16 jun 2021

Instituição assistencial dos advogados de Minas promove campanha de doações

Começou na última semana mais uma campanha realizada pela Caixa de Assistência dos Advogados de Minas Gerais (CAA/MG), Caaixa do Bem. Desta vez, o foco é arrecadar doações para as entidades mais necessitadas. “A pandemia trouxe um cenário de muitas incertezas e necessidades. Por isso, precisamos estar preparados e unidos para enfrentar esses desafios. Só com solidariedade, parceria e confiança, vamos vencer esse momento. Contamos com a ajuda dos advogados para auxiliar aqueles mais necessitam”, afirma o presidente da CAA/MG, Luís Cláudio Chaves.

Neste primeiro momento, os interessados podem doar alimentos não-perecíveis e agasalhos. As doações serão encaminhadas aos centros solidários como Cruz Vermelha, Fundação Sara e Instituto Ide Brasil. “Não podemos ficar alheiros ao estado de vulnerabilidade de milhares de pessoas. Esta Campanha é para ajudar a todos que precisam”, complementa a diretora da CAA/MG, Catia Terozendi.

Os pontos de coleta iniciais são as Unidades Meu Escritório (Afonso Pena, Paracatu e Mirafiori) e a sede da CAA/MG, na Rua Albita, 260 | Cruzeiro – BH.

Pontos de coleta: Unidades Meu Escritório (Afonso Pena, Paracatu e Mirafiori) e a sede da CAA/MG, na Rua Albita, 260 | Cruzeiro – BH.

Caixa Assistencial dos Advogados de Minas Gerais (CAA/MG) – é o braço social da OAB/MG. A entidade é beneficente, sem fins lucrativos, e tem por finalidade assistir, de diversas formas, os advogados mineiros, estagiários e seus dependentes.

Mais informações no site AQUI

 

07 abr 2021

CPI dos “Fura-Filas” recebe superintendente regional de saúde de BH

Arquivado em Cidade, Comportamento

A vacinação de 247 servidores da Superintendência Regional de Saúde de Belo Horizonte contra a Covid-19 foi realizada em cumprimento de decisão superior da Secretaria de Estado de Saúde (SES) e seguiu os critérios do grau de exposição e de continuidade dos serviços essenciais. A informação é da superintendente regional de BH, Débora Marques Tavares, ouvida na condição de testemunha, nesta quarta-feira (7/4/20), pela Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) dos Fura-Filas da Vacinação.

A comissão da Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG) investiga a imunização de servidores da secretaria, inclusive do ex-secretário Carlos Eduardo Amaral, antes de grupos prioritários.

Em visita realizada pela CPI, foi informado pela Subsecretaria de Vigilância em Saúde que, ao contrário das regionais do interior em que a vacinação dos servidores foi feita após tratativa com os municípios, em BH as doses das vacinas teriam sido repassadas diretamente pelo Governo do Estado à superintendência regional.

Questionada pelo relator da CPI, deputado Cássio Soares (PSD), sobre a questão, Débora Tavares afirmou que a decisão foi da SES, motivada pelo fato de terem os servidores da superintendência a mesma sede dos servidores do nível central da secretaria, ou seja, a Cidade Administrativa, em Belo Horizonte. Segundo ela, foi estabelecido pela SES que a própria secretaria seria responsável por definir a vacinação dos servidores do nível central e também da Superintendência de BH.

Débora Tavares disse que, após essa definição, foi elaborado memorando pela secretaria com as prioridades de vacinação dos servidores, com a divisão dos trabalhadores em 8 grupos, de acordo com o grau de exposição e a continuidade dos serviços de saúde essenciais. Ela informou que foram então encaminhadas 250 doses para a superintendência, tendo sido vacinadas 247 pessoas (54% do total de servidores) que estavam nos três primeiros grupos prioritários (trabalhadores da Rede de Frio, da central de regulação assistencial e da Farmácia de Minas).

Superintende não foi vacinada

Em resposta a questionamentos dos parlamentares, Débora Tavares disse que não foi vacinada, por não estar nos três grupos prioritários imunizados na superintendência. Segundo ela, os critérios foram seguidos rigorosamente.

O presidente da CPI, deputado João Vítor Xavier (Cidadania), manifestou estranheza diante do fato de que, ao contrário da superintendente, o então secretário Carlos Eduardo Amaral foi vacinado, antes mesmo (19 de fevereiro) da equipe da superintendência (22 e 23 de fevereiro).

Para João Vítor Xavier, enquanto no caso da Superintendência de BH a vacinação parou no terceiro grupo prioritário, sendo que servidores do quarto grupo que exercem atividades em campo, por exemplo, não foram contemplados, no nível central da SES, outros grupos menos expostos foram vacinados.

Nesse aspecto, os deputados Cássio Soares, Repórter Rafael Martins (PSD) e Ulysses Gomes (PT), vice-presidente da CPI, apontaram que essa diferença de tratamento indica que há “os fura-filas dos fura-filas”. Pressionada pelos parlamentares a se posicionar tecnicamente sobre essa diferença nos grupos vacinados entre o nível central e a regional, Débora Tavares afirmou que só poderia falar sobre a superintendência pela qual é responsável.

Paralisação – O deputado Roberto Andrade (Avante) perguntou ainda sobre o motivo de a vacinação na regional ter sido paralisada no terceiro grupo.

A superintendente explicou que, após as denúncias e abertura de processos investigativos, a decisão foi suspender a imunização. Débora Tavares ainda explicou que a expectativa da superintendência era de que todos os servidores fossem vacinados gradativamente, de acordo com as doses recebidas e os grupos definidos.

Parlamentares manifestaram preocupação com a suspensão da vacinação na superintendência, já que ela inclui profissionais de saúde que prestam serviços importantes, e defenderam a retomada do processo dentro dos critérios do Plano Nacional de Imunização (PNI). Já os deputados Guilherme da Cunha (Novo) e Zé Guilherme (PP) falaram sobre a importância da vacinação de trabalhadores da Rede de Frio, setor responsável por receber e distribuir as vacinas.

Cadastro – O deputado Sargento Rodrigues (PTB) fez questionamentos sobre a forma como a vacinação dos servidores da superintendência foi possibilitada, em especial se foi pedida alguma senha à Prefeitura de Belo Horizonte (PBH). Débora Tavares disse que não foi solicitada senha e que a vacinação ocorreu com preenchimento de um cadastro técnico validado pelo município. Segundo a superintendente, esse procedimento é corriqueiro, sendo o mesmo de outras campanhas de vacinação.

Débora Tavares também informou aos parlamentares que a vacinação dos servidores da regional e dos servidores do nível central foram processos separados. Segundo ela, no caso da superintendência, a vacinação foi feita na sede da Farmácia de Minas, em BH, e apenas os servidores que atuam diretamente na Rede de Frio foram vacinados no local em que trabalham.

Responsabilização – Perguntada sobre uma possível responsabilização dos servidores vacinados, Débora Tavares afirmou que a definição sobre quem seria vacinado se deu por critérios técnicos, seguindo as prioridades estabelecidas, sendo que dessa decisão participaram apenas os servidores da área técnica.

Para o deputado Noraldino Júnior (PSC), a resposta da superintendente indica que os servidores que não participaram da decisão sobre a vacinação não podem ser responsabilizados por terem sido imunizados.

Crédito: Assembleia Legislativa de Minas Gerais 

30 mar 2021

Pandemia pode intensificar ainda mais a subnotificação de casos de catapora no Brasil

As Américas continuam sendo a região com o maior número de casos da Covid-19 e concentram mais metade de todas as mortes no mundo. A pandemia sobrecarrega o sistema de saúde dos países americanos e afeta, até mesmo, o calendário de vacinação das crianças nas regiões mais pobres do continente.

Numa entrevista à ONU News (8/10/2020), de Washington, o vice-diretor-geral da Opas, Jarbas Barbosa, afirmou que a pandemia da Covid-19 causou uma interrupção grave nas campanhas de imunização, o que coloca a saúde das crianças em em risco.

“A pandemia afetou também alguns serviços essenciais de saúde pública como os serviços de imunização. Metade dos países da América Latina informam que os serviços de imunização durante os picos de transmissão da Covid-19 tiveram que ser suspensos total ou parcialmente. Isso é muito perigoso para a nossa região porque milhões de crianças estão deixando de se vacinar.”

A varicela ou catapora lidera o ranking das doenças infantis mais comuns. No entanto, a vacina proporciona a redução significativa de novos casos da doença entre os brasileiros. Mas isso não significa que devemos baixar a guarda. Pelo contrário, no momento atual devemos reunir forças e zelar pela saúde das crianças. Muitas delas sofrem com a alimentação inadequada, a escassez de leitos hospitalares por conta da pandemia, a falta de recursos financeiros, o desemprego dos pais e a limitação do convívio social.

“A vacina não conseguiu erradicar a catapora, mas atualmente, a doença é bem mais controlada do que antigamente. No entanto, a vacinação é fundamental, pois preserva não só a pessoa contra as doenças, mas todos que estão ao redor, incluindo aquelas pessoas que não podem vacinar, como as com sistemas imunológicos debilitados e mulheres grávidas. Existem indivíduos que mesmo vacinados, podem ser infectados, mas será uma versão geralmente mais suave, com menos bolhas e pouca ou nenhuma febre”, esclarece Diogo Umann, médico clínico geral e diretor da iMEDato.

A Catapora (varicela) é uma doença infecciosa, altamente contagiosa, mas geralmente benigna, causada pelo vírus Varicela-Zoster, que se manifesta com maior frequência em crianças e com incidência no fim do inverno e início da primavera .

No Brasil, não há dados confiáveis sobre a incidência de varicela, uma vez que somente os casos mais graves que exigem internação, além das mortes, são de notificação compulsória em alguns estados. A estimativa, segundo o site do Ministério da Saúde, é de cerca de 3 milhões de casos ao ano (criança e adultos). Os dados mais recentes de varicela (catapora) é de 2017.

Segundo o Ministério da Saúde, no Brasil no período entre 2012 a 2017 foram notificados 602.136 casos de varicela no Brasil, a região sul notificou o maior número com 199.057 (33 %) dos casos, seguindo a região sudeste com 189.249 (31,4%), enquanto a região norte notificou apenas 40.325 (6,6%). (Tabela 1). Em 2013, destaca-se o ano com o maior registro de casos de varicela, com 197.628 (32,8%) casos, e em 2017 o menor número de registros, com 11220 (1,8%) casos, sendo dados parciais. A média de casos notificados neste período foi de 100.356 casos.

Com o agravamento da pandemia, o levantamento de dados sobre a catapora em todas as regiões do Brasil fica ainda mais difícil. As consequências são muitas:  falta de planejamento de campanhas eficientes de promoção da saúde infantil; ausência de controle social; redução na melhora dos índices de saúde e diminuição de recursos financeiros para a erradicação da doença no nosso país.

No estado de Minas Gerais já foram registrados vários surtos de catapora, antes de 2014, quando a vacinação foi contemplada pelo Sistema Único de Saúde (SUS). Segundo a médica infectologista pediátrica e diretora de Comunicação da Sociedade Mineira de Pediatria, Gabriela Araújo Costa : ” em Minas Gerais, nós não temos dados publicados da Secretaria de Estado de Saúde consolidando a notificações de varicela, recentemente. Os dados que nós temos estão relacionados ao período de 2017, considerando toda região sudeste”.

Em Belo Horizonte, os dados publicados são ainda mais antigos: 2014. O último levantamento mostra cerca de 1.300 casos. Em 2010, foram cerca de 6 mil casos notificados. Isso significa que não sabemos como está a real situação, em especial a partir de 2020, com o surgimento da pandemia coronavírus.

A subnotificação da catapora ainda é real e intensificada pelo MITO que a catapora é uma doença do bem. No imaginário popular, isso significa: toda criança precisa ter catapora; toda catapora é benigna e criança que é criança tem catapora”. Só que não é bem assim.  A varicela ou catapora pode evoluir para um quando mais crítico.

A  diretora de Comunicação da Sociedade Mineira de Pediatria, Gabriela Araújo Costa, explica que, antigamente, algumas mães, por falta de informação correta, levava os próprios filhos para a casa de pessoas que estavam infectadas pelo vírus da catapora. O objetivo era que as crianças ficassem livres de uma vez da doença .

“A catapora não pode ser considerada uma doença do bem. A catapora é uma doença que a maior parte das vezes vai evoluir de forma benigna, ou seja, as crianças não vão ter muitas complicações. Mas em alguns casos, a criança pode ter, a partir das lesões iniciais de catapora, infecção na pele que pode ficar grave, pode generalizar. A catapora de forma mais rara pode provocar pneumonia, complicações neurológicas (encefalites e alterações de equilíbrio) e, algumas vezes, dependendo da condição de base da criança, como, por exemplo, se ela tiver outras doenças, se for desnutrida ou se ela for muito novinha, a catapora pode, inclusive, levar essa criança ao óbito”.

“A catapora era uma das enfermidades mais comuns da infância antes do advento da vacina, mas continua sendo facilmente transmitida por via aérea da pessoa infectada, através da tosse e de espirros. A catapora é contagiosa desde o primeiro e segundo dia antes do aparecimento das manchas na pele. Assim, a criança que está infectada, como ainda não manifesta sintomas, tende a estar em contato com outras pessoas e crianças também, propagando o vírus rapidamente. Quando as manchas vermelhas começarem a aparecer, o paciente continua infectando por cerca de cinco a seis dias até que todas as bolhas tenham formado cascas”, esclarece Diogo Umann, médico clínico geral e diretor da iMEDato.

Os cuidados de higiene são muito importantes e devem ser feitos apenas com água e sabão. Para diminuir a coceira, o ideal é fazer compressa de água fria.

“Não existe um tratamento específico para a catapora. São usados alguns medicamentos que podem aliviar os sintomas de febre, como a dipirona e o paracetamol ou pomadas e gel à base de calamina para aliviar o incômodo da coceira. O médico também pode receitar o uso de antissépticos e sabonetes à base de triclosano”, informa o médico Diogo Umann.

Outros cuidados importantes: lavar sempre as mãos, após tocar as lesões; as crianças devem evitar o contato com outras crianças; os objetos pessoais das crianças devem ser higienizados com frequência.

Ministério da Saúde, por meio do Programa Nacional de Imunização (PNI), oferece, desde setembro de 2013, em toda a rede pública de saúde, a vacina varicela (catapora) incluída na tetra viral, que também protege contra sarampo, caxumba e rubéola. A  vacina faz parte do Calendário Nacional de Vacinação e é ofertada para crianças de 15 meses de idade que já tenham recebido a primeira dose da vacina tríplice viral.

A vacina tetra viral é segura – tem 97% de eficácia e raramente causa reações alérgicas. A vacina evita complicações, casos graves com internação e possível morte, além da prevenção, controle e eliminação das doenças: sarampo, caxumba e rubéola.

Em 2020, foi adicionado ao calendário do SUS de vacina varicela contra a catapora, quando a criança atinge 4 anos de idade.

Na rede particular de saúde, o preço médio da vacinação, segundo a Sociedade Mineira de Pediatria, é de 150 reais cada dose.

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