Categorias
Alimentação e Nutrição Comportamento saúde

Saiba mais sobre as maravilhas do açafrão para fortalecer o sistema imunológico

Sou simplesmente apaixonada pelo sabor marcante do açafrão-da-terra ou cúrcuma. É um dos alimentos funcionais que não pode faltar na minha cozinha. Logo pela manhã, em jejum, tomo 200 ml de água geladinha, 1 colher de chá de açafrão e um limão espremido. Que maravilha!! A bebida provoca uma sensação tão boa e os benefícios da receitinha são muitos: anti-inflamatório, antioxidante, antisséptico, cicatrizante e, ainda, ajuda no controle da depressão e fortalece o sistema imunológico do nosso organismo.

Na verdade, uso o açafrão com frequência, como, por exemplo, na água que eu preparo o macarrão; nos molhos com creme de leite, no arroz e nos chás. A cor já chama atenção e o cheirinho é sensacional.  Fica tudo muito irresistível com uma pitada de açafrão.

Conversei com a nutricionista vegetariana Mônica Vitorino (Julho/2018) sobre os benefícios do açafrão. Confira:

“O açafrão é uma planta medicinal que tem como princípio ativo a curcumina que é a substância que fortalece o sistema imunológico e ajuda estabilizar a microbiota do corpo. A microbiota é hoje o nome dado a flora intestinal e que tem uma série de funções muito importantes para imunidade. O açafrão tem também ação na resposta ao estresse que tem relação com a imunidade. Quanto mais estresse, menos imunidade.

A cúrcuma exerce também um papel importante na proteção e desintoxicação do fígado, retirando as substâncias químicas tóxicas, aumentando a imunidade e protegendo o organismo dos efeitos de muitos poluentes.

Podemos usar o açafrão ou cúrcuma ao cozinhar legumes, ao fazer arroz, além de preparar vitaminas.  Podemos também usar a raiz no preparo do feijão, molhos e até colocar em maionese para dar cor. Age na culinária como se fosse um colorau amarelo. Quando cozinhamos junto com os alimentos, podemos perceber uma melhora na digestão de gorduras e proteínas. As pessoas com cálculos biliares, mulheres grávidas e mulheres que amamentam devem consultar um nutricionista antes de usar”.

Categorias
Cidade Comportamento saúde Vegetarianos & Vegas

Alimentação que favoreça a imunidade do organismo é fundamental em tempos de coronavírus

 

Por Monica Vitorino nutricionistamonicavitorino@gmail.com

WhatsApp (31) 9311 4609

Neste momento de quarentena é crucial fortalecer o sistema imunológico, além de garantir a proteção antiviral. Estratégias alimentares simples e eficientes potencializam nossa imunidade e nos protegem diante às adversidades!
A composição dos alimentos e toda sua riqueza de micronutrientes, fibras e compostos fitoquímicos são imprescindíveis na modulação imunológica.

Então, é o momento de adquirir e/ou reforçar pequenos hábitos que fazem toda a diferença:

– Ao acordar, um shot de água com limão, própolis e gengibre. Também vale óleo de copaíba, óleo de coco, cúrcuma e sempre, o poderoso suco verde, rico em clorofila, minerais e fitonutrientes.

– No café da manhã, inserir 1 ou 2 colheres de sopa de aveia ou levedura nutricional aumenta a oferta de fibras betaglucanas que auxiliam na ativação de células natural-killers. Frutas ricas em vitamina C como a acerola e o kiwi associados à fontes de proteínas de qualidade como grão de bico, quinoa, lentilhas que também são sugestões para compor a primeira refeição do dia.

-No lanche da manhã, o mix de castanhas, amêndoas, sementes de abóbora e girassol pela ótima concentração de zinco, magnésio, vitamina E e selênio. Também o chá de gengibre ou equinácea é bem vindo.

– No almoço, vegetais devem ser a base do prato! Busque consumir pelo menos 3 a 5 cores diferentes, com destaque àqueles de cor verde escura pelo teor de folato, magnésio, fibras, ferro, vitamina C e carotenóides.  Azeite ou óleo de coco para cozinhar devido a composição ótima de ácidos graxos.

– À tarde, como suporte antiviral, chás ricos em ácido cafeico como o chá de sálvia ou sabugueiro auxiliam bastante!
-No jantar, apenas alimentos cozidos ou frutas frescas para facilitar a digestão. Sempre muita cúrcuma, alho e cebola pela alta concentração de curcumina e quercetina.

– Na ceia, chás são ótimas opções: camomila, mulungu, erva cidreira.

A nutrição da alma com meditações, muita água para manter a eletricidade do corpo atuante, respiração profunda, banhos de sol sempre quando possível e a certeza de que tudo é passageiro compõem o menu.

Categorias
Alimentação e Nutrição Comportamento saúde

Oleaginosas: faça do consumo das famosas sementes de fim de ano um hábito para a vida!

Crédito: Freepik

As festas de fim de ano são marcadas pela união da família. Dezembro é o mês de confraternização e mesa farta de delícias irresistíveis. É aí que mora o perigo!  As refeições são repletas de alimentos que podem contribuir com o ganho de quilinhos indesejados, mas nem tudo está perdido. A boa notícia é que a ceia é uma boa oportunidade de consumir alimentos saudáveis, que muitas vezes são esquecidos durante o ano, como as incríveis oleaginosas: nozes, castanhas, avelãs, entre outras.

De acordo com o médico nutrólogo Guilherme Ferreira Mattos, as oleaginosas podem trazer vários benefícios para a saúde e esse período pode ser um pontapé inicial para incluí-las na rotina alimentar.  “Elas são ricas em fibras, gorduras boas, vitaminas e minerais. Também são versáteis e podem ser incluídas em receitas típicas de fim de ano, além no preparo de saladas, bolos, pães e biscoitos”, informa o especialista.

No entanto, segundo Mattos, é importante o bom senso e a quantidade ideal: “a melhor maneira de consumi-las é na versão in natura. As sementes sem sal são mais indicadas pelo teor reduzido de sódio. Infelizmente a maioria das pessoas já faz uma ingestão significativa de sal durante o dia, portanto, nada de exageros”.

Castanha do Pará é rica de selênio, um importante mineral que atua na inativação dos radicais livres; ativa os hormônios da tireoide; contribui para a desintoxicação do organismo e fortalece o sistema imunológico. Com isso, é uma forte aliada no combate aos efeitos do envelhecimento. O ideal é consumir duas unidades por dia. No entanto, uma ingestão de selênio acima do limite pode resultar em uma quantidade excessiva desse mineral no sangue, o que leva à condição tóxica chamada selenose.

Nozes:  são oleaginosas protetoras do cérebro devido ao teor de ômega 3. Elas evitam que os radicais livres ataquem os neurônios e previnem o envelhecimento cerebral. “Já existem evidências de que o consumo regular reduz o risco de doenças como Alzheimer e Parkinson, além de melhorar a memória. Entre as oleaginosas, é a que possui maior teor de vitamina E, importante para proteger os vasos sanguíneos e controlar a pressão arterial. O seu consumo é de quatro unidades por dia”, informa o nutrólogo.

Amêndoas:  apresentam baixo teor glicêmico, por isso, são menos calóricas e uma boa opção para quem procura controlar a quantidade de calorias consumidas, numa dieta mais restrita. Além disso, ajudam a controlar a saciedade. “Elas têm antioxidantes, gorduras monoinsaturadas, vitaminas E, B1 e minerais. É um alimento que protege o coração de doenças cardiovasculares e a recomendação é de até quatro unidades diárias”.

Avelã: é excelente no auxílio à redução do colesterol ruim (LDL) e elevação dos níveis do colesterol bom (HDL). “A avelã fornece o dobro das gorduras monoinsaturadas das castanhas de caju. Os benefícios já são obtidos com o consumo de cerca de 10 unidades diárias, mais ou menos, uma colher de sopa”.

Castanha de caju, por conter zinco em sua composição, é fundamental para prevenir casos de anemia. As gorduras poli-insaturadas dessa oleaginosa também ajudam a reduzir os níveis de LDL (colesterol ruim) e elevam as taxas de HDL (colesterol bom). “Ela contém o aminoácido arginina, que melhora o desempenho durante a prática de atividades físicas e a capacidade de recuperação no período pós-treino. Consumindo uma colher de sopa da castanha de caju já é possível obter 23% das necessidades diárias de zinco.”

Como as porções são relativamente pequenas, o médico explica que as oleaginosas podem compor os lanches entre as principais refeições.