14 ago 2020

Covid19: Saiba mais sobre o papel das ouvidorias durante a pandemia

Arquivado em Cidade, Comportamento

As sociedades atuais, movidas por artefatos tecnológicos, exigem, cada vez mais, transparência na divulgação dos dados oficiais dos governos e acesso fácil aos conteúdos de caráter público. O cidadão da era digital também não abre mão de ser ouvido, além de participar ativamente das decisões políticas do país. Nesse sentido, a   Associação Brasileira de Ouvidores de Minas Gerais (ABO/MG) atua no estado há 13 anos, possibilitando o fortalecimento do controle social, por meio das ouvidorias e oferecendo aos seus associados o “Portal da Transparência”.

Conversei com diretor financeiro da instituição,  Thiago Guimarães Medrado de Castro, sobre o papel dos ouvidores nas instituições públicas e privadas, no sentido de possibilitar canais interativos para o exercício da cidadania. Confira:

Adriana Santos: A  ABO Minas já tem 13 anos de atuação no Estado. Quais os principais desafios e conquista da instituição?

Thiago Medrado: Podemos elencar alguns de nossos principais desafios nesse período, dentre eles, a difusão da instituição das ouvidorias, o estímulo à criação de ouvidorias e à contínua capacitação de ouvidores/ombudsman, seja na Administração Pública, seja em empresas privadas; a defesa da instituição, assim como dos profissionais que nela militam, contra abusos de qualquer natureza que possam prejudicar o livre exercício de suas funções, entre outros, visando sempre o fomento das ouvidorias e dos ouvidores no Estado de Minas Gerais. Ao longo desses 13 anos de atuação em Minas Gerais alcançamos vários objetivos da instituição, entretanto, a meu ver a maior conquista se deu com a promulgação da Lei nº 13.460/2017, lei essa, que estabelece normas básicas para participação, proteção e defesa dos direitos do usuário dos serviços públicos prestados direta ou indiretamente pela Administração Pública, devendo-se lembrar de que subsidiariamente o disposto nesta Lei aplica-se aos serviços públicos prestados por particular.

Como a ABO Minas atua no sentido de fortalecer as instituições democráticas?

A ABO/MG tem por objetivo geral estimular e promover o relacionamento entre aqueles que exercem a função de ouvidor/ombudsman em Minas Gerais, como também aos que atuam em atividades de defesa da cidadania, dos direitos individuais e difusos. Amparada pelo seu objetivo geral a ABO/MG apoia a atuação das instituições de controle externo, de controle social, visando sempre o fortalecimento das instituições democráticas de direito.

Como a ABO Minas atua em uma sociedade cada vez mais virtual?

O maior desafio em uma sociedade cada vez mais virtual é lidar com as fake news que só trazem prejuízos à sociedade, mas ABO/MG tem procurado apropriar-se dessas ferramentas em prol do seu crescimento e do seu público-alvo buscando atender de forma elucidativa os anseios e as dúvidas dos cidadãos além de divulgar a sua atuação através de suas mídias sociais.

Cabe ressalta que a ABO/MG está passando por adequações em suas mídias sociais para melhor atender ao seu público-alvo.

Quais as principais virtudes de um ouvidor/ombudsman dentro de uma instituição, privada ou pública?

O ouvidor é um funcionário de um órgão público ou privado, que tem como função, dentre outras, acolher e analisar as reclamações e sugestões do usuário quando esse se sentir preterido ou prejudicado nos seus legítimos interesses. O ouvidor deverá garantir o equilíbrio e a proteção de direitos nas relações entre fornecedores e clientes, Administração Pública e os destinatários de serviços públicos, na solução das divergências, mediando interesses e buscando a satisfação do cliente/cidadão. Acredito que além das virtudes já supracitadas o ouvidor carece de: polidez, prudência, temperança, coragem, justiça, humildade, simplicidade e hospitalidade. Destaco ainda algumas habilidades: Comunicação, conhecimento, bom relacionamento, agilidade, não se deixar influenciar e visão estratégica (Sistêmica).

Quais os principais desafios da ABO diante da pandemia Covid-19 e do apelo popular por mais transparências nos dados oficiais?

Ao longo dos anos, a Administração Pública Federal, seguida por diversos entes subnacionais, constituiu um sistema de transparência e acesso à informação, formado por inúmeros mecanismos, como a Lei de Acesso à Informação, o Portal da Transparência e de diversos canais instituídos de participação social. Diante da pandemia, a ampla utilização e o robustecimento desse sistema seriam medidas fundamentais para o enfrentamento da covid-19. A ABO/MG possui em sua grade de projetos o Portal da Transparência que permite aos gestores dos municípios conhecerem todas as ferramentas e as soluções necessárias para cumprir a Lei de Transparência (Lei Complementar nº 131/2009) e a Lei de Acesso à Informação (Lei nº 12.527/2011). Todas as plataformas disponibilizadas atendem aos requisitos fiscalizados pelo Ministério Público Federal, Ministério Público de Minas Gerais e Tribunal de Contas do Estado de Minas Gerais. A ferramenta ajuda ainda a cumprir obrigações contidas na Lei de Defesa do Usuário do Serviço Público (Lei nº 13.460/2017). O Portal é uma ferramenta de disponibilização de informações sobre toda execução orçamentária e financeira, disponível a todos através dos sites dos nossos associados.

26 jun 2020

OVNI: Luz misteriosa em São João del-Rei intriga moradores há oito décadas

Arquivado em Cidade, Comportamento, Ufologia

Ovni Pesquisa

Por Edison Boaventura Júnior, ufólogo e coeditor da Revista Ovni PesquisaDuas mil pessoas testemunharam, impressionadas, um estranho fenômeno luminoso, que evoluiu sobre o Morro do Carmo, na cidade de São João del-Rei, MG

No dia 2 de maio de 1986, o ufólogo Edison Boaventura Júnior entrevistou o senhor Antônio Borges Silva, de 70 anos na época, que contou seu avistamento de OVNI, ocorrido em dezembro de 1939, por volta das 22h, no morro do Carmo, em São João del-Rei, no estado de Minas Gerais.

Na Planilha de Informação Técnica do GUG (Grupo Ufológico de Guarujá), ficou registrado este interessante relato, ocorrido antes da Era Moderna dos Discos Voadores, ou seja, antes do ano de 1947.

Antônio disse: “Na época eu tinha 24 anos de idade e muitas pessoas tinha visto a luz. Ninguém sabia o que era uai. Era uma luz branquinha forte e às vezes, fica amarela e, depois avermelhada uai e, também verde azulado. Andava o trem pra cima e pra baixo, zigue-zague e sumiu no mato. Outras pessoas também observaram a luz”.

A cidade de São João del-Rei é famosa pelos variados casos folclóricos de observações de “bolas de fogo”, “mães-de-ouro” e, até mesmo, de objetos voadores não identificados, que aparecem frequentemente nos arredores da cidade e da zona rural, principalmente onde existem morros e mata abundante.

O escritor Alair Coêlho de Resende chegou a escrever que: “São João del-Rei é rica em casos de assombrações… Não são raros os relatos de pessoas sérias que tiveram a feliz, ou amedrontadora oportunidade, de serem contempladas com visões noturnas sobrenaturais. E estes relatos eram mais frequentes quando nossa iluminação pública era mais precária, ou até inexistente, fato que ocorria com mais intensidade até a década de cinquenta, quando quase não tínhamos veículos automotores percorrendo nossas estradas e ruas”.

JORNAIS DA ÉPOCA REGISTRARAM O FATO

Ovni Pesquisa

Passados alguns anos da coleta do primeiro depoimento da ocorrência, tivemos acesso ao jornal Diário da Noite, número 3839, de 29 de dezembro de 1939, que na página número 5 trouxe um artigo esclarecedor intitulado “UMA LUZ MYSTERIOSA MOVE-SE PELO MORRO”.

O periódico informava que a população local continuava impressionada com o fenômeno, que foi observado nas imediações da cidade e sobre o morro do Carmo, em vários dias do mês de dezembro de 1939. Na ocasião, pessoas de respeito na cidade foram ouvidas sobre as estranhas aparições da luz.

Um dos entrevistados pelo jornal foi o senhor Garcia de Lima, professor e diretor da Escola de Menores Padre Sacramento. Ele confirmou a existência do fenômeno dizendo: “Não acredito em fenômenos sobrenaturais, mas não posso negar um fato evidente constatado por centenas de pessoas”.

Outra testemunha, o fazendeiro Emygdio Apolinário de Moraes afirmou: “Essa luz é velha, errante. Aparece aqui e acolá. É minha conhecida há muitos anos. Já a vi até sobre o Rio das Mortes e na Serra de Tiradentes. É um fato incontestável, porque é a expressão da verdade”.

VIRAM A LUZ

O senhor Alfredo Mauro e seu irmão Ricardo Mauro, de um estabelecimento tradicional na cidade, o conhecido Café Rio de Janeiro, declararam ser autênticas as aparições e que até presenciaram a “luz misteriosa”.

“Meu irmão Ricardo sempre falou em tal luz. Não acreditava nela. Mas certa noite resolvi ir até lá. Foram em minha companhia o meu filho Ricardinho, o senhor Roberto Pequeno, o motorista Ricardo e o senhor Geraldo Guimarães, filho do senhor Hermógenes Guimarães, gerente da Agência Chevrolet e do Banco Hipotecário. Fui como desejaria ir, sem alarde, num dia de pouca gente.

Estivemos lá das 9:00 até as 10:00 horas da noite, sob uma coberta, próxima da Escola Padre Sacramento, sem nada observar. Por volta das 10:30 horas surgiu a luz, próxima a um vargedo. Um foco forte e brilhante. Corremos todos para ela, que desapareceu subitamente, para surgir em ponto diferente. Reapareceu seis vezes mais e, quando regressamos, do vidro traseiro do automóvel ainda observamos, nitidamente, um foco lindo, forte a iluminar a noite escura. Não sou nervoso, nem supersticioso. Asseguro-lhe ser um fato real, fenômeno que deve ser explicado pela Ciência. Um fato natural dos mais curiosos que tenho observado em toda a minha vida”, relatou o comerciante.

DUAS MIL PESSOAS TESTEMUNHARAM O FENÔMENO

Na época, o jornal também entrevistou o bibliotecário municipal, senhor Vicente de Azevedo. “Pode citar o meu nome. Vi a luz do Patronato, várias vezes, com outros amigos. Fenômeno interessantíssimo. Merece ser estudado pelos homens de Ciência”, disse o funcionário público. O senhor Alcides Barbosa, funcionário do Centro de Saúde, também viu o mesmo fenômeno, acompanhado de outros amigos. Todavia, no dia 12 de dezembro de 1939, duas mil pessoas foram ao morro do Carmo e atestaram a existência da “luz misteriosa”.

O artigo do jornal encerrou dizendo que o fenômeno ainda não estava explicado. Entretanto, não restava nenhuma dúvida quanto à sua veracidade. Muitos jornais divulgaram o fato, sendo que cada um tentava explicar de uma maneira diferente. Uns diziam que era inverdade e o motivo da invenção seria para trazer notoriedade para a cidade e região.

Jornais como “O Globo”, do dia 7 de dezembro, “O Imparcial”, do dia 8 de dezembro, “A Gazeta”, do dia 9 de dezembro e o “Diário do Comércio”, dos dias 3 e 10 de dezembro, dentre outros, mencionaram o fenômeno.
Conversei com a filha do Geraldo Guimarães, a senhora Maria Lúcia Monteiro Guimarães que, gentilmente, pesquisou vários jornais da região no intuito de auxiliar na nossa investigação sobre o intrigante episódio.

OUTRAS TESTEMUNHAS

Há alguns anos, conversamos também com o senhor Pedro de Figueiredo Rodrigues, que foi testemunha do fato. Ele declarou que, durante o mês de dezembro, ele avistou várias vezes uma bola de luz que variava de cor e voava muito rápido por cima do morro. Segundo ele, ela voava cerca de 800 metros em poucos segundos.

Recentemente, o pesquisador Paulo Baraky Werner esteve na cidade, onde fez vários contatos e tirou fotos para a pesquisa. Ele também tentou localizar alguma testemunha viva, com o auxílio da Rádio local. A partir de então, conversei por telefone com duas destas testemunhas. O senhor Paulo Resende, que na época tinha 17 anos de idade, informou que viu por três vezes. “Era uma luz avermelhada que voava no morro. Ninguém sabia o que era. Mas, depois falaram que era armação de taxistas com lanternas que estavam faturando pouco e, inventaram esta estória para conseguir mais clientes e aumentar os seus ganhos”, disse Paulo.

Outra testemunha com a qual conversamos foi o conhecido major Ivan Esteves Alves, que é o último expedicionário são-joanense sobrevivente da 2ª Guerra Mundial. “No antigo Patronato sempre se via uma luz no morro. Lembro que a gente, meu pai e meu irmão, vimos uma luz colorida. Era grande e estava no morro. Isso no ano de 1926. Muitos falavam que aparecia ali. Ninguém sabia o que era aquele fenômeno. Apareceu depois muitas vezes e foi visto por moradores da cidade”, afirmou o major.

CONCLUSÕES

É fato que algo sobrenatural aconteceu naquele ano de 1939. Considero que pode ter sido um fenômeno ufológico real nos primeiros dias e, até ter tido um esquema fraudulento com os taxistas, posteriormente, conforme mencionou o senhor Paulo Resende.

Mesmo que um embuste tenha ocorrido no final do período, o caso inicial é autêntico, pois a quantidade de testemunhas e as características do fenômeno observado garantem esta linha de raciocínio. Além do mais, a cidade tem uma incidência grande de fenômenos ufológicos, aliada ao fato de que muitos populares nomeiam este fenômeno de “mãe-de-ouro”, “bola de fogo”, “luz do mundo” ou “assombração”.

Os jornais da região periodicamente noticiam fatos de natureza sobrenatural. Como exemplo, na edição número 4726, de 26 de julho de 1952, do jornal “Diário do Comércio” foi estampado a notícia com o seguinte título: “Disco Voador em São João del-Rei?”.

O artigo que transcrevo a seguir versava sobre um estranho objeto, que foi observado no céu pela manhã, no dia 25 de julho de 1952: “Fomos informados que várias pessoas, no bairro das Fábricas, cerca de 9:30 horas da manhã de ontem, observaram um estranho objeto no céu, supondo-se tratar do tão discutido “disco voador”. Procuramos ouvir algumas das pessoas indicadas, entre as quais os senhores Samuel Rocha, José Juvenal da Cruz, Carlos Batista da Silveira e Antônio Tomás, que confirmaram à nossa reportagem terem visto um objeto de aparência metálica, completamente parado no espaço, por alguns instantes e depois tomar o rumo do nascente, sem produzir o menor ruído”.

Assim, concluímos que um fenômeno ufológico autêntico ocorreu no final do ano de 1939, naquelas paragens mineiras, diante dos olhos espantados de milhares de são-joanenses!

No mês de abril de 1939, na cidade mineira de Uberaba, ocorreu a observação de uma luz misteriosa que foi noticiada por vários jornais.

22 maio 2020

Quais os problemas provocados pelas disfunções da tireóide?

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Cerca de 15% dos brasileiros têm alguma disfunção na tireoide, principalmente, afetando as mulheres. A glândula fica na frente do pescoço e produz os hormônios responsáveis pelo metabolismo do corpo humano, influenciando os batimentos cardíacos, memória, sono, humor e até o bom ou mal funcionamento intestinal. Já, as disfunções podem provocar sintomas discretos e confundidos com outras doenças, gerando sérias consequências ao organismo.
A Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia – Regional Minas Gerais (SBEM-MG) – alerta para a importância da glândula e a necessidade do tratamento, quando necessário. Entrevistei, por e-mail, o Presidente da Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia – Regional Minas Gerais (SBEM-MG) – Adauto Versiani. Confira. É bem esclarecedor:

1. É mito ou verdade que as alterações na tireoide provocam a perda de peso ou o aumento de peso?

É verdade. O hipotireoidismo, que determina um metabolismo mais lento no organismo, pode promover retenção hídrica e, consequentemente, um ganho de peso. Já o hipertireoidismo, que ocasiona um metabolismo acelerado de todas as células do corpo, aumenta a demanda de energia, liberando caloria e, consequentemente, proporcionando um emagrecimento.

2. Os distúrbios na tireoide podem ser considerados genéticos?

Sim, há possibilidade de uma origem genética. Quem tem história familiar de hipo ou hipertireoidismo, tem uma maior chance que os filhos tenham a doença. Nos casos de três parentes de primeiro grau com câncer de tireoide, podemos afirmar que o câncer de tireoide é familiar, de origem genética. Então, quem tem histórico de anticorpo contra a tireoide, pode ter uma tendência maior a ter hipo ou hipertireoidismo. Existem históricos familiares de câncer medular da tireóide devido a uma mutação que é transmitida para os filhos de maneira autossômica dominante, ou seja, pelo menos metade dos filhos pode receber essa alteração genética.

3. Distúrbios na tireoide podem interferir na saúde mental do paciente? Como?

Realmente, podem interferir. O hipotireoidismo pode levar a lentidão, sonolência, tristeza e pode exacerbar um quadro de depressão ou dificultar o tratamento de uma depressão já existente. O hipertireoidismo também pode interferir na saúde mental, causando uma agitação psicomotora e desencadeando quadros de surto psicótico, interferindo no bem-estar do paciente.

4. Por que as mulheres sofrem mais com os distúrbios da tireoide?

As mulheres, de uma maneira geral, têm 3 a 5 vezes mais chances de ter alterações na função tireoidiana. Não se sabe o mecanismo ao certo, mas pode ter alguma relação com a produção de estrogênio.

5. Crianças podem sofrer com distúrbios na tireoide?

Infelizmente, as crianças não estão salvas das disfunções da tireoide. É muito comum uma criança ter hipotireoidismo ou hipertireoidismo. Existem até casos de câncer de tireoide em crianças, mas não com a mesma frequência que nos adultos. Por isso, é fundamental fazer o “Teste do Pezinho” no recém-nascido. Este exame é capaz de detectar o “hipotireoidismo congênito”, uma emergência pediátrica causada pela incapacidade da glândula tireoide do recém-nascido em produzir quantidades adequadas de hormônios tireoidianos, que resulta numa redução generalizada dos processos metabólicos. As crianças, não tratadas precocemente, terão o crescimento e o desenvolvimento mental seriamente comprometidos. Portanto, é muito importante fazer o “Teste do Pezinho” no nascimento e, ao longo dos anos, em caso de sintomatologia atípica das crianças, avaliar com o pediatra ou com o endocrinologista a possibilidade de ter doenças da tireoide associadas.

6. Como é feito o tratamento? É apenas por meio de medicamentos?

O tratamento do hipotireoidismo se faz com a reposição do hormônio tireoidiano que é a levotiroxina. Já o tratamento do hipertireoidismo pode ser feito com o uso de drogas que diminuem a função tireoidiana (remédios antitireoidianos), com o iodo radioativo ou com cirurgia. Não existe nenhum tipo de alteração na alimentação ou na atividade física que favoreça ou que auxilie em nenhum desses tratamentos.
Existem situações comportamentais que podem agravar o hipertireoidismo, como o hábito de fumar. Quem sofre desta disfunção e fuma tem mais chances de ter, por exemplo, a Oftalmopatia de Graves. O anticorpo que ataca a tireoide, também ataca o músculo retro orbicular, causando um deslocamento do globo ocular para frente.

7. Como identificar um câncer na tireoide?

A maneira mais simples de identificar o câncer de tireoide é que, durante uma consulta médica, o profissional palpe a tireoide – glândula que fica na parte dianteira do pescoço. Caso ele note alguma alteração na topografia, isso deve ser investigado com ultrassom para confirmação ou pedir uma avaliação com um endocrinologista. Não é recomendado o “ultrassom de rotina”, porque podem ser detectados nódulos muito pequenos que, talvez, não teriam nenhum significado clínico. O paciente também pode ficar atento e solicitar que o médico realize a palpação na tireoide. Quanto mais cedo descobrir a disfunção, melhor será para a pessoa.

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