01 jan 2020

Como o Mulungu me ajudou no controle do estresse

Imagem: Universidade Federal de Uberlândia

O mulungu (Erythrina velutina), também conhecido como canivete, bico-de-papagaio e corticeira, é uma planta típica da Caatinga, encontrada do Ceará, passando por Minas Gerais, Rio de Janeiro, até São Paulo. Além de muito linda, o mulungu é uma planta medicinal que nos ajuda no tratamento de problemas psicológicos relacionados ao estresse, depressão, agitação causada por Alzheimer, convulsão, palpitação, tensão muscular, hipertensão e fibromialgia. Tudo é aproveitado: flores, sementes, cascas e frutos podem ser utilizados no preparo de chás e tinturas.

Confesso que o mulungu foi o meu grande achado, em 2019. Prefiro as 20 gotas de tintura, antes de dormir, mas o chá, feito com as cascas da planta, também é uma boa pedida. Atualmente, não tomo medicamentos controlados para amenizar os sintomas da ansiedade. As gotinhas mágicas do mulungu são suficientes para relaxar e até garantir algumas horas de sono reparador.

A nutricionista vegetariana Mônica Vitorino explica que o mulungu apresenta vários benefícios em prol da nossa saúde emocional, em especial a casca da planta: “para o chá de mulungu, utilizamos as cascas na medida de 4 gramas (uma colher de sobremesa) para uma xícara de água fervente. As cascas devem ser fervidas por três minutos. O chá deve ser utilizado duas vezes ao dia em caso de ansiedade e uma vez, antes de dormir para insônia. Pode também ser usada a tintura e em cápsulas”.

Mônica alerta que o mulungu não deve ser consumido mais de três dias seguidos, porque o uso excessivo pode causar paralisia muscular e depressão do sistema nervoso central. “Quem usa medicamento anti-hipertensivo assim como quem sofre de pressão baixa, gestantes, lactentes devem evitar o uso”, conclui a nutricionista.

Mulungu na Universidade Federal de Uberlândia

“Atualmente, a mestranda Karina Cavallieri, orientada pelo professor e pesquisador Marcos Pivatto, do Programa de Pós-Graduação em Química da Universidade Federal de Uberlândia (UFU), está concluindo um estudo que irá trazer mais informações sobre a planta e os compostos existentes na casca do tronco da árvore. O foco da pesquisa é a descoberta e o isolamento de novos compostos bioativos, ou seja, substâncias que possam ser úteis no tratamento de doenças, dentre elas, aquelas negligenciadas, como a malária”. Saiba mais AQUI

24 maio 2018

Conheça os efeitos do estresse na saúde bucal

Arquivado em saúde, Saúde Bucal

saúde bucal

Cerca de 90% da população mundial sente no corpo os efeitos do estresse, segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS), em pesquisa realizada em 2013.  O Brasil é considerado o segundo país mais estressado do mundo, atrás apenas do Japão, de acordo com pesquisa realizada pela Associação Internacional do Controle do Estresse.

As consequências  podem ser sentidas na boca, como: aftas, hálito desagradável, sangramento na gengiva, boca seca, rachadura nos lábios, herpes e, até mesmo, a perda do dentes.  O estresse libera os hormônios: hidrocortisona e cortisol, provocando um efeito pró-inflamatório, que ameaça a saúde dos dentes.

Em exposição à situação de estresse, a pessoa pode desenvolver o bruxismo, um transtorno  caracterizado pelo ranger dos dentes e apertar involuntariamente dos dentes. Além de desgastar e torna-los extremamente sensíveis, o bruxismo pode levar a dores de cabeça.

SAIBA MAIS: com Dr. Paulo Coelho Andrade, mestre em Implantodontia pelo Centro de Pesquisas Odontológicas de Campinas e especialista em Implantodontia pela Associação Brasileira de Odontologia.

TRATAMENTO

18 dez 2017

Você já ouviu falar da síndrome de fim de ano?

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estressado
Com a chegada das festas do fim de ano, a maioria das pessoas sente um misto de sentimentos. Além do cansaço por todo um ano de trabalho e o estresse dos preparativos das festividades, ainda ficamos descontentes ou eufóricos por ter conquistado ou não tudo que planejamos no período que se encerra.  Sem falar no planejamento orçamentário para as conta que virão no início de ano, como IPVA e IPTU.

“No fim das festas, ou mesmo durante o corre-corre que as antecede é comum ouvir reclamações de dores musculares, dores de cabeça, taquicardia ou pressão alta. Sem falar de angústia e depressões mais sérias”, afirma a médica e psicanalista, Soraya Hissa de Carvalho.

Corre-corre

A fadiga e o estresse não poupam ninguém. Quem vai às comprar enfrenta situações que colocam a paciência e a tranquilidade à prova. Quem viaja tem que encarar o trânsito, a maratona de arrumar as malas, aeroportos e rodoviárias lotados, além de enfrentar burocracia. Quem atua no comércio, no último mês do ano trabalha dobrado.

Segundo Soraya é nesse momento de correria e mil coisas para pensar, além do cansaço de um ano inteiro de atividades intensas, que o corpo pede socorro. Diante de tantos conflitos diários, ele pode sinalizar que precisa de cuidado e sossego. Por isso, devemos ficar atentos a nos mesmos. “A tensão do fim do ano pode funcionar como a gota d’água de um processo de fadiga que se acumulou dia a dia, mês a mês. Os resultados, em geral, são sérias consequências para a saúde corporal” afirma a médica.

Sinalização do corpo

O estresse é o primeiro sinal dado pelo corpo. É uma forma do organismo se defender de toda essa agitação e modificação emocional pelo qual passamos. “Para saber exatamente qual a melhor escolha, o cérebro desenvolveu um mecanismo que em apenas sete segundos dá o comando para o corpo reagir ou fugir. Nesses segundos, a pressão arterial aumenta, a respiração acelera, pés e mãos se tornam frios. Desaparece a sensação de fome, pois o organismo precisa de toda a energia para lutar. Junto a essas reações, o corpo descarrega uma série de substâncias, entre elas um hormônio chamado adrenalina”, explica a médica.
Na época das cavernas, o homem podia escolher lutar ou fugir, o homem atual muitas vezes tem que engolir sapos e aguentar a pressão. Com isso, as substâncias vão sendo acumuladas no organismo, o que, em excesso, pode provocar doenças. “Nem sempre dá para lutar e muito menos fugir. As regras sociais, muitas vezes, exigem que se aguente calado situações adversas. O resultado disso é que o corpo mantém-se em estado de alerta e acumula adrenalina”, continua Soraya.

O corpo começa então a reagir a essa adrenalina excessiva. Os primeiros sintomas, em geral, segundo a médica, são dores de cabeça, enxaqueca, bruxismo (ranger os dentes durante a noite), pressão alta, dores musculares, irritabilidade e queda de cabelo. Na segunda fase, o corpo reage aos sintomas disfarçando-os. A terceira acontece de uma hora para outra. É nesse momento que surgem os distúrbios mais sérios e complicados, como: síndrome do pânico, depressão, úlcera, hipertensão e problemas cardíacos.

A psicanalista explica que com a emoção e o sentimentalismo aflorado nessas datas, junto à correria para finalizar um ano e iniciar o outro sem nenhuma pendência, as doenças se manifestem com mais frequência. “É o que chamamos de estresse de ocasião. O nível de substâncias químicas no corpo, entre elas a adrenalina, sobe ainda mais e sobrecarrega o coração e o corpo como um todo”, completa.

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