11 ago 2020

Os efeitos de uma educação abusiva

Arquivado em adolescente, criança, opinião

Por: Telma Abrahão, Educadora Parental, com formação em biomedicina

Num mundo em constante transformação, onde queremos tudo cada vez mais rápido, muito se fala a respeito da “falta de limites” que vemos nas crianças, porém a maioria dos pais se sentem perdidos quando o assunto é a educação dos filhos. Uma das dúvidas mais frequentes é: “Como educar crianças para se tornarem adultos responsáveis, capazes, bem resolvidos e com boa autoestima, sem bater, punir ou castigar?” Seria possível?

A resposta é sim! Certamente não é o caminho mais fácil, pois exige tempo e dedicação, porém possível se os pais se dedicarem a estudar e a aprender mais sobre o que motiva determinados comportamentos indesejados nos filhos.

Sabemos que gerar um filho, amamentar e proteger são instintivos, mas educar não. Se você educar no modo automático ou por instinto, vai errar e muito. Precisamos aprender novas formas de reagir aos desafios comportamentais das crianças e compreender de uma vez por todas, a responsabilidade que o papel de pais nos impõe. Não é a escola, nem as babás ou os familiares que possuem o dever de educar uma criança. Esse dever é dos pais e a construção de um ser humano responsável e emocionalmente saudável precisa começar dentro de casa, no dia a dia, na transmissão de importantes valores, através de um modelo que inspire respeito, de um ambiente que proporcione afeto, segurança e limites claros.

Reforço que compreender as bases de uma educação respeitosa é fundamental para os pais mudarem a forma de agir com seus filhos. Crianças não são pequenos adultos, elas possuem o cérebro imaturo, são dominadas pelas emoções e ainda não aprenderam a lidar com o que sentem. Elas vão aprendendo conforme se desenvolvem e também de acordo com o ambiente onde vivem.

O problema é que quando os pais não compreendem isso, acabam esperando um comportamento que elas não possuem condições de ter. A maioria das “birras”, por exemplo, não é um ataque contra os pais, elas são a manifestação dessa imaturidade cerebral para lidarem com o que sentem. Podem ser ainda, necessidades físicas não atendidas como cansaço, fome, sono ou necessidades emocionais não atendidas como falta de afeto ou acolhimento emocional.

Pais rígidos e autoritários criam filhos ansiosos, desconectados e nervosos. Tudo isso porque o medo e o estresse constante liberam grandes quantidades de cortisol no corpo dessa criança em desenvolvimento e podem trazer problemas como, dificuldade de concentração, de aprendizado e até mesmo de socialização. O estresse é uma resposta fisiológica a uma situação adversa e que desencadeia mudanças químicas, que afetam os mais diversos sistemas do nosso corpo e quando constantes, podem trazer problemas para a criança, como dificuldade no aprendizado ou de concentração.

O Centro de Desenvolvimento da Criança da Universidade de Harvard, nos Estados Unidos, cita três tipos diferentes de respostas ao estresse: positiva, tolerável e tóxica, dependendo da intensidade desse estresse. O que mais preocupa é a terceira opção, que é chamado de estresse tóxico.

Ele pode ocorrer quando uma criança vivencia dificuldades, que são constantes e prolongadas, sem o apoio emocional adequado dos pais ou cuidadores. Entre os exemplos mais comuns, estão: violência doméstica, abusos físico ou emocional, negligência, falta de cuidados, pais viciados em álcool ou drogas, pais depressivos ou ainda casos de pobreza extrema.

Pais que não conseguem cuidar do filho, que brigam o tempo todo, que não se dedicam a amar e se conectar com os filhos, podem fazer com que a criança entre em um estado permanente de estresse, considerado tóxico. Isso pode gerar consequências por toda a vida. Esse fator aumenta a probabilidade da criança apresentar atrasos no desenvolvimento e problemas de saúde mais tarde, como abusos de drogas e depressão, além de dificuldade de socialização e aprendizado.

Diante do estresse, o corpo e o cérebro entram em estado de alerta, aumentam a frequência cardíaca e liberam mais hormônios, como adrenalina e cortisol. Depois de certo tempo, é esperado que e o corpo voltasse ao estado natural, mas se o apoio emocional e o acolhimento dos pais não ocorrerem, essa resposta se mantem ativa, inclusive quando já não existe mais um perigo evidente.

As pesquisas feitas até agora demonstram que estabelecer uma relação emocional estável, com adultos que se preocupam com o bem-estar da criança, pode prevenir e até mesmo reverter os danos do estresse tóxico.

Como esperar que uma criança aprenda a se autocontrolar, se muitos pais até hoje não aprenderam a fazer isso? Como desejar ter filhos seguros se tantos pais têm dúvidas sobre seu próprio valor e se sentem perdidos na vida porque são fruto de uma infância cheia de punição e pouca conexão emocional?

Realmente precisamos nos reeducar para estarmos aptos a educar com o amor e o respeito que toda criança merece.

28 nov 2019

“Trocar fraldas é tarefa da mãe”: que pensamento mais ultrapassado, hein?

Divulgação Natura

Ser pai é mais do que ajudar. É dividir as tarefas e dobrar o cuidado. É ser pai todos os dias e as madrugadas também. Porque é o afeto do dia a dia e a presença noite a noite que torna o vínculo cada vez mais forte e durável. E para incentivar um novo olhar sobre a paternidade, A Natura criou o movimento de doação de trocadores para banheiros masculinos de restaurantes em todo Brasil.

A empresa lançou, em 2017, a edição dos produtos de higiene “Papai e Bebê”- porque acreditou que a importância do vínculo não se limita às mães. A Natura mergulhou fundo no universo dos pais e encontrou alguns desafios e resolveu dar uma forcinha.

Como o pai troca a fralda do bebê se no restaurante que a família adora não tem um trocador no banheiro masculino? 

“Infelizmente, esta ainda é uma cultura muito enraizada no nosso país, que é gigantesco e tem muitas realidades distintas nos diferentes estados. Essa transformação pela qual o homem vem passando – e o “ser pai” é apenas uma parte disso – com certeza é um dos principais motores de transformação do futuro da sociedade como um todo. Mas isso não acontece do dia pra noite”, diz Beto Lima, publicitário, pai do João Pedro, 5, e da Helena, 1, à frente do perfil @eupapai, que trata de questões familiares do ponto de vista paterno.

Pensando nisso, em setembro de 2018, “Papai e Bebê” doou trocadores para os banheiros masculinos de 40 restaurantes em cinco capitais brasileiras: São Paulo, Rio de Janeiro, Brasília, Recife e Porto Alegre. Nas redes sociais, os embaixadores digitais da Natura incentivaram o projeto.

“Este foi um dos movimentos de maior engajamento que já participei e até hoje recebo mensagens e fotos de pessoas que se deparam com os trocadores em diversas cidades do país. A imensa maioria apoia a iniciativa e pede, inclusive, que outras empresas participem deste movimento para termos cada vez mais escala”, conta Beto Lima, um dos embaixadores.

O resultado: após o sucesso da campanha, o projeto entrou na segunda fase, mais cidades foram contempladas por votação nas redes sociais. As cidades mais votadas foram São Paulo, Salvador, Belo Horizonte e Fortaleza. Confira a lista completa dos restaurantes. AQUI

EM BELO HORIZONTE
– Pizzaria 68
Rua Felipe dos Santos, 68

– Est! Est!! Est!!!
Avenida Getúlio Vargas, 107

Confira os produtos no Espaço Digital Natura Saúde do Meio. AQUI

  • Com informações do Site Oficial da Natura
31 mar 2016

Você sabe como é feito o teste de DNA para paternidade?

Arquivado em Comportamento, Genética
dna

Divulgação/Imagem ilustrativa

Por: Rodrigo Fernandes Basílio

Apesar do teste de dna para paternidade ou teste de paternidade, já ser bem conhecido, poucas pessoas sabem como ele é realizado. Bom, o exame de paternidade pode ser divido em três etapas.

A primeira etapa consiste na coleta das amostras, onde ocorre com o auxílio de substâncias químicas, centrífugas e equipamentos presentes no laboratório, é feita a separação do DNA da célula. Em seguida, ministra-se  a amostra que será analisada em um gel, o qual irá auxiliar os técnicos ou responsáveis pelo exame.

Na segunda parte, cargas elétricas positivas são utilizadas para que ocorra a separação dos fragmentos de DNA, que serão utilizadas na analise das amostras. Mas, você deve estar se perguntando: por que carga positiva? É bem simples, pois o DNA possui carga negativa e isso fará com que ele seja atraído a parte positiva da corrente.

A última parte consiste na verificação dos fragmentos obtidos. O gel mencionado anteriormente, ao ser colocado frente a uma luz ultravioleta, irá brilhar, facilitando com os técnicos ou responsáveis pelo exame, possam examinar os fragmentos obtidos.

Essencialmente, o teste de DNA de paternidade funciona desta forma. Como o exame envolve probabilidade, nunca irá constar 100%, porém chega a índices como 99,999%, o que pode ser considerada como uma paternidade confirmada.

No entanto, o exame de DNA de paternidade, não é o único teste de DNA que pode confirmar esse vínculo entre um homem e seu suposto filho. Existem diversos outros exames de dna que também desempenham esta função. Vale ressaltar que, para os seguintes testes o procedimento de análise do DNA por meio das amostras obtidas, é semelhante ao que foi descrito acima.

Podemos determinar o grau de parentesco por meio do exame de avuncular, que pode ser descrito como o exame de para a determinação do vínculo entre tios/sobrinhos. Por meio de teste de dna entre avós/netos também pode ser feito essa análise, para a determinação de parentesco.

Estes testes citados, são bem comuns de serem realizados caso o pai não se encontre presente para o momento do teste de paternidade, devido a encarceramento, morte ou abandono.

Com isso, despeço-me e espero que tenha esclarecido suas dúvidas a respeito dos testes de paternidade, de forma geral.