27 mar 2017

Especialista alerta sobre os benefícios e riscos do Balão Intragástrico

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A OMS prevê que em 2025, cerca de 2,3 bilhões de adultos estejam com sobrepeso e mais de 700 milhões, obesos

Atualmente, o mundo possui mais pessoas acima do que abaixo do peso de acordo com análise das tendências globais do índice de massa corporal (IMC) organizado pelo periódico médico “The Lancet”, em parceria com a Organização Mundial de Saúde (OMS).  A organização prevê que em 2025, cerca de 2,3 bilhões de adultos estejam com sobrepeso e mais de 700 milhões, obesos. Ainda segundo a OMS, se nada for feito, a obesidade pode atingir 75 milhões de crianças no mundo.

Com este cenário, a busca por emagrecimento se tornou uma corrida pela saúde. Para a rápida perda dos quilos a mais, a maioria das pessoas recorrem a remédios e procedimentos clínicos e cirúrgicos.

Segundo o cirurgião bariátrico e diretor do Instituto Mineiro de Obesidade, Leonardo Salles, um dos métodos de emagrecimento é o Balão Intragástrico, que se apresenta como uma alternativa eficaz e não invasiva.  “O dispositivo consiste em um balão de silicone, que é introduzido no estômago, por via endoscópica e é preenchido com solução salina e azul de metileno estéril (400 a 700ml). O dispositivo aumenta a sensação de saciedade e limita a ingestão excessiva de alimentos, proporcionando a perda média de 20% do peso corporal em seis meses e de 30% em um ano”, ressalta.

No entanto, Leonardo Salles alerta que é necessário pensar que os resultados deste método podem ser temporários, caso não exista a adoção de uma alimentação saudável e a prática de exercícios físicos. “Durante o tratamento é preciso manter o acompanhamento junto a especialistas das áreas de nutrição, psicologia, psiquiatria, endocrinologia para contribuir para tratarmos não só o sintoma peso, mas principalmente a causa da obesidade”, comenta.

Leonardo Salles explica que o método não é indicado para todas as pessoas e é preciso ficar atento quanto as contraindicações. A inserção do dispositivo não é aconselhada a pessoas com IMC abaixo de 27; doenças gástricas; esofagite grau III; hérnia de hiato grande; cirrose; insuficiência renal crônica; gravidez em curso; dependência química e outros.

O procedimento é indicado para pacientes com sobrepeso ou obesidade, com peso acima de 10% do seu peso normal e com dificuldades de emagrecimento por métodos convencionais; mães com dificuldade na perda de peso após a gravidez; Diabetes tipo 2; no tratamento da apneia do sono em obesos; obesidade na adolescência; e pré-operatório de pacientes obesos em cirurgias.

APLICATIVO
O IMO possui aplicativo tanto para Android quanto para Iphone que ajudam na monitoração dos pacientes e acompanhamento dos resultados. O programa de emagrecimento do hospital visa uma mudança efetiva de hábitos de vida, para alcançar o bem-estar e a manutenção de resultados.
03 nov 2015

Balão intragástrico ajuda na redução do peso e só é eficiente com mudança de hábitos

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Pesquisa divulgada pelo Ministério da Saúde revela que o índice de brasileiros acima do peso segue em crescimento no país. Mais da metade de população está nesta categoria (52,5%) e destes, 17,9% são obesos, fatia que se manteve estável nos últimos anos. Os números são da pesquisa Vigitel 2014 (Vigilância de Fatores de Risco e Proteção para Doenças Crônicas por Inquérito Telefônico), que coletou informações nas 26 capitais brasileiras e no Distrito Federal.

O balão intragástrico (BIG) é um recurso clínico de tratamento da obesidade que consiste na colocação de um balão de silicone no estômago por endoscopia, promovendo diminuição do apetite e aumento da saciedade. Quando bem indicado, proporciona uma valiosa oportunidade de reeducação dos hábitos alimentares e melhora da relação do indivíduo com a comida e seus impulsos de fome. É um método de tratamento usado há vários anos que se aprimorou nos últimos anos.

Dois tipos de balão intragástrico para reduzir a ingestão de alimentos ganharam aprovação do FDA, a agência de vigilância sanitária dos EUA. Os novos produtos, remodelados, podem ser usados por períodos mais longos que os já liberados.

Usados tipicamente por períodos de até seis meses, os balões podem agora ficar por mais de um ano no sistema digestivo dos pacientes, forçando um período maior de restrição calórica. Os modelos de longo prazo, que têm a finalidade de reduzir a obesidade, já haviam sido aprovados na Austrália, no Canadá, no México e na Índia. Desde julho, os americanos já aprovaram duas marcas do dispositivo médico.

Conversei com o Dr. Bruno Queiroz Sander sobre vantagens e desvantagens do método. Ele atua na área médica desde 2004 e é capacitado em tratamento, colocação e retirada de Balão intragástrico pela SOBED (Sociedade Brasileira de Endoscopia). Além de médico, também foi usuário de balão de Novembro de 2011 a Maio de 2012

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Adriana Santos: Como é colocado o Balão Intragástrico?

Bruno Sander: O Balão intragástrico é feito de silicone e é introduzido dentro do estômago por via endoscópica, associado a uma leve sedação. Logo após a sua introdução, o balão é inflado com cerca de 400 a 700ml de soro fisiológico, corado com tintura de azul de metileno. A finalidade é reduzir a ingestão de alimentos pela diminuição da capacidade de reserva do estômago. Trata-se de um procedimento simples (endoscópico) e realizado ambulatorialmente. Não é necessário internação.

Adriana Santos: Quem pode colocar o balão?

Bruno Sander: O Balão intragástrico é indicado para pacientes com IMC maior que 27kg/m², ou seja, desde pacientes com sobrepeso até pacientes com obesidade.

Adriana Santos: Há limites de idade?

Bruno Sander: A idade mínima recomendada é de 14 anos. Não há limite máximo de idade.

Adriana Santos: Quais as vantagens do balão?

Bruno Sander: Uma vez inflado dentro do estômago, o Balão Intragástrico, além de ocupar parte do órgão, também estimula receptores do fundo gástrico que sinalizam para o sistema nervoso central (cérebro) dando a sensação de saciedade precoce. O espaço ocupado pelo Balão Gástrico, também age na diminuição da capacidade do reservatório gástrico. Estes dois mecanismos de ação levam a diminuição da quantidade de alimentos ingeridos e com uma alimentação saudável, induzem a redução do aporte calórico, ocasionando perda de peso e tratamento da obesidade.

Adriana Santos: Há riscos ao colocar o balão?

Bruno Sander: O risco do procedimento de balão intragástrico é semelhante ao risco de uma endoscopia diagnóstica convencional, ou seja, um risco muito baixo.

Adriana Santos: Quais as restrições para o uso do balão?

Bruno Sander: Pacientes que já fizeram qualquer tipo de cirurgia no esôfago ou no estômago não podem fazer uso do balão intragástrico. Ele também é contra indicado em gestantes.

Adriana Santos: Há acompanhamento médico e nutricional?

Bruno Sander: Para que o tratamento tenha um resultado mais favorável o acompanhamento com nutricionista e psicólogo é imprescindível, além da prática regular de exercício físico.

Adriana Santos: Quais as desvantagens?

Bruno Sander: Nos primeiros dias os sintomas de adaptação (vômitos e náuseas) são incômodos, mas toleráveis. Mas é necessário manter uma dieta líquida nos primeiros 07 dias para que estes sintomas sejam mais brandos e para que o paciente mantenha-se sempre hidratado.

Adriana Santos: Uma pessoa pode perder até quantos quilos com o uso do balão?

Bruno Sander: Os estudos têm demonstrado uma perda média de 20% do peso total ou de até 80% do excesso de peso, principalmente em pacientes com sobrepeso e obesidade Grau I.

Adriana Santos: Qual a duração do balão?

Bruno Sander: No Brasil são aprovados dois tipos de balão intragástrico, o de 06 meses e o de 12 meses. Portanto, no fim deste período o balão precisa ser removido (também por endoscopia) e o paciente precisa manter a reeducação alimentar e o exercício físico para não ganhar peso novamente. Caso seja necessário, pode-se fazer o uso do balão intragástrico por mais de uma vez.

07 jul 2015

Nutricionista ensina dicas e truques para uma alimentação saudável na infância

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Saúde&Literatura Há 20 anos, a desnutrição infantil era um problema de saúde pública. Faltava comida na mesa dos pequenos brasileiros. Hoje, o Brasil enfrenta outro desafio: a obesidade infantil. Pesquisas do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) mostram que quase 35% das crianças entre 5 e 9 anos estão acima do peso. Doenças como diabetes, hipertensão arterial e até mesmo câncer são provocadas pelo excesso de peso das nossas crianças. Como mudar esse quadro e garantir às crianças saúde e longevidade? No livro Alimentação saudável na infância – Conceitos, dicas e truques fundamentais, a nutricionista Cláudia Lobo mostra o caminho para implantar – e manter – uma alimentação saudável na rotina dos pequenos. Com dicas e soluções práticas, ela ensina a escolher os alimentos adequados e prepará-los de forma saborosa e nutritiva.

Adriana Santos: Muitas mães ficam apavoradas quando não conseguem convencer os próprios filhos sobre a importância de consumir frutas, verduras e legumes. Como driblar as manhas e birras na hora de comer?

Cláudia Lobo: As recusas alimentares são normais para todas as crianças, principalmente quando elas começam a entrar em contato com sabores, consistências, cheiros, cores diferentes dos alimentos, como acontece a partir do início do desmame, por isso é importante que os pais tenham consciência disso e saibam administrá-las, primeiramente não se deixando estressar por essas situações, prevendo-as e não se rendendo a elas, ou seja, as recusas são normais, inevitáveis e acontecerão em algum momento, porém devem ser consideradas como parte de um processo de aprendizagem e não como determinantes precoces dos hábitos alimentares das crianças.

Segundo, nunca, jamais, em tempo algum substituir o alimento rejeitado por outro de que a criança goste mais; se a criança rejeitar um alimento, preparação ou refeição, aceite, lembrando-a, delicadamente e com seriedade, porém sem tom de ameaça, de que aquilo que foi rejeitado não será substituído por outro alimento, seja ele qual for, mesmo que seja solicitado (como certamente será) através de todo e qualquer tipo de recurso que as crianças costumam usar para conseguirem o que querem como choro, birra, gritos, pedidos insistentes, carinhas tristes etc. e o mais importante: manter a promessa.

Alguns estudos comprovam que para se formar um hábito alimentar, a exposição repetida de novos alimentos à crianças deve ser feita de forma sistemática. Um mesmo alimento deverá ser apresentado e oferecido à criança, de 8 a 10 vezes. Alguns citam um oferecimento de 12 a 15 vezes até. Em dias espaçados, claro. O hábito de ver um alimento sempre à mesa, fazendo parte da alimentação da família, é um fator que favorece a aceitação do mesmo. A recusa inicial do seu filho a alguns alimentos deve ser encarada como uma resposta normal, pois é um exercício de adaptação, portanto, não se estresse ou se preocupe demais. Ter calma, paciência e perseverança é fundamental. Um processo de educação ou reeducação alimentar de uma criança pode levar de 6 meses a 1 ano, portanto não desista nas primeiras tentativas.

Use travessas bonitas, pratos decorados, e copos com motivos infantis na hora de servir. Você pode utilizar também os próprios brinquedos das crianças para servir algumas preparações (depois de bem lavados, claro); por exemplo, um caminhãozinho com a caçamba cheia de brócolis e cenouras baby ou os pratinhos do joguinho de jantar de sua filha para servir tomates-cereja, morangos, etc. Enfeite as preparações. Faça comidas divertidas com carinhas, monstros, flores. Tolere alguma bagunça à mesa de vez em quando, como deixar seu filho pegar alguns alimentos com a mão e lambuzar-se. Brinque você também com a comida.

Adriana Santos: A rotina estressante nos faz acelerar tudo, inclusive a mastigação. Por que a mastigação é tão importante na hora da alimentação?

Cláudia Lobo: A má mastigação pode acarretar problemas digestivos como azia, refluxo, indisposições gástricas em geral. Lembre-se de que o estômago não possui dentes. Ele não vai mastigar aquele pedaço grande de alimento que você engoliu. Aquele pedaço vai ficar lá no estômago mais tempo do que deveria, vai ser atacado pelos ácidos que não vão dar conta do recado. Dessa forma, o estômago vai produzir mais ácido para tentar digerir aquele pedaço, o esvaziamento gástrico vai ficar mais difícil, enfim, vai exigir muito do pobre do estômago; depois vai exigir muito do intestino também e das outras glândulas que participam da digestão dos alimentos. Nesse sentido, todos esses órgãos vão ter que trabalhar dobrado para fazer o que têm que fazer, a fim de aquele alimento ser processado adequadamente e ter seus nutrientes absorvidos, antes de ser transportado e depois eliminado. Imagine essa aventura acontecendo a cada refeição, todos os dias, por vários anos. Um dia, todo o corpo vai sentir suas consequências.

Alimento mal mastigado também será mal absorvido, o que fará você perder em absorção de nutrientes. Além disso, a mastigação bem feita permite que o cérebro receba estímulo eficaz e envie sua mensagem de saciedade, evitando exageros alimentares. É isso mesmo, mastigar bem emagrece e/ou evita que se engorde. Só após 20 minutos de mastigação é que o cérebro libera a produção do PYY pelo intestino, hormônio responsável pela saciedade. A salivação é que é a responsável por essa liberação. Enquanto esse hormônio estiver circulando na corrente sanguínea nos sentimos saciados.

Existem ainda muitos outros ótimos motivos para você caprichar na mastigação dos alimentos, mas que não dizem respeito diretamente à nutrição e sim à fonoaudiologia e à odontologia, a má mastigação pode gerar consequências como a falta de harmonia do crescimento facial, deixando a musculatura orofacial flácida, influenciando negativamente nas suas funções. Durante o ato mastigatório, trabalhamos vários músculos que são articuladores, de extrema importância e ativos no processo da produção dos sons da fala, como os músculos responsáveis pelo vedamento labial, abertura e fechamento da boca, trituração dos alimentos e a língua, um dos músculos mais ativos durante a fala e mastigação.

Adriana Santos: Como escapar dos modismo alimentares e oferecer uma alimentação equilibrada para nossos filhos?

Cláudia Lobo: Os motivos que levam uma criança a preferir alguns alimentos a outros são os mais variados, mas estou convencida de que essa preferência é estimulada e aceita muito facilmente primeiramente dentro de suas próprias casas. Uma criança de dois anos, por exemplo, que já teve o contato com o sabor doce do açúcar, dos refrigerantes, chocolates, balas e afins, assim como com o gosto diferente das frituras e o salgadinho dos snacks, certamente o fez por terem sido esses alimentos disponibilizados a elas dentro de seu próprio ambiente familiar ou no convívio com seus familiares, nada de muito errado nisso, mas a frequência de consumo desses produtos, a quantidade oferecida e o fato de os pais cederem regularmente às vontades dessa criança quanto ao consumo desse tipo de alimento é que a fazem obviamente rejeitar outros tipos de alimentos não tão saborosos ao seu confuso paladar. É um ciclo vicioso: disponibilização de alimentos pouco nutritivos –> rejeição de alimentos saudáveis –> disponibilização de alimentos pouco nutritivos.

É importante lembrar também que a insistência sistemática, agressiva, seja através de pedidos, chantagens, comparações, barganha, promessas, ameaças, ou mesmo dar comida na boca da criança enquanto a distrai com histórias ou outro divertimento para que ela nem perceba o que está comendo são artifícios que muitos pais utilizam, mas não são educativos de forma positiva e podem trazer muitos prejuízos à criança, tanto à sua saúde física quanto à emocional.

À medida que a criança vai crescendo ela também começa a ser exposta à mídia agressiva dos alimentos industrializados e fast foods, que descobriram na criança uma importante e leal consumidora, geradora de milhões de reais a essas empresas anualmente e que utilizam todos os recursos para alcançar esse público tão lucrativo. Agora junte tudo isso: as crianças sofrem influência dos hábitos familiares desde bebês; aprendem desde cedo a gostar de alimentos altamente calóricos e pobremente nutritivos e os obtém fácil e abundantemente; assistem mais de quatro horas de TV por dia, segundo pesquisas; são influenciadas pelas propagandas de alimentos e pelos modismos; as crianças influenciam (decidem) as compras de supermercado e ainda comem mais guloseimas quando estão diante da TV, games ou computador, e verá que não é a toa que as crianças estão a cada dia que passa se alimentando pior e sofrendo em seus próprios corpos e na sua saúde as consequências dessa falta de cuidado e orientação.

Se há culpados pelo fato inequívoco das crianças estarem se alimentando mal, não são únicos. Talvez sejamos todos! Mas, mais importante do que procurar culpados é corrigirmos nossos próprios erros, como?, nos instruir mais e nos engajarmos nessa luta para orientar melhor nossos filhos para a vida, incluindo a alimentação.

Adriana Santos: Qual a importância das refeições feitas em família para o desenvolvimento da criança?

Cláudia Lobo: As ocasiões em que a família está reunida à mesa, podem ser um grande acontecimento para a criança em desenvolvimento; uma reunião assim, alegre, leve, em clima de união e cumplicidade faz a criança se relacionar positivamente com o momento de comer. Esse é um aspecto extremamente importante, pois as crianças adquirem preferências por alimentos quando formam associações entre as características sensoriais dos alimentos, principalmente a aparência, cheiro e o sabor e sensações positivas, como a gerada por um ambiente familiar descontraído, divertido. Se essas ocasiões são muito raras, tente se organizar para aumentar a frequência delas, pelo menos para uma refeição por semana regularmente, com todos os presentes, pais e filhos, ou a maioria deles.

Para ilustrar, veja só a que ambiente se associam os alimentos que os filhos adoram. Os doces, balas e outras guloseimas são alimentos que costumam ser oferecidos a eles em dias de festas, datas especiais, momentos de lazer, etc., não é?! Pois bem, devemos também oferecer o máximo de momentos especiais aos nossos filhos, relacionados com uma alimentação mais nutritiva e saudável. Você não precisa fazer nada extraordinário ou mirabolante para deixar o ambiente do dia-a-dia mais festivo e oferecer, nesse clima, alimentos saudáveis a seu filho, basta estar presente e curtir o momento com alegria e descontração.

Adriana Santos: O que é necessário no prato para garantir a nutrição saudável da criança?

Cláudia Lobo: Ainda não se conhece um alimento perfeito que por si só seja insubstituível ou que sozinho consiga garantir a saúde. O que ocorre é um conjunto de alimentos variados de grupos de alimentos que agem sinergicamente para essa função.

· Água

· Raios solares incidindo sobre a pele –absorção de vitamina D (O sol também influi na nutrição. A exposição solar, preferencialmente até as dez horas da manhã ou após as quatro horas da tarde é capaz de penetrar na pele e converter um precursor de colesterol em vitamina D. Essa vitamina é considerada um nutriente essencial e pode até ser consumida através da alimentação, mas existem muito poucas fontes alimentares naturais dela)

· Verduras

· Legumes

· Frutas

· Carboidratos – cereais, tubérculos, raízes, farinhas e preparações feitas com quaisquer desses alimentos

· Leguminosas – todos os tipos de feijões, ervilha, grão-de-bico, lentilha

· Proteínas de boa qualidade – carnes em geral, peixes, ovos, cogumelos, mistura de cereais e leguminosas (tipo arroz com feijão), quinoa, amaranto, castanhas e nozes, leite e derivados

· Gorduras do bem azeites extravirgens, óleos vegetais, manteiga

· Fibras – parte das plantas que o nosso organismo não consegue digerir, mas são necessárias para o bom funcionamento intestinal – farelos de cereais, cascas de frutas, hortaliças, frutas, leguminosas rtc.

Nós necessitamos de mais de 40 tipos diferentes de nutrientes para o bom funcionamento e desenvolvimento do nosso organismo, nas quantidades certas e todos os dias, principalmente as crianças, pois elas estão vivendo um período de intenso crescimento e desenvolvimento do seu corpo em todos os aspectos, incluindo o intelecto.