11 abr 2020

Corona19: fragmentos de um discurso inacabado

Arquivado em Cidade, Comportamento

Um pouco mais de fragmentos de uma quarentena…

Prestamos pouca atenção aos sinais (micro e macro) do universo. Desviamos o olhar sempre que podemos para evitar as prováveis cobranças. Sempre foi assim, por isso aparecem os Mestres, como Jesus: O Cristo. Ele enfrentou 40 dias no deserto. Não foi fácil… No entanto, não queremos ver, apenas observar o que fazem os nossos  “vizinhos egoístas”.  O planeta já decretou que precisamos nos humanizar o mais rápido possível (ou pelo amor, ou pela dor);

As histórias envolvendo a saúde pública no Brasil são cíclicas. Basca ler os livros publicados pela Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), por exemplo. É sempre a mesma coisa: políticos lunáticos confrontando a ciência, polícia envolvida, Forças Armadas em ação, briga de vizinhos, mídia neorótica anunciando as trombetas do apocalipse;

Líderes aparecem, mas são colocados entre a “Cruz” e a “Espada”. Geralmente, o Brasil opta pela Cruz, como símbolo de sacrifício dos cristãos. Estamos em quarentena em nome do nosso total egoísmo há séculos;

“Faça o que eu digo, mas não faça o que eu faço”. Mas o povo não é bobo…;

A turminha da “Corona19 Ostentação” em mais uma live em nome dos pobres e oprimidos continua em alta, movimentando milhões de acessos, principalmente no Youtube.  A galera tem até apoio do gestor maior da saúde pública do Brasil. Viva a terra das bananas nanicas!;

O Anak Krakatoa resolveu aparecer para deixar todo mundo ainda mais preocupado. O vulcão entrou em erupção na Indonésia. Em 1883, o antigo vulcão explodiu, causando alterações climáticas no mundo inteiro. Um longo e tenebroso inverno deixou os europeus em casa e foi nesse cenário que Mary Shelley escreveu no clássico “Frankenstein”. Que fase, né?;

A disputa, sem sentido, entre Ciência e Espiritualidade está longe de acabar;

As brigas urbanas estão sendo substituídas  por brigas domésticas. O pior de tudo: agressor e vítima dividem a mesma cama;

As vizinhanças estão mais barulhentas;

As comunidades miseráveis continuam invisíveis…

Quero apenas uma casa no campo…