30 maio 2020

Você sabe os prejuízos da Infodemia na saúde?

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Informações falsas e excesso de informações proliferam como vírus em tempo de pandemia (covid-19), provocando agitação social, desconfiança, pânico, ações governamentais desastrosas e até a morte. Nas sociedades, cada vez mais digitais, os prejuízos ainda são maiores.

Profissionais da saúde do Brasil e de outros 16 países somaram esforços e produziram um documento online na Avaaz.org, uma rede para mobilização social global através da Internet, pedindo ações mais severas contra a circulação de informações falsas sobre o novo coronavírus na internet. Segundo o documento, as informações falsas sobre a covid-19 que circulam no Brasil, especificamente no Twitter, têm forte impacto nas decisões políticas.

O médico angiologista e cirurgião vascular, especialista pela SBACV (Sociedade Brasileira de Angiologia e Cirurgia Vascular), Guilherme Jonas, alerta que a veiculação e compartilhamento de informações falsas na área da saúde, por meio de redes sociais, blogs, sites ou aplicativos de mensagens, podem trazer consequências sérias à saúde individual e coletiva. “A circulação de notícias sobre medicações, dietas milagrosas, alimentos que curam doenças graves e tratamentos alternativos para essas doenças faz com que as pessoas acabem abandonando tratamentos que são comprovadamente eficazes. E passam a experimentar outros, que não têm comprovações científicas”, diz o especialista.

O médico esclarece que é muito importante prestar atenção na credibilidade dos sites e dos bogs encontrados na internet e, na medida do possível, consultar sempre o site do Ministério da Saúde. Para enfrentar as Fake News sobre saúde, o Ministério disponibilizou um canal de comunicação, via WhatsApp para, com o objetivo de receber e apurar informações virais, que serão apuradas pelas áreas técnicas e respondidas oficialmente se são verdade ou mentira. O serviço é gratuito pelo número (61)99289-4640 “Curas milagrosas, mágicas, de baixo custo, terapias alternativas, promessas exageradas devem sempre ser avaliadas e questionadas com especialistas da área”, finaliza o Dr. Guilherme Jonas.

A Organização Mundial da Saúde (OMS) alerta que há um excesso de informações sobre a covid-19, algumas são precisas e confiáveis, outras não. A palavra infodemia se “refere a um grande aumento no volume de informações associadas a um assunto específico, que podem se multiplicar exponencialmente em pouco tempo devido a um evento específico, como a pandemia atual. Nessa situação, surgem rumores e desinformação, além da manipulação de informações com intenção duvidosa. Na era da informação, esse fenômeno é amplificado pelas redes sociais e se alastra mais rapidamente, como um vírus” (PAHO)

Por que a infodemia pode agravar a pandemia?

*Dificulta o acesso às informações confiáveis e oficiais;
* Pode afetar a tomada de decisões políticas como a relação à saúde pública
*Gera pânico na população
*Pode provocar desconfiança ou apatia da população, prejudicando a adesão dos cuidados necessários no enfrentamento de qualquer doença altamente transmissível

Como podemos nos proteger de notícias falsas sobre saúde?

*Acessar informações disponibilizadas nos site oficiais de saúde (Ministério da Saúde, Organização Mundial da Saúde, sociedades científicas, sites acadêmicos)
*Ler a reportagem do início ao fim, ou seja, completa e não apenas o título.
*Conferir a data de publicação das postagens
*Observar o endereço do site, e quando citados nomes de profissionais médicos, deve-se verificar a existem dos nomes e registros nos conselhos médicos (CRM, CFM)
*Duvide sempre das notícias muito polêmicas ou estranhas demais. Consulte sempre outras fontes, especialmente as oficiais.
*Evite espalhar informações polêmicas.

18 jun 2019

Como identificar se uma pessoa tem Déficit de Atenção?

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deficit-atenção

O Déficit de Atenção, também conhecido como Transtorno de Déficit de Atenção e Hiperatividade ou TDAH, é um problema que atinge muita gente, atualmente, no Brasil. De acordo com a Organização Mundial da Saúde, cerca de 2 milhões de brasileiros sofrem com a condição. Enquanto isso, segundo especialistas, o maior problema é a demora em diagnosticar a doença que, por vezes, pode prejudicar a qualidade de vida do paciente.

A neurologista Helena Providelli, explica que a doença muita vezes é confundida apenas com a hiperatividade, o que pode ocasionar a resistência em procurar um especialista. “O TDAH ainda é pouco compreendido na sociedade de maneira geral. Por isso, é tão comum ouvir relatos de pessoas que só descobriram o transtorno já na vida adulta. Esse fator pode ser extremamente prejudicial já que até chegar a essa fase, o individuo já perdeu muitas oportunidades. O ideal é visitar um especialista regularmente desde cedo para evitar esse e qualquer outro tipo de problema”, alertou a médica.

Sintomas

Como, normalmente, o Déficit de Atenção pode ser confundido com Hiperatividade, Providelli indica que o melhor caminho é ficar atento aos sinais. “Os pais devem observar o comportamento dos filhos desde os primeiros anos e caso alguma coisa fora do padrão apareça, o ideal é procurar um médico neurologista para avaliação”, esclarece.

A especialista cita alguns dos principais sintomas. Confira:

– Dificuldade em se concentrar;

– Dificuldade para se organizar, estabelecer ou controlar horários;

– Hiperatividade;

– Esquecer tarefas importantes;

– Estresse excessivo;

– Tendência excessiva a procrastinação.

27 maio 2019

A enxaqueca é a sexta doença mais incapacitante no mundo, segundo OMS

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ENXAQUECAA dor é tão forte que muitas pessoas não conseguem sequer levantar da cama. Esse é um dos comentários mais frequentes de quem sofre com a enxaqueca. Sentir dor de cabeça já é muito ruim, imagina conviver com a doença acompanhada de sensibilidade à luz, ao som, aos movimentos corporais e ainda sentir náuseas.

De acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), a enxaqueca é a 6ª enfermidade mais incapacitante no mundo. A doença ataca cerca de 30 milhões de pessoas e, como consequência, existe ainda o impacto social e emocional, afetando o dia a dia das pessoas, como por exemplo, a diminuição de desempenho e a ausência ao trabalho.

Segundo a Dra. Anna Paula Batista de Ávila Pires, otorrinolaringologista do Hospital Felício Rocho, quem sofre com enxaqueca tem consciência que não se trata apenas de uma simples dor de cabeça. É um desequilíbrio químico do cérebro e pode causar uma série de sintomas. “O mais comum é a dor latejante ou pulsátil em um dos lados da cabeça, acompanhada de enjoo e vômito. Também há intolerância à luz, cheiro e barulhos, além de tontura e até mesmo vertigem, podendo ser confundida com uma doença do labirinto”, explica.

A doença é classificada como crônica, quando ocorre por mais de 15 dias ao longo do mês. Ela está associada a diminuição significativa da qualidade de vida e as crises costumam levar ao afastamento do trabalho, além de queda de produtividade.

Ainda de acordo com a Dra. Anna Paula, por ser uma doença bioquímica do cérebro com um forte componente genético, a enxaqueca ainda não tem cura. “Ela pode ser controlada com alimentação adequada, atividades físicas regulares e medicamentos corretos”, diz.

A enxaqueca pode aparecer em qualquer faixa etária, mas o índice é maior em mulheres jovens, em vítimas de trauma na cabeça ou região cervical, em pessoas que abusam de analgésicos, cafeína, açúcar e passam longos períodos em jejum.

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