26 fev 2016

Suchás e Detox: saiba com especialista sobre verdades e mentiras da dieta da moda

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A dieta detox chegou com a promessa de desintoxicar o organismo e eliminar as gordurinhas indesejadas. A questão é: funciona? Emagrece? Desintoxica o corpo? Estas são algumas das muitas dúvidas sobre as dietas que prometem maravilhas em favor do corpo saudável. Para esclarecer estes e outros pontos, conversei, por e-mail, com a nutricionista da equipe Alessandra Feltre, Aline Penedo. Confira:

A dieta detox é realmente benéfica para o organismo?

Sim! Quando falamos em dieta detox temos que ter em mente que, na verdade, essa não é uma “dieta”, mas uma mudanças alimentares que devem estar presentes ao longo da vida. A verdade é que devemos desintoxicar o organismo diariamente, consumindo alimentos naturais, sem agrotóxicos, ricos em nutrientes essenciais para a manutenção da saúde, livres de gorduras, carboidratos simples, corantes e químicos. Além disso, é importante lembrar que os hábitos de vida saudáveis são muito importantes para obtermos todos os benefícios que desejamos. Desta forma, devemos conciliar alimentação saudável com  prática de atividades físicas.

A dieta detox emagrece?

Não necessariamente! O principal objetivo de uma dieta “detox” é fazer com que o corpo elimine toxinas do organismo – que podem ser de origem alimentar, ambiental, química. Ao realizar esse processo, o corpo retoma ao seu pleno funcionamento. Todos os órgãos voltam a funcionar em perfeita sinergia e, consequentemente, pode até ser que a pessoa perca medidas e até mesmo peso, mas justamente porque a ela passou a adotar hábitos de vida saudáveis. É preciso desintoxicar sempre o organismo, para que quando ocorrer excessos na alimentação, principalmente em épocas de festas e feriados, o organismo tenha a capacidade plena de se “limpar”.

É preciso fazer dietas restritivas para que a dieta seja considerada detox?

Não! Dietas com restrição calórica nem sempre trazem os resultados esperados de perda de peso pois, quando as pessoas restringem calorias, elas podem pecar na qualidade da alimentação. Ou seja, elas até comem pequenas quantidades, mas estes alimentos ingeridos nem sempre são nutricionalmente adequados, fazendo com que o corpo receba menos vitaminas e minerais do que deveria. O pior é que, no início a perda de peso pode até ser rápida, mas depois recupera-se todo o peso perdido.

A dieta detox deve ser completamente líquida (ex. sucos e sopas)?

Quando ingerimos alimentos na forma de líquidos, muitas vezes suas fibras são eliminadas, o que faz com que o que ingerimos seja absorvido de forma mais rápida pelo organismo, diminuindo a sensação de saciedade. Quando ingerimos alimentos sólidos, muitas vezes as fibras estão presentes em maior quantidade e, desta forma, este alimento é absorvido de forma mais lenta e gradual, trazendo maior sensação de saciedade, assim como o ato de mastigar. Tendo em vista esses aspectos, a dieta detox não precisa ser completamente líquida – assim conseguimos todos os benefícios dos diversos alimentos presentes.

Então…Como a dieta detox pode ser considerada saudável para o organismo?

A dieta deve ser baseada em alimentos que estejam na sua forma mais natural possível e de preferencia orgânicos. O cardápio deve ser rico em gorduras benéficas ao organismo, entre outros nutrientes:

oleaginosas, sementes, azeite de oliva;

proteínas que garantem a saciedade ao longo do dia – ovo mexido/cozido no café da manhã, por exemplo, e outras fontes proteicas presentes nas carnes magras – frango/peixe;

uma pequena parte de carboidratos complexos que são ricos em fibras e vitaminas, principalmente do complexo B;

pode-se, também, beber sucos e chás que são riquíssimos em antioxidantes e fitoquímicos.

O detalhe mais importante é que devemos sempre respeitar a individualidade bioquímica de cada um, e que o plano alimentar é específico de acordo com as necessidades e restrições alimentares.

RECEITAS

Receitas de suchás que auxiliam o corpo a eliminar toxinas:

A mistura entre sucos e chás e uma ótima maneira de potencializar o que cada um tem de melhor para a saúde, já que quando combinamos os ingredientes, garantimos que seus benefícios no corpo sejam ainda maiores – juntamos as vitaminas, minerais e fitoquímicos em um só preparo, e ainda aproveitamos para nutrir e hidratar o corpo.

Suchá refrescante

150 ml de chá de cavalinha com salsinha
1 rodela (largura de 2 dedos) de abacaxi
Sumo de meio limão
8-10 folhas de hortelã
Lascas de gengibre à gosto
Modo de preparo: Para o preparo do chá, utilize 1 colher de sopa rasa de cavalinha e 5 a 6 galhos de salsinha. Deixe em infusão por 10 minutos, coe, deixe esfriar. Bata o conteúdo do chá com a rodela de abacaxi, o sumo de limão, as folhas de hortelã e as lascas de gengibre. Tome sem coar e sem adoçar de preferencia.

Suchá energético

150mL de chá verde ou de matchá
1 folha de couve
½ maçã verde
Sumo de meio limão
1 col. café de guaraná em pó
Lascas de gengibre
Modo de preparo: Para o preparo do chá, utilize 1 colher de sopa rasa de folhas de chá verde ou matchá. Deixe em infusão de 5-10 minutos, coe, deixe esfriar. Bata o conteúdo do chá com a couve, a maçã verde, o sumo de limão, o guaraná em pó e as lascas de gengibre. Tome sem coar e sem adoçar de preferência.
22 fev 2016

Proteína na alimentação vegetariana ainda é um grande mito

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Por: Mônica Vitorino
Email: nutricionistamonicavitorino@gmail.com
vida.nutri – alimentação vegetariana
Rua do Ouro, 603 – sala 02
Belo Horizonte

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Arquivo pessoal

Na realidade é muito raro encontrar vegetarianos/veganos com deficiência proteica.

Para o perfeito entendimento do tema é importante saber que proteína é um conjunto de aminoácidos. Quando o corpo fabrica estes aminoácidos, chamamos de não essenciais. Quando o corpo não fabrica, chamamos de essenciais e são estes que buscamos na alimentação. Quando os essenciais estão todos reunidos em uma só proteína chamamos de completa, como é o caso da proteínas de animais,  de alguns vegetais e de proteínas que combinamos através da alimentação.

Os alimentos vegetais contém todos os aminoácidos essenciais que necessitamos. O que difere é o teor  em cada vegetal e o que garante a ingestão de todos é a combinação entre eles, alcançado através da variedade no cardápio. Não é necessário fazer um esforço intencional de combinar os alimentos para conseguir a composição ideal em aminoácidos na alimentação sem proteína animal. Uma dieta contendo variedade de grãos, legumes, sementes e vegetais fornece proteína o bastante para alimentação equilibrada, sem a superdosagem a que a maioria dos que ingerem  animais e seus derivados estão expostos. Necessitamos de 0,8 gramas de proteina por kg de peso/dia e que é facilmente alcançado na dieta vegetariana e infelizmente ultrapassado na dieta onívora, causando diversas consequências como osteoporose, aterosclerose, doenças no fígado, rins dentre outros.

Comida vegetariana não é “substituir a carne pela soja”, ou seja, macarrão com molho “bolonhesa” de proteína de soja, panquecas, bolinhos, quibes, escondidinhos, também com proteína de soja. Todos feijões são alimentos que se equiparam a carne em termos proteicos. Quinoa contém todos os aminoácidos essenciais e é ecologicamente viável. Amaranto,  declarado “o melhor alimento de origem vegetal para consumo humano”, em 1979, pela Academia Nacional de Ciências dos Estados Unidos, possui também aminoácidos essenciais. Algas, cogumelos, pistache, castanha de caju, aveia, amêndoas, chia são alimentos ricos em proteínas.

A famosa combinação entre cereais e leguminosas diariamente ( ex arroz e feijão) é muito bem vinda. De fácil aquisição, saborosa, baixo custo.

Mesmo que não seja vegetariano, arrisque, inove e conheça as saborosas preparações que esta forma de alimentar proporciona. Garanto que não se arrependerá!

Cá entre nós: a natureza sabe o que faz!!

25 jan 2016

Nutricionista esclarece os benefícios da mistura de água com limão em jejum

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Imagem/Google

Tomar um copo de água com 1 limão espremido todo dia de manhã, ainda em jejum, é tudo que precisamos para começar nosso dia bem. A nutricionista Alessandra Feltre indica três motivos para aderir este hábito, que além de simples e prático, pode ser feito com qualquer tipo de limão:

. Ajuda na digestão. O ph do limão, super ácido, é uma ótima forma de estimular a secreção pancreática e biliar, ou seja, estimula a secreção de enzimas e agentes que favorecem a digestão. Assim, o processo digestivo é mais eficiente. Tomar 1 limão espremido antes de refeições como almoço e jantar também é uma ótima estratégia para facilitar a digestão;

. Função antioxidante. O limão possui diversos compostos antioxidantes além da famosa Vitamina C. Estes compostos estão concentrados principalmente na casca do limão. Por isto, quando for espremer um limão, aperte bastante para extrair todos os fitoquímicos benéficos da casca. Eles são ideais para diminuir os radicais livres e manter saúde da pele e prevenindo envelhecimento e doenças;

. Auxilia na função imunológica. O limão possui alta concentração de ácido ascórbico (Vitamina C), uma das vitaminas importantes para manutenção da saúde de sistema imunológico.

O ideal é espremer o limão em cerca de 30 a 50ml de água, que não precisa ser morna. Pessoas com hipersensibilidade a compostos cítricos não devem usar este método. Para ajustes individuais, é importante a orientação de um nutricionista.

Alessandra Feltre - 18-07-2014 (Edy Fernandes) 030(2)

Divulgação/Clínica Speciale