18 jun 2019

Como identificar se uma pessoa tem Déficit de Atenção?

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O Déficit de Atenção, também conhecido como Transtorno de Déficit de Atenção e Hiperatividade ou TDAH, é um problema que atinge muita gente, atualmente, no Brasil. De acordo com a Organização Mundial da Saúde, cerca de 2 milhões de brasileiros sofrem com a condição. Enquanto isso, segundo especialistas, o maior problema é a demora em diagnosticar a doença que, por vezes, pode prejudicar a qualidade de vida do paciente.

A neurologista Helena Providelli, explica que a doença muita vezes é confundida apenas com a hiperatividade, o que pode ocasionar a resistência em procurar um especialista. “O TDAH ainda é pouco compreendido na sociedade de maneira geral. Por isso, é tão comum ouvir relatos de pessoas que só descobriram o transtorno já na vida adulta. Esse fator pode ser extremamente prejudicial já que até chegar a essa fase, o individuo já perdeu muitas oportunidades. O ideal é visitar um especialista regularmente desde cedo para evitar esse e qualquer outro tipo de problema”, alertou a médica.

Sintomas

Como, normalmente, o Déficit de Atenção pode ser confundido com Hiperatividade, Providelli indica que o melhor caminho é ficar atento aos sinais. “Os pais devem observar o comportamento dos filhos desde os primeiros anos e caso alguma coisa fora do padrão apareça, o ideal é procurar um médico neurologista para avaliação”, esclarece.

A especialista cita alguns dos principais sintomas. Confira:

– Dificuldade em se concentrar;

– Dificuldade para se organizar, estabelecer ou controlar horários;

– Hiperatividade;

– Esquecer tarefas importantes;

– Estresse excessivo;

– Tendência excessiva a procrastinação.

27 maio 2019

A enxaqueca é a sexta doença mais incapacitante no mundo, segundo OMS

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ENXAQUECAA dor é tão forte que muitas pessoas não conseguem sequer levantar da cama. Esse é um dos comentários mais frequentes de quem sofre com a enxaqueca. Sentir dor de cabeça já é muito ruim, imagina conviver com a doença acompanhada de sensibilidade à luz, ao som, aos movimentos corporais e ainda sentir náuseas.

De acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), a enxaqueca é a 6ª enfermidade mais incapacitante no mundo. A doença ataca cerca de 30 milhões de pessoas e, como consequência, existe ainda o impacto social e emocional, afetando o dia a dia das pessoas, como por exemplo, a diminuição de desempenho e a ausência ao trabalho.

Segundo a Dra. Anna Paula Batista de Ávila Pires, otorrinolaringologista do Hospital Felício Rocho, quem sofre com enxaqueca tem consciência que não se trata apenas de uma simples dor de cabeça. É um desequilíbrio químico do cérebro e pode causar uma série de sintomas. “O mais comum é a dor latejante ou pulsátil em um dos lados da cabeça, acompanhada de enjoo e vômito. Também há intolerância à luz, cheiro e barulhos, além de tontura e até mesmo vertigem, podendo ser confundida com uma doença do labirinto”, explica.

A doença é classificada como crônica, quando ocorre por mais de 15 dias ao longo do mês. Ela está associada a diminuição significativa da qualidade de vida e as crises costumam levar ao afastamento do trabalho, além de queda de produtividade.

Ainda de acordo com a Dra. Anna Paula, por ser uma doença bioquímica do cérebro com um forte componente genético, a enxaqueca ainda não tem cura. “Ela pode ser controlada com alimentação adequada, atividades físicas regulares e medicamentos corretos”, diz.

A enxaqueca pode aparecer em qualquer faixa etária, mas o índice é maior em mulheres jovens, em vítimas de trauma na cabeça ou região cervical, em pessoas que abusam de analgésicos, cafeína, açúcar e passam longos períodos em jejum.

23 jan 2018

Cirurgia pode livrar 600 mil brasileiros das crises epilépticas

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Uma das doenças neurológicas crônicas mais comuns, a epilepsia atinge cerca de 50 milhões de pessoas no mundo, dois milhões delas só no Brasil, de acordo com a Organização Mundial de Saúde (OMS). O tratamento padrão para a doença que provoca crises convulsivas recorrentes, movimentos involuntários e falta de controle da função intestinal e da bexiga, é feito com medicamentos antiepilépticos. Porém, em cerca de 30% dos casos eles não funcionam.
“Os indivíduos com epilepsia refratária são aqueles que não respondem bem ao tratamento medicamentoso e, por isso, podem se beneficiar de tratamento cirúrgico. Até 70% dessas pessoas podem ficar livres das crises epilépticas”, explica Antonio Nogueira Almeida, neurocirurgião e especialista em neurocirurgia funcional da BP – A Beneficência Portuguesa de São Paulo.

Estimativas apontam que 600 mil brasileiros que sofrem com a epilepsia poderiam ser beneficiados pelo tratamento cirúrgico, que ainda é pouco difundido no País, onde poucas instituições estão preparadas para oferecer esse tratamento. “Aqui na BP, por exemplo, recebemos clientes de diversos Estados onde os procedimentos cirúrgicos para tratamento de epilepsia não estão disponíveis”, conta o neurocirurgião Antonio Almeida.

Diagnóstico preciso é fundamental

O neurocirurgião da BP alerta que, apesar do tratamento cirúrgico proporcionar uma alta taxa de controle total das crises epiléticas (70% dos casos), nem todas as pessoas com epilepsia refratária estão aptas para o procedimento. Por isso, é fundamental que o especialista faça uma minuciosa avaliação.

“Além da avaliação clínica, pode ser necessário a realização de exames auxiliares como a ressonância magnética, eletroencefalograma, avaliação neuropsicológica e cintilografia de perfusão cerebral ou Spect (diagnóstico por imagem em medicina nuclear). Somente após uma investigação criteriosa é que se pode decidir se a pessoa tem ou não condições de ser operada e qual a melhor técnica cirúrgica a ser empregada”, salienta Antonio Almeida.

Ele explica que várias técnicas cirúrgicas podem ser empregadas, desde a remoção de uma má formação no cérebro até o implante de eletrodos cerebrais ou na região do pescoço. Entretanto, todas têm como objetivo principal normalizar as descargas elétricas das células cerebrais, eliminando ou reduzindo as crises epiléticas e oferecendo melhor qualidade de vida aos indivíduos.

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