14 abr 2020

“Operação Prato”: OVNIs que atacam a Torre de Controle

Arquivado em Comportamento, Ufologia

Membros do GUA – Grupo Ufológico de Amazônia realizaram muitas pesquisas sobre o Fenômeno Chupa-Chupa e tiveram a oportunidade de participar de uma projeção secreta de um dos filmes Super-8 obtidos na época. Esta raríssima exibição teve como palco a torre de controle do Aeroporto Internacional de Belém.

Por Jairo Costa,  Jornalista, editor, autor de “Amazônia Fantástica”, “Paranapiacaba lendas e Mitos” etc.* Publicado na Revista Ovni Pesquisa

Muito antes de Julian Assange, Edward Snowden, Chelsea Manning e Glenn Greenwald abalarem as estruturas mundiais de poder revelando para a opinião pública documentos confidenciais envolvendo vários governos do planeta, o GUA – Grupo Ufológico da Amazônia, sediado na cidade de Belém, no estado do Pará, nos idos dos anos 1980 já vazava relatórios e fotografias secretas de OVNIs produzidos pela FAB – Força Aérea Brasileira, durante a Operação Prato, entre os anos de 1977 e 1979.

Fundado dois anos após o fim da ditadura militar, em 7 de março de 1987, fruto da fusão de quatro distintos organismos de pesquisa: Grupo Ufológico do I.P.P. (Instituto Paraense de Parapsicologia), EAUP (Estudos Amadores de Ufologia do Pará), GREUFO (Grupo de Estudos Ufológicos) e BAVIC, o GUA entrou para a história mundial da Ufologia (mesmo estando longe dos grandes centros urbanos do País e em uma época pré-Internet) ao ser o primeiro grupo a realizar pesquisa minuciosa sobre as manifestações luminosas ocorridas entre o estado do Maranhão e a foz do rio Amazonas, no Pará.

Durante os vários anos de atividade o GUA atraiu atenção da comunidade de pesquisadores do Brasil e do exterior, recebendo visitas ilustres como a do renomado cientista da NASA, Jacques Vallée, do Jornalista espanhol Pablo Villarrubia Mauso e do pioneiro Reginaldo de Athayde, importante ufólogo cearense, dentre muitos outros.
Composto por estudantes, professores universitários, biólogos, engenheiros, jornalistas e profissionais liberais, com intensa pesquisa de campo, estudo aprofundado e um lastro grande de contatos na sociedade paraense, o GUA produziu uma enormidade de materiais de pesquisa e apurou quase uma centena de casos de OVNIs nos estados do Pará, Maranhão, Amapá e Amazonas.

Dentre tantas ocorrências pesquisadas, o caso do ataque ufológico a um casal de ribeirinhos é um dos exemplos dos mais significativos na época do Fenômeno Chupa-Chupa, contendo todos os elementos de violência e mistério que marcaram aquelas aparições de OVNIS desde seu surgimento.

Sílvia Mara tinha 31 anos em 1990 quando recebeu a equipe do GUA em Tapiapanema, uma comunidade isolada de pescadores, sem luz elétrica, localizada no interior da Ilha de Mosqueiro, em plena selva. Sua casa de madeira, suspensa por palafitas, típica da Amazônia, ainda era a mesma que, no dia 29 de outubro de 1977, foi invadida por um aparelho luminoso.

DUAS CRIATURAS ATACAM EM TAPIAPANEMA

Sílvia Mara, com 17 anos de idade, estava grávida de dois meses e naquela tarde de sábado repousava em uma rede com seu marido Bendito Campos Trindade, de 24 anos, próximos a uma janela. Deveria ser aproximadamente 18 horas, já escurecia quando notaram um objeto oval, com uma cor que mudava de verde para prata, emitindo uma luz através da janela, como se fosse um foco em direção ao local onde eles estavam.

“Ficamos muito curiosos em saber do que se tratava aquilo, nos levantamos e passamos a observar atentamente o aparelho quando a luz atravessou uma fresta de nossa casa e me atingiu. Na hora eu senti o corpo todo entorpecido e minha mente ficou como se estivesse entrado em um transe. Imediatamente meu marido me amparou, me levando para longe da luz.

Quando tentamos fugir, do lado de fora da casa duas criaturas de aparência indefinida surgiram portando uma espécie de lanterna. Novamente através das frestas da casa, me atingiram, desta vez no pulso. Minhas veias pareciam saltar para fora, aquele raio havia deixado o meu corpo todo intumescido. Gritando por socorro, meu marido tentou me proteger mais uma vez, me carregando para a sala.

Nessa hora, meu vizinho, José do Nascimento Sobral, que mora a uns 500 metros de casa, ouviu meus gritos e partiu em nosso apoio, disparando vários tiros de espingarda em direção aos seres, fazendo-os fugir. Rápido, meu marido me levou para a casa do vizinho José, eles tentavam me acalmar e temiam que eu perdesse o bebê. Enquanto se ocupavam comigo, o aparelho novamente apareceu, flutuando bem baixo.

Meu marido correu para a janela, onde foi atingido pelo raio luminoso, ficando momentaneamente paralisado. A luz se afastou, foi embora. Passou-se um tempo, meus familiares que estavam na sede da ilha retornaram e ao saberem da história, nos colocaram em um barco a procura de atendimento médico. Durante o trajeto, feito já em avançada hora da noite, uma luz passou a nos perseguir até o porto escadinha, na vila de Mosqueiro, quando em dado momento, lançou um jato de luz no rio, fazendo um grande barulho, desaparecendo logo depois. Fiquei internada em um hospital por dois meses, em consequência do trauma daquele dia, perdi o bebê”, contou a vítima.

Muitos vizinhos testemunharam o ataque a Sílvia. Maria Raimunda de Souza, na época com 18 anos, ouviu um som, um zumbido, como se madeira estivesse sendo cortada. Quando foi para fora de casa descobrir o que estava ocorrendo, viu sua cadela Vitória ser atingida por um feixe de luz na cabeça enquanto corria atrás de um vulto que se embrenhava na floresta.

Dias antes de terminar este artigo para OVNI Pesquisa, entrei em contato com parentes de Sílvia na Ilha do Mosqueiro, para saber notícias suas 29 anos depois de nosso contato. Sílvia Mara está viva mas, encontra-se muito debilitada, com um sério problema de saúde.

FILME SUPER-8 É EXIBIDO DENTRO DA TORRE DE CONTROLE

Além dos casos investigados, o GUA se notabilizou por ter acessado e vazado cópias (para pesquisadores e para a Imprensa) de inúmeros documentos da FAB. Porém, não conseguiu escoar um dos materiais mais polêmicos e preciosos captados durante a evolução daquele fenômeno: os famosos filmes Super-8, gravados pela equipe do 1º Comando Aéreo Regional (I COMAR) durante a Operação Prato.

Muitos duvidam de sua existência, outros apostam que são uma lenda, mas nós tivemos acesso a um destes filmes no final dos anos 1980 e, podemos afirmar que são incríveis e tão reais quanto o próprio fenômeno.

Nossa película chegou até o GUA por meio de um parente de um dos integrantes do grupo e, foi projetado para parte da nossa equipe dentro das instalações da torre de controle de tráfego aéreo do Aeroporto Internacional de Belém, sede na época do (hoje extinto) DPV – Departamento de Proteção ao Vôo, vinculado ao CINDACTA.

Civis e militares estavam na torre de controle, na sala de radar, naquela noite. O filme que não tinha indicação do local e data de onde fora gravado, mas que provavelmente tenha origem na Baía do Sol ou em Colares exibia um entardecer em praia amazônica, mostrando várias sondas ufológicas evoluindo de forma coordenada.

O que o filme exibia, apesar de um pouco trêmulo e baixa resolução, era uma frota grande de objetos se agrupando e se dispersando, interagindo, com luzes brancas constantes, às vezes oscilantes, com um indiscutível padrão inteligente de movimentação. Naquela noite eu pedi para que se projetasse o filme várias vezes.

Após cada exibição, nós analisávamos as imagens, levantávamos possibilidades, refutávamos teses e seguíamos projetando, projetando e projetando por horas até chegarmos a uma conclusão de que ali estava um assustador e autêntico registro do Fenômeno OVNI, captado pelos militares da Operação Prato.

A película em si tinha poucos segundos de duração, talvez um minuto, sendo que na época os filmes Super-8 tinham duração entre 2 e 3 minutos e meio, podendo ser gravados na versão profissional, utilizando 24 quadros por segundo e a versão amadora, de 16 frames por segundo, com perfuração em apenas um dos lados, sem banda magnética para a captação de som.

O tamanho original da película é ignorado, pois o Super-8 antes de chegar às nossas mãos foi cortado em duas ou três partes e distribuído para outras pessoas. Nosso filme também tinha um remendo com fita adesiva.
Quando ensaiamos um movimento de tentar realizar uma cópia do filme para poder divulgar ao grande público, as partes que detinham a posse do material o recolheram novamente.

Passada aquela exibição extraordinária no Aeroporto de Belém, outros materiais como relatórios e fotos chegaram até nossas mãos, sendo encaminhados para a divulgação pública. Novos filmes também chegaram até alguns integrantes do GUA, que conseguiram vazar se não o conteúdo todo, vários de seus fotogramas captados por militares e civis durante a Operação Prato. Hoje, mais de 40 anos depois do fim da onda ufológica que abalou a Amazônia, esforços constantes ainda tentam trazer ao conhecimento público os fantásticos filmes do Chupa-Chupa. Um dia eles serão revelados!

(Artigo elaborado em memória de Luís Pires, fotógrafo, membro fundador do GUA, falecido em novembro de 2018) 

21 nov 2016

UFOLOGIA: Operação Prato conduzida pela Aeronáutica completa 40 anos

Arquivado em Cidade, Comportamento, Ufologia

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O auditório da Universidade Fumec, em Belo Horizonte, ficou lotado de pesquisadores e pessoas interessadas em saber mais detalhes sobre a Operação Prato (OP), uma das mais importantes ocorrências ufológicas do mundo conduzida 1° Comando Aéreo Regional – I COMAR, órgão da Força Aérea Brasileira (Aeronáutica) na região da Amazônia, por meio do coronel Uyrangê Soares de Holanda .

O aeronauta Vitório Peret foi o convidado da V Jornada promovida pelo Fórum Permanente Para Estudos de Fenômenos Transcendentes de Minas Gerais,  FOTRANS. Ele é um dos mais respeitados pesquisadores ufológicos do Brasil e trouxe informações importantes para o entendimento do caso ocorrido na Ilha de Colares, no Pará, no período de 1977 e 1978.

Segundo Peret, a Operação Prato contou com 7 pesquisadores militares que investigaram o aparecimento e movimentação dos chamados Objetos Voadores Não Identificados (OVNI), nos municípios de Vigia, Colares e Santo Antônio do Tauá, além de estranhos fenômenos associados a corpos luminosos, chamados pela população de chupa-chupa. Peret informou que os fenômenos ainda hoje são traumáticos para população local. Sete pescadores foram mortos de forma misteriosa e ainda sem explicação.

Os objetos vistos pela população não faziam ruídos, mas perseguiam a população. “O silêncio assunta mais do que o barulho. Não estamos acostumados com o silêncio”,  pondera Peret

operacao-pratoFoi na Baía do Sol que os militares da Operação Prato conseguiram coletar pelo menos 90% do material de pesquisa, incluindo imagens dos objetos ou corpos luminosos.  No entanto, segundo o pesquisador,  muitas fotos não estão mais no Brasil.

Ano que vem a Operação Prato completa 40 anos ainda cercada de mistérios.

Confira entrevista exclusiva ao Blog Saúde do Meio

Adriana Santos: Qual o papel da Aeronáutica após 40 anos do caso Operação Prato?

Peret: Mesmo passados quase quarenta anos da Operação Prato, as Forças Armadas mantém documentos sigilosos trancados a sete chaves. Isso instigou a Comissão Brasileira de Ufólogos (CBU) a iniciar em 2013 uma luta que recebe o título de ‘UFOs: Liberdade de Informações Já!’ liderada pela Revista UFO, visando uma cooperação entre civis e militares para liberação de docs classificados como Secretos relacionados aos OVNIs. Após meses de espera angustiante a Aeronáutica finalmente em 2014 permitiu desclassificar centenas de relatórios e fotos obtidos durante a (OP) Operação Prato. Hoje em dia a Aeronáutica tem uma visão mais ampla e mais aberta do que foi o fenômeno em Colares e certamente teremos novos documentos liberados.

Adriana Santos: O senhor revelou que há muito mistério em relação ao padre, o  astronauta e o jornalista. Qual o nome deles? Por que são figuras chaves para entender o caso?

Peret: Bom, estou na fase inicial de estudos sobre os três personagens e não posso levar ao conhecimento publico qual linha de investigação estou seguindo.  Padre: Alfredo de La Ó.  Astronauta: Fred E. Coats. Jornalista: Bob Pratt.

Adriana Santos: Por que as fotos não estão mais no Brasil?

Peret: Acreditamos que algumas fotos estão sendo mentidas no COMDABRA (Comando de Defesa Aeroespacial Brasileiro) em Brasília. Existem ‘suspeitas’ que os filmes e fotos mais contundentes foram levados para os EUA após estreita colaboração na troca de tecnologia militar e financiamento de pesquisas científicas.

Adriana Santos: A Aeronáutica continua investigando o caso?

Peret: Os casos envolvendo OVNIs sobre o espaço aéreo brasileiro sim, mais não tenho conhecimento de qualquer missão militar oficial em andamento na região amazônica incluindo o Marajó.

Adriana Santos: E tal mulher misteriosa? Qual o nome dela? Por que ela é uma figura importante no caso?

Peret: Elisabeth Queminet Berger tinha nacionalidade suíça, naturalizada inglesa e domiciliada em Paris. A mulher chegou ao estado do Pará durante o ano de 1975 dizendo que estaria providenciando naturalização brasileira, tinha como profissão Estilista de Modas e após idas e vindas ao litoral demonstrou interesse na compra de propriedades na ilha oceânica denominada Ilha do Meio, pertencente ao distrito de Imboraí, município de Bragança. A enigmática Beth, conforme era chamada pelos moradores da região, tornou-se alvo de inúmeras suspeitas. A sua presença no litoral, quase sempre acompanhada de vários homens de aparências físicas semelhantes, falando idioma desconhecido e roupas fora de época, bem como inexplicáveis desaparecimentos de todos inclusive dela própria gerou investigações da Polícia Civil. Suspeita de envolvimento no contrabando de armas e treinamento de guerrilheiros foi detida em três ocasiões sendo que na terceira desapareceu para sempre. A história é longa demais para ser contada em poucas linhas.

Adriana Santos: O senhor acredita que o coronel foi assassinado por representantes de algum serviço de inteligência?

Peret: Não creio. O coronel não foi assassinado por nenhum serviço de inteligência. A causa da morte foi asfixia mecânica por enforcamento conforme consta em laudo pericial.

***

O evento contou ainda com a participação ilustre do jornalista e escritor César Vanucci. Ele lançou o livro “Realismo Fantástico”  com prefácio de Elisabeth Diniz que. A obra  aborda a temática transcendental e também cita a Operação Prato e outros fenômenos ufológicos.

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luaPara prestigiar Peret, o ufólogo e escritor Marco Antônio Petit esteve presente e lançou o último livro “Presença Alienígena na lua”

Sinopse: Desde séculos atrás, os astrônomos observam a ocorrência de misteriosos fenômenos na Lua, a partir de seus telescópios.

Pontos brilhantes e objetos escuros que se deslocavam na superfície lunar faziam parte dessa fenomenologia. Até variações nas dimensões de algumas crateras foram observadas, entre outros eventos, como o aparecimento de estruturas e cúpulas gigantescas, que depois desapareciam para nunca mais serem observadas.

Com a chegada da Era Espacial, e das primeiras espaçonaves ao nosso satélite natural, foi constatada uma realidade surpreendente, mas quase totalmente acobertada, e ainda hoje longe de ser admitida oficialmente: a Lua é uma gigantesca base alienígena, repleta de construções, instalações, e mesmo ruínas de antigas edificações.

Esta não é uma história de ficção, mas uma verdade que está prestes a ser conhecida pela humanidade, relacionada diretamente à própria presença dos UFOs e seus tripulantes no planeta Terra.

Nas páginas deste livro, o leitor encontrará todos os detalhes dessa história, baseada em imagens impressionantes que hoje estão sendo disponibilizadas nos sites da própria NASA, para que pouco a pouco a humanidade seja preparada para a grande revelação: os extraterrestres não só existem, como estão estabelecidos em um mundo ao alcance de nossos olhos.