14 nov 2020

O enfrentamento da violência contra crianças e adolescentes ainda não está na agenda de prioridades do Brasil

O Brasil possui uma população de 210.869 milhões de pessoas, segundo dados do segundo trimestre de 2020, dos quais cerca de 50 milhões têm menos de 18 anos de idade, o que equivale a quase um terço de toda a população de crianças e adolescentes da América Latina e do Caribe. São dezenas de milhões de pessoas que possuem direitos e deveres e necessitam de condições para se desenvolverem com plenitude todo o seu potencial.

As crianças e os adolescentes são especialmente afetados pela violência. O “Disque 100” é um serviço de atendimento telefônico gratuito que recebe denúncias sobre violações dos Direitos Humanos em todo o país e em todas as áreas. Os dados são compilados pelo Governo Federal e divulgados desde 2011.

O último relatório anual sobre violações de direitos humanos, divulgado em maio de 2020, apontou recebimento de 86.837 denúncias relacionadas a crianças e adolescentes no país em todo o ano de 2019, aumento de 14% em relação a 2018. As principais violações foram negligência (62.019), violência psicológica (36.304), violência física (33374) e violência sexual (17.029). As denúncias podem conter mais de um tipo de violação.

A violência contra crianças e adolescentes é uma preocupante realidade em nosso país. Segundo dados da Ouvidoria Nacional de Direitos Humanos, no ano de 2018 as principais denúncias de violações de direitos humanos recebidas foram de situações envolvendo crianças e adolescentes, representando média de 209 denúncias por dia e 55,28% do total das denúncias realizadas aos canais. Os dados são do documento Parâmetros de atuação do Sistema Único de Assistência Social no sistema de garantia de direitos da criança e do adolescente vítima ou testemunha de violência

O número de denúncias de violência contra crianças e adolescentes no Brasil caiu 12% durante os meses da pandemia em 2020 em comparação ao mesmo período do ano passado. Segundo dados do Ministério da Mulher, Família e Direitos Humanos, foram registradas 26.416 denúncias pelo canal “Disque 100” entre março e junho deste ano, contra 29.965 no mesmo período de 2019. 

A redução do número de denúncias, durante a pandemia, pode ser um reflexo do fechamento das escolas por conta da quarentena obrigatória contra a pandemia Covid-19. A subnotificação das denúncias, segundo alguns especialistas, acaba sendo um efeito colateral do isolamento social e da suspensão de aulas para conter as contaminações por Covid-19. A maioria dos casos de violência contra crianças e adolescente é descoberto por meio dos professores e servidores do ambiente escolar. 

O cenário envolvendo a violência contra crianças e adolescentes pode ser ainda mais grave, se levarmos em consideração que muitos crimes contra meninos e meninas com menos de 18 anos nunca chegam a ser denunciados. 

A infância e a adolescência são fases da nossa existência que geram muita ansiedade, mas também muita sede por conhecimento e por reconhecimento social. Pensando na agenda 2021  para o enfrentamento das várias formas de violência: física, psicológica, social, cultural, sexual, moral, financeira contra crianças e adolescentes, acredito que os novos gestores, após as Eleições Municipais 2020, precisam investir em ferramentas digitais, inspiradas na Cultura de Paz e Não Violência, no sentido de frear números tão assustadores contra os nossos jovens. Os meninos e meninas devem buscar nas tecnologias novas formas de engajamento social. 

O conceito de cultura de paz e não violência é um termo que se refere a uma série de conceitos sobre moralidade, poder e conflitos que rejeitam completamente o uso da violência nos esforços para a conquista de objetivos sociais e políticos. 

Geralmente usado como sinônimo de pacifismo, a partir do meio do século XX passou a ser aplicado também a confrontos sociais que não usem violência, bem como movimentos políticos e filosóficos que tenham aderido aos mesmos conceitos. 

Em 10 de novembro de 1998, a Assembleia Geral das Nações Unidas proclamou a primeira década do século XXI (de 2001 a 2010) como o Decênio Internacional da Promoção de uma Cultura da Não-Violência e da Paz em Prol das Crianças do Mundo.

A luta pela prevenção da violência deve ser uma tarefa contínua, especialmente porque inúmeras de suas modalidades podem trazer como consequência a morte para suas vítimas. 

A violência sexual que aparece habitualmente como uma modalidade menos relevante na verdade pode ter índices bem superiores uma vez que é um dos fenômenos mais escondidos nas estatísticas não só brasileiras como mundiais pelo complô de silêncio que usualmente a cerca.

A violência psicológica que mais recentemente nos anos 90 tem chamado a atenção de pesquisadores da área aparece nestas estatísticas e convoca os pesquisadores à realização de estudos mais consistentes sobre ela em nosso meio, uma vez que os traumas dela decorrentes são considerados bem significativos.

Portanto, as estatísticas frias com seus números devem ser bem analisadas, pois podemos perceber que através delas é preciso uma ampla revisão do trabalho que vem sendo feito nesta área para que se reduzam os casos de violência.

O tema “Violência” é compreendido em nossa contemporaneidade como um importante problema de saúde pública, uma vez que as causas externas, representadas pelas violências e acidentes, constituem umas das principais causas de morbimortalidade da população brasileira e o perfil epidemiológico de Minas Gerais acompanha essa tendência. O enfrentamento das violências e acidentes, por sua magnitude e complexidade, representa um dos principais desafios do sistema de saúde e, para a sua abordagem, exige- se a implementação articulada de políticas públicas de forma intersetorial.

Que os candidatos eleitos e novos gestores da administração pública possam buscar soluções integradas para reduzir os índices de violência contra crianças e adolescentes e promover a Cultura de Paz e Não Violência!!!

Que assim seja!

04 maio 2017

Sistema Diagnóstico Público contra a corrupção é premiado nos EUA

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O sistema Diagnóstico Público é uma ferramenta inovadora que possibilita uma gestão pública mais eficiente e transparente. O Objetivo é auxiliar no planejamento estratégico dos gestores e na identificação de possíveis irregularidades, tornando-se também um poderoso recurso no combate à corrupção. Por meio de análises inteligentes e didáticas, o sistema auxilia administradores na tomada de decisões, com base em cruzamentos de diferentes bancos de dados. Um robô, apelidado de Gaspar, é o responsável por atualizar os de dados do Diagnóstico Público, formando um enorme acervo com centenas de gigabytes.

As análises proporcionam aos prefeitos, aos agentes de controle e aos dirigentes de órgãos públicos melhor controle dos gastos, receitas, além de acompanhar indicadores e auxiliar no cumprimento de rotinas dos órgãos. Em questão de segundos, por exemplo, é possível comparar, se um município está pagando um bom preço pelos produtos e serviços adquiridos, ou então, verificar se o gasto com diárias daquele município está muito acima da média se comparado a municípios semelhantes. Estas e inúmeras outras possibilidades de visualizações estão disponíveis no Diagnóstico Público, um grande aliado para os gestores brasileiros garantirem maior eficiência no uso do dinheiro do contribuinte.

Análises de dados são utilizadas por grandes empresas privadas, como é o caso da Netflix, que busca levar conteúdos mais atrativos aos assinantes com base nos dados gerados pelos seus usuários. A ideia do Diagnóstico Público é trazer este tipo de tecnologia de inteligência para auxiliar o setor público na melhoria da qualidade de gestão, como afirma Marcos Rabelo, um dos criadores do sistema: “As grandes empresas privada investem em ferramentas de Big Data para tomar decisões estratégicas que podem definir sua sobrevivência ou seu crescimento. O poder público precisa se apropriar deste tipo de tecnologia para encontrar caminhos mais assertivos, com o objetivo de desenvolver nossas cidades e gerar melhor qualidade de vida á população.”

Matheus Moreira, co-criador do sistema reforça sua importância para a administração pública: “Os recursos existem. O que falta  é uma gestão mais eficiente e efetiva, É neste ponto que o Diagnóstico Público busca auxiliar os gestores.”

A vereadora de Vespasiano (MG), Luciene Fonseca (PPS) foi a primeira parlamentar a utilizar o Sistema Diagnóstico Público no Brasil. “Foi uma surpresa saber que sou a primeira vereadora do Brasil a utilizar o sistema BIg Data para auxiliar o nosso trabalho. Precisamos melhorar muito Vespasiano e esta vitória brilhante do Diagnóstico Público comprova que estamos no caminho certo. O povo não aguenta mais politicagens. O país está mudando. As pessoas querem transparência, seriedade e responsabilidade com o dinheiro público”, diz a vereadora.

Diagnóstico Público é campeão na Brazil Conference nos EUA

Equipe de Belo Horizonte venceu a competição Hack Brazil, iniciativa que reconhece as melhores ideias para superar problemas sociais no Brasil

A competição, organizada por duas das melhores universidades do mundo: MIT e Harvard foi realizada em Cambridge nos Estados Unidos, durante a Brazil Conference. O evento reúne, anualmente, especialistas brasileiros espalhados em vários lugares do mundo. O  objetivo é encontrar soluções criativas para o desenvolvimento do país.

Matheus Moreira, um dos idealizadores do Diagnóstico Público, ressaltou a importância do evento para o projeto: “Participar da Brazil Conference e da competição nos ajudou a enxergar mais longe e pensar na ampliação do nosso projeto, para que ele tenha um impacto significativo em todo o país. Se o Hack Brazil queria ver ideias para ajudar a mudar o Brasil, esse é o nosso propósito e ficamos muito felizes em voltar para Belo Horizonte com a vitória e levando nas mãos este troféu”.

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