01 abr 2019

Simplificando a vida por meio do consumo consciente?

Arquivado em Comportamento

consumo

Conforme intensifico minhas meditações diárias, descubro a necessidade de simplificar a vida. Então estabeleci algumas metas, entre elas: consumir com consciência. Confesso aos meus leitores um certo fetiche por livros novos. Todo mês, compro pelo menos um. Já são tantas publicações que já me falta um local adequado para guardá-las. Por isso, resolvi doar algumas e vender outras. Foi aí que eu percebi a minha coleção de livros repetidos.  Fiquei um pouco envergonhada com a minha atitude tão irracional!

Arquivo pessoal

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Mas afinal, o que é consumo consciente? Conversei com Nusa Maria, fundadora  da marca Old Chic Brechó e influenciadora digital no Canal Universo Brechós. Ela me explicou que o termo se  resume em uma única palavra: essencial. ” O essencial para minha sobrevivência, evitando ao máximo o desperdício. Adoro o termo “na medida certa.” Reaproveito tudo o que percebo como obsoleto”, esclarece Nusa.

Adriana Santos: Qual a diferença entre consumo consciente e consumo sustentável?

Nusa: Ambos estão pautados na minimização dos impactos ambientais… caminham de mãos dadas. Porém, observo, a partir do comportamento humano, que muitas pessoas que praticam o consumo sustentável não conseguem ainda desenvolver uma mente de consumidor consciente. Grande parte da humanidade está muito presa às práticas de consumo excessivo. Por exemplo: o consumidor que se diz sustentável não utiliza o canudo de plástico, mas adquire quatro unidades de canudos de aço. Um de cada cor ou formato. O consumo consciente  é mais abrangente.

Quais as dicas para que as pessoas possam consumir de forma consciente?

Nusa: Muitos ainda desconhecem o poder terapêutico do consumo consciente, porque ainda são reféns das práticas de consumo impostos pela sociedade. Temos o poder de transformação – literalmente em nossas mãos. A pergunta inteligente do consumo consciente é: “O que já tenho em mãos”? E não a pergunta “O que preciso”? Quando mudamos essa forma de questionar, automaticamente alteramos nossa forma de consumo. Descobrimos que já temos ao nosso alcance praticamente tudo o que necessitamos para executar praticamente todas as tarefas do dia a dia. E isso engloba praticamente todas as formas de consumo.

Entrevista com a neuropsicóloga Janusa Silvério. Consumo X Consumismo

Arquivo pessoal

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Adriana Santos: Qual a diferença entre consumo e consumismo

Janusa Silvério: O consumo é um ato saudável e necessário. Precisamos consumir diariamente (alimentação, vestuário, higiene etc). Logo, todos somos consumidores. Já o consumismo está relacionado aos excessos, podendo, inclusive, ser patológico. O olhar para o consumismo merece uma atenção especial e cuidadosa.

Consumir compulsivamente é uma doença?

Sim, porém, devemos observar que cada caso tem sua singularidade e merece ser estudado de forma individualizada. O consumo compulsivo ou acumulação compulsiva é um comportamento descontrolado, onde o acúmulo de produtos supérfluos torna-se um ato vicioso. Resguardadas as proporções, podemos pensar que o movimento do consumista compulsivo é parecido com o adicto. Em regra, o adicto não usa a droga para obter prazer, mas sim para afastar o desprazer. No caso dos consumistas compulsivos, a ordem é semelhante. A compulsão sempre está associada a uma angústia, ansiedade, depressão, ou algum outro distúrbio psicológico. Assim, a pessoa vai às compras e, consequentemente, obtém um prazer nessa conduta. O problema é que esse prazer é volátil, não tem longa duração temporal. Em razão disso, em breve essa conduta se repete, o desejo novamente se faz presente e recomeça todo o ciclo vicioso.

Quais são os motivos que levam as pessoas a este tipo de comportamento?

Difícil pontuar de forma assertiva os motivos. Mas temos que entender que sempre um comprador compulsivo busca aliviar um “buraco afetivo”, um vazio sentimental. Costumam ser pessoas impulsivas e obviamente apresentam algum desequilíbrio emocional. O grau desse desequilíbrio vai variar de pessoa para pessoa. De forma geral, podemos citar em algumas características, como por exemplo, necessidade de preencher um vazio, baixa autoestima, necessidade de status e de pertencimento, depressão, transtorno de ansiedade e de humor. Temos que pensar também que a sociedade contemporânea promove este estímulo. Veja, pesquisas mostram que o consumismo infantil tem crescido, e muito. Essa pseudo ideia que frustração e tristeza têm que ser evitados a qualquer custo causa um consumo desenfreado. As pessoas precisam aprender a lidar com a angústia existencial Da mesma forma que experimentamos a alegria, também experimentamos a tristeza. Mas precisamos entender que tudo passa e tais sentimentos não são eternos e a compulsão é só um paliativo cheio de consequências negativas. A meu ver, este é o grande mal deste século: não poder ser frustrado. Temos que ser felizes o tempo todo, não podemos ser frustrados. Tristeza…nem pensar! Nessa roda de conceitos fakes, sempre as pessoas querem buscar, a qualquer preço, algo para evitar este desprazer, em que pese ser inerente à condição humana .Uma dessas busca pode ser o consumismo. Não estou aqui falando que depressão é normal, que transtorno de ansiedade também o é. O que estou dizendo é que esta cultura da felicidade a qualquer preço tem adoecido muito as pessoas e tem “pregado” que TER é a saída para ser feliz. Isso é uma grande mentira. A necessidade de pertencimento também é outra questão séria. Eu passo a ser aquilo que o outro deseja de mim. Freud já havia nos sinalizado isso há tempos atrás.

A mídia tem uma influência neste tipo de transtorno? 

Influência sim. Porém não é a única responsável. A mídia trabalha para que acreditemos que aquele determinado produto é imprescindível para nós. Existe um apelo midiático que visa estimular. Porém, se a pessoa tem senso crítico, vai consumir de forma equilibrada e pautada na racionalidade, o que reduz a influência da mídia. Essa pessoa, ao comprar, não agirá puramente com a emoção. Ela irá pensar, ponderar vários fatores, como necessidade e possibilidade e, somente após esse planejamento, a fará.

Mas de fato comprar não é prazeroso?

Para alguns mais do que para outros. Não podemos deixar de mencionar que prazer é volátil, efêmero. Aquele prazer desencadeado pela compra, logo passa e volta novamente a necessidade de repetir aquela ação. E mais, após a compra, mal chegou em casa e abriu as sacolas, a culpa, o arrependimento, a “ressaca” com aquela atitude compulsiva passa a atormentar a pessoa. Os prejuízos com esse comportamento são inúmeros. Além de prejuízos financeiros (muitas vezes as dívidas se tornam vultosas), existem os prejuízos emocionais. Todos que estão em torno daquela pessoa costumam sair prejudicados. As relações afetivas são desgastadas. A mentira e a desconfiança assumem um papel preponderante na vida dessas pessoas.

Quais são os tratamentos

Psicoterapia em todos os casos e, em outros, essa psicoterapia deve ser conciliada com a psiquiatria.

25 mar 2019

Maquiagem para casamento de dia: Aposte já no monocromático!

Arquivado em Beleza, Comportamento

casamento
Leveza é a palavra-chave na hora de escolher a melhor maquiagem para casamento de dia. Que tal então eleger o rosa como cor protagonista?

O estilo monocromático é uma escolha prática e autêntica quando o assunto é maquiagem para casamento de dia. Quando produzido de maneira suave, ele se adapta bem a qualquer look. Na dúvida, eleja o rosa como cor dominante e surpreenda a todos com o resultado. Você vai precisar de poucos minutos para fazer essa make em casa.

4 dicas para uma pele perfeita

Comece pelo Blur Efeito Instantâneo, de Una. É ele quem vai garantir melhor aderência e durabilidade da maquiagem. De quebra, ainda uniformiza a pele e disfarça o brilho, os poros e os sinais.

Cubra a pele com uma camada leve da Nude Me Base Sérum FPS 18, de Una, que promete 24 horas de duração.

Corrija olheiras e marquinhas indesejadas com o Corretivo Alta Cobertura, também de Una.

Sele tudo com o Pó Compacto, de Una.

TOQUE DE RADIÂNCIA!

Iluminar alguns pontos-chave do rosto faz toda a diferença sob a luz do dia. Aplique o Iluminador Ultra Radiance, de Una, nas têmporas, no ossinho do nariz e no arco do cupido – aquela curvinha do lábio superior. Já na primeira selfie você vai notar um viço controlado e luxuoso.

HORA DO ROSA

Umedeça o Pincel PRO Olhos Esfumador, de Una, e com a sombra mais rosada da Maxxi Palette de Sombras 12 Tons nudes clássicos, também de Una, cubra as pálpebras superiores. Para um acabamento mais sofisticado, arremate o esfumado com um leve gatinho na lateral externa dos olhos. Aproveite a mesma sombra para marcar a raiz dos cílios inferiores.

VALORIZE (MAIS) O OLHAR!

Para que o resultado fique mais expressivo, aplique algumas camadas da Máscara para Cílios Volume Impactante, de Una, nos cílios superiores e inferiores.

Maquiagem para Casamento de dia: cílios poderosos com volume impactante

Deixa tingir!

De volta ao tom predominante da paleta, com o Blush-up Cor Radiance rosa 6-M e o Pincel PRO Blush, ambos de Una, destaque as maçãs do rosto e têmporas. O resultado é supermoderno! Quer ficar com um aspecto de “vim direto da praia”, perfeito para um evento diurno? Deposite um pouquinho de blush também sobre o ossinho do nariz.

Para fechar com chave de ouro! Pode não parecer, mas está faltando uma pitada a mais de rosa. Cubra os lábios com o Batom Intensific FPS 15 rosê 9-C, de Una, e pronto!

PRECISA COMBINAR A MAKE COM A ROUPA?

Há quem goste de adotar um estilo monocromático por completo. E aí não há dúvidas: invista sem receios naquele vestido rosa ou lilás que você adora. Outra ótima opção é seguir pelo caminho dos contrastes. Um vestido verde ou azul pastel vai resultar em uma produção equilibrada e cheia de estilo. Os metalizados também são recursos certeiros para quem prefere dosar na ousadia.

DÁ PARA VARIAR NAS CORES?

A monocromia permite diversas variações. Tons de coral, laranja, terrosos e dourados funcionam muito bem nessa proposta. Jogar com diferentes texturas também é uma ótima alternativa. Se o batom for matte, que tal um olho cintilante?

Monocromia na maquiagem

PARA LEVAR NA BOLSA!

Se a make é compacta, não tem por que o arsenal de retoque ser extenso. Basta garantir um espacinho para o blush e o batom, que vão ajudar a ditar o tom da produção durante toda a festa.

Chegou em casa? Deixe a pele se recuperar!

Antes de qualquer coisa, não se esqueça de tirar toda a maquiagem e submeter a pele a um ritual de cuidados. Você só precisa seguir quatro passos:

Limpe o rosto com o Demaquilante Bifásico, de Chronos.

Lave-o com a Espuma de Limpeza Suave, de Chronos.

Cuide da pele com o Tônico Detox Hidratante ou com o Tônico Detox Adstringente, ambos de Chronos, a depender da necessidade da sua pele.

Finalize o ritual com o Hydra Tonalizante, de Chronos. Você vai se sentir pronta para a próxima festa.

Os produtos acima podem ser encontrados na Rede Natura. Aproveite as promoções do Dia do Consumidor. Use o cupom adicional CONSUMIDOR30 e tenha mais 30% de desconto nas suas compras.

19 mar 2019

Saiba como desmistificar o aparecimento da “Momo” nos vídeos infantis de internet

momo

Por Adriano Teles, analista de TI, pai do Arthur e da Helena

Bom, todo mundo falando da Momo, mais uma vez… É, essa parada é sinistra mesmo.  Mas tecnologia é isso aí, infelizmente. Só tenho uma dica: se não pode ficar perto, não deixe usar.  E, por isso, continuo com a minha máxima: não consigo encontrar NENHUM motivo pra uma criança (de até 10 anos) ter um celular. Ninguém consegue me dar uma justificativa plausível. Mas cada um é cada um. Cuidem das suas crianças!

Bom, vamos lá:

Avaliando calmamente (e tecnicamente), tudo isso soa bem fake pra estar na plataforma sim. Sei que existe um tanto de gente má, travestida de doido, pedófilo, psicopata e tudo mais nesse mundo virtual. Sei também que existem bugs que podem ser usados pra substituir um vídeo pelo outro mas isso, pela própria plataforma, é tratado como um vírus e excluído quase que instantaneamente.  Além disso, existem as denúncias que são tratadas por pessoas e não pelos robôs.

Hoje em dia é muito fácil mesmo criar boatos para assustar tudo mundo, principalmente pais e mães. Mas digo, esse caso é um pânico coletivo, gerado por mentiras. Isso nos deixa com vontade de proteger cada vez mais as crianças, deixá-las dentro de uma redoma, se possível. Mas a gente não vai (e não deve) proteger de tudo, o tempo tudo. Aliás, isso não ajuda em muita coisa. Só torna a criança mais frágil, medrosa e sem possibilidades de tomar suas próprias decisões. Temos que ensinar elas à reconhecer riscos, avaliar, e se proteger sozinhas e, quando não der (ou não conseguirem) devem nos procurar.

Umas dicas sérias:
* Tenha conversas regulares com o(s) seu(s) filho(s) – conscientize-os sobre como estar seguro online – e entrem em um acordo sobre quais sites são apropriados para eles e garantir que entendam o raciocínio por trás disso. Eles também precisam saber que podem – e devem – confiar em um adulto se notarem alguma coisa perturbadora enquanto estiverem online;

* Certifique-se de que seu filho entenda que ele não deve “fazer amizade” com alguém online que não conhece na vida real ou adicionar números desconhecidos a seus contatos – as pessoas online nem sempre são honestas sobre quem são e o que querem;

* Ativar configurações de segurança – configurações como a reprodução automática devem ser desativadas e os controles parentais podem ser instalados para ajudar a evitar que as crianças visualizem conteúdo impróprio;

* Faça uso de recursos, como mudo, bloqueio e relatório – isso os protegerá de muitos conteúdos nocivos;

* Nunca compartilhe informações pessoais, como números de telefone, endereços, etc, com pessoas que você não conhece.

Com isso, digo que, devemos sim redobrar nossa atenção nesse mundo vil, mas também temos que fazer nosso “dever de casa” filtrando verdades de mentiras. Tirar nosso medo da frente dos olhos e pesquisar muito sobre tudo. É nosso dever e obrigação. Esse “trabalho” veio junto do nascimento das crianças. Sei que as informações sobre a Momo são perturbadoras, mas é isso que enfrentaremos por anos à fio nessa geração.

Mas e então, como lidar com Momo?

1. Pergunte para seu filho se ele já viu o Momo em algum vídeo. Como ele se sentiu? O que achou?

2. Fale a verdade. Conte para ele que o Momo é uma escultura chamada “Mãe Pássaro” e que não é REAL.

3. Reforce que o Momo não existe. Que ele não tem vida, o que existem são pessoas que querem assustar os outros. Deixe seu filho seguro de que os vídeos NÃO são reais.

4. Explique que não existe possibilidade do Momo (ou das pessoas que fazem o vídeo) saberem quem ele é, onde ele mora ou quem são as pessoas da sua família. REFORCE ISSO!

5. Acolha e dê segurança ao seu filho. Peça para que cada vez que alguém o assuste ou fale sobre o Momo com ele, que ele conte para você. Assim, você o ajudará a enfrentar e superar qualquer medo.

6. Jamais deixe sua criança assistir vídeos sem supervisão. A internet se tornou um lugar sem limites, por isso cabe aos pais dar esse limite.

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