mundo”, complementa. Para participar do projeto, basta fazer a inscrição por meio do site: AQUI

Crédito: Interface Comunicação

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