19 mar 2020

Para médicos: Webmeeting sobre diabetes, hipertensão e coronavírus

Arquivado em Comportamento, saúde

A Torrent realizará amanhã, sexta-feira (20 de março), às 19h30, um webmeeting dirigido a toda a classe médica do Brasil sobre “Diabetes, Hipertensão e COVID -19”. Nesse momento turbulento pelo qual estamos passando a Torrent entende que é muito importante auxiliar os médicos com a prestação de serviços, dando-lhes acesso a líderes de opinião da categoria e mostrando as mais recentes e confiáveis informações a respeito do coronavírus e seu impacto nos pacientes que sofrem dessas doenças. Os speakers serão o endocrinologista Dr. Carlos Eduardo Barra Couri, pesquisador da Equipe de Transplantes de Células-Troncos da USP de Ribeirão Preto, o cardiologista Dr. Rui Póvoa, professor de cardiologia e chefe do setor de Cardiopatia Intensiva na Unifesp (Universidade Federal de São Paulo) e o infectologista Dr. Benedito Antônio Lopes da Fonseca, da Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto – USP.

No webmeeting o Dr. Couri falará sobre o diabetes e o coronavírus e a possibilidade de o diabetes poder aumentar o risco de complicações do COVID-19 em até três vezes, enquanto o Dr. Póvoa abordará o artigo publicado no Journal of Hypertension sobre o uso de anti-hipertensivos durante a pandemia. O Dr. Fonseca, por seu lado, conversará sobre o COVID-19 de modo geral, com ênfase nos casos de risco cardiovascular, respondendo ainda às dúvidas dos participantes sobre a pandemia.
Os médicos interessados em participar do webmeeting devem entrar no link https://bit.ly/2IXDx3o às 19h30 de amanhã (20 de março).

13 nov 2019

Diagnóstico precoce garante qualidade de vida a pacientes diabéticos

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De acordo com dados da Sociedade Brasileira de Diabetes, o número de brasileiros diagnosticados com a doença passa de 13 milhões. O diabetes representa a principal causa de cegueira, falência dos rins, ataques cardíacos e amputações de membros inferiores. Os dados espantam.

Apesar de ser uma doença crônica, ela pode ser tratada e controlada com mudanças de estilo de vida, medicamentos orais e, se necessário, insulina. Segundo a médica endocrinologista do Hospital Lifecenter Francinelli Sabrina Hoelzle, o diabético pode levar uma vida de qualidade “Desde o início da doença o paciente deve ter acompanhamento médico e controlar os níveis de açúcar no sangue para que possa levar uma vida saudável e sem complicações relacionadas à doença descompensada”. Ela orienta a importância de prevenir a manifestação da doença, seguindo uma dieta balanceada e praticando exercícios físicos regulares.

O Dia Mundial do Diabetes, 14 de novembro, criado por uma iniciativa da Organização Mundial da Saúde (OMS), estimula a prevenção e conscientização sobre o diabetes, por meio de campanhas e atendimentos no mundo todo. A médica do Hospital Lifecenter destaca a importância da data para disseminação de informações acerca do problema. “Todos os dias, encontramos com muitas pessoas no consultório que têm muitas dúvidas e perguntas sobre o assunto. Apesar de ser comum, a doença ainda carrega muitos mitos e tabus, que precisam ser quebrados para que seja possível um tratamento eficiente. A data é uma oportunidade para transmitir informações e esclarecer questões”, ressalta Francinelli Hoelzle.

O diabetes se manifesta quando o organismo produz em menor quantidade ou não produz a insulina, o que gera um excesso de glicose no corpo. Existem três tipos de diabetes: diabetes tipo 1, diabetes tipo 2 e o diabetes gestacional.

O diabetes tipo 1, conhecido como diabetes mellitus, é caracterizado pela ausência da insulina. Nesse caso, a doença surge, em geral, na infância acompanhada de vontade urinar e perda de peso, que são os principais sintomas. Entre os danos causados pelo diabetes tipo 1, estão a retinopatia diabética (danos à retina que levam à cegueira), falência renal e amputação devido a feridas na pele.

Já no diabetes tipo 2, o hormônio é produzido, mas não consegue cumprir sua função e, para compensar a falta disso, o pâncreas aumenta a produção de insulina. Os sintomas mais comuns são sede constante, cansaço recorrente, perda de peso, frequente vontade de urinar, formigamento nas mãos ou pés e feridas que demoram a cicatrizar.

No diabetes gestacional, os níveis de glicose no sangue aumentam, como consequência de uma intolerância a carboidratos. Os sintomas do distúrbio metabólico incluem sede constante, vontade frequente de urinar e cansaço incomum. O bebê pode ser afetado e nascer com malformações congênitas e prematuridade, além de problemas respiratórios e metabólicos. Em todos os casos, o diagnóstico com antecedência e acompanhamento são indispensáveis para que as pessoas tenham qualidade de vida e não sofram futuras complicações.

28 dez 2018

Diabetes terá alta de 48% e poderá ser vista como epidemia, em 2045

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diabetes2“A diabetes é uma doença, digamos, traiçoeira. Ela ataca sorrateira e os sintomas aparecem aos poucos. Basicamente, o corpo humano começa a apresentar uma disfunção na produção da insulina – hormônio responsável pela absorção da glicose – através do pâncreas. A falta de glicose bem distribuída no organismo acarreta uma série de maus funcionamentos em vasos sanguíneos levando complicações a órgãos como rins e olhos, além de ocasionar má circulação de sangue em extremidades do corpo como a perna”, explica Dr. Henrique Eloy, médico clínico geral, especialista em cirurgia e endoscopia bariátrica e gastroenterologia.

Diante disso, especialistas do mundo inteiro trabalham numa série de artigos conhecida por Atlas da Diabetes. Segundo os documentos, a Federação Internacional de Diabetes (IDF, na sigla em inglês), comprovou um aumento de 10 milhões de pessoas com a doença ao longo de 2016 e 2017. E essa mesma pesquisa avalia que em 2045, aproximadamente 630 milhões de pessoas estejam dentro do diagnóstico de algum dos três tipos de diabetes.

Tantos casos, se comparados ao atual momento, representarão um aumento de 48%. Hoje são cerca de 310 milhões de registros no mundo, sendo a Índia o país com maior índice – 114 milhões de pessoas. O Brasil é o quarto desta lista, com pouco mais de 12 milhões de doentes. Já na projeção para 2015, deveremos descer uma posição. Seremos o quinto colocado, porém, devido ao suposto aumento, poderemos chegar a mais de 20 milhões de casos.

Todas essas pessoas serão 22% da população mundial. O que significa que ao menos dois a cada dez indivíduos serão portadores da doença. Num outro ponto de vista, temos a questão de quanto custará tratar todas essas pessoas. Em 2017 foram gastos US$ 727 bilhões no mundo com o diabetes. Se o custeio dos tratamentos acompanhar a projeção de doentes, serão gastos mais de US$ 1 trilhão apenas em 2045.

“Epidemia é quando há uma alta propagação de uma doença. Tais números podem sim significar uma epidemia do diabetes. E para melhorar esse quadro, o ideal é a prevenção. Principalmente de quem tenha histórico familiar. Consultas médicas periódicas, acompanhamento com especialistas e medicamentos adequados podem evitar que o diabetes seja um caos na saúde mundial”, conclui Dr. Henrique Eloy.

Por Rose Leoni. Jornalista

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