15 fev 2019

Hospital Felício Rocho inaugura banco de peruca para pacientes oncológicos

perucas

Uma parceria entre o Hospital Felício Rocho e a ONG Fio de Luz, irá repaginar a autoestima de suas pacientes em tratamento de câncer. A Instituição acabou de inaugurar um banco de perucas para doar às mulheres que tiverem seu cabelo raspado ao longo do processo de procedimentos oncológicos.

A partir de agora, a paciente do Hospital Felício Rocho que se sentir à vontade para usar uma peruca, pode recorrer ao banco, experimentar, selecionar a sua e levar para casa. É bom ressalvar que se trata de uma doação do material, sem nenhum custo, e não carece de devolução após o término do procedimento.

Cerca de 20 perucas estarão disponíveis para serem experimentadas e doadas, com reposição conforme demanda. Além disso, o Hospital torna-se um ponto para doação de cabelo. Todo o material arrecadado será direcionado para a ONG Fio de Luz e transformado em perucas. Qualquer quantidade de cabelo superior a 20 centímetros é bem-vinda. Para doar, basta procurar o Ambulatório Oncológico, na Rua Aimorés, número 3580, no Barro Preto.

A diretoria comemora mais este feito e reforça seu compromisso com os pacientes. “Para nós do Hospital Felício Rocho essa é mais uma iniciativa que endossa nosso empenho com a harmonia e o bem-estar de nossos pacientes. Enxergamos que pequenos feitos como esses podem contribuir para a o tratamento de pacientes oncológicos, levando a eles mais alegria e um reforço à autoestima. Não medimos esforços nesse objetivo de cuidar bem de todas as pessoas que procuram o Hospital diariamente”, comenta o diretor Dr. Pedro de Oliveira Neves.

Enquanto isso, o responsável pela ONG Fio de Luz, Edimilson Marques Oliveira, fala a respeito da missão desse projeto. “Fazer o bem, faz bem! Quando você ajuda alguém, você se sente melhor do que quem está sendo ajudado. E nós estamos muito felizes com essa parceria porque sabemos da importância dela para que mais pessoas se sintam acolhidas e tenham mais força para enfrentar a doença”, comenta.

Primeiras pacientes

Assim que as perucas estavam disponíveis, algumas pacientes que já realizam tratamento no Hospital Felício Rocho puderam escolher as suas próprias perucas. Tímidas, porém dispostas, uma a uma das mulheres se sentaram diante ao mostruário e aos poucos experimentavam os modelos para conferir o novo visual.

A primeira a provar foi a jovem Samanta Antunes, de 27 anos. Para ela, a iniciativa é um alívio para a autoestima e, também para o bolso, por conta do alto custo de uma peruca. “Quando recebi o diagnóstico fiquei desnorteada. Desde sempre quis usar perucas, mas não sabia onde procurar. Cheguei a fazer alguns orçamentos e não encontrei nada abaixo de R$ 3 mil. É muito dinheiro para quem está enfrentando a doença. Saber dessa parceria entre o Felício Rocho e a ONG Fio de Luz é muito gratificante porque serve de apoio para nós. Sem dúvida a falta do cabelo retira a feminilidade de nós mulheres e hoje, com a minha peruca, vou sair daqui mais feliz”, comenta a paciente.

E por falar em felicidade, a paciente Fabíola Neri, comenta a iniciativa sorridente. “Você joga o cabelo para o lado, joga para o outro. É perfeito! A sensação é a de ter o meu cabelo novamente, nem parece peruca. E também é interessante porque é gratuito. Muita gente não tem dinheiro para comprar uma peruca assim, porque custa em média R$ 4 mil. Sem dúvida que um presente desses, faz muita diferença e levanta muito a nossa autoestima”, reporta a paciente.

Por Rose Leoni/Naves Coelho

 

10 ago 2017

Trabalho voluntário ajuda na humanização do antendimento hospitalar

Arquivado em Cidade, Comportamento, SUS
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Voluntárias da Santa Casa de Lagoa Santa

 

Adriana Santos para o INSTITUTO LABORARE

O trabalho voluntariado é regulamentado no Brasil pela Lei 9.608/1998. Segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS), o voluntário é aquela pessoa que tem interesse pessoal e espírito cívico, dedicando parte de seu tempo (sem remuneração), as várias formas de atividades.O Dia Nacional do Voluntariado foi instituído em 28 de agosto de 1985, e internacionalmente é comemorado  em 5 de dezembro. O objetivo é reconhecer a ação das pessoas que doam tempo, mão de obra e talento para causas de interesse social e para o bem estar da comunidade.

O trabalho voluntário deve ser exercido de forma séria e profissional, uma vez que é realizado em locais como hospitais, clínicas, escolas, entre outros. Nas instituições hospitalares, é uma participação que exige uma ação responsável e humanizada no sentido de promover a qualidade do acolhimento e o conforto aos pacientes no seu processo de tratamento.

O voluntariado faz a diferença no cotidiano da instituição e todos ganham: pacientes, voluntários, profissionais e colaboradores, tendo como principais benefícios:

*Humanização no ambiente hospitalar;
*Melhora a recuperação e o bem estar do paciente;
*Contribui para o fortalecimento institucional;
*Incentiva a participação da comunidade no hospital.