20 jul 2016

Santa Casa de BH cadastra escolas para ações de cuidados das crianças com diabetes

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Pioneira na formação de profissionais para educação em diabetes, a Santa Casa de Belo Horizonte deu um passo importante para ampliar o alcance deste serviço. No mês de julho, foram oficialmente iniciadas as atividades do ‘Centro de Referência Diabetes nas Escolas’ (CRDE) – que integra o Centro de Diabetes da instituição. Em funcionamento no Centro de Especialidades Médicas SCBH (rua Domingos Vieira, 416 – Santa Efigênia), CRDE tem como principal objetivo capacitar os profissionais das escolas públicas e privadas do Estado para prestar os cuidados necessários ao aluno com diabetes, permitindo que pais e alunos tenham segurança em relação ao tratamento durante o período escolar.

Os atendimentos do ‘Centro de Referência Diabetes nas Escolas’ são prestados por uma equipe multidisciplinar composta por profissionais do Mestrado Profissional em Educação em Diabetes do Instituto de Ensino e Pesquisa SCBH – o primeiro e único mestrado do País voltado para educação em diabetes – e da Clínica de Endocrinologia da SCBH. A necessidade de desenvolver o projeto partiu do resultado de pesquisa que apontou que as escolas municipais de Belo Horizonte não estão preparadas para acompanhar crianças com diabetes tipo 1, sendo necessário o desenvolvimento de ações educativas para garantir a segurança durante a idade escolar, além de avaliação da situação escolar no País, onde não existem normas estabelecidas para esta realidade.

A equipe escolar – professores, funcionários e dirigentes – precisam estar capacitados para receber o aluno com diabetes em sala de aula. É necessário o conhecimento sobre a doença, hiperglicemia, hipoglicemia e monitoramento das glicemias e, principalmente, as formas de auxiliar as crianças em possíveis situações de emergências.

De acordo com a coordenadora do Mestrado Profissional em Educação em Diabetes do IEP SCBH, dra. Janice Sepúlveda, o centro funcionará como referência em diabetes e prevenção para as escolas e pais, sendo importante também para o desenvolvimento de pesquisas na área: “vamos desmistificar o diabetes, orientar alunos e seus pais sobre a importância da prevenção do diabetes e obesidade, além de alertar os profissionais de saúde e da educação em relação às dificuldades do aluno com diabetes nas escolas, dando opções para a capacitação adequada”.

Para desenvolvimento do projeto, foi primordial o apoio da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de Minas Gerais (FAPEMIG), da Sociedade Brasileira de Diabetes (SBD-MG), Sociedade Brasileira de Endocrinologia (SBEM-MG), Sociedade Mineira de Medicina do Exercício e do Esporte (SMEXE) e pela Liga Acadêmica de Ortopedia e Medicina Esportiva (LAOME). As escolas interessadas em participar podem fazer a solicitação pelo e-mail diabetesnasescolas@santacasabh.org.br ou cadastrar a escola para treinamento diretamente no link https://eSurv.org?u=CADASTRO.

14 abr 2016

Debate público na Assembleia discute inovações que beneficiam pessoas com diabetes

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Na próxima sexta-feira (15.04), de 08h30 às 17h30, no Plenário Juscelino Kubistcheck da Assembleia Legislativa de Minas Gerais, a Comissão de Saúde da Casa vai realizar um debate público sobre “Diabetes: a amarga realidade da política pública”. O evento tem como público alvo pessoas com diabetes, gestores municipais, técnicos e representantes de organizações da sociedade civil envolvidas com tema. O evento tem o apoio da Associação de Diabetes Infantil (ADI) e terá a participação de representantes do Ministério Público, Prefeitura de Belo Horizonte e organizações não governamentais de Minas e de São Paulo.

O objetivo é promover um debate sobre a política pública de atenção à pessoa com diabetes em Minas Gerais, o acesso aos medicamentos e insumos, a eficácia do uso das insulinas análogas de longa ação no tratamento do diabetes mellitus e as experiências de êxito no enfrentamento da doença, que serão apresentadas pelas organizações sociais.

Segundo o deputado Antonio Jorge (PPS), o que o motivou a propor este debate foi a necessidade de buscar uma solução que venha por fim ao risco que as pessoas, principalmente aquelas diagnosticadas com Diabetes tipo 1, estão correndo ao injetar insulina às cegas devido ao desabastecimento das tiras glicêmicas nas unidades de saúde.

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