12 set 2019

Laboratório produz pele humana para substituir testes em animais

Por Carol Barreto – Repórter da Rádio Nacional Rio de Janeiro/Agência Brasil

A lei que estabelece novas regras para o uso de animais em testes estipulou o prazo de cinco anos para que os pesquisadores se adaptassem e utilizassem formas alternativas. O prazo de cinco anos termina no dia 24 de setembro deste ano.

A resolução normativa do Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovação e Comunicações reconhece o uso de métodos alternativos válidos que possam reduzir ou substituir o uso de animais em atividades de pesquisa. De acordo com a resolução, o Conselho Nacional de Controle de Experimentação Animal (Concea) reconhece 17 métodos alternativos. Um desses métodos permite teste da epiderme humana reconstituída.

Pioneiro mundial em reconstrução de pele, o laboratório de bioengenharia de tecidos vai disponibilizar pele reconstruída para testes em produtos. O material produzido pela unidade será utilizado em substituição ao uso de animais como cobaias em testes de produtos. O processo começa com a doação de restos de cirurgias plásticas para o laboratório. Daí se extraem os chamados queratinócitos. Essas células são cultivadas em placas de cultura e, depois de 17 dias em contato com o ar, se proliferam, formando múltiplas camadas de pele.

O laboratório já produziu mais de 5 mil tecidos de pele reconstruídos que foram utilizados no treinamento de mais de 100 pesquisadores no Mercosul, o que possibilitou a implementação de métodos alternativos em diversos laboratórios interessados em reduzir ou substituir os testes em animais.

30 abr 2019

4 dicas para fazer o bronzeado durar mais ao longo do ano

Arquivado em Beleza, Comportamento

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Dias de verão significam tardes na praia ou na piscina reforçando o bronzeado. Mas quando as temperaturas caem e os looks ganham camadas, o bronze tende a ir embora, a não ser que você tome alguns cuidados específicos.

Segundo a dermatologista Raquel Toyota, “se você tomou as precauções antes de se expor ao sol — usou protetor solar, ingeriu bastante líquido, manteve uma alimentação saudável e tomou sol de forma moderada nos horários certos — já acumulou pontos para prolongar o bronzeado”.

Depois disso, os passos são simples e eficazes.

1. Abuse dos hidratantes

Quanto mais hidratada, mais a pele segura o bronze e evita o descascamento. “costumo recomendar produtos que tenham ativos hidratantes, como vitamina e e óleos vegetais”, diz Raquel. Precisa de sugestões? Vá de Desodorante Hidratante Corporal Cereja e Avelã, de Tododia – que possui Vitamina E – ou Polpa Desodorante Hidratante Corporal Pós-sol Buriti, de Ekos – que tem fórmula refrescante e estimula a produção de antioxidantes.

Para turbinar a eficácia dos cremes, aplique-os logo após banho! “Com o corpo úmido, os poros permanecem abertos, absorvendo melhor os nutrientes”, explica a dermatologista.

2. Ingira muito líquido (sempre)

A hidratação do corpo pode ser feita por outras vias, que vão além da aplicação de um creme hidratante. Para isso, beba bastante líquido ao longo do ano. Diariamente, o ideal é beber, em média, 2 litros de água. Isso contribui para que a pele mantenha a água de que precisa para permanecer bonita e saudável.

3. Atenção ao banho!

Banhos demorados e quentes não fazem bem para a pele, pois prejudicam sua barreira protetora e provocam o ressecamento. “Eles removem toda a oleosidade natural benéfica para a barreira cutânea e manutenção do bronzeado”, esclarece Raquel. Fique atenta!

4. Alimente-se bem

Os alimentos também influenciam no bronze e na sua duração. O segredo, portanto, é investir nos alimentos ricos em betacaroteno, como as frutas e os legumes de cor vermelha, laranja ou amarela. “A fixação do betacaroteno na gordura da pele colabora com o tom alaranjado do bronzeado”, explica a dermatologista.

Os antioxidantes também são importantes. “Eles ajudam a reduzir a inflamação da pele durante os dias de exposição e protegem dos danos causados pelo sol”, pontua Raquel. Estão presentes em frutas, legumes, verduras, grãos e alimentos integrais. Enriqueça já seu cardápio.

Os produtos acima podem ser encontrados no site Natura.

27 mar 2019

Ucuuba: semente amazônica promove reparação profunda na pele

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Divulgação

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A Ucuuba é uma árvore da Amazônia ameaçada de extinção, muito procurada por sua madeira leve e clara. Quem a derruba, no entanto, não vê que o seu verdadeiro valor está nas sementes. Elas são fonte de uma manteiga natural, que promove uma reparação profunda na pele.

O potencial da Ucuuba foi identificado pela Natura em 2004, durante o mapeamento de várias espécies para o desenvolvimento de óleos e manteigas a partir de matérias-primas encontradas na Amazônia. Mas foi só em abril de 2015 que a empresa lançou a linha Ekos Ucuuba, depois de um longo processo de pesquisa.

O grande diferencial dos produtos é o toque seco que a manteiga proporciona, acompanhado de uma hidratação de até 48 horas, consequência da alta concentração de compostos que promovem esse efeito prolongado. A manteiga de Ucuuba ainda estimula a produção de colágeno e elastina.

Estímulo à preservação ambiental

Ao transformar a semente em um produto inovador, a Natura gerou renda para comunidades na Amazônia e estimulou a preservação ambiental. Só em 2016, uma área equivalente a 150 campos de futebol foi conservada na região com o aproveitamento da Ucuuba na indústria cosmética.

Entre os produtos da linha Ucuuba estão sabonetes que proporcionam até oito horas de hidratação, o que, segundo pesquisadores envolvidos no seu desenvolvimento, representa muito mais do que outros produtos disponíveis no mercado.

Cintia Ferrari, gerente científica da área de tecnologia de ingrediente e especialista em óleos e gorduras, explica que um projeto como esse traz consigo uma série de desafios, sendo um deles relativo à variabilidade de características da matéria-prima de origem natural. “Você pode ser o maior especialista no assunto, mas, quando vai para a natureza, quem dita as regras é ela. Se o tempo está seco, mudam as características, se chove mais, mudam as características. O trabalho é longo porque temos de tentar pegar o máximo de safra e variáveis dessas safras para termos uma especificação mais robusta”.

Pequenos Produtores

Por esse motivo, é essencial garantir a qualidade da semente e para tanto é necessário conscientizar os pequenos produtores, de cooperativas parceiras de fornecimento, da importância deles na cadeia produtiva. “Precisamos mostrar como a qualidade da semente impacta no produto. Não existe óleo ruim, existe semente ruim. Temos de engajar e capacitar essas comunidades para mostrar a importância de padronizar a qualidade da matéria-prima para manter a qualidade do produto final”, diz Cintia.

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