18 jul 2019

Juscelino Kubitschek: a Águia da Cidade do Sol. Saiba mais sobre os aspectos espirituais de JK

Foto: Flávio Damm

Como amo JK, nossa Águia! Os meus irmãos de alma já sabem da minha profunda admiração espiritual por Juscelino de Oliveira Kubitschek, o presidente sorriso. JK, como era conhecido, foi médico, prefeito de Belo Horizonte, governador de Minas Gerais e primeiro presidente do Brasil. Foi o responsável pela construção de uma nova capital federal, Brasília, executando, assim, um antigo projeto, já previsto em três constituições brasileiras, da mudança da capital federal para promover o desenvolvimento do interior do Brasil e a integração do país.

Desde a primeira constituição republicana, de 1891, havia um dispositivo que previa a mudança da Capital Federal do Rio de Janeiro para o interior do país, determinando como “pertencente à União, no Planalto Central da República, uma zona de 14 400 quilômetros quadrados, que será oportunamente demarcada, para nela estabelecer-se a futura Capital Federal”.

Um fato curioso desse importante período histórico foi o sonho premonitório do padre italiano São João Bosco, no qual disse ter visto uma terra de riquezas e prosperidade situada próxima a um lago e entre os paralelos 15 e 20 do Hemisfério Sul. Acredita-se que o sonho do padre tenha sido uma profecia sobre a futura capital brasileira. Como não poderia ser diferente: João Bosco é o padroeiro de Brasília!

Brasília nasceu à meia-noite do dia 21 de abril de 1960.  É a cidade do Sol em Touro e Ascendente em Aquário. Muito simbólico para aqueles que acreditam que o Brasil nasceu para brilhar!

Para entender mais sobre os aspectos simbólicos e místicos do ex-presidente, entrevistei o jornalista Alexandre Nonato. Ele é o autor do livro JK e os Bastidores da Construção de Brasília, uma vasta  pesquisa sobre a personalidade e a vida pública de Juscelino Kubitschek de Oliveira (1902 – 1976). Além do foco jornalístico, biográfico, sociométrico e histórico, o livro aborda o aspecto psicológico e intraconsciencial de Juscelino Kubitschek.

Confira:

Adriana Santos: Na sua avaliação, Juscelino Kubitschek é um mito até hoje?

Alexandre Nonato: Sim, por tudo o que representa: otimismo, crescimento econômico, aumento da autoestima brasileira, diálogo com todos, melhoria da infraestrutura etc. É praticamente uma unanimidade entre os políticos brasileiros, que inclusive constantemente buscam associar suas imagens a ele.

 Como foi a sua experiência pessoal durante as pesquisas do seu livro: Jk e os Bastidores da Construção de Brasília? 

Foram necessárias várias viagens para Belo Horizonte, Brasília, Diamantina, São Paulo, Ceilândia, Taguatinga, Cruzeiro, Núcleo Bandeirante etc. Muitas entrevistas, consultas à arquivos públicos, bibliotecas. Foram 6 anos de pesquisa. Além da parte histórica, busquei analisar um pouco da personalidade e do temperamento de Juscelino.

Juscelino foi membro da Maçonaria ou de outra sociedade ocultista (Eubiose)?  JK tinha alguma religião ou crença mística?

Ao que tudo indica, sim. Da Maçonaria. Contudo, não é possível afirmar categoricamente. JK era muito discreto quanto algumas das suas relações com outras crenças. Sua base familiar, cultural foi católica. Estudou em escola de padres e toda a sociedade brasileira, no período em que ele atuou na política, era fortemente católica. JK conhecia Chico Xavier e Waldo Vieira, os 2 principais líderes do espiritismo na década de 50; também conhecia o médium Arigó, que chegou inclusive a operar sua filha, Márcia. Contudo, JK sempre manteve muita discrição nestas relações.

Waldo Vieira, por exemplo, me disse em entrevista, que ele e Chico foram convidados para conhecer Brasília, pouco antes da inauguração. Receberam de presente, cada um, uma gravata do closet pessoal de JK. Waldo e Chico sabiam que seria muito complicado participar da inauguração de Brasília, principalmente para a imagem de JK. Brasília já sofria pressões demais, por isso evitaram isso. Foi um gesto de gentileza de JK convidá-los para conhecer Brasília, pouco antes da inauguração.

Qual a relação pessoal entre JK e Chico Xavier?

A relação entre eles ganhou força através dos coronéis, Jofre Lelis e Nélio Cerqueira, que eram espíritas. Eles teriam intermediado perguntas enviadas por JK para serem respondidas pelos espíritos através de Chico Xavier. Basicamente, essas cartas traziam orientações e palavras e incentivo à construção de Brasília. Muito provavelmente estas cartas foram queimadas pelos mesmos motivos já citados. Quem leva e trazia as perguntas e respostas eram esses 2 coronéis. Mais tarde, Chico foi convidado a conhecer Brasília, antes da inauguração. Segundo entrevista com um dos filhos de Jofre Lelis, JK teria ajudado a agilizar a aposentadoria de Chico, que permitiu ele se dedicar integralmente os trabalhos no espiritismo.

Qual a ligação entre JK, construção de Brasília e Egito?

Em uma de suas autobiografias, o próprio JK comenta que sua visita ao Egito, durante os tempos em que fez especialização médica em urologia na França, impactou ele de um modo que ele jamais se esqueceria. Ele comenta também que as construções no Egito, em especial na era de Akenaton, serviram de inspiração para o projeto de Brasília. Há uma autora, chamada Iara Kern, que possui livros onde defende a possibilidade de JK ser uma reencarnação de Akenaton, em função de semelhança com o projeto e o temperamento de ambos.

A morte de JK foi de alguma forma prevista entre os espíritas ou espiritualistas?

Eu desconheço qualquer coisa neste sentido. A possibilidade mais provável é que ele tenha sido vítima da Operação Condor, assim como Carlos Lacerda, João Goulart e Orlando Letelier. Um outro fator que é válido lembrar é que JK sempre pedia para seu motorista “correr mais” nas estradas. Informação que foi presenciada por alguns entrevistados do meu livro.

Qual é o lado misterioso de Brasília, no seu ponto de vista?

Muita coisa envolvendo algumas histórias místicas ou curiosas sobre Brasília eram estimuladas pelo próprio JK, mas nem sempre correspondiam aos fatos. Uma delas é sobre o comício de Jataí, em que a pergunta de um estudante teria feito o presidente a se comprometer com um dispositivo constitucional que previa a construção de uma nova capital. Na verdade, a construção de Brasília já estava prevista muito antes deste comício. Não foi uma vontade de JK, mas um movimento que iniciou desde o início do século XX. E também não assumido por JK naquele comício, pois ele já havia assumido esse compromisso em seu programa de metas.

Também houve a profecia de Dom Bosco que teria previsto a construção de Brasília. O livro de Tamanini (Brasília – memória da construção) conta que o governador de Goiás José Ludovico teria impresso material de divulgação trazendo o relato de um sonho de Dom Bosco, contudo com “pequenas” alterações que inseriram as palavras “civilização” e “nova capital”.
Em visita Brasil, o padre italiano Renato Zigiotti (da ordem dos Salesianos) se mostrou surpreso com a interpretação.

Na sua opinião, qual foi a melhor virtude de JK?

Liderança e autodeterminação. JK conseguiu como poucos unir em seus projetos outros grandes líderes: Israel Pinheiro, Bernardo Sayão, Oscar Niemeyer, Lúcio Costa etc.

10 jul 2019

Papo reto: saiba como compreender a depressão sem rodeios

Os números divulgados pela Organização Mundial de Saúde (OMS) assustam: em todo o mundo, mais de 300 milhões de pessoas enfrentam na pele os problemas provocados pela depressão. No Brasil, a doença atinge 5,8% da população, além dos distúrbios relacionados à ansiedade que afetam 9,3%. A depressão também causa prejuízos para muitos trabalhadores, sendo os transtornos de ansiedade e o esgotamento emocional as principais queixas dentro de ambientes profissionais.

Não é fácil enfrentar a depressão. Também não é nada confortável conviver com pessoas que passam por crises depressivas, principalmente quando são entes queridos. Na verdade, a doença acarreta prejuízos emocionais, sociais e financeiros para todos que estão diretamente ou indiretamente envolvidos com a doença.

A depressão já me trouxe muitos desgastes emocionais e sociais. Foram momentos sombrios… Só enxergava o caos e uma tristeza profunda. Nada fazia sentido. O céu estava sempre cinza. Na época, infelizmente, alguns relacionamentos afetivos foram rompidos; portas foram fechadas; palavras destruidoras foram lançadas; tempo precioso foi desperdiçado… Me sentia abandonada… No entanto, algo dentro de mim dizia: “você vai conseguir. Seja forte. Não desista”. Nunca deixei a peteca cair. Quase morri. Sou uma sobrevivente da depressão. Hoje, consigo, por meio de informações qualificadas, blindar os efeitos nocivos de uma das doenças que mais mata na Terra.

A desinformação é, com certeza, o grande vilão das doenças emocionais. Até hoje, poucas pessoas conseguem conceituar de forma não pejorativa as características de uma pessoa que enfrenta a depressão. Muitos acreditam que a doença atinge apenas os fracos. Não é verdade. A depressão é uma doença complexa que envolve vários aspectos da existência. Por isso, apenas boa vontade não é o suficiente. Os medicamentos ajudam, mas não curam as feridas humanas. A terapia é sensacional, mas não consegue efetividade sem o comprometimento do paciente com o tratamento oferecido por meio da palavra. Ninguém consegue sair do buraco existencial, sem estar convicto que a cura depende, principalmente, das nossas escolhas.

Por isso, escolhi a informação de qualidade para seguir o meu caminho com mais equilíbrio e bem estar. Nada melhor do que a objetividade para neutralizar as subjetividades que nos enfraquecem. Então a minha dica é: “Conhece-te a ti mesmo”, por meio da leitura.

Se você precisa saber mais sobre a depressão, tenho uma sugestão de ouro: leia o livro “Compreendendo a Depressão: 75 Perguntas e Respostas” do Michael D. Yapko – Editora Diamante. São informações preciosas, por meio de linguagem simples, direta e objetiva, que mostram as recentes pesquisas sobre depressão relacionadas ao cotidiano de todos nós. É muito bom. A leitura é, realmente, fácil, sem rodeios ou falsas promessas de tratamento. Inclusive, Yapko faz um questionamento bem interessante sobre a depressão pelo ponto de vista hormonal e biológico. É mito ou verdade? Não vou revelar. Vale a pena ler e descobrir as verdades e mentiras sobre a depressão. O capítulo sobre medicamentos é muito esclarecedor.

Compreendendo a depressão desperta no leitor um entendimento de como a depressão nos afeta para, dessa forma, poder lidar com a própria depressão ou ajudar outras pessoas a lidar com a sua doença, principalmente crianças e adolescentes.

A publicação é dividida em seis partes e a conclusão final. São 191 páginas, além das indicações de outros livros. Vejam algumas perguntas que o autor responde com profundo conhecimento clínico e sem mimimi: Qual a diferença entre tristeza e depressão? Os medicamentos antidepressivos realmente funcionam? A depressão desaparece por si só? É preciso fazer psicoterapia por anos para melhorar? Os medicamentos antidepressivos causam dependência? As pessoas devem falar abertamente sobre sua depressão com amigos e família? Crianças podem tomar antidepressivos? A depressão é transmitida nas famílias? Como alguém pode saber quando precisa da psicoterapia? A taxa de depressão é igual entre homens e mulheres?

O livro está disponível no Livraria do Psicólogo, em Belo Horizonte, por apenas 19,90 reais. Veja o site: AQUI 

05 jul 2019

JK: ainda podemos realizar o impossível?

Crédito: Memorial da Democracia

Paulo Rabello de Castro*

Até hoje não contabilizamos integralmente o que Juscelino Kubitschek representou para o desenvolvimento do País e galvanização da identidade nacional. Os jovens das novas gerações – a X, a Y e a do Milênio – mal conhecem a figura de JK, que só não sucumbiu no completo esquecimento por causa da referência ocasional ao seu nome, batizando ruas e praças pelo Brasil afora. Em São Paulo, JK é avenida e shopping. Mas, afinal, quem foi esse brasileiro e como seria ele hoje, no dizimado cenário atual de um País estagnado na economia, recessivo no seu desenvolvimento humano e conflagrado em seu funcionamento político? MEDIOCRIDADE é a palavra do momento. Nada define melhor o atual estágio de nossas impossibilidades. Mas será que um JK redivivo poderia realizar a reviravolta, aparentemente inviável, do resgate da alma nacional?

Tentar resgatar aquele JK do desenvolvimento acelerado é o tema e propósito de um extraordinário livro**, lançado este mês, em três volumes, pelo renomado economista mineiro Carlos Alberto Teixeira de Oliveira, uma antologia completa de discursos, palestras, conferências, filmes e outras memórias do nosso presidente mineiro. O enorme território de “imaginários” de JK, tudo que Juscelino sonhou para o Brasil, é de uma vastidão e de beleza só comparáveis aos Lençóis Maranhenses, à terra do Jalapão ou à Selva Amazônica. O volume principal da obra seria um filme se não fosse o livro que é. São quase seiscentas páginas de JK pra-lá-e-pra-cá, replicando, em parágrafos eletrizantes, a energia e a capacidade de deslocamento físico do gestor público que amava voar, numa época em que passear pelos ares era risco de vida, mostrando a determinação de JK em adotar a inovação como meta e a eficiência como método, para fazer o futuro acontecer mais celeremente e do modo como ele havia planejado.

JK foi prefeito, governador e presidente. Mas, sobretudo, foi um notável gerente de vontades coletivas, bem diferente dos de hoje, que publicam fake news para manipular a cabeça do povo. Pelo contrário, JK projetava sonhos na tela imaginária da cabeça de cada brasileiro, e conseguia, simultaneamente, planejar e faz executar esses sonhos na vida real. Vamos construir estradas? Vamos conquistar a Amazônia? Vamos levar água e energia ao Nordeste? Vamos desbravar o Centro-Oeste? Vamos criar cidades inteiras, barragens hidroelétricas, linhas de transmissão? Vamos montar parques industriais? Vamos revolucionar a educação? Vamos projetar no mundo a cultura do Brasil? Vamos ganhar Copas no esporte? Vamos receber turistas com sorrisos, música e boa comida? Tudo isso era Juscelino.

Nesse sentido, a obra literária é concebida, num grande mosaico, por meio de curtos trechos de discursos de JK, como um filme de cenas rápidas com cortes abruptos, que nos leva pela narrativa em suspense, na primeira pessoa do próprio, desde sua infância pobre e estudiosa na bucólica Minas do passado quase remoto, até o Palácio do Catete, no dia da sua majestosa diplomação presidencial e, dali, ao grande salto do Brasil nos seus “cinquenta anos em cinco”. A narrativa do livro foge ao convencional. Ali aparece um Juscelino embaralhado e embrulhado em Nonô, em JK, em peixe vivo, em pé de valsa, em artista do impossível, tudo de cambulhada sobre a alma de um leitor despreparado para defender-se daquele motivador emérito da alma humana, que sabia convocar o que há de melhor em nós, de nos inspirar a enxergar os piores desafios como se fossem obstáculos fáceis de transpor ou montanhas simples de escalar. Pela mão e pela pena convincente de Juscelino, percorremos vastos territórios de um país apenas sonhado, em que trabalhadores motivados prosperam ao embalo de indústrias que se fundam, uma após outra, espalhando oportunidades para todos os lados, num país a que acorrem, entusiasmados, capitais europeus, japoneses e norte-americanos, atraídos por participar de um projeto de construção coletiva, imaginado e pontuado em 30 Metas de um plano monumental de desenvolvimento, o seu Plano de Metas.

Excessivo? Sem dúvida, pois JK nunca fez por menos. Seu delírio bom e grandioso sempre esteve em cada gesto e ato do estadista. Parte do sonho dele ainda se transfere, nos desesperados dias atuais, como bálsamo a brasileiros desencantados. A vivência dos embalados anos 1950 se transfere, no livro, do papel para a pele dos leitores, que ouvem de novo a bossa nova, que se arrepiam com os gritos de gol nos campos do futebol-arte, que respiram o ar pesado e lucrativo das chaminés paulistas, e que saem dos canos de descarga de uma imensa frota de veículos made in Brasil. Que tempos extraordinários! Seria possível de algum modo repeti-los? Ficamos matutando se os feitos de JK poderiam de novo saltar da prancheta do pensamento de alguma liderança política para imaginar e projetar outro grande avanço do País. Este livro do próprio JK, “psicografado” por Carlos Alberto, nos responde que sim, apesar da realidade atual ser a de um país esvaído por milhões de desempregados, acossado por malfeitos, descaminhos e, pior, aleijado pelas incapacidades.

Haveria tempo? Para JK, sim, sempre haveria. Lembrando Einstein, a imaginação é mais poderosa do que o conhecimento, porque pula etapas. E o Brasil, inspirado e guiado pelo exemplo de um JK, não precisa avançar por etapas convencionais. Pode produzir uma espantosa virada. Pode progredir por saltos inverossímeis. Pode produzir soluções impensadas, pode incorporar milhões a um desenvolvimento sem paralelo. Sem deixar ninguém para trás. Querer, e crer ser possível fazer, são as premissas de um Brasil transformado e turbinado pela esperança. Nesse outro Brasil, o exemplo de vida de Juscelino Kubistchek tem que ser contado e recontado a gerações sucessivas de brasileiros. Parabéns a Carlos Alberto pela iniciativa de um livro especial que nos reeduca para saber querer e a crer.

LIVRO JK

A nova edição da coletânea Juscelino Kubitschek – Profeta do Desenvolvimento – Exemplos e Lições ao Brasil do Século XXI será lançada na próxima terça feira, 18 de julho, às 19h, no Espaço Institucional da ACMINAS (Avenida Afonso Pena, 372, 4º andar, Centro.

(*) Paulo Rabello de Castro é economista. Prefaciou a obra em comento. rabellodecastro@gmail.com

(**) “Juscelino Kubitschek, Profeta do Desenvolvimento”, de Carlos Alberto Teixeira de Oliveira, Mercado Comum, 2019.

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