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Assembleia de Minas alerta sobre os casos de doenças raras no Brasil

A Organização Pan-Americana de Saúde (Opas) estima que 15 milhões de brasileiros sofram de algum tipo de doença rara. Por norma, ela tem origem genética, manifestando-se logo nos primeiros anos de vida da criança.

Segundo dados da Organização Mundial de Saúde (OMS), as doenças raras são aquelas classificadas seguindo quatro principais fatores: incidência, raridade, gravidade e diversidade.

Conforme o Ministério da Saúde, cerca de 30% dos brasileiros acometidos morrem antes dos cinco anos de idade.

Ainda de acordo com o Ministério da Saúde, são consideradas doenças raras aquelas que afetam cinco indivíduos para cada grupo de 10 mil pessoas. A OMS estima que 8% da população mundial, ou uma em cada 15 pessoas, têm alguma dessas enfermidades.

Entre as doenças raras constam, por exemplo, a autoimune lúpus (causada pelas próprias defesas do organismo), a genético-hereditária hemofilia (desordem no mecanismo de coagulação do sangue) e a doença de Lyme (transmitida pela picada do carrapato).

Assembleia Legislativa de Minas Gerais e as doenças raras

Atenta à questão, a ALMG já aprovou proposições que foram transformadas em leis e que pretendem incentivar e fomentar ações afirmativas voltadas às pessoas com doenças raras.

A Lei 21.402, de 2014, institui a Semana Estadual das Doenças Raras, a ser comemorada na semana em que recair o dia 28 de fevereiro. Nesse período, devem ser realizadas atividades institucionais de orientação da população e de promoção da inclusão social da pessoa com doença rara.

Já a Lei 23.554, de 2020, garante a realização do teste do pezinho ampliado na rede pública de saúde. Esse teste está disponível no Sistema Único de Saúde (SUS) na versão básica, que detecta seis doenças (fenilcetonúria, hipotireoidismo congênito, fibrose cística, anemia falciforme, hiperplasia adrenal congênita e deficiência de biotinidase).

O teste ampliado é o que detecta até dez doenças, quatro a mais que a versão básica, como a ocorrência de toxoplasmose congênita. Dessa forma, pode contribuir para o diagnóstico precoce de doença rara.

Lilás, azul, verde e rosa

Com o objetivo de dar visibilidade à condição vivenciada por pessoas com doenças raras, o Palácio da Inconfidência da Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG) estará iluminado de lilás, azul, verde e rosa, cores referentes à bandeira das doenças raras, entre esta sexta-feira (26/2/21) e o dia 4 de março.

A iniciativa decorre da proximidade do Dia Mundial das Doenças Raras, celebrado em 70 países. A data oficial é 29 de fevereiro, por ser um dia raro, presente apenas nos anos bissextos. Nos demais anos, é antecipada para o dia 28.

A iluminação do Palácio da Inconfidência integra o projeto Laços da Consciência, da Assembleia, que reúne ações de sensibilização para temas relacionados ao bem-estar, em especial à saúde.

*Com informações da Assembleia Legislativa de Minas Gerais

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Comportamento Genética

Você sabe como é feito o teste de DNA para paternidade?

dna
Divulgação/Imagem ilustrativa

Por: Rodrigo Fernandes Basílio

Apesar do teste de dna para paternidade ou teste de paternidade, já ser bem conhecido, poucas pessoas sabem como ele é realizado. Bom, o exame de paternidade pode ser divido em três etapas.

A primeira etapa consiste na coleta das amostras, onde ocorre com o auxílio de substâncias químicas, centrífugas e equipamentos presentes no laboratório, é feita a separação do DNA da célula. Em seguida, ministra-se  a amostra que será analisada em um gel, o qual irá auxiliar os técnicos ou responsáveis pelo exame.

Na segunda parte, cargas elétricas positivas são utilizadas para que ocorra a separação dos fragmentos de DNA, que serão utilizadas na analise das amostras. Mas, você deve estar se perguntando: por que carga positiva? É bem simples, pois o DNA possui carga negativa e isso fará com que ele seja atraído a parte positiva da corrente.

A última parte consiste na verificação dos fragmentos obtidos. O gel mencionado anteriormente, ao ser colocado frente a uma luz ultravioleta, irá brilhar, facilitando com os técnicos ou responsáveis pelo exame, possam examinar os fragmentos obtidos.

Essencialmente, o teste de DNA de paternidade funciona desta forma. Como o exame envolve probabilidade, nunca irá constar 100%, porém chega a índices como 99,999%, o que pode ser considerada como uma paternidade confirmada.

No entanto, o exame de DNA de paternidade, não é o único teste de DNA que pode confirmar esse vínculo entre um homem e seu suposto filho. Existem diversos outros exames de dna que também desempenham esta função. Vale ressaltar que, para os seguintes testes o procedimento de análise do DNA por meio das amostras obtidas, é semelhante ao que foi descrito acima.

Podemos determinar o grau de parentesco por meio do exame de avuncular, que pode ser descrito como o exame de para a determinação do vínculo entre tios/sobrinhos. Por meio de teste de dna entre avós/netos também pode ser feito essa análise, para a determinação de parentesco.

Estes testes citados, são bem comuns de serem realizados caso o pai não se encontre presente para o momento do teste de paternidade, devido a encarceramento, morte ou abandono.

Com isso, despeço-me e espero que tenha esclarecido suas dúvidas a respeito dos testes de paternidade, de forma geral.