08 fev 2021

Santa Casa BH abre inscrições gratuitas para gestantes

As futuras mães podem se inscrever, até 8 de março, para a 3ª edição do “Curso de Gestantes” on-line realizado pela Associação das Voluntárias da Santa Casa (Avosc), em parceria com a equipe multiprofissional da Maternidade Hilda Brandão da Santa Casa BH e os postos de saúde. A iniciativa prepara as gestantes para a gravidez, o parto e o pós-parto. Os pais e familiares também podem participar para saber como proceder na hora do rompimento da bolsa, qual o momento de ir para a maternidade, como ajudar na hora do nascimento, além dos cuidados com o recém-nascido.

As duas primeiras edições realizadas em novembro e dezembro de 2020 foram um sucesso. De acordo com a coordenadora da Maternidade Hilda Brandão, Vanessa Faria, o número de inscrições superou as expectativas: “mais de 380 gestantes tiveram acesso aos vídeos e ao material didático preparado especialmente para elas. Estamos recebendo vários elogios e ficamos muito felizes por poder transmitir conhecimento de forma dinâmica e segura em tempos de pandemia. Outra grande novidade é a oportunidade de participar da live tira-dúvidas e conhecer as histórias e experiências das futuras mães”.

O curso é desenvolvido em quatro módulos (com duração de 30 minutos), com vídeos que serão
disponibilizados no Youtube em março (veja programação). As inscrições são gratuitas e devem ser realizadas
pelo Sympla ou de segunda a quinta-feira, das 9h às 14h, pelo telefone (31) 3213-5727. Esse é mais um serviço da Santa Casa BH em benefício da população.

Confira a programação:

08/03/2021 (segunda-feira) | Módulos 1 (Pré-natal) e 2 (Parto)

15/03/2021 (segunda-feira) | Módulo 3 (Aleitamento) e 4 (Cuidados
com o recém-nascido)

22/03/2021 (segunda-feira) | Live tira-dúvida

Crédito: Comunicação Institucional da Santa Casa BH

30 set 2015

Grávidas com problemas na gengiva têm mais de partos prematuros

Arquivado em Uncategorized

higienebucalnagravidez

Para preparar o organismo para o desenvolvimento de um bebê, o corpo de uma mulher passa por diversas mudanças físicas, hormonais, metabólicas e emocionais. O que muita gente não sabe é que essas transformações podem afetar diretamente na saúde bucal da gestante. Uma das causas é a maior produção de estrogênio e progesterona pela placenta, hormônios que promovem alterações vasculares e propiciam o acometimento por bactérias nocivas á saúde.

De acordo com pesquisa realizada pela UFJF – Universidade Federal de Juiz de Fora, 83% de 88 gestantes acompanhadas diariamente apresentaram problemas periodontais, como infecções ou inflamações na gengiva. “O problema mais comum, a gengivite, é caracterizado por vermelhidão, inchaço e sangramento da gengiva que, se não tratada, pode se transformar na doença periodontal, trazendo mais riscos à mãe e, também, ao bebê”, conta Dr. Paulo Coelho Andrade, mestre especialista em implantodontia e odontologia estética.

Segundo o profissional, um estudo conduzido pela UNIFESP – Universidade Federal de São Paulo declara que gestantes com problemas periodontais correm maior risco de ter partos prematuros e nascimentos de bebês abaixo do peso (menos de 2,5 kg). “Já a mãe corre o risco de desenvolver até mesmo cardiopatias – doenças que comprometem o coração – pois inflamações na gengiva podem servir como porta de entrada para bactérias que são capazes de chegar até o órgão. A alteração hormonal ainda pode estimular o aparecimento de cáries, uma vez que altera o PH da saliva”.

Conversei com o Dr. Paulo Coelho Andrade, mestre especialista em implantodontia e odontologia estética sobre saúde bucal da gestante e do bebê que ainda amamenta no peito. Confira:

Adriana Santos: Quais os cuidados que a mãe que tem herpes na boca deve ficar atenta para não transmitir a doença para o bebê?

Dr. Paulo Coelho: Os riscos são maiores para mães portadoras de herpes genital. A contaminação geralmente ocorre durante o parto. A transmissão do vírus para o recém-nascido pode ter efeitos graves. A extensão do quadro pode ir desde lesões na pele ao envolvimento dos olhos e da boca, até infecções cerebrais e em outros órgãos.

Adriana Santos: É aconselhável fazer a higiene bucal do bebê que ainda é alimentado por meio do leite materno?

Dr. Paulo Coelho: Sim. A higiene deve ser feita assim que nascerem os primeiros dentinhos. Pode ser feita usando gaze ou até mesmo uma fralda macia umedecida. É importante que a criança seja habituada a fazer a higiene oral desde cedo. Assim que mais dentes forem nascendo e outros alimentos sendo introduzidos, pode-se usar uma escova de dedo com pasta dental sem flúor.

Adriana Santos: Quais as doenças que atacam a boca e a gengiva podem ser transmitidas para o bebê?

Dr. Paulo Coelho: A carie, na maioria das vezes, é transmitida ao bebe pelos próprios pais. Hábitos de beijar a criança na boca, provar a comida na mesma colher antes de servir o bebê, transmitem à criança a bactéria Streptococcus mutans. Essa bactéria se instala nos primeiros dentinhos do bebê e ficam para sempre na boca contaminada. O Streptococcus mutans é a principal bactéria no processo da cárie.

Adriana Santos: A partir de qual idade o bebê ou criança pode usar pasta de dente?

Dr. Paulo Coelho: Há muitos estudos divergentes nesse ponto. Por segurança e prevenção à Fluorose (manchas nos dentes por ingestão em excesso do flúor), recomenda-se o uso de cremes dentais com flúor depois dos 6 anos. Antes dessa idade, ainda há formações dentárias nos dentes permanentes, que podem ser alteradas caso, por exemplo, a criança engula frequentemente o creme dental durante as escovações. Cremes dentais com sabor devem ser usados com supervisão dos pais para evitar que a criança coma a pasta. Os cremes dentais sem flúor podem ser usados em quantidades pequenas (tamanho de um grão de arroz), assim que for introduzido na dieta de alimentos sólidos.

Adriana Santos: A mulher grávida pode fazer tratamento dentário com uso de anestesia?

Dr. Paulo Coelho: A gestante pode e deve fazer tratamento dentário. Só é preciso que ela informe estar grávida ao dentista, para que sejam tomados alguns cuidados. Problemas na boca da gestante levam bactérias pela corrente sanguínea, o que pode afetar a saúde do bebê.