10 set 2016

Quando entrar setembro: vlog Adriana Santos

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O Muro da Gentileza Dona Pequetita, em Vespasiano, Região Metropolitana de Belo Horizonte recebeu o Prêmio Gentileza Urbana do IAB-MG – Instituto dos Arquitetos do Brasil de Minas Gerais. O evento foi no Museu de Artes do Conjunto Arquitetônico da Pampulha, Patrimônio Histórico da Humanidade pela Unesco. A iniciativa tem a participação voluntária de comunicadores, engenheiros, artistas, fotógrafos, empresários… enfim, pessoas que amam a  cidade.

Para comemorar o prêmio e também a data 7 de setembro, Dia da Independência do Brasil, a equipe de ação do  projeto voluntário realizou uma pequena confraternização na praça. Na verdade, uma oportunidade para o agradecimento em público do apoio de toda comunidade – que de forma direta ou indireta contribuiu para o sucesso da iniciativa. A praça foi tomada por jovens e pessoas que amam Vespasiano.

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OPINIÃO: Confira o vlog: Quando chegar setembro. E saiba mais sobre o projeto voluntário Muro da Gentileza Dona Pequetita.

06 ago 2016

Cerimônia de Abertura desperta a luz do brasileiro

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Divulgação

OPINIÃO Sou uma otimista por natureza. Tenho signo do fogo. Dizem que os sagitarianos são solares. Sempre acreditei que moro no melhor país do mundo, cercado pela natureza mais exuberante do planeta. Por isso,  a certeza que o Brasil tinha muito o que mostrar na Cerimônia de Abertura das Olimpíadas Rio de Janeiro 2016. Só que fui surpreendida pelo tamanho da importância do momento simbólico – que reuniu milhares de pessoas no Maracanã e bilhões de telespectadores pelo mundo. Um evento planetário.

Foi uma explosão de amor e de  símbolos. Um banho de autoestima. Um afago na alma. Um sopro de esperança. Um exemplo de superação e cooperação. Não tenho dúvidas, foi o maior espetáculo da Terra.

A nossa história foi revisitada pelo melhor ângulo. A força da maloca trouxe o índio para dentro da nossa memória afetiva. O avião de Santos Dumont nos fez lembrar que podemos voar com as asas da criatividade. Paulinho da Viola cantou o hino nacional com a serenidade dos que acreditam que a paz é interna. Gisele nos revelou uma beleza para além das aparências.

A diversidade revelada por meio da representação das manifestações culturais foi unificada pelos aplausos. Anita esteve ao lado das feras da música brasileira -Caetano e Gil, mas sua juventude esteve tão presente que nos encantou. É tão bom ver a simplicidade dos jovens, como Anita, que sonham e não têm medo de ser feliz. A veterana Fernanda Montenegro me fez arrepiar com o texto primoroso do mineiro Carlos Drummond Andrade. A apresentação da Delegação dos Refugiados foi uma demonstração de solidariedade sem fronteiras. Tirei o chapéu para a apresentação dos nossos atletas. Somos muitos. Somos mais.

construçãoO Brasil, país belo por natureza, deixou uma mensagem elegante sobre a importância da preservação do meio ambiente. O sonho da Floresta dos Atletas foi a semente plantada na consciência dos novos humanos. Estamos em obras… E os voluntários estão por toda parte. Que possamos ter tranquilidade na travessia dos momentos mais difíceis. Não devemos temer o velho homem, mas construir os alicerces para a chegada do novo.

A Chama Sagrada Olímpica foi acesa. O sol não desaparece quando a noite chega. Fomos agraciados pelo espírito esportivo.

15 jul 2016

Política de valorização do SUS, onde o sonho se perdeu?

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Paulo Sá
OPINIÃO
Por: Paulo K. de Sá

Médico e coordenador do curso de Medicina da FMP/Fase (RJ)

É difícil nesse momento crítico do país, onde o acúmulo de erros aconteceu e proporcionou a grande crise que testemunhamos agora, fazer uma reflexão isenta de emotividade e tendências ideológicas. Em plena turbulência política e passando por grave crise de condução estrutural e organizacional, frente aos escândalos acumulados em torno de todas as tendências políticas, assistimos a inúmeras medidas aprovadas pelo Congresso Nacional, a toque de caixa, que nos fazem refletir sobre a pertinência das mesmas.

Fato é que desde a Constituição Federal de 1988, a definição sobre a estrutura de financiamento do Sistema Único de Saúde (SUS) sempre foi deficitária em relação às necessidades de saúde da população brasileira, tanto de governos de esquerda como de direita. Inúmeras regulações foram realizadas através de normas operacionais e portarias ministeriais, que nem de longe conseguiam patrocinar as propostas encaminhadas.

O resultado disso é que, embora o SUS tenha avançado significativamente do ponto de vista de sua organização e ampliação de cobertura, principalmente através da Estratégia de Saúde da Família, o processo de seu custeio ficou a desejar e proporcionou uma quebra nas contas dos governos municipais e estaduais. Na verdade, poucos foram os municípios no país que conseguiram realizar investimentos de maior envergadura atendendo ao que se prega no SUS, como cobertura universal efetiva, equidade, integralidade da atenção à saúde, dentre outros.

Muitos municípios morreram na praia ao tentarem realizar investimentos na atenção básica e se depararem com os elevados custos para cobrir a população que aspirava. A rede intermediária de suporte, os especialistas, foi esvaziada do sistema por força da competitividade do mercado privado e à baixíssima remuneração proposta pelo sistema público. A rede de alta complexidade obteve a remuneração ao nível do mercado privado e, por isso mesmo, foi para onde os recursos foram drenados com a adesão de muitas clínicas e hospitais privados, provocando uma contradição intrínseca no sistema.

Ora, a proposta maravilhosa inspirada pela Reforma Sanitária, está agonizante. Primeiro porque está mergulhada em uma inviabilidade financeira de se atender aos princípios e diretrizes estabelecidos. Usurpada na sua possibilidade de gestão pela interferência, pela judicialização da saúde. E agora sucateada por uma sequência de atos impróprios do atual governo sem a devida pactuação social para permanecer viável o maior plano de saúde no Brasil, sem o qual a grande maioria dos brasileiros estaria à mingua, entregues à própria sorte como nos velhos tempos de colônia.

Além da atual inviabilização do sistema, as instituições formadoras na área da saúde se veem sucateadas, como as públicas, e fortemente limitadas, como as privadas, em face a grave crise econômica do país. Como resposta a esse quadro, temos estudantes representantes de uma parcela elitizada de nossa população, ávidos em recuperar seus investimentos ao longo de seis anos de graduação através da sua inserção no setor privado, ou no seu precário compromisso junto ao setor público como degrau temporário para sua inserção no mercado, uma vez que o SUS não superou a incompetência de estabelecer uma carreira decente para o profissional de saúde a ponto de inverter esse quadro grotesco imposto por um capitalismo às avessas.

Educação e Saúde podem se dar as mãos, as duas áreas mais importantes de uma sociedade estão agonizantes e demonstram claramente os rumos da sociedade brasileira, esgarçada e indignada com tudo que está em curso. Uma grande entrega à deriva em um oceano de tempestades de denúncias e corrupção e uma grande interrogação se estabelecem. Porém a esperança está no acordar político da população brasileira que estava comodamente hibernada diante de um predomínio ideológico inexorável diante da expansão voraz do capitalismo no mundo inteiro. Hoje, pelos diferentes espaços sociais, redes de articulação estão se estruturando em meio aos ardores da grande confusão patrocinada, em prol de uma nova discussão e solução política para o Brasil em todas as áreas – saúde, educação, produção agropecuária, modelo político, sistema econômico, direitos humanos e direitos dos trabalhadores e proprietários dos meios de produção, etc.

Um novo Brasil está acordando, mas ainda teremos choros e ranger de dentes até que a calmaria venha a prevalecer mediante a formulação de uma nova proposta pela sociedade brasileira devidamente articulada e amadurecida e que não seja a reedição do velho estado colonial de sempre.

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