30 set 2019

Vigilantes dos Céus: como a Força Aérea Brasileira intercepta objetos voadores não identificados

Arquivado em Uncategorized

Revista Ovni Pesquisa

Por Sérgio Santana. *Bacharel em Ciências Aeronáuticas (Universidade do Sul de Santa Catarina, UNISUL); Pós-graduando em Engenharia de Manutenção Aeronáutica (Pontifícia Universidade Católica de Minas Gerais, PUC-MG e consultora da Revista OVNI Pesquisa)

Na hipótese de uma aeronave ingressar no espaço aéreo brasileiro e, por algum motivo, não puder ser identificada pelo radar do já mencionado ACC mais próximo, ao não exibir a sua etiqueta (ou “label”, o conjunto de dados que indicam seu tipo, matrícula, destino e velocidade) a mesma será detectada pelo ACC e pelo Centro de Operações Militares (COpM), cujo controlador, seguindo o protocolo específico, contatará os centros de controle mais próximos à região para averiguar se alguém tinha ciência daquela aeronave, tendo exatamente três minutos para fazer a classificação do tráfego desconhecido, até então classificado como suspeito.

Passada a Fase de Identificação, o controlador do COpM já em contato com o Centro de Operações de Defesa Aeroespacial (CODA, o seu elo de contato com o Comando de Operações Aeroespaciais, COMAE), aguardará as devidas instruções para a próxima fase. Desejando manter a segurança e obter as tais informações primordiais, um Esquadrão de Caça foi imediatamente acionado e duas das suas aeronaves foram ao encontro do avião não identificado.

E aqui cabe um esclarecimento: embora o termo “Esquadrão de Caça” se aplique geralmente a uma unidade aérea da FAB equipada com aeronaves projetadas para “caçar” outras (como os Northrop/Embraer F-5EM Tiger II, propulsados por motores a jato) voados por esquadrões baseados nos estados de Rio de Janeiro, Rio Grande do Sul e Manaus, podem ser ativados outros tipos de aeronaves, de acordo com a variedade de aeronave a ser interceptada. Assim, no caso de uma pequena aeronave movida a hélice, que não atinge velocidades elevadas, podem ser acionadas as aeronaves de ataque Embraer A-29 Super Tucano (baseadas em Roraima, Rondônia e Mato Grosso do Sul) e mesmo helicópteros, como os Mil Mi-35 Hind, baseados em Porto Velho.

Iniciando a Fase de Reconhecimento Visual a Distância e vetorados pelo controlador do COpM, os pilotos de caça se aproximaram e se posicionaram de modo a não serem vistos pelo piloto suspeito. Mantendo-se invisível, um dos pilotos do caça começa a mandar os dados ao CODA por fonia e por satélite, informações em áudio (descrição da aeronave) e por imagens (fotos e filmagem do avião em voo) transmitidas em tempo real ao CODA, no qual uma equipe especializada verifica, baseada nos dados obtidos, cadastros da aeronave e de seus proprietários junto à Agência Nacional de Aviação Civil e demais órgãos governamentais.

A fase seguinte, a do Acompanhamento, ocorre se os dados necessários não forem obtidos, sendo ordenado que os caças sem se mostrarem à aeronave suspeita a sigam para verificar qual seria o seu destino. E se acompanhar se mostrar insuficiente, seguindo mais um passo no Protocolo, pilotos dos caças interceptadores adentrarão para a Fase do Interrogatório, que consiste em que um dos caças se posicione ao lado da aeronave suspeita e ordene, por meio de uma placa, que o seu piloto entre em comunicação com ele pela Frequência Internacional de Emergência (121,5MHz). Caso o piloto do avião suspeito obedeça às ordens recebidas, ele será interrogado, perguntando-se o seu nome, de onde ele está vindo, para aonde está indo e o que está transportando.

Não havendo obediência às ordens e orientados pelo COMAE, os pilotos dos caças iniciam a fase seguinte que consiste em fazer com que a aeronave suspeita mude de rota e pouse imediatamente no aeródromo mais próximo. Se ainda assim houver resistência às ordens, os pilotos dos caças ingressarão na fase dos Tiros de Aviso. Um dos caças então se posicionou mais à frente da aeronave suspeita, enquanto outro caça ainda estava atrás da mesma, garantindo e disparou uma rajada de tiros. Se ainda assim houver resistência os próximos disparos visarão a abater a aeronave, atingindo-a nas suas partes vitais. Dentre as armas que podem ser empregadas pelas aeronaves interceptadoras estão metralhadoras calibre .50, canhões automáticos de 30mm e mísseis de curto e médio alcance.

Para cada fase do procedimento descrito acima existe uma autoridade responsável pelo acompanhamento da operação e pelo aval das ações a serem tomadas: Autoridade Operacional de Defesa Aérea (AODA) – que participa do processo até à Fase do Interrogatório; Alta Autoridade de Defesa Aeroespacial (AADA) – do Chefe do Estado-Maior do Sistema de Defesa Aérea Brasileira, SISDABRA, passando pelo seu Comandante até o Comandante do COMAE – tomam as decisões até a Fase dos Tiros de Aviso; e Alta Autoridade de Defesa Aeroespacial (AADA) – do Comandante da Aeronáutica, passando pelo Ministro da Defesa até o Presidente da República – tomam as decisões até a Fase dos Tiros de Destruição. Os Controladores do COpM e os Pilotos de Caça são as Autoridades Executivas de Defesa Aérea (AEDA).
Por outro lado, a literatura ufológica está repleta de situações nas quais as aeronaves de interceptação não conseguiram acompanhar ou destruir invasores do espaço aéreo reconhecidos como “objetos voadores não identificados”.

Caso a Defesa Aérea brasileira se encontre em uma situação similar, as aeronaves de interceptação serão desautorizadas pelo Alocador de Armas do COpM a continuar a perseguição e a defesa antiaérea dos locais onde o invasor está situado passarão à situação de alerta máximo – alerta vermelho. Assim, as armas antiaéreas de baixa e média altura (que variam desde canhões automáticos de 30mm a 40mm até mísseis portáteis de curto alcance lançados de ombros, passando por canhões de 76mm e mísseis de curto e médio alcance a bordo de navios, se o contato estiver sobre o mar) são alocadas para fazer frente ao OVNI.

Leia também: Qual a capacidade de controle dos radares da Força Aérea Brasileira?

Quer saber mais sobre objetos voadores não identificados? Acesso o site da Revista OVNI Pesquisa.

18 jan 2019

Publicação mineira aposta na inovação e na desmistificação da ufologia no Brasil

Arquivado em Comportamento, Ufologia

ovniblog
A ufologia é um assunto cada vez mais relevante, principalmente depois dos avanços digitais. Não há como negar que as redes sociais ajudaram a popularizar os avistamentos de objetos voadores não identificados (OVNIs). É claro que no mundo virtual tudo é possível de acontecer, até mesmo manipulações de imagens com o intuito de desmoralizar o estudo ufológico. Por isso, a importância de separar o joio do trigo; a fantasia da realidade; o misticismo da ciência.

No entanto, boa parte dos estudos sobre óvnis carece de rigor científico ou está impregnada de forte misticismo ou crendices. A maioria dos acadêmicos considera a ufologia uma pseudociência, ou seja, um trabalho destituído de metodologia científica. Para piorar, dezenas de charlatões tomaram conta das pesquisas ufológicas, com a intenção de explorar a boa-fé das pessoas. Mas há pesquisadores sérios, muitos com formação acadêmica e reconhecimento público – que lutam por uma ufologia com bases na ciência.

Então, entra em cena a Revista Ovni Pesquisa, uma publicação trimestral, produzida pelo Centro de Investigações e Pesquisas de Fenômenos Aéreos Não Identificados (Cipfani) de Minas Gerais – que prioriza os estudos ufológicos com bases na investigação científica. O Cipfani apresenta, desde 1991, dicas e normas de conduta em uma das atividades mais comuns realizadas pelos grupos de pesquisas e interessados na busca por evidências do fenômeno OVNI.

Uma amostra inequívoca da seriedade proposta pela Revista Ovni Pesquisa reside no fato de que já na edição de lançamento a “OVNI Pesquisa” entrevistou o Coronel-Aviador da Força Aérea Brasileira na reserva Marcos Pontes (agora ministro da Ciência e Tecnologia), que entrou para a História nacional como o primeiro astronauta do Brasil. Um profissional da sua categoria, reconhecido internacionalmente, só agregou valores à publicação e, obviamente, a sua participação acrescentou responsabilidade aos seus idealizadores, no sentido de se esforçar continuamente para desmistificar a Ufologia e proporcionar-lhe a devida importância.

A Revista OVNI Pesquisa já está na terceira edição. Uma publicação recheada de informações de qualidade, material exclusivo, novidades e seriedade. Alguns destaques: princípios básicos da Ufologia; Dossiês da FAB (Material exclusivo); o caso de um objeto estranho que foi avistado por funcionários de um clube de pesca em Januária (MG). Segundo eles, o mesmo teria feito manobras e caído em uma mata à beira do Rio São Francisco; uma análise das cenas mais polêmicas que marcaram os 25 anos da série Arquivo X; a sabedoria alienígena e os deuses astronautas; as mensagens vindas do espaço por meio de desenhos em plantações e outros assuntos importantes que marcaram a edição.

“A Revista OVNI PESQUISA entende que o caminho para a compreensão do fenômeno deve ser estritamente científico. A Ufologia não é ciência. Porém, pode se valer de ferramentas e apoio de profissionais em áreas distintas, resultando pesquisas com embasamento técnico e o mais importante: credibilidade”, enfatiza o editor Paulo Baraky Werner.

13 jul 2018

Revista mineira sobre discos voadores é lançada em São Paulo

Arquivado em Cidade, Comportamento, Ufologia

revista2

Minas Gerais tem uma enorme incidência de avistamentos de objetos voadores não identificados. Alguns ufólogos apontam a Zona da mata como um dos principais pontos, mas existem outros como Passa Tempo e Serra do Cipó. Acredita-se que devido à grande riqueza mineral do solo mineiro, os objetos voadores não identificados (OVNIs) usam esse material como fonte de energia.

O Estado também conta com a presença de ufólogos importantes. Em solo mineiro, nasceu o pioneiro dos estudos de campo da ufologia, Húlvio Brant Aleixo, conhecido internacionalmente pela seriedade das pesquisas sobre OVNIs desenvolvidas no Brasil. Aqui também foram criados vários grupos e institutos de pesquisas na área, sempre zelando pela ética das informações.

A partir de agora, para além das montanhas de Minas, os brasileiros ainda podem contar com uma publicação trimestral sobre tudo o que acontece no Brasil e no mundo sobre avistamentos, abduções e estudos ufológicos com bases na ciência.  “É esta seriedade que a revista “OVNI Pesquisa” se propõe a resgatar e enaltecer, através de artigos escritos por especialistas nos temas atinentes à Ufologia (tais como observação em espaço aberto, objetos voadores e outros) de modo a não somente esclarecer esta ciência, mas igualmente a aproximá-la do público cada vez mais, assim permitindo que os fenômenos relacionados a ela deixem de ser considerados inacessíveis e passem a ser objeto de discussão ampla e natural”, explica Sérgio Santana, formado em Ciências Aeronáuticas e pós-graduando em Engenharia de Manutenção Aeronáutica da PUC-MG.

Amanhã (14/07), a Revista OVNI Pesquisa será lançada na Biblioteca Municipal Viriato Corrêa, Vila Mariana, em São Paulo, às 14 horas – e contará com a participação dos ufólogos Edson Boaventura e Fábio Gomes. A entrada é gratuita, mas as vagas são limitadas. Portanto, as reservas devem ser feitas pelos e-mail: fabio@ovnipesquisa.com.br; edison@ovnipesquisa.com.br ou contato@ovnipesquisa.com.br

Palestras

Edison Boaventura – Ovnis na Ilha de Páscoa

​​Pesquisador de campo há 37 anos, fundador e atual presidente do GUG – Grupo Ufológico de Guarujá e diretor de pesquisa de campo da BURN. Possui diversos trabalhos publicados em revistas, jornais e periódicos.

Escreveu em 2015 o livro “Alienígenas no Passado do Brasil” e em 2016 o livro “OVNI – Arquivos Militares – Caso Ibiúna – SP”. ​​
Realizou e participou de vários congressos nacionais e internacionais. Participou de vários programas nacionais e internacionais de televisão (History Channel, etc.) e rádio. Como pesquisador adota a linha científica de investigação, tendo investigado centenas de casos de abdução, pousos e contatos com OVNIS, principalmente no Litoral Paulista.

Participou intensamente da investigação do “Caso Varginha”, em Minas Gerais.Fazendo parte do “Grupo dos 7”. É apresentador do programa no YOUTUBE: “Enigmas e Mistérios”.

Viajou para vários países para investigar o fenômeno, como por exemplo, Egito, Grécia, Turquia, Israel, Japão, Camboja, Tailândia, Emirados Árabes, Inglaterra, França, México, Peru, Chile, Ilha de Páscoa, Argentina e Uruguai.
Atualmente vem desenvolvendo levantamentos sobre a atuação de militares brasileiros em pesquisas relacionadas com o Fenômeno OVNI.
edison@ovnipesquisa.com.br

Fábio Gomes. Realidade ou faz-de-conta?

É cientista social e profissional da área de pesquisa de mercado e opinião pública há duas décadas. Tem como áreas principais de pesquisa a análise de dados quantitativos e a reflexão sobre a credibilidade da Ufologia perante a sociedade. Foi consultor da revista UFO por sete anos. Suas palestras estão disponíveis no canal Fábio Gomes do Youtube.  fabio@ovnipesquisa.com.br  

revista sp

 

Página 1 de 212