16 set 2018

Gratidão, Trigueirinho! Morre um dos mais renomados espiritualistas do país

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A vida é um mistério inesgotável de sincronicidade, um leque de oportunidades, um presente para nossa evolução espiritual. Talvez a beleza da existência está justamente naquilo que não conseguimos nomear, apenas sentir. No entanto, alguns seres humanos têm a capacidade de traduzir em palavras os sentimentos universais. São espíritos encarnados no amor,  com a missão de ampliar a nossa consciência crística planetária. Afinal, somos emanações de uma consciência suprema.  Só conseguimos alcançar o “paraíso” unidos no amor.

Ontem (15/09), senti uma necessidade incrível de ver alguns vídeos publicados no Youtube pelo Trigueirinho, espiritualista mineiro, filósofo, comunicador, autor de 81 livros publicados e um ser desperto. Acabei dormindo em alguns momentos… embalada pela voz suave de um homem octogenário. Ele me fez tão bem… Precisava descansar o meu coração.

Acordei durante a madrugada, depois de alguns sonhos ainda indecifráveis. Acessei o Twitter e me deparei com a notícia: ” Morre o escritor Trigueirinho: um dos maiores filósofos espiritualistas do país”.  A madrugada estava chuvosa em BH… Meu coração ficou apertadinho… Senti tristeza e gratidão.

… Adeus!!!

Hoje, filho, contempla no Universo um céu mais brilhante, porque uma luz retornou para a sua origem, de onde seguirá impulsionando o Projeto humano, porque sua entrega é eterna.

27 jul 2015

Livro alerta sobre o luto não reconhecido

Arquivado em Saúde & Literatura

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O tema do luto não sancionado é pouco abordado na literatura clínica. Neste livro, profissionais da área de saúde preenchem essa lacuna tratando de temas como prematuridade, infidelidade conjugal, aposentadoria, morte de animais de estimação, perda de familiares por suicídio e o luto de cuidadores profissionais. A obra também traz estratégias para lidar com a perda e destaca os transtornos psiquiátricos decorrentes do luto.

O que sente uma mãe que sofre pelo filho desaparecido? Como alguém elabora a morte de um amado animal de estimação? De que forma um profissional que convive com pacientes diariamente encara a perda? Muitas são as experiências de luto ignoradas ou desacreditadas. No livro O resgate da empatia – Suporte psicológico ao luto não reconhecido, lançamento da Summus Editorial, profissionais da área de saúde contribuem de maneira fundamental para o entendimento do luto não reconhecido. Organizado pela psicóloga Gabriela Casellato, o livro aborda as diversas faces da perda com embasamento teórico, estratégias e ferramentas úteis para ajudar psicoterapeutas e demais profissionais de saúde a reconhecer o que ainda é irreconhecível.

“O processo de luto é normal e necessário, mas a falta de empatia em relação às perdas que enfrentamos é um importante determinante de nosso adoecimento físico e mental”, afirma Gabriela. Segundo ela, o não reconhecimento do luto é um fenômeno que se estabelece em diferentes situações e suas características são minimizadas ou negadas pelo próprio enlutado e/ou pela comunidade e suas regras socioculturais.

O livro traz uma profunda reflexão sobre diferentes situações: o luto de um filho prematuro e suas consequências para a formação do vínculo mãe-bebê; a questão da infidelidade conjugal; as especificidades e consequências do luto pela aposentadoria, fenômeno que ganha espaço com o aumento da população de idosos; o luto por bichinhos de estimação, em especial, nas cidades grandes, cujo papel do animal nas teias familiares é essencial; o luto pelo desaparecimento, que é abordado com profunda riqueza, dando enfoque ao luto materno; e também o luto em situações de suicídio, um assunto quase tabu na sociedade.

Dois capítulos também exploram o luto dos cuidadores profissionais, mostrando um pouco mais de perto a dor de quem cuida da dor. Em depoimentos tocantes e corajosos, as autoras expõem suas próprias dores diante das perdas pessoais e das de seus pacientes.

A obra apresenta ainda diferentes aspectos e recursos que a psicologia vem desenvolvendo no que se refere ao enfrentamento desses lutos. Um deles relaciona o conceito de luto não reconhecido à teoria do apego, mostrando a influência que a formação de vínculos tem sobre a ruptura e, consequentemente, sobre o luto. O outro mostra intervenções importantes como a arteterapia.

Por fim, o livro traz também uma lista de serviços de atendimento psicológico para enlutados no Brasil. “O objetivo é tornar a ajuda acessível nos mais diferentes cantos de nosso país para enlutados que surgem aos milhares a cada dia, muitos deles de modo silencioso e vulnerável”, afirma.