20 mar 2020

Alimentação que favoreça a imunidade do organismo é fundamental em tempos de coronavírus

 

Por Monica Vitorino nutricionistamonicavitorino@gmail.com

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Neste momento de quarentena é crucial fortalecer o sistema imunológico, além de garantir a proteção antiviral. Estratégias alimentares simples e eficientes potencializam nossa imunidade e nos protegem diante às adversidades!
A composição dos alimentos e toda sua riqueza de micronutrientes, fibras e compostos fitoquímicos são imprescindíveis na modulação imunológica.

Então, é o momento de adquirir e/ou reforçar pequenos hábitos que fazem toda a diferença:

– Ao acordar, um shot de água com limão, própolis e gengibre. Também vale óleo de copaíba, óleo de coco, cúrcuma e sempre, o poderoso suco verde, rico em clorofila, minerais e fitonutrientes.

– No café da manhã, inserir 1 ou 2 colheres de sopa de aveia ou levedura nutricional aumenta a oferta de fibras betaglucanas que auxiliam na ativação de células natural-killers. Frutas ricas em vitamina C como a acerola e o kiwi associados à fontes de proteínas de qualidade como grão de bico, quinoa, lentilhas que também são sugestões para compor a primeira refeição do dia.

-No lanche da manhã, o mix de castanhas, amêndoas, sementes de abóbora e girassol pela ótima concentração de zinco, magnésio, vitamina E e selênio. Também o chá de gengibre ou equinácea é bem vindo.

– No almoço, vegetais devem ser a base do prato! Busque consumir pelo menos 3 a 5 cores diferentes, com destaque àqueles de cor verde escura pelo teor de folato, magnésio, fibras, ferro, vitamina C e carotenóides.  Azeite ou óleo de coco para cozinhar devido a composição ótima de ácidos graxos.

– À tarde, como suporte antiviral, chás ricos em ácido cafeico como o chá de sálvia ou sabugueiro auxiliam bastante!
-No jantar, apenas alimentos cozidos ou frutas frescas para facilitar a digestão. Sempre muita cúrcuma, alho e cebola pela alta concentração de curcumina e quercetina.

– Na ceia, chás são ótimas opções: camomila, mulungu, erva cidreira.

A nutrição da alma com meditações, muita água para manter a eletricidade do corpo atuante, respiração profunda, banhos de sol sempre quando possível e a certeza de que tudo é passageiro compõem o menu.

30 dez 2019

Oleaginosas: faça do consumo das famosas sementes de fim de ano um hábito para a vida!

Crédito: Freepik

As festas de fim de ano são marcadas pela união da família. Dezembro é o mês de confraternização e mesa farta de delícias irresistíveis. É aí que mora o perigo!  As refeições são repletas de alimentos que podem contribuir com o ganho de quilinhos indesejados, mas nem tudo está perdido. A boa notícia é que a ceia é uma boa oportunidade de consumir alimentos saudáveis, que muitas vezes são esquecidos durante o ano, como as incríveis oleaginosas: nozes, castanhas, avelãs, entre outras.

De acordo com o médico nutrólogo Guilherme Ferreira Mattos, as oleaginosas podem trazer vários benefícios para a saúde e esse período pode ser um pontapé inicial para incluí-las na rotina alimentar.  “Elas são ricas em fibras, gorduras boas, vitaminas e minerais. Também são versáteis e podem ser incluídas em receitas típicas de fim de ano, além no preparo de saladas, bolos, pães e biscoitos”, informa o especialista.

No entanto, segundo Mattos, é importante o bom senso e a quantidade ideal: “a melhor maneira de consumi-las é na versão in natura. As sementes sem sal são mais indicadas pelo teor reduzido de sódio. Infelizmente a maioria das pessoas já faz uma ingestão significativa de sal durante o dia, portanto, nada de exageros”.

Castanha do Pará é rica de selênio, um importante mineral que atua na inativação dos radicais livres; ativa os hormônios da tireoide; contribui para a desintoxicação do organismo e fortalece o sistema imunológico. Com isso, é uma forte aliada no combate aos efeitos do envelhecimento. O ideal é consumir duas unidades por dia. No entanto, uma ingestão de selênio acima do limite pode resultar em uma quantidade excessiva desse mineral no sangue, o que leva à condição tóxica chamada selenose.

Nozes:  são oleaginosas protetoras do cérebro devido ao teor de ômega 3. Elas evitam que os radicais livres ataquem os neurônios e previnem o envelhecimento cerebral. “Já existem evidências de que o consumo regular reduz o risco de doenças como Alzheimer e Parkinson, além de melhorar a memória. Entre as oleaginosas, é a que possui maior teor de vitamina E, importante para proteger os vasos sanguíneos e controlar a pressão arterial. O seu consumo é de quatro unidades por dia”, informa o nutrólogo.

Amêndoas:  apresentam baixo teor glicêmico, por isso, são menos calóricas e uma boa opção para quem procura controlar a quantidade de calorias consumidas, numa dieta mais restrita. Além disso, ajudam a controlar a saciedade. “Elas têm antioxidantes, gorduras monoinsaturadas, vitaminas E, B1 e minerais. É um alimento que protege o coração de doenças cardiovasculares e a recomendação é de até quatro unidades diárias”.

Avelã: é excelente no auxílio à redução do colesterol ruim (LDL) e elevação dos níveis do colesterol bom (HDL). “A avelã fornece o dobro das gorduras monoinsaturadas das castanhas de caju. Os benefícios já são obtidos com o consumo de cerca de 10 unidades diárias, mais ou menos, uma colher de sopa”.

Castanha de caju, por conter zinco em sua composição, é fundamental para prevenir casos de anemia. As gorduras poli-insaturadas dessa oleaginosa também ajudam a reduzir os níveis de LDL (colesterol ruim) e elevam as taxas de HDL (colesterol bom). “Ela contém o aminoácido arginina, que melhora o desempenho durante a prática de atividades físicas e a capacidade de recuperação no período pós-treino. Consumindo uma colher de sopa da castanha de caju já é possível obter 23% das necessidades diárias de zinco.”

Como as porções são relativamente pequenas, o médico explica que as oleaginosas podem compor os lanches entre as principais refeições.

23 out 2019

Você já ofereceu comida caseira para o seu filho de 4 patas?

Meu filhote de 4 patas. O nome dele é Sol

Como muitos leitores do Blog Saúde do Meio já sabem, eu sou vegetariana há 7 anos e tento manter uma postura equilibrada sobre o assunto. Foi uma decisão consciente com bases na minha jornada espiritual de longos anos. Por isso, não tento impor as minhas preferências alimentares, nem mesmo para o meu filho adolescente. Ele consome carne e outras proteínas de origem animal. É claro que o meu doguinho chamado Sol também não está na lista dos vegetarianos da família.

No entanto, lá em casa, procuro oferecer uma comidinha caseira balanceada feita com muito amor para todos. Até o meu filho de quatro patas é beneficiado, principalmente porque ele desde pequenino apresenta problemas intestinais.  É um sufoco. Já tentei trocar de ração várias vezes, mas o problema persiste. Até que eu ofereci angu sem sal (nem temperos) com um pouco de sardinha. Sol amou a novidade. Foi um milagre.  No outro dia, as fezes estavam mais endurecidas. Desde então, procuro incluir no cardápio uma comidinha caseira.

Conversei com a médica veterinária nefrologista, Juliana Baldassarri Bizzarri, sobre os cuidados na hora de optar pela comida caseira. Veja:

Adriana Santos:  É possível uma alimentação caseira para cães, sem perda de nutrientes?

Juliana B. Bizzarri: A alimentação caseira é viável sim, principalmente para animais com restrições na dieta, mas sempre deve ser feita de acordo com a orientação do médico veterinário

Alimentação caseira ou ração?

Eu particularmente prefiro a ração, por sua praticidade e especificações para algumas raças e doenças específicas

Quais os benefícios da ração?

A ração é um alimento balanceado e específico para cada espécie e manutenção da saúde dos animais

Quais os benefícios da alimentação caseira?

A alimentação caseira é excelente para alguns animais que tem restrições alimentares como doenças e alergias, mas ela deve ser muito bem elaborada levando em conta a individualidade de cada indivíduo

Quais os alimentos proibidos para cães?

Cebola, alho, frutas cítricas, uva, carambola e abacate, principalmente

Quais os cuidados na hora de preparar a comida caseira para os cães?

Principalmente seguir as orientações do veterinário e suplementar adequadamente para cada indivíduo

Um cão pode ser “vegetariano”?

Os cães são animais onívoros, isso significa que eles necessitam da proteína de origem animal para garantir alguns nutrientes essenciais para boa saúde do organismo

Quem alimenta os cães com comida caseira, precisa oferecer suplementos de vitaminas aos animais?

A alimentação caseira deve ser sempre suplementadas com suplementos específicos para cada um de acordo com as necessidades de cada indivíduo

Considerações finais

Alimentação natural está em alta e na moda, mas pode ser perigoso para a saúde do cão se não for muito bem orientada pelo médico veterinário.

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