12 set 2019

Laboratório produz pele humana para substituir testes em animais

Por Carol Barreto – Repórter da Rádio Nacional Rio de Janeiro/Agência Brasil

A lei que estabelece novas regras para o uso de animais em testes estipulou o prazo de cinco anos para que os pesquisadores se adaptassem e utilizassem formas alternativas. O prazo de cinco anos termina no dia 24 de setembro deste ano.

A resolução normativa do Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovação e Comunicações reconhece o uso de métodos alternativos válidos que possam reduzir ou substituir o uso de animais em atividades de pesquisa. De acordo com a resolução, o Conselho Nacional de Controle de Experimentação Animal (Concea) reconhece 17 métodos alternativos. Um desses métodos permite teste da epiderme humana reconstituída.

Pioneiro mundial em reconstrução de pele, o laboratório de bioengenharia de tecidos vai disponibilizar pele reconstruída para testes em produtos. O material produzido pela unidade será utilizado em substituição ao uso de animais como cobaias em testes de produtos. O processo começa com a doação de restos de cirurgias plásticas para o laboratório. Daí se extraem os chamados queratinócitos. Essas células são cultivadas em placas de cultura e, depois de 17 dias em contato com o ar, se proliferam, formando múltiplas camadas de pele.

O laboratório já produziu mais de 5 mil tecidos de pele reconstruídos que foram utilizados no treinamento de mais de 100 pesquisadores no Mercosul, o que possibilitou a implementação de métodos alternativos em diversos laboratórios interessados em reduzir ou substituir os testes em animais.

01 jul 2016

Muro da gentileza comove moradores de Vespasiano

Arquivado em Cidade

IMG_5633[1]

Antes uma praça sem atrativos, sem cor, com bancos vazios e um grande muro cinza ao fundo, na região Central de Vespasiano, Região Metropolitana de Belo Horizonte. E para completar o cenário desolador, enfrentamos uma das estações mais geladas dos últimos 4 anos. Mas no meio do caminho ou bem em frente, há sempre pessoas atentas que não conseguem enxergar um mundo descuidado e sem compaixão.

Vanessa Arruda, diretora de um grande laboratório da cidade, percebeu que alguma coisa precisava ser feita e envolveu os colegas de trabalho. Foi quando pensaram em um “Muro da Gentileza “. A ideia é simples: quem tem doa; quem precisa recebe. Só que gentileza gera gentileza, já dizia o Profeta Gentileza nos viadutos do Rio de Janeiro.

A população ficou totalmente envolvida com a iniciativa. A professora de Artes Aloma Batista e outros profissionais que amam a beleza pintaram com as cores da solidariedade o muro e os bancos de cimento de uma antiga praça abandonada.

As roupas quentinhas e em bom estado chegaram de toda parte. Até mesmo sapatos e outros acessórios.

Endereço: Rua Alberto Lázaro, em frente ao número 28 – Laboratório São Lucas, Centro – Vespasiano

IMG_5631[1]