26 jul 2018

Novas técnicas permitem que mulheres diagnosticadas com câncer sejam mães

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Receber um diagnóstico de câncer nunca é fácil. São muitas incertezas, como por exemplo: as implicações da doença com relação à fertilidade. O especialista em reprodução humana e diretor da Clínica Vilara, Dr.  Marco Melo,  assegura que devido aos avanços nas medidas preventivas, na detecção precoce e nos tratamentos de tumores, a taxa de sobrevivência dos pacientes tem alcançado números animadores, variando entre 60% a 90%, dependendo do tipo de câncer e estádio da doença no momento do diagnóstico e início do tratamento. “A medicina reprodutiva aliada à oncologia tem avançado e oferecido técnicas que permitem que as pacientes, em tratamento do câncer, consigam futuramente se tornarem mães”, esclarece.

No entanto, o médico destaca que como o câncer atinge cada vez mais os jovens, em idades férteis, a preservação da fertilidade também deve ser levada em conta durante o tratamento da doença. “Na última década foram desenvolvidos alguns protocolos com alto nível de segurança para a realização de estimulação ovariana em pacientes oncológicas que serão submetidas a tratamentos. Algumas técnicas de preservação da fertilidade estão bem desenvolvidas, como a crio preservação de óvulos. Nessa técnica preservamos os óvulos antes de começar o tratamento contra o tumor. O método inclui a estimulação ovariana por meio de medicamento para que seja feita a punção dos ovários para a captação dos óvulos. As células então são congeladas a -196 C°”.

O médico informa que na clínica onde atua, cerca de 10% dos congelamentos de óvulos são de mulheres que estão ou que já passaram por tratamento contra a neoplasia. “A possibilidade contribui até para que elas acreditem ainda mais no tratamento e consigam projetar o futuro com a realização do sonho da maternidade”.

Confira a entrevista completa:

Adriana Santos: Como que a tecnologia pode ajudar mulheres que passam por tratamentos contra o câncer e desejam ser mães?

Dr. Marco Melo: Os avanços tecnológicos vão desde drogas quimioterápicas menos agressivas ao corpo até as técnicas de reprodução assistida.

Nos últimos anos, protocolos de estimulação ovariana foram desenvolvidos para que seja possível estimular os ovários sem agravar o câncer. Isto ocorreu paralelamente ao aprimoramento das técnicas de congelamento de óvulos, que, atualmente, oferecem ótimos resultados não só de sobrevivência dos óvulos, como também de excelentes taxas de gravidez.

A quimioterapia e a radioterapia são tecnologias que prejudicam a fertilidade? Por que?

Sim, podem não só piorar a qualidade dos óvulos e espermatozoides, assim como levar à destruição das células responsáveis pela produção destes gametas, levando à esterilidade.

Toda mulher com câncer pode fazer o congelamento de óvulos?

Sim, teoricamente todas podem ser submetidas ao tratamento, desde que haja boas possibilidades de cura do seu câncer, claro.

Há restrições com relação à idade?

Quanto mais jovem é a mulher, melhores os resultados, sem dúvida. Para obtermos os melhores resultados em mulheres com idade superior a 40 anos, necessitaremos de uma maior quantidade de óvulos armazenados e, desta forma, nem sempre isto será possível, quer seja pela menor reserva ovariana (quantidade de óvulos nos ovários) quer seja pela escassez de tempo necessário para se atingir este objetivo, já que os oncologistas necessitam que liberemos as pacientes o mais rápido possível para que iniciem seu tratamento.

O bebê nascido de óvulos congelados de mulheres com câncer pode apresentar uma chance maior de desenvolver futuramente um tumor?

Somente se o câncer tiver uma tendência genética. Caso contrário, não.

O tratamento é doloroso?

De forma alguma. Além disto, é rápido, durando em média 10-12 dias, o que é ótimo por não retardar muito o início do tratamento do câncer.

O que acontece com os óvulos congelados da mulher que morre durante o tratamento?

Antes de iniciar o tratamento para congelamento de óvulos, a paciente recebe um consentimento informado onde ela pode á definir o destino e responsável pelos seus óvulos no caso de sua morte.

Quais as implicações éticas nesse sentido?

Todo procedimento de Reprodução Humana está regulamentado pelo Código de Ética Médica, elaborado e publicado pelo Conselho Federal de Medicina. Este código é fruto de muita discussão por médicos, conselheiros, advogados e especialistas na área.

Quais as taxas de sucesso no procedimento?

Mais uma vez, dependemos da idade da realização do procedimento. Por exemplo; a taxa de sobrevivência dos óvulos, em mulheres abaixo de 37 anos, está em torno de 95%. As taxas de sucesso, também nesta faixa etária, estão por volta de 50-60%.

Considerações finais

Considero este tema de grande relevância. A cada ano, observamos um aumento da incidência de câncer entre jovens , mas também observamos uma melhora significativa nas taxas de sucesso de cura. É necessário que, cada vez mais, a população e os colegas médicos estejam cientes de que o congelamento de óvulos deixou, há muito, de ser experimental e se tornou uma importante arma para proporcionar chances reais de gravidez em mulheres que se curaram, após o tratamento de um câncer. Isto se relaciona à melhora da qualidade de vida destas mulheres, que podem voltar a sonhar em constituir uma família, depois de experimentar um momento tão difícil nas suas vidas

07 fev 2018

PREVENÇÃO: Mamografia é um exame seguro, indolor e com baixa irradiação

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exameO diagnóstico precoce é um dos maiores benefícios da mamografia. O exame é feito pelo mamógrafo, usando um aparelho de Raios-X, onde a mulher é posicionada e, posteriormente, radiografada – o que vai resultar em imagens que servirão de base para o estudo dos tecidos da mama. Assim, é possível ver em detalhes e saber se há ou não algum nódulo ou cisto.

A Sociedade Brasileira de Mastologia recomenda o exame a partir dos 40 anos, mesmo para as mulheres consideradas com risco habitual para desenvolvimento da doença. Alguns estudos científicos já comprovaram que o uso da mamografia em programas de rastreamento do câncer de mama diminui em até 36% a taxa de mortalidade. O exame é capaz de detectar nódulos a partir de 2 a 3 mm, um grande avanço da medicina, fundamental para detecção, diagnóstico e tratamento bem-sucedido.

Segundo a vice-presidente da Sociedade Brasileira de Mastologia – regional Minas Gerais, Annamaria Massahud, apesar de não prevenir o câncer de mama, a mamografia confere à mulher maior chance de um diagnóstico precoce. “Um tratamento efetivo desde o início, com a lesão ainda pequena, aumenta para 90% as chances de cura e diminui a necessidade de cirurgias mutilantes”, afirma a especialista.

São dois, os tipos de exames de mamografia que podem ser realizados: mamografia digital e mamografia convencional. O mais comum é realizado com o auxílio de um filme que faz a exposição da mama ao raio-X. Em seguida, a imagem é armazenada nesse filme. Na mamografia digital, por meio de sinal elétrico, as imagens realizadas no raio-X são armazenas e enviadas ao computador. Os resultados de ambos são confiáveis da mesma maneira, o que muda é que no resultado digital os riscos de perder a imagem por danos externos são menores.

A radiação do exame não é perigosa, pois é obtida com o uso de feixe de raios – X de baixa energia. Em relação à dor, é comum que as pacientes reclamem de algum desconforto, mas a mamografia é rápida e o incômodo é suportável. O medo de descobrir o câncer também impede que muitas mulheres façam a mamografia, mas, cerca de 80% dos nódulos encontrados tendem a ser benignos. “As mulheres devem procurar um mastologista assim que perceberem qualquer alteração nas mamas. O diagnóstico é feito por meio de avaliação física das mamas e axilas, dos exames complementares e de uma biópsia da lesão”, explica Massahud.

ESTATÍSTICAS

Dados recentes divulgados Instituto Nacional do Câncer (INCA) mostraram que o câncer de mama será, novamente, o tipo mais comum da doença entre as mulheres brasileiras. A expectativa é que sejam diagnosticados 59.700 novos casos de câncer de mama em 2018.

SUS

O Senado Federal aprovou, recentemente, o decreto legislativo que garante às mulheres entre 40 e 49 anos, o acesso ao exame da mamografia no Sistema Único de Saúde (SUS). O decreto tornou sem efeito a portaria do Ministério da Saúde, de 2014, que mudava a fonte de recursos e obrigava os municípios a arcarem com os custos do procedimento para mulheres mais novas, garantindo a mamografia totalmente gratuita apenas àquelas com idade entre 50 e 69 anos. A decisão do Ministério da Saúde foi contestada pela Sociedade Brasileira de Mastologia (SBM) e pelo Conselho Federal de Medicina (CFM), uma vez que 30% dos casos de câncer de mama ocorrem em mulheres com menos de 50 anos e a mudança dificultava o acesso ao exame para quem está nessa faixa etária.

30 jan 2018

Confira algumas dicas de cursos e palestras na área da saúde

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A Pós-graduação do Instituto de Ensino e Pesquisa Santa Casa BH (IEP SCBH) promove diversos workshops gratuitos

As palestras serão realizadas em dois sábados consecutivos: em 24 de fevereiro, Gestão em Saúde, às 8h30. No dia 3 de março, Estética em Saúde, às 8h30. E no período da tarde, às 13h30, Farmácia: Gestão, Marketing e Auditoria; e Educação em Saúde.

Os eventos serão realizados no Centro de Especialidades Médicas SCBH, na Rua Domingos Vieira, 416, Santa Efigênia. Mais informações pelo e-mail latosensu@santacasabh.org.br ou pelo telefone (31) 3238-8974.

Rediama lança curso em procedimentos minimamente invasivos em mastologia e imaginologia mamária 

O crescimento da medicina diagnóstica no Brasil desperta novas oportunidades de trabalho e passa por constante atualização de conhecimento, movimentando o segmento de saúde e a economia. Conforme dados de um estudo realizado pelo jornal Valor Econômico, o setor movimentou cerca de R$ 25 bilhões com exames diagnósticos em 2015, sendo 40% desse total decorrente de exames ligados à área de imagem, segundo a Associação Brasileira de Medicina Diagnóstica (Abramed). A mineira Redimama, com apoio da Sociedade Brasileira de Mastologia (SBM) – Regional Minas Gerais, lança curso inédito em Procedimentos Minimamente Invasivos e Imaginologia Mamária para ginecologistas, mastologistas, radiologistas e imaginologistas do Brasil.

A programação é dividida em dez módulos com cinco horas de aula teórica e dez horas de aula prática cada, durante dois dias (sexta-feira e sábado) por mês. Dentre os temas a serem abordados no cronograma estão: marcação (agulhamento) de lesões mamárias por estereotaxia e ultrassom; mamotomia por estereotaxia computadorizada em mesa dedicada e ultrassom; Core Biopsy de lesões mamárias e linfonodos axilares; e clipagem tumoral e de linfonodos axilares pré QT NEO.

A iniciativa surgiu a partir de uma demanda observada pelos médicos Henrique Lima Couto e Tereza Cristina Ferreira de Oliveira, diretores da Redimama. “Trata-se de uma proposta inovadora, profissional e com treinamento teórico-prático hands on no modelo de educação continuada”, afirma Couto, um dos idealizadores do projeto.

Para concorrer a uma das dez vagas disponíveis para alunos e participar do processo seletivo, os interessados devem enviar currículo pelo e-mail contato@redimama-radiomed.com.br, até 19 de março. O resultado da seleção será divulgado em 26 de março e o curso terá início no dia 6 de abril. Mais informações e dúvidas pelo telefone (31) 3273-0443 ou no e-mail contato@redimama-radiomed.com.br .

Café & Conhecimento oferece palestras gratuitas na área de saúde

Promovido pelo Instituto de Ensino e Pesquisa Santa Casa BH (IEP SCBH), o Café & Conhecimento é um ciclo de eventos gratuitos, que tem por objetivo apresentar e discutir temas relevantes e atuais da área de saúde entre acadêmicos e profissionais das diversas áreas.

Entre os dias 3 de fevereiro e 5 de março serão oferecidas 11 palestras sobre os mais diversos temas. O cronograma está disponível no site http://santacasabh.org.br/ver/cafe-e-conhecimento.

As palestras são realizadas no IEP e no Centro de Especialidades Médicas Santa Casa BH (CEM SCBH), ambos localizados à Rua Domingos Vieira, Bairro Santa Efigênia. As vagas são limitadas e os participantes recebem certificado após o evento.

As inscrições devem ser feitas via internet, no mesmo site do cronograma. Mais informações pelo (31) 3238-8974.

OMS oferece cursos gratuitos sobre epidemias, pandemias e emergências de saúde 

A Organização Mundial da Saúde (OMS) lançou neste ano uma série de cursos em vídeo sobre epidemias, pandemias e emergências de saúde. Adaptado para aqueles que trabalham em emergências, os cursos também são acessíveis a qualquer pessoa interessada.

Os cursos – conhecidos como ‘openWHO’, ou ‘OMS aberta’ – transformam conhecimento científico complexo em aulas de vídeo introdutórias fáceis de entender, usando uma largura de banda menor. As versões off-line estão disponíveis para dispositivos IOS e Android.

A plataforma pode hospedar um número ilimitado de usuários e está aberta a qualquer pessoa que queira se registrar.

A plataforma possui três canais principais:

O canal ‘Surtos’ (outbreaks) se concentra em doenças que são epidêmicas ou propensas a pandemia, como ebola, febre amarela e gripe pandêmica.

O canal GetSocial! abrange intervenções de ciências sociais, tais como comunicação de risco, envolvimento da comunidade e mobilização social.

Ready For Response (‘Pronto para resposta’) oferece cursos sobre o quadro de resposta de emergência da OMS, o Sistema de Gerenciamento de Incidentes e treinamentos pré-implantação para pessoas que podem ser enviadas para os países para resposta de emergência.

Além disso, um canal é voltado aos parceiros na Rede Global de Alerta e Resposta a Emergências (GOARN), que fornece o treinamento necessário para participar das respostas.

Todos os cursos estão em inglês e muitos também estão disponíveis em árabe e francês. Para garantir que todos os envolvidos em resposta de emergência tenham as últimas informações científicas e operacionais, a OMS disponibiliza alguns cursos em línguas e dialetos locais durante epidemias e emergências.

Por exemplo, durante o recente surto de ebola na República Democrática do Congo (RDC), a OMS traduziu o curso introdutório sobre ebola na plataforma em lingala, o principal idioma da região mais afetada.

Acesse a plataforma OpenWHO: https://openwho.org.

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