29 nov 2018

No Dia Nacional da Onça-pintada, conheça dez curiosidades do maior felino das Américas

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O calendário nacional acaba de ganhar uma nova data comemorativa: o Dia Nacional da Onça-pintada é celebrado pela primeira vez na hoje, quinta-feira (29). O dia foi instituído por uma portaria do Ministério do Meio Ambiente (MMA) e presta homenagem a uma espécie que é símbolo da biodiversidade nacional. Para entrar no clima da festa, confira a seguir dez fatos que talvez você não saiba sobre as onças-pintadas:

1) Gigante das Américas

A onça é um animal típico do continente americano. A atual distribuição geográfica da espécie se estende do México pela maior parte da América Central e América do Sul, até o Paraguai e o norte da Argentina. Da grande família biológica dos felídeos, a onça é a terceira maior espécie do mundo, atrás apenas do tigre e do leão. E nas Américas, a onça-pintada reina absoluta como o maior felino da região.

2) A onça-preta também é uma onça-pintada

A afirmação pode parecer estranha, mas é isso mesmo: as onças-pretas também são onças-pintadas. É um caso de melanismo, que acontece quando um animal tem uma grande concentração do pigmento chamado melanina na pele, o que dá o tom escuro à pelagem. As onças-pretas são raras, representando cerca de 6% de toda população da espécie. Com a ajuda de câmeras noturnas, é possível enxergar as pintas de uma onça-preta.

3) Na Amazônia, onças-pintadas vivem no topo das árvores

Se as onças-pintadas já são, naturalmente, animais únicos e impressionantes, a vida nas matas de várzea da Amazônia faz delas ainda mais diferentes. Por conta do sobe e desce do nível dos rios, as onças de lá apresentam um comportamento que, dentro da espécie, não é visto em nenhum outro lugar. Durante a época de cheia, quando os rios transbordam seus limites e enchem as florestas com água, os felinos buscam as partes mais altas das árvores para morar. Todo esse processo se repete anualmente e pode durar até seis meses. “Esse é um comportamento inédito para grandes felinos, que precisam de grandes quantidades de alimento todos os dias para sobreviver e que até agora eram considerados terrestres”, afirmou o pesquisador Emiliano Esterci Ramalho, responsável pelo Projeto Iauaretê, desenvolvido desde 2004 pelo Instituto Mamirauá, com o objetivo de estudar a ecologia e promover a conservação da onça-pintada na várzea amazônica.

4) Reserva Mamirauá tem uma das maiores densidades de onças no planeta

A grande quantidade e oferta de presas, aliada ao estado de conservação da Reserva Mamirauá, permite que essa unidade de conservação localizada no centro do estado do Amazonas abrigue uma alta densidade de onças-pintadas. Levantamentos feitos pelo Instituto Mamirauá nos últimos anos estimaram uma concentração de mais de 10 onças/100 km² dentro da reserva, a mais alta densidade de onças registrada até hoje no mundo. Um dos métodos para estimar a população de onças é o uso de armadilhas fotográficas. Pesquisadores do Instituto Mamirauá já registraram uma onça na Reserva Mamirauá interagindo com os equipamentos. Veja:

5) Seres humanos não estão na dieta das onças

Não tenha medo! Apesar da (má) fama, as onças-pintadas evitam contato com o ser humano. São raros os registros de ataque de onças à nossa espécie, isso pode acontecer quando a onça se sente ameaçada ou quando tenta proteger os filhotes ou o próprio alimento (como uma caça recém-abatida).

6) Preguiças e macacos guariba estão entre alimentos preferidos na floresta amazônica

Falando em dieta, a onça-pintada encontra um cardápio farto e variado na Amazônia. Na Reserva Mamirauá, estado do Amazonas, o bicho-preguiça, o macaco guariba e o tamanduá-mirim estão entre os animais mais consumidos pelos felinos. O jacaré-tinga e o jacaré-açu também entram na lista de espécies predadas por onças-pintadas na região. Os dados são do Grupo de Pesquisa Ecologia e Conservação de Felinos na Amazônia do Instituto Mamirauá.

7) As pintas de uma onça são únicas

O conjunto de pintas ou manchas em uma onça-pintada é único. É como a impressão digital nos dedos dos seres humanos: quando o assunto são as pintas, não existem duas onças iguais. Inclusive pesquisadores que investigam a espécie usam essa característica especial para identificar os animais.

8) Onças têm “pintinhas” dentro de cada pinta

Pintas dentro de uma pinta. Assim são as pintas no tronco das onças-pintadas, e essa é uma diferença desse felino para o leopardo, que não tem tal característica. Uma maneira de diferenciar um leopardo de uma onça-pintada é olhando para as manchas nos troncos desses animais: só as onças têm pintas com pintinhas menores dentro.

9) Na água e nas alturas

Ágeis e com grande destreza, as onças sobem em árvores tanto para descansar como para abrigar-se ou caçar. Elas também são excelentes nadadoras.

10) Solitárias, mas nem tanto

Onças-pintadas costumam viver sozinhas. Embora sejam animais solitários a maior parte do tempo, as onças podem ser vistas em grupos no período de reprodução ou no início da vida, quando os filhotes são cuidados pela mãe.

Por João Cunha

Imagem: Brandi Jô Petrônio

Fontes:

Livro “Jaguar” (Evaristo Eduardo de Miranda & Liana John, Metalivros, 2010).

Reportagem “Onça-pintada – A rainha da floresta” (Ciência Hoje das Crianças, nº 251, nov 2013).

Grupo de Pesquisa Ecologia e Conservação de Felinos na Amazônia do Instituto Mamirauá

O Instituto Mamirauá, unidade de pesquisa do Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações (MCTIC), desenvolve estudos para entender a ecologia da onça-pintada nas florestas de várzea da Amazônia para subsidiar ações efetivas de conservação da espécie e melhorar a qualidade de vida das pessoas que convivem com este grande felino. Saiba mais: https://www.mamiraua.org.br/felinos

09 jul 2018

Operação militar devolve duas onças-pintadas para a selva

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A onça-pintada ou jaguar é o maior felino das Américas. No entanto, o animal  está ameaçado de desaparecer de uma das regiões mais ricas em biodiversidade no Brasil. Por isso, uma operação militar foi planejada pela da Força Aérea Brasileira (FAB) para garantir a reintrodução na natureza de duas onças.

Foram mais de 12 horas e milhares de quilômetros viajados, além de dezenas de profissionais envolvidos, um avião Hércules da FAB, helicóptero e caminhão. Tudo para levar duas onças: Pandora e Vivara de volta para a natureza.

Veja como a FAB organizou e transportou os animais, que estavam em quarentena em um criadouro científico em Corumbá de Goiás (GO), até a região sul do Pará (PA).

Utilizar meios para deslocamento de pessoal e material é uma das ações de força aérea previstas na doutrina da FAB e contribui na missão de integrar o território nacional.

Confira no vídeo  que mostra como ocorreu a soltura dos animais em uma área de preservação ambiental de aproximadamente 14 mil metros quadrados no meio da Floresta Amazônica.

15 set 2016

Amigos da onça pedem que o felino seja patrimônio natural do Brasil

Arquivado em Animais, Cidade, Comportamento

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Quem já me conhece um pouco sabe sobre uma paixão antiga pelo jaguar ou onça-pintada, maior felino das Américas, ameaçado de desaparecer do Continente. Sou idealizadora do blog Amiga da Onça-Pintada, um projeto de comunicação voluntário para valorizar a imagem do representante dos nossos biomas.

img_6086Fui convidada pela grande guerreira Cristina Gianni,  presidente do NEX, uma organização não governamental com o objetivo defender e preservar o símbolo da nossa biodiversidade, para passar alguns dias perto das feras.  Foram um dos momentos mais felizes da minha vida. Quando encarei a primeira onça, meu coração quase foi parar na boca. É amor demais.

A preservação de felinos é um tema bastante polêmico porque a forma correta de mantê-los vivos e saudáveis seria reconhecê-los como patrimônio natural criando condições para que permanecessem livres na natureza, preservando seus habitats naturais.

No início do ano 2000 foi iniciado o planejamento do NEX assim como a criação de estrutura apropriada na fazenda de propriedade de Cristina Gianni.

O entorno da “Fazenda Preto Velho” conta famílias de trabalhadores da região e ainda o povoado de Aparecida de Loyola, formado por 87 famílias que ali fixaram residência, totalizando 465 pessoas. O objetivo do Nex é investir no ecoturismo, valorizando os moradores.

“A sensação de gratificação não tardou porque conseguimos iniciar nosso trabalho de proteção aos felinos ao mesmo tempo em que promovemos o desenvolvimento da comunidade residente no entorno da nossa sede”, diz entusiasmada Cristina.

Conversei com a bióloga Liane Garcia, responsável pelos cuidados necessários para manter a qualidade de vida das onças em cativeiro.

Rogério é cuidador e amigo das onças. Ele também é responsável pela alimentação, brincadeiras motivacionais e quase me fazer de isca de onça… brincadeirinha.

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Xingú é um lindo jaguar negro. Na verdade um príncipe negro que procura sua alma gêmea. Ele precisa de uma fêmea. Veja só o charme do rapaz.


Ajude o Nex a ajudar as onças. Seja também um verdadeiro amigo da onça. Saiba mais AQUI

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