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Corona19: fragmentos de um discurso inacabado

Um pouco mais de fragmentos de uma quarentena…

Prestamos pouca atenção aos sinais (micro e macro) do universo. Desviamos o olhar sempre que podemos para evitar as prováveis cobranças. Sempre foi assim, por isso aparecem os Mestres, como Jesus: O Cristo. Ele enfrentou 40 dias no deserto. Não foi fácil… No entanto, não queremos ver, apenas observar o que fazem os nossos  “vizinhos egoístas”.  O planeta já decretou que precisamos nos humanizar o mais rápido possível (ou pelo amor, ou pela dor);

As histórias envolvendo a saúde pública no Brasil são cíclicas. Basca ler os livros publicados pela Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), por exemplo. É sempre a mesma coisa: políticos lunáticos confrontando a ciência, polícia envolvida, Forças Armadas em ação, briga de vizinhos, mídia neorótica anunciando as trombetas do apocalipse;

Líderes aparecem, mas são colocados entre a “Cruz” e a “Espada”. Geralmente, o Brasil opta pela Cruz, como símbolo de sacrifício dos cristãos. Estamos em quarentena em nome do nosso total egoísmo há séculos;

“Faça o que eu digo, mas não faça o que eu faço”. Mas o povo não é bobo…;

A turminha da “Corona19 Ostentação” em mais uma live em nome dos pobres e oprimidos continua em alta, movimentando milhões de acessos, principalmente no Youtube.  A galera tem até apoio do gestor maior da saúde pública do Brasil. Viva a terra das bananas nanicas!;

O Anak Krakatoa resolveu aparecer para deixar todo mundo ainda mais preocupado. O vulcão entrou em erupção na Indonésia. Em 1883, o antigo vulcão explodiu, causando alterações climáticas no mundo inteiro. Um longo e tenebroso inverno deixou os europeus em casa e foi nesse cenário que Mary Shelley escreveu no clássico “Frankenstein”. Que fase, né?;

A disputa, sem sentido, entre Ciência e Espiritualidade está longe de acabar;

As brigas urbanas estão sendo substituídas  por brigas domésticas. O pior de tudo: agressor e vítima dividem a mesma cama;

As vizinhanças estão mais barulhentas;

As comunidades miseráveis continuam invisíveis…

Quero apenas uma casa no campo…

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Brasília: começou como um sonho bom e, em abril, completa 60 anos

No dia 21 de abril de 2020, Brasília será uma sexagenária. São 60 anos de muitas histórias. Fico toda arrepiada só de pensar na energia que vai rolar na terra de todos. Amo tudo isso. Amo, em especial JK, o homem que sonhou e projetou a capital do Brasil. São várias conexões que me unem ao presidente pé de valsa: temos o mesmo sobrenome Oliveira; amamos aviões, somos sonhadores; admiramos profundamente a Polícia Militar de Minas Gerais; acreditamos na humanidade; amamos nossas origens; a minha mãe também foi professora; meu pai também foi militar; pensamos no povo; trabalhamos pela saúde da população… além de outras conexões mais íntimas e indecifráveis – que ainda não consigo entender todas as teias de ligação.

Conhecido como JK, Juscelino Kubitschek de Oliveira  foi prefeito de Belo Horizonte (1940-1945), governador de Minas Gerais (1951-1955), e presidente do Brasil entre 1956 e 1961. Foi o primeiro presidente do Brasil a nascer no século XX e foi o último político mineiro eleito para a presidência da república pelo voto direto.

Kubitschek nasceu nas hospitaleira cidade de Diamantina, Minas Gerais, no dia 12 de setembro de 1902, filho de João César de Oliveira e de Júlia Kubitschek. Seu pai, após vivências no garimpo, foi delegado de polícia e fiscal de rendas do município, embora tenha-se dedicado, primordialmente, à profissão de caixeiro-viajante. Sua mãe, professora primária desde 1898, lecionava no distrito de Palha, percorrendo a pé, diariamente, extensa distância.

Como presidente, Juscelino lançou o Plano Nacional de Desenvolvimento, também chamado de Plano de Metas. Foi o poeta Augusto Frederico Schmidt – conselheiro de JK na Presidência da República – quem criou o slogan “Cinquenta anos em cinco”, que caracterizou o governo de JK e seu Plano de Metas: energia, transporte, alimentação, indústria de base e educação.

JK estudou medicina em Belo Horizonte, formando-se em 1927. Posteriormente, fez pós-graduação e estágio complementar em Paris e Berlim, em 1930, especializando-se em urologia. Após ser nomeado capitão-médico da Polícia Militar de Minas Gerais, serviu como médico durante a Revolução Constitucionalista de 1932, trabalhando junto às tropas mineiras. Sua carreira política começou em 1934, quando foi nomeado chefe da Casa Civil de Minas Gerais. Posteriormente, chegou ao posto de tenente-coronel médico da Polícia Militar de Minas Gerais.

Enquanto médico, em 1931, foi nomeado para integrar o corpo de médicos do hospital militar da forca publica do estado de minas gerais. Em 1932, JK foi capitão-médico na Revolução Constitucionalista.  Em 1938, Juscelino foi promovido a tenente-coronel da Forca publica e nomeado chefe do Serviço de Cirurgia do Hospital Militar

A Polícia Militar teve teve nos seus quadros pessoas como o Alferes Tiradentes e, mais recentemente, o nosso ex-Presidente Juscelino Kubitschek, que era tenente-coronel da Polícia Militar. Passaram pela PM, também, o escritor Guimarães Rosa e o Coronel Fulgêncio, sendo este considerado “herói da corporação”, morto na Revolução de 1932.

Acredita-se que a Polícia Militar do Estado de Minas Gerais é a instituição mais antiga, e uma das mais bem preparadas dentre todas as Polícias do Brasil, com mais de dois séculos de atuação.

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Hospital Paulo de Tarso é pioneiro com instalação de usina solar

Por Raquel Gontijo, jornalista. Em dezembro do ano passado, o Hospital Paulo de Tarso – Hospital de Transição, tornou-se o primeiro hospital de Belo Horizonte a implementar uma usina fotovoltaica que garante a produção de 100% da sua demanda energética, sendo ainda a de maior capacidade instalada em todo Estado de Minas Gerais. Outras inovações foram a troca do sistema de iluminação que agora possui 100% das lâmpadas com a tecnologia em LED, e a instalação de um sistema de aquecimento solar com apoio a gás.

De acordo com a Gerente de Operações do hospital, Daylane Sales, as novas instalações têm como principal objetivo promover sustentabilidade de negócios com gestão ambiental e social. Através da iniciativa, o hospital passa a ser uma instituição geradora de energia limpa e renovável, tornando-se sustentável e redutora de emissão de CO2 na atmosfera. A gerente destaca ainda que a produção própria da energia reduz significativamente o custo com a compra de energia elétrica.

Segundo o hospital, a implantação da nova infraestrutura é uma iniciativa da alta Direção do HPT. O financiamento do investimento foi viabilizado através de uma linha de crédito especial captada junto ao Sicoob – Credicom. Ainda foram realizados estudos de rentabilidade econômica e fluxo de caixa do projeto. Até o primeiro semestre de 2020, já estão provisionados mais de R$ 3 milhões de reais para outras melhorias.

A usina fotovoltaica implantada no Paulo de Tarso ocupa uma área total de 800m² distribuída em 396 painéis. “O sistema é todo monitorado remotamente, onde o acompanhamento da produção da geração de energia é diariamente monitorado pela equipe de Manutenção do HPT e da equipe de engenheiros da empresa responsável pela instalação da usina. A usina está em produção máxima e atinge todos os patamares projetados”, declara a gerente.

De acordo com a instituição, o tempo de instalação da infraestrutura teve a duração de 08 meses. As etapas incluíam fase de estudo da proposta; elaboração da viabilidade do projeto; aprovação de projeto junto a CEMIG; obras de adequação de infraestrutura; e instalação das placas fotovoltaicas e da usina, concluído em dezembro de 2019.

Dr. Carlos Eduardo Costa, Presidente do Paulo de Tarso e André Novais, Diretor da Broenergy

Mais qualidade para a assistência

A sustentabilidade ambiental e econômica alcançada pelo hospital através da nova infraestrutura impacta de forma positiva também no atendimento aos pacientes. O Gerente de Controladoria do hospital, Carlos Manoel, afirma que, “a economia gerada para o Hospital é diretamente investida na melhoria contínua a pacientes e acompanhantes. O que antes era pago a Cemig volta em benefício e em prol do paciente, com melhorias no atendimento e na estrutura hospitalar”.

Outra mudança anunciada pelo hospital é que está previsto para o HPT tornar-se uma das primeiras instituições 100% digital do Brasil, migrando para característica de “hospital sem papel”, com todos os seus colaboradores obtendo certificados eletrônicos para assinatura. Assegurado pela legislação, a assinatura eletrônica serve para assinar qualquer documento eletrônico e tem validade jurídica inquestionável, o que garante a segurança da autenticidade do documento e resguarda a quanto a violação e ou adulteração de documentos.

O gerente declara que com assinatura digital, “eliminamos o uso de papel; processo manual de coleta de assinaturas; a guarda física e descarte de documentos; diminuição dos custos de emissão; simplificando processos e ganhos de agilidade no negócio e na formalização de documentos”.

Além disso, vantagens como segurança, economia de tempo, eficiência no fluxo de trabalho e facilidade de rastreabilidade de documentos; são benefícios que voltam para a assistência. Os impactos positivos transformam-se em redução de tempo, que voltam para o cuidado ao paciente, e a redução de custos volta em forma de melhorias em estruturas, equipamentos e capacitação técnica dos funcionários.