09 dez 2019

Domingo solidário: Movimento “Juntos pelo Heitor” mobiliza Sabará

O Movimento “Juntos pelo Heitor” está cada vez mais forte.  Heitor Junio de Pádua dos Santos, 3 anos, tem uma doença rara e precisa de medicamentos caros, além de uma dieta rica em cálcio. Com o objetivo de arrecadar dinheiro para garantir o tratamento do garotinho, domingo (8/12) foi  dia de ação, amor e solidariedade, em Sabará, Região Metropolitana de Belo Horizonte.

Amigos e familiares organizaram um evento solidário na Praça de Esportes da cidade. Os convidados tiveram a oportunidade de participar do Bingo Beneficente; comprar roupas, sapatos e acessórios no Bazar do Heitor e prestigiar as bandas: Fuzuê, Mistura Nossa e Swing do Tapa.    Os artistas da região também abraçaram a causa do garotinho.

“O meu filho pode ficar com os membros atrofiados e até mesmo não conseguir mais andar. Ele está perdendo precocemente os dentinhos. Heitor tem uma doença rara chamada hipofosfatasia alcalina baixa“, esclarece Adriana Fátima de Pádua, mãe do garotinho.

As doze ampolas importadas do medicamento Stresing (Astotase Alfa|), que podem oferecer mais qualidade de vida ao Heitor, custam cerca de cem mil reais por mês. A família não pode arcar com os custos; e o SUS não fornece o remédio pela rede pública de saúde. A solução foi acionar a Justiça, além de contar com o apoio dos amigos. “O processo já está nas mãos da juíza. Acreditamos na justiça. Acreditamos na solidariedade”, diz confiante a mãe do Heitor.

 

21 out 2019

Pesquisa mostra aumento das intenções de compra na Black Friday

Arquivado em Comportamento

Por Nádia Franco Agência Brasil  A intenção de compras dos internautas durante a Black Friday deste ano aumentou 58% com relação ao ano passado, revela pesquisa divulgada (8/10) pelo Google, na capital paulista. Pelo menos 69% dos consumidores já sabem o que vão comprar e só estão esperando a oportunidade para isso. O gasto médio dos consumidores deve ser de R$ 1.330. A pesquisa mostra ainda que 99% dos brasileiros já conhecem a data.

Data criada pelo comércio dos Estados Unidos, a Black Friday (sexta-feira negra) é uma megapromoção de vendas realizada na quarta sexta-feira de novembro (logo após o feriado norte-americano de ação de graças), para liquidar os estoques, com oferta de mercadorias cujos descontos chegam a até 70% do valor normal. A promoção também se popularizou no Brasil.

A pesquisa entrevistou em julho 1.500 consumidores online de todas as regiões do país. O objetivo da consulta é entender o comportamento do consumidor para auxiliar os parceiros do Google a terem melhor desempenho na Black Friday deste ano.

De acordo com o gerente de Insights para Indústria do Varejo do Google Brasil, Diego Venturelli, 76% dos consumidores também passaram a perceber que a Black Friday, a cada ano, se transforma em um evento de mais de um dia, incluindo os dias anteriores e posteriores. “Para o movimento de crescimento das vendas nas lojas físicas, o aumento de sortimento de produtos, e a expansão, 24 horas é muito pouco ou muito competitiva para que os brasileiros façam tudo o que eles querem fazer.”

Venturelli destacou que, por ser um evento de preço, esse é o atrativo do período, com 53% das pessoas dizendo que o valor das mercadorias é o principal atributo de compra. Entretanto, ele disse que esse número vem caindo ao longo dos anos, porque o consumidor começa a entender que outros atributos, como confiança na loja, entrega, logística, experiência do consumido e inovação, ganham relevância no momento da compra.

“O ambiente da loja física consegue ter alguns desses atributos. Está crescendo muito a compra feita no ambiente digital, com retirada na loja física. Isso é uma experiência para o consumidor. Não ter que esperar o produto chegar na sua casa e poder visitar a loja e retirar o produto. Muitas lojas estão configuradas para a Black Friday e isso se torna um lazer”.

Outra pesquisa, feita em setembro com base nas respostas de 1.000 pessoas ouvidas pela plataforma, indica que o número de compradores online deve se igualar ao de compradores em lojas físicas: 37% declararam que comprarão apenas nas lojas físicas e 38% apenas na internet. Aqueles que pretendem comprar pelos dois canais são 25%.

“Isso aconteceu pela primeira vez nos últimos oito anos de Black Friday no Brasil. Isso mostra que o consumidor está entendendo que a Black Friday não é só digital, mas também física. É um movimento que já vinha, mas que acelerou drasticamente este ano”, disse Venturelli.

Um dos motivos para isso é o crescimento do número de categorias de produtos oferecidos, indo além dos eletroeletrônicos e linha branca, por exemplo. “Quando você começa a vender alimentos, bebidas, pneu, serviços, você tem algumas categorias ligadas a ambiente físico. Quando é dada a esses produtos a mesma importância dos outros, a loja física vem acompanhando”, finalizou.



01 out 2019

Jornalistas lançam o livro-reportagem sobre o crime ambiental em Brumadinho

REUTERS/Washington Alves

Não foi acidente. A frase pintada em cartazes de protesto logo após a maior tragédia socioambiental da história do Brasil país não estava errada. A Vale sabia dos riscos elevados de ruptura da barragem da mina de Córrego do Feijão pelo menos desde o segundo semestre de 2017 e podia ter evitado a morte de 270 pessoas e danos à bacia do rio Paraopeba.

O desastre de Brumadinho deixa um rastro documentado de negligência com a vida humana e com o meio ambiente. Agora, a história da tragédia toma as páginas de um livro-reportagem disponível no site da Editora Letramento, “Brumadinho: a engenharia de um crime”, o primeiro sobre o desastre ocorrido em 25 de janeiro de 2019.

Baseado nas investigações da Polícia Federal, a obra traz informações inéditas sobre os bastidores da investigação e o cotidiano no complexo minerário. Os jornalistas Lucas Ragazzi (Globo Minas) e Murilo Rocha (O TEMPO) foram responsáveis pela costura dessa narrativa que está documentada em relatórios internos da mineradora, trocas de e-mails de auditores externos e depoimentos de funcionários.

O jornalista André Trigueiro (GloboNews), premiado por seu trabalho na área do desenvolvimento sustentável, é quem assina a orelha da publicação. “Em se tratando da Vale, aescandalosa reincidência pós-Mariana torna o assunto indigesto para a empresa, para o lobby da mineração, e para os políticos que banalizaram os riscos em troca de favores”, escreve.

*Divulgação

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