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Por que a relação médico-paciente parece tão distante?

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Olá amigo! Olá amiga! Preciso de uma forcinha amiga! É simples e rápido! É só você preencher um pequeno questionário digital. O objetivo é nortear a produção de um artigo jornalístico sobre a relação médico-paciente. AQUI

Quando voltamos um pouquinho no tempo, temos a sensação que a relação entre o médico, o paciente e os seus familiares tinha bases mais sólidas, contribuindo para o sucesso do tratamento oferecido pelo profissional. Infelizmente, aquele médico da família, que acompanhava todos os seus integrantes ao longo da vida, não existe mais. Talvez alguns profissionais mais antigos e resistentes aos modismos de cada época ainda consigam estabelecer relações afetivas duradouras com seus pacientes.

Uma das hipótese para o “esfriamento” da relação médico-paciente seja o avanço da tecnologia dura, que proporciona notáveis benefícios ao diagnóstico precoce de várias doenças, salvando vidas. No entanto, ao mesmo tempo, as máquinas que promovem o prolongamento da vida distanciam as relações entre profissionais de saúde e pacientes ávidos por uma atenção diferenciada. Você concorda?

Gostaria de contar com a sua colaboração voluntária. Se puder compartilhar com os amigos, agradeço!

Gratidão,

Adriana Santos

Acesse o questionário RELAÇÃO MÉDICO-PACIENTE

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Alimentação e Nutrição Comportamento

Evitar o abuso do álcool e consumir proteína antes de beber ajudam o folião nos dias de Carnaval

álcool

De acordo com uma recente pesquisa divulgada no Relatório Global sobre Álcool e Saúde, da Organização Mundial de Saúde (OMS), o consumo de álcool per capita no Brasil é de 8,7L, superior à média mundial, de 6,2L. Este consumo é consideravelmente potencializado por períodos festivos, como em uma das festas mais animadas do ano, o carnaval. A folia é marcada por uma maior aceitação do exagero de álcool no país, levando muitas pessoas ao abuso.

Dr. Lucas Penchel“O excesso de álcool pode ter muitas consequências ruins além da ressaca: acidentes causados por pessoas que bebem e dirigem, sexo sem proteção e agressividade e participação em brigas são alguns dos problemas motivados pelo consumo exagerado. Ademais, boa hidratação e alimentação são indispensáveis para manter a saúde e o bom funcionamento do corpo durante o período, que costuma ser desgastante”, explica Dr. Lucas Penchel, médico e nutrólogo. O profissional dá algumas dicas importantes para aproveitar a folia com saúde e muita energia:

1- O consumo de álcool deve ser moderado e nunca com o estômago vazio. O ideal é dar preferência às proteínas antes de beber, pois, elas promovem a saciedade e controle do apetite;

2- Como o álcool estimula a pessoa a ir ao banheiro mais vezes (principalmente a cerveja), é imprescindível a ingestão de líquidos hidratantes como água, sucos naturais ou água de coco. Se a pessoa estiver exposta ao sol e às altas temperaturas, este consumo deve ser maior ainda. Nestas condições, o ideal é beber cerca de 500ml de água por hora. Se a água for gelada, melhor, pois ela ajuda no controle da temperatura corporal. Evitar refrigerantes, pois eles têm baixa capacidade de hidratação;

3- A ressaca é causada pela desidratação somada à intoxicação pelo álcool. Por isto, hidratar durante a ingestão do mesmo pode reduzir ou até mesmo evitar a ressaca;

4- A alimentação deve ser leve e colorida. Carboidratos darão energia para curtir a festa e as verduras e os legumes garantirão a nutrição, além de auxiliar na hidratação, pois possuem grande quantidade de água. O ideal é optar por carnes magras, como frango ou peixe. Evitar frituras, alimentos gordurosos, enlatados e em conserva;

5- Para manter o pique ao longo do dia, é importante alimentar-se bem. Frutas, barrinhas de cereal ou mix de oleaginosas são práticos e funcionais. Sempre dar preferência a alimentos in natura, orgânicos;

6- Tomar café, banho gelado, ir para a sauna ou correr não são remédios contra o consumo de álcool. Os dois últimos, inclusive, podem desidratar ainda mais, causando tonteira, fadiga, hipoglicemia e câimbra. Ter uma boa noite de sono é fundamental para recarregar as energias para o próximo dia. Mesmo durante o repouso, a alimentação e a hidratação devem se manter no mesmo padrão, pois ajudam a acelerar o processo de recuperação do corpo e repor o que foi eliminado na urina. O café é estimulante e não deve ser utilizado em um período que o corpo “pede” descanso;

7- É importante lembrar que o tipo de bebida não evita a intoxicação pelo álcool, mas sim a quantidade consumida. Grandes quantidades de bebidas com pouco teor alcoólico equivalem a pequenas quantidades de bebidas com maior teor alcoólico. Da mesma forma, não é a mistura de bebidas leva à embriaguez e sim a quantidade ingerida;

8 – Para quem deseja evitar o ganho de peso, evitar comer e beber ao mesmo tempo e dar preferência à ingestão de vinho, saquê ou caip’s (sem açúcar);

9- Mulheres grávidas ou que estão amamentando, menores de idade, pessoas que realizam atividades que envolvam risco, que fazem uso de medicamentos que interagem com o álcool ou apresentam problemas de saúde que podem ser agravados por ele, NÃO DEVEM BEBER!

 

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Prevenção em Saúde Mental com Foco na Depressão

depressão

Por: *Rafael Ribeiro Santos, médico psiquiatra do Biocor Instituto 

Na segunda década do século XXI, falar abertamente sobre transtornos mentais ainda é tabu. A prevalente segregação do paciente em manicômios em décadas anteriores à reforma psiquiátrica e vários mitos ainda hoje alimentados sobre o tratamento da doença mental contribuem para sua estigmatização. Tal estigma só consolida julgamentos leigos, retarda a busca por ajuda adequada e leva a equívocos, inclusive por parte de equipes de saúde.

Os transtornos mentais são doenças crônicas altamente prevalentes no mundo e resultam de um somatório de componentes biológicos, psicológicos e sociais. Contribuem de forma marcante para morbidade e mortalidade precoces, trazendo sobrecarga relevante e dano à vida pessoal, social e ocupacional. Além disso, prejudicam a qualidade de vida dos pacientes e afetam até a comunidade em seu entorno. Tragédias preveníveis como o acidente deliberadamente provocado pelo copiloto da German Wings fazem-nos refletir e repensar a importância de uma saúde mental plena em nosso cotidiano individual e coletivo.

Estudos recentes mostram que aproximadamente 25% da população mundial apresenta um ou mais transtornos mentais ao longo da vida. Dados epidemiológicos nacionais postulam que 29,6% da população da região metropolitana de São Paulo apresenta algum transtorno mental, sendo que dois terços destes seriam moderados ou graves. Mais preocupante, no entanto, é a constatação que 75% dos pacientes psiquiátricos em países em desenvolvimento não recebe nenhum tratamento, segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS).

A Depressão é um dos transtornos mentais mais prevalentes e incapacitantes da atualidade. A OMS demonstrou que os transtornos depressivos são uma das principais causas de doença em todo o mundo, com taxas de prevalência que vão de 6 a 9% da população. Pode levar ao suicídio, sobretudo em casos mais graves e sem tratamento adequado. Assim, é importante saber reconhecer alguns de seus sintomas como: humor deprimido, falta de prazer, energia ou vontade para atividades, desesperança, choro fácil, alterações do padrão de sono ou alimentação, isolamento social, irritabilidade, além de pensamentos ou atos suicidas.

A prevenção de eventos adversos advindos da depressão e de outros transtornos mentais passa por melhor capacitação dos profissionais de saúde, inserção sistematizada de equipes de saúde mental na atenção básica e estruturação de uma rede de saúde mental completa. A tragédia da German Wings poderia ter sido evitada por uma avaliação periódica mais cuidadosa dos funcionários por equipes de medicina de trabalho mais atentas à saúde mental. Tal procedimento deveria ser padrão, principalmente em profissões de maior responsabilidade e risco para a sociedade. Reduzir o dano trazido pela depressão e outros transtornos mentais é essencial. É necessária a conscientização da população, de forma clara e plena, sobre os sinais e sintomas dessas doenças e sua necessidade de um diagnóstico médico e tratamento multidisciplinar. É premente uma ressignificação da doença mental na sociedade, afastar mitos e preconceitos e possibilitar acesso a um tratamento humanizado a todos que necessitem.

*Formado pela UFMG, residência pelo IRS-FHEMIG, mestre em Neurociências pela UFMG